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 Inquisição sem fogueiras contra o criacionismo

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Ronaldo
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MensagemAssunto: Inquisição sem fogueiras contra o criacionismo   6/8/2008, 9:25 pm

Inquisição sem fogueiras contra democratização dos pontos de vista, veja:

http://criacionista.blogspot.com/2008/07/inquisio-sem-fogueiras-na-sbpc.html
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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Inquisição sem fogueiras contra o criacionismo   20/10/2008, 7:36 pm

Rolou uma palestra do Adauto Lourenço ontem (16/10/08) no Instituto de Física (IFSC) na USP campus São Carlos.



No cartaz que se encontra espalhado pelo campus, lê-se:
Realização: Aliança Biblica Universitária
Apoio: IFSC

O interessante é que o IFSC soltou a seguinte nota:

Comunicado do IFSC
Utilização do Auditório do IFSC para palestra sobre criacionismo

A DIRETORIA DO IFSC COMUNICA que a palestra “O Universo – Teoria sobre a Origem - Criacionismo Científico“ a ser proferida por Adauto Lourenço, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, em 16/10/2008, não foi organizada pelo IFSC e não tem o apoio dessa Unidade ou da sua Diretoria, que veementemente repudia idéias obscurantistas ou anti-científicas, como a teoria criacionista ou afins, especialmente quando discutidas no ambiente nominado a emérito professor do IFSC que tanto tem se dedicado a erradicar essas idéias.

O Auditório foi cedido pelo IFSC de acordo com as normas específicas para sua utilização, que incluem a solicitação por escrito por docente responsável, nesse caso um professor do departamento de Engenharia Elétrica da EESC-USP, que ao fazê-lo explicitamente assume a responsabilidade pelo conteúdo do evento realizado.

A Diretoria do IFSC defende intransigentemente o multiculturalismo, a liberdade de pensamento e expressão, e o direito à voz e à livre manifestação de opiniões, e considera o debate amplo e aberto de idéias, teorias e modelos, o caminho científico correto para sua validação ou desqualificação. Nesse sentido, desde já, o IFSC se compromete a organizar no mesmo local, em data não superior a 30 dias, uma outra palestra a ser proferida por eminente biólogo, para a exposição clara sobre todas as centenárias evidências cientificas que demonstram a prevalência da Teoria da Evolução e dos modelos físicos da origem do Universo, de forma a contrapor com fatos as idéias e teorias obscurantistas.


São Carlos, 16 de outubro de 2008.

Prof. Dr. Glaucius Oliva
Diretor do Instituto de Física de São Carlos
Universidade de São Paulo


Ou seja, o logo do IFSC foi utilizado indevidamente. Além disso, esta mesma palestra não foi permitida na Federal de São Carlos, simplesmente não conseguiram a autorização. Sabe como conseguiram a autorização na USP? Segundo o ofício do IFSC que eles foram OBRIGADOS a ler antes do início da palestra ocorreu mais ou menos o seguinte: a liberação do auditório se deu pois o titulo da palestra originalmente apresentado pela ABU (aliança bíblica universitária) e que constava no documento de solicitação do auditório era "O Universo: Teoria sobre a Origem". E portanto quem liberou o auditório não viu nada de mais. Porém, depois que o auditório foi liberado o título da palestra foi trocado (não oficialmente, apenas nos panfletos de divulgação) para "O Universo: Teoria sobre a Origem - Criacionismo Científico". A propósito, ficou bem claro que o logo do IFSC com a inscrição "apoio", não foi autorizado (como pôde ser visto na nota que o IFSC soltou e com o ofício que foi lido antes do início da palestra) e isso gerou inclusive pedidos de desculpas por parte da ABU antes do início da palestra.
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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Inquisição sem fogueiras contra o criacionismo   20/10/2008, 7:36 pm

http://otambosi.blogspot.com/2008/10/cr ... idade.html

Criacionismo na universidade
Portas abertas para a pseudociência

Em boa parte de suas áreas, as universidades estão mais próximas das ideologias que do conhecimento, notadamente o científico. Não é raro o ressentimento contra as ciências naturais, um instrumento que se revelou poderoso tanto na acumulação quanto na aplicação do conhecimento. Essas ideologias estão a serviço de causas e partidos que a história já rechaçou, mas ainda habitam mentes pouco inquietas e mais afeitas ao dogmatismo.

