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 Sobre a moral

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Ronaldo
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Mensagens : 261
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MensagemAssunto: Sobre a moral   18/10/2008, 6:16 am

dedo duro escreveu:
Tudo que o cristianismo criou em termos de política foi o sistema de castas da Idade Média. O liberalismo foi criação de filósofos deístas, crentes liberais, religiosos laicos e de ateus. A igualdade entre os homens é uma criação dos iluministas e por eles foi difundida.

dedo duro escreveu:
Ser Humano escreveu:
Ser Humano escreveu:O Estado-Laico e o individualismo têm base filosófica no cristianismo (embora
toda a filosofia cristã encontre espelho noutras fontes), na separação
de mundos: "Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", que
acabam por fundamentar a limitação do poder do Estado, e fazem
desabrochar os princípios que sustentam os direitos e garantias
individuais. Very Happy

Quem precisa melhorar a interpretação de texto é você. Qualquer um perceberia que estou refutando a parte de baixo do texto

Bom, talvez você compreenda melhor o que digo clicando aqui, por exemplo.

Parte do texto:

Então Rabelais também?
Ah, mas absolutamente sim. Giordano Bruno, nem tanto: acho que faltava nele um pino. Ou dois [risos]. Bem, sou fiel a essas figuras. É preciso lembrar que viveram numa época
em que o conceito de nação não fazia sentido. Eventualmente havia a nação das letras, que eram as pessoas que se falavam pela Europa afora. Assim, eu tenho uma antipatia muito grande por qualquer expressão nacionalista. Em geral, tenho uma certa repulsa por qualquer expressão de fidelidade ao grupo.

Você endossaria a frase do Samuel Johnson de que o patriotismo é o último refúgio do canalha?
Sem nenhuma dúvida. Qualquer tipo de fidelidade que passa na frente do foro íntimo é, para mim, a definição do mal.

É a destruição do indivíduo.
Exatamente.
Porque, quando isso acontece, aí tudo é permitido. No fundo, a única coisa que coloca limites ao horror, para mim, é o foro íntimo. Eu digo que é o mal porque é a definição do mal do século 20, que deu no fascismo, no nazismo, no stalinismo, em Pol Pot.

Há uma demonização do indivíduo hoje em dia.
Ah, completamente! E por conta de um equívoco. Para mim, individualismo é uma palavra nobre. Louis Dumont é um dos meus mentores intelectuais. Acho que ele é um colosso da antropologia do século 20. O individualismo não tem nada a ver com o egoísmo, mas com uma sociedade em que o indivíduo é um valor superior à comunidade. Eu sei que você
gosta disso porque, outro dia, fez alusão a esse pensamento naquele encontro, e eu disse para mim mesmo: “Ah, pensamos do mesmo jeito”. Pois bem: nós dois compartilhamos da idéia de que a tendência antiindividualista é muito presente na parte menos interessante do
Iluminismo francês, especificamente em Rousseau. O conceito da vontade geral é verdadeiramente uma das raízes ideológicas do que aconteceu de pior no século 20.


E mais à frente:

Existe uma culpa coletiva?
Acho que sim. É possível
que sim. Acho que existem culpas coletivas e, provavelmente, nos grupos
nacionais, também existam. Porque existem culpas que estão, de alguma
forma, inscritas na cultura. É sempre um pouco perigoso dizer isso. Eu
não sou culpado pelo fascismo italiano. Até a história da minha família
me livra desse peso. Mas, por outro lado, não me sinto assim tão
italiano... Não é uma resposta simples. Mas como chegamos aqui?

Falávamos dos dois iluminismos.
Sim,
fizemos essa excursão e, depois, eu disse que não tenho nenhuma
simpatia pelo conceito de nação em geral, pelo nacionalismo, porque me
parece o contrário do discurso moderno. Aliás, o individualismo moderno
tem origem no cristianismo. Louis Dumont demonstra isso muito bem.

Porque você faz a escolha, não é escolhido.
Claro,
é uma relação de Deus com cada um individualmente, independentemente do
grupo ao qual o sujeito pertença, inclusive o grupo familiar. É uma
relação de foro íntimo. E porque é uma relação na qual o fato de
pertencer a uma raça, nação ou o que seja é indiferente.


Talvez, valesse a pena pesquisar o nome "Louis Dumont". Vai achar um texto interessante clicando aqui.

Parte do texto:
1 - Individualismo

O individualismo é conceito que exprime a afirmação do indivíduo ante a sociedade
e o Estado. Liberdade, propriedade privada e limitação do poder do Estado - eis
a tônica do Individualismo. Há tendência em se vincular ou relacionar capitalismo e individualismo bem como socialismo e coletivismo. Mas aqui trataremos do conceito expresso por Louis Dumont in, O individualismo: uma perspectiva antropológica da ideologia moderna[1], onde ao lado do conceito de um indivíduo que constitui o valor supremo - caracterizando o individualismo - teremos o indivíduo que se encontra na sociedade como um todo, caracterizando o holismo. É do indivíduo que não pode ser submetido a ninguém, sendo as suas regras pessoais que movem a sua
existência que trataremos.


O individualismo é o mais ocidental dos valores. Esta primazia do indivíduo
constitui o cerne da herança judaico-cristã. Louis Dumont acentuou como o individualismo se tornou o valor fundador das sociedades modernas. Quando o indivíduo se encontra na sociedade como um todo, trata-se de holismo e não individualismo. Neste sentido, os dois conceitos se opõem. E, em sua obra Louis Dumont apresenta um estudo sobre o desenvolvimento do conceito moderno de indivíduo e conclui: "se o individualismo deve aparecer numa sociedade do tipo tradicional, holista, será em oposicão à sociedade e como uma espécie de suplemento em relação a ela, ou seja, sob a forma de indivíduo-fora-do-mundo. Será possível pensar que o individualismo começou desse modo no ocidente? É precisamente isso o que vou tentar mostrar; quaisquer que sejam as diferenças no conteúdo das representações, o mesmo tipo sociológico que encontramos na Índia - o indívíduo-fora-do-mundo - está inegavelmente presente no cristianismo e em torno dele no começo da nossa era.


Última edição por Ronaldo em 18/10/2008, 6:25 am, editado 1 vez(es)
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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Sobre a moral   18/10/2008, 6:22 am

Os direitos humanos são os direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos. Normalmente o conceito de direitos humanos tem a idéia também de liberdade de pensamento e de expressão, e a igualdade perante a lei.


A
Declaração Universal dos
Direitos do Homem
da Organização das Nações Unidas afirma:


Todos os seres humanos nascem livres e iguais em
dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns
para com os outros em espírito de fraternidade.


A idéia de direitos humanos tem origem no conceito filosófico de
direitos naturais que seriam atribuídos por Deus[2];
alguns sustentam que não haveria nenhuma diferença entre os direitos humanos e
os direitos naturais e vêem na distinta nomenclatura etiquetas para uma mesma
idéia. Outros argumentam ser necessário manter termos separadas para eliminar a
associação com características normalmente relacionadas com os direitos
naturais.[3],
sendo John
Locke
talvez o mais importante filósofo a desenvolver esta teoria[4].

Os direitos humanos são o resultado de uma longa história, foram debatidos
ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O inicio desta caminhada ,
remete-nos para a área da religião, quando o Cristianismo, durante a Idade
Média, é a afirmação da defesa da igualdade de todos os homens numa mesma
dignidade a defesa da igualdade de todos os homens numa mesma dignidade, foi
também durante esta época que os filósofos cristãos recolheram e desenvolveram
a teoria do direito natural, em que o individuo esta no centro de uma ordem
social e jurídica justa, mas a lei divina tem prevalência sobre o direito laico
tal como é definido pelo imperador, o rei ou o príncipe.
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MensagemAssunto: Re: Sobre a moral   18/10/2008, 6:23 am

o Iluminismo não é esse mar de rosas:

Definição


Ainda que importantes autores contemporâneos venham ressaltando as origens
do Iluminismo no século XVII tardio,[1]
não há consenso abrangente quanto à datação do início da era do Iluminismo. Boa
parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século XVIII como marco
de referência, aproveitando a já consolidada denominação
Século das Luzes
. [2]
O término do período é, por sua vez, habitualmente assinalado em coincidência
com o início das Guerras Napoleônicas (1804-15).[3]


Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições
filosóficas, correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo
em diversos
micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais,
regionais e de matiz religioso, como nos casos de
Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo católico.


Veja mais aqui.


As Consequências do Iluminismo


AS JUSTIFICATIVAS EUROPÉIAS PARA 0 IMPERIALISMO


Os políticos, os homens de negócio e os governantes europeus encaravam o
Imperialismo como um fator necessário à prosperidade econômica e como uma forma
de diminuir os graves problemas sociais de seus países. 0 discurso de Cécil
Rhodes,imperialista inglês, milionário e 12 ministro da Colônia do Cabo na
África do Sul, proferido em 1895, mostra claramente as raízes socioeconômicas
do Imperialismo:


"Ontem estive no East-End (bairro operário de Londres) e assisti a
uma assembléia de desempregados. Ao ouvir ali discursos exaltados, cuja nota
dominante era: pão! pão!, e ao refletir, de regresso a casa, sobre o que tinha
ouvido, convenci-me, mais do que nunca, da importância do imperialismo... A
idéia que acalento representa a solução do problema social: para salvar os 40
milhões de habitantes do Reino Unido de uma mortífera guerra civil, nós, os
políticos coloniais, devemos apoderar-nos de novos territórios; para eles
enviaremos o excedente de população e neles encontraremos novos mercados para
os produtos das nossas fábricas e das nossas minas. 0 império, sempre o tenho
dito, é uma questão de estômago. Se quereis evitar a guerra civil, deveis
tornar-vos imperialistas." (CATANI, Afrânio Mendes. 0 que é Imperialismo.
São Paulo, Editora Brasiliense, 1982, p. 36.)


Entretanto, a fim de justificar a violência, e as atrocidades que estavam
sendo cometidas no processo de conquista e ocupação das colônias, os europeus
introduziram critérios étnicos que estabeleciam distinções entre os dominadores
(brancos) e os dominados (de outra cor), estando al implícita a idéia de
"superioridade" da civilização e da raça européias.


0 colonialismo passou a ser visto como uma tarefa árdua que beneficiava
muito mais o colonizado do que o colonizador. Caracterizava-se como uma missão
e um "dever moral" do europeu, a fim de acabar com as doenças
tropicais, com o canibalismo, o escravismo e o paganismo e de levar a higiene,
a instrução, o cristianismo, a ciência, enfim o progresso, aos povos atrasados.


0 nativo africano ou asiático era visto pelo colonizador como uma
mão-de-obra disponível e barata para trabalhar em suas fazendas. Os europeus
fossem eles soldados, funcionários públicos ou agricultores, consideravam-se
superiores aos habitantes das colônias, aos quais davam ordens. Nas colônias,
eles se sentiam verdadeiros cidadãos de seus países e assumiam uma importância
que não possuíam em sua pátria. Segundo o historiador Hobsbawn, "em Dakar
ou Mombaça, o mais modesto funcionário era um amo e era aceito como um
gentleman por pessoas que não teriam notado sua existência em Paris ou Londres;
o operário branco era um comandante de negros." (A Era dos Impérios. Rio de
Janeiro, Paz e Terra, 1988, p. 107.)


Empobrecimento, subdesenvolvimento, perda da identidade cultural: A
exportação de capitais e de produtos manufaturados proporcionou lucros elevados
e enriqueceu enormemente os países industrializados, pois nas colônias, juros
cobrados eram altos, o preço das terras e dos salários eram baixos e as
matérias primas eram baratas. A expansão do capitalismo via colonialismo criou,
pela primeira vez, um mercado mundial, onde a economia das colônias
fornecedoras de minerais e de gêneros agrícolas era complementar à economia dos
países industrializados


Entretanto, a criação de um mercado mundial não representou benefício
para as colônias porque a venda de seus produtos não se realizava conforme as
leis da oferta e da procura. Foi, antes de tudo, "o produto de uma relação
de forças", ou seja, a metrópole, por seu poderio econômico e militar,
impunha o preço da matéria prima. A Comercialização dos produtos coloniais
ficava a cargo das companhias européias que se apropriavam da maior parte do
lucro, restando à burguesia colonial associada a menor parte dele.


A introdução do modo de produção capitalista na Ásia e na África levou ao
aparecimento do trabalho assalariado e da propriedade privada da terra,
concentrada nas mãos dos europeus ou da elite dominante local, dedicada às
atividades de exportação. A dissolução do cultivo coletivo da terra nas aldeias
e a desintegração do artesanato urbano afastaram os camponeses e artesãos de
seus meios tradicionais de subsistência, criando um proletariado miserável
concentrado nas cidades.


Do ponto de vista social, a colonização impôs uma hierarquização étnica:
o colonizador era considerado superior, racial e socialmente falando. Nesse
sentido, ficou famoso o aviso encontrado nos jardins de Shangai: "Proibida
a entrada de cachorros e de chineses". As velhas classes dirigentes locais
se adaptaram aos modelos ocidentais", procurando imitá-los e adotando sua
língua .


0 impacto da expansão capitalista sobre as regiões dominadas resultou
quase sempre no empobrecimento e no subdesenvolvimento em que elas se mantêm
até hoje. Em algumas regiões, indústria local foi destruída por não poder
concorrer com a indústria dos países capitalistas adiantados.


Se o Imperialismo trouxe o progresso representado por processos modernos
de cultivo e de irrigação, ferrovias, telégrafos, portos, hospitais escolas,
universidades e bancos, significou também muito derramamento de sangue, guerras
coloniais, massacres de populações nativas, subalimentação, erosão dos solos, desestruturação
de comunidades tribais e descaracterização de culturas. As contribuições das
técnicas e da ciência ocidentais foram reais, mas cabe perguntar se elas não
poderiam ser repartidas sem a dominação política e a exploração econômica.
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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Sobre a moral   18/10/2008, 6:24 am

A Igreja Católica era contra a predação dos ameríndios, pois
queria catequizá-los, assim obteriam novos adeptos a religião católica, já que
a Europa passava por uma reforma religiosa em alguns países onde surgiam novas
religiões. Em contrapartida a Igreja não se opunha à escravidão negra, pois
acreditava que os trazendo da África para o Brasil seria mais fácil
cristianizá-los - neste sentido, o papa
Nicolau V
, em 1455,
emitiu uma bula a favor da escravização negra por portugueses.

Fonte

O escravagismo, porém, é anterior ao cristianismo, presente
em quase todas as culturas e épocas. O racismo, no entanto, não advém do
cristianismo – está fundado em “teorias” de superioridade racial e eugenia:

História do Racismo

O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história.
Na antiguidade,
as relações entre povos
eram sempre de vencedor
e cativo.
Estas existiam independentemente da raça, pois muitas
vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a
ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia. Na
Idade
Média
, desenvolveu-se o sentimento de superioridade xenofóbico de origem
religiosa.

Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV,
não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos
da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o
comércio de escravos
que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores
numa sociedade e não uma questão racial.

No entanto, quando os europeus, no século
XIX
, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas,
encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma
dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram
"raças" inferiores e passaram a aplicar a
discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados
"direitos" aos colonos europeus. Àqueles que não se submetiam era
aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas, tanto
por parte dos vencedores, como dos submetidos.

Os casos mais extremos foram a confinação dos índios em reservas e a
introdução de leis para instituir a discriminação, como foram os casos das leis
de Jim Crow
, nos Estados Unidos da América, e do apartheid na África
do Sul
.

Formas de racismo

Século XIX - explicação "científica"

No século
XIX
houve uma tentativa científica para explicar a superioridade racial
através da obra do conde de Gobineau, intitulada Essai sur
l'inégalité des races humaines (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas)
.
Nesta obra o autor sustentou que da raça
ariana
nasceu a aristocracia que dominou a civilização européia e cujos
descendentes eram os senhores naturais das outras raças inferiores.

Fonte

Joseph Arthur de Gobineau (Ville-d'Avray, 14 de julho de 1816Turim, 13 de
outubro
de 1882) foi um diplomata, escritor e filósofo francês. Um dos mais importantes teóricos do racismo no século XIX.

Segundo ele, a mistura de raças era inevitável e levaria a
raça humana a graus sempre maiores de degenerescência física e intelectual.
É-lhe atribuída a frase "Não creio que viemos dos macacos mas creio que
vamos nessa direção".

Fonte

Eugenia é um termo criado por Francis
Galton
(1822-1911), que a definiu
como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou
empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou
mentalmente
. O tema é bastante controverso,
particularmente após ter sido parte fundamental da ideologia de pureza
racial
nazista,
a qual culminou no Holocausto.

História

Já na Grécia antiga, Platão
descrevia, em República, a sociedade humana se aperfeiçoando por
processos seletivos (sem falar que em Esparta já se
praticava a eugenia frente aos recém-nascidos, já que não existiam pré-natais,
abortivos eficientes, eutanásia e afins), já conhecidos na época. Modernamente,
uma das primeiras descrições sobre a eugenia foram feitas pelo cientista inglês
Francis
Galton
.

Galton foi influenciado pela obra de seu primo Charles
Darwin
, A Origem das Espécies, onde aparece o conceito de seleção natural. Baseado nele Galton propôs a
seleção artificial para o aprimoramento da população humana segundo os critérios
considerados melhores à época.

Foi também Galton quem lançou as bases da genética
humana
e cunhou o termo eugenia, para designar a melhora de uma determinada
espécie através da seleção artificial, em sua obra Inquiries
into Human Faculty and Its Development
(Pesquisas sobre as Faculdades
Humanas e seu Desenvolvimento), de 1883. Esta obra foi largamente elogiada em
matéria da revista americana "Nature", em 1870.

Fonte

Francis Galton (Sparkbrook, 16 de Fevereiro de 1822Haslemere, Surrey, 17 de Janeiro de 1911) foi um antropólogo, meteorologista, matemático e estatístico inglês. Era primo de Charles Darwin e, baseado em sua obra, criou o conceito de "Eugenia" que seria a melhora de uma determinada espécie através da seleção artificial.

E mesmo o Iluminismo não está imune:

Um mito muito divulgado é o de que a Igreja negava que
negros tivessem alma, o que vai contra fatos como a canonização de santos
negros como Santa Ifigênia e São Elesbão, que viveram na Antiguidade. Montesquieu,
pensador iluminista, acreditava que os negros não tinham almas e que isto justificaria
sua escravização.

Fonte

Aristocrata, filho de família nobre, nasceu no dia 18 de
Janeiro
de 1689 e cedo teve formação iluminista com padres oratorianos. Revelou-se um crítico severo e irônico da monarquia absolutista decadente, bem como do clero católico.
Adquiriu sólidos conhecimentos humanísticos e jurídicos, mas
também frequentou em Paris
os círculos da boêmia
literária.

Apesar de ser muito influenciado pelos clássicos
(notadamente Aristóteles), o seu esquema de governos é diferente
destes últimos. Montesquieu, ao considerar a democracia e a aristocracia um
mesmo tipo (agrupados na república) e ao falar de despotismo como um tipo em si
e não a corrupção de outro (neste caso, da monarquia), mostra-se mais
preocupado com a forma com que será exercido o poder: se é exercido
segundo leis ou não.

Para Montesquieu, a forma republicana de governo só seria viável em regiões
pequenas, como as cidades
gregas da Antiguidade
e as cidades italianas
da Idade
Média
. Para os grandes Estados, só seria possível o despotismo
e as monarquias.
Ele simpatizava com a monarquia constitucional (liberal) à moda
inglesa, e foi a partir de uma viagem à Inglaterra
que ele elaborou a sua teoria da separação dos poderes.

O Executivo seria exercido por um rei, com direito de veto sobre as decisões
do parlamento.
O poder judiciário não era único, porque os nobres não poderiam
ser julgados por tribunais populares, mas só por tribunais de nobres;
portanto Montesquieu não defende a igualdade de
todos perante a lei.

Fonte
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MensagemAssunto: Re: Sobre a moral   18/10/2008, 6:26 am

Continuando... ver post anterior.

Quanto a Aristóteles, há controvérsias:

A associação de Aristóteles com o direito natural é devida, em grande
medida, à interpretação que foi dada à sua obra por Tomás
de Aquino
.[5]
A influência de Aquino foi tal que sugestionou algumas das primeiras traduções
de trechos da Ética a Nicômaco,[6]
embora as versões mais recentes sejam mais literais.[7]
Aristóteles afirma que a justiça natural é uma espécie de justiça política,
isto é, o esquema de justiça distributiva e corretiva que seria estabelecido
pela melhor comunidade política;[8]
se isto viesse a tomar a forma de lei, poderia chamar-se direito natural,
embora Aristóteles não discuta esse aspecto e sugira em A Política que o melhor regime talvez
não governe com base na lei.[9]

A melhor indicação de que Aristóteles pensava existir um direito natural vem
da Retórica, na qual ele afirma que, ademais
das leis "particulares" que cada povo tem que estabelecer para si
próprio, há uma lei "comum" conforme à natureza.[10]
O contexto dessa passagem, entretanto, sugere apenas que Aristóteles aconselhava
que poderia ser retoricamente vantajoso recorrer a este tipo de lei, em
especial quando a lei "particular" da cidade fosse contrária ao
argumento a ser defendido, e não que tal lei de fato existisse;[11]
Em suma, a paternidade teórica do direito natural, atribuída a Aristóteles, é
controversa

Fonte

Filosofia de Tomaz de Aquino:

Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo
com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo,
sendo redescoberto na Idade Média, na escolástica
anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica
para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles.
Em suas duas "Summae", sistematizou o conhecimento teológico e
filosófico de sua época : são elas a "Summa Theologiae",
a "Summa Contra Gentiles".

A partir dele, a Igreja
tem uma teologia
(fundada na revelação) e uma filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se
fundem numa síntese definitiva: e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a
filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem.
Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão.

Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do
ser de Deus, o mal é
a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência
do bem.

Além da sua Teologia
e da Filosofia,
desenvolveu também uma Teoria do Conhecimento e uma Antropologia,
deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de
Chipre
, que se contrapõe, do ponto de vista da ética, ao "Príncipe"
de Maquiavel.

Fonte

O que pretendo aqui não é desmerecer o Iluminismo ou os ideais da
Revolução Francesa, ao contrário, muito menos a importância da Ciência
e tão pouco defender o cristianismo ou qualquer religião, mas fazer uma
análise imparcial dos fatos. Mostrar que todo processo histórico, todo
movimento, ideologia ou marco, têm sua parcela de culpa, promoveu suas
próprias guerras, teve seus princípios distorcidos por interesses
afastando-se dos seus propósitos e derramou sangue.

A Religião, assim como a Filosofia e a Ciência são instituições humanas e
todas elas influenciaram tanto positiva quanto negativamente nos
processos históricos. São todas elas ferramentas que podem e são
freqüentemente usadas como armas pelos homens. O maior problema dessa
história toda não é a Religião, Filosofia ou a Ciência, mas o ser
humano.

E não há mal nenhum em reconhecer a importância das
instituições, suas contribuições nos processos históricos, não vai ser
isso que vai converter um religioso ou um ateu a pensar diferente, mas
é honesto.

A Religião tem seus pecados, muitos alias, mas também
tem os seus méritos, inegavelmente. Assim como a Filosofia e a Ciência
têm os seus méritos, mas também têm seus pecados. Contudo podemos ver
apenas aquilo que desejamos.
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MensagemAssunto: Re: Sobre a moral   19/10/2008, 7:18 pm

O humanismo não é ciência, é religião


http://www.dotecome.com/politica/Textos/gray01.htm
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