Não bastasse o que vem da política, agora surgem também tentativas de fazer da universidade espaço para discussão de pseudociências com base em visões fundamentalistas das religiões. É o caso do criacionismo - defendido particularmente por fundamentalistas cristãos nos EUA -, inimigo ferrenho da teoria da evolução. Aos poucos, o criacionismo penetra também no Brasil. Na USP de São Carlos, por exemplo, está prevista para hoje uma palestra em defesa da última versão do velhíssimo argumento teleológico, a "teoria do Design Inteligente".

Isto gerou, justamente, reação por parte dos cientistas. A propósito, recebi duas correspondências - entregues às autoridades universitárias - que me foram enviadas pelo professor Marco Antônio Batalha, do Departamento de Botânica da Ufscar, e que reproduzo abaixo, na íntegra.
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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Inquisição sem fogueiras contra o criacionismo   20/10/2008, 7:37 pm

CARTA 1

São Carlos, 14 de outubro de 2008

Ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC),
Na pessoa de seu Diretor, Prof. Dr. Glaucius Oliva e do Chefe do Depto. de Física e Informática, Prof. Dr. Richard Garratt

Prezados Senhores,

Tomamos conhecimento de que o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) promoverá a palestra intitulada: “O Universo – Teorias sobre a origem - Criacionismo Científico”, ministrada pelo M.Sc. Adauto Lourenço. O evento está marcado para acontecer na próxima quinta-feira, dia 16/10 (às 19:00 horas), no auditório Sérgio Mascarenhas do IFSC (Universidade de São Paulo).
Há três semanas, o grupo PET-Química da Universidade Federal de São Carlos tentou realizar uma palestra com o título: “A Vida e o universo: um grande acidente ou design inteligente?”, que seria ministrada pelo Prof. Dr. Marcos N. Eberlin (Universidade Estadual de Campinas).

Felizmente, tal promoção da idéia do “Design Inteligente” – um dogma religioso – foi em tempo rechaçada por alunos, professores e pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, que corretamente cancelou a palestra. A mesma palestra (com o mesmo título e proposta) havia sido cancelada também na Unicamp por decisão do Coordenador Geral da 60ª Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O aprendizado mais doloroso decorre de erros próprios. Em junho de 2007, foi permitida na Universidade Federal de São Carlos a promoção da série de palestras que visavam a “discutir” o Evolucionismo e o Criacionismo. Tal atitude foi fortemente repreendida pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e, infelizmente, parece não ter surtido o efeito esperado para todas as universidades públicas.

Para esclarecimento, o Criacionismo ou “Design Inteligente” é uma doutrina mascarada cujos defensores dão uma roupagem supostamente científica a essas crenças para propagá-las dentro de universidades e escolas. Pretende concluir a existência de deus e da criação a partir da impossibilidade da ciência atual de explicar todos os fenômenos naturais e distorce descaradamente conhecimentos há muito consolidados. Tentativas como esta são um retrocesso a um passado distante, onde o homem atribuía fenômenos físicos naturais, como uma tempestade ou um eclipse, a um castigo divino e não a fenômenos físicos hoje elucidados.

O “Design Inteligente”, ou “Criacionismo Científico”, é reconhecidamente uma forma de criacionismo cristão. Nos Estados Unidos da América, essa questão foi a tribunal por mais de uma vez devido à insistência dos seus defensores em implementar as idéias do “Design Inteligente” em salas de aula. Em 2005, o julgamento (Tammy Kitzmiller, et al. v. Dover Area School District, et al., Case No. 04cv2688) mais importante sobre a questão terminou com a decisão do juiz John E. Jones III que declarou o “Design Inteligente” como mais uma forma de criacionismo religioso, e sua inclusão na escola pública em questão foi proibida por ferir o princípio de separação entre Igreja e Estado (protegido pela Constituição estadunidense e também pela brasileira). No mês passado, na Inglaterra, o reverendo Michael Reiss sugeriu que a teoria de evolução por seleção natural deveria ceder ao criacionismo parte de seu espaço no currículo escolar. A esse pronunciamento, que Reiss se afirma vítima de má interpretação, seguiu-se uma forte oposição e terminou com a demissão do reverendo do cargo de diretor de educação da Royal Society, a mais prestigiada associação científica da Inglaterra.

Confiamos na missão e dever de todas as universidades públicas deste país, incluindo a Universidade de São Paulo, em promover o conhecimento. Não podemos aceitar que ideais religiosos de qualquer vertente sejam apresentados a nossa comunidade como alternativa ao pensamento racional, crítico e científico. Esse tipo de evento, que visa a promover uma ideologia religiosa disfarçada de ciência alcança a inconstitucionalidade, segundo a Constituição Federal do Brasil (CF/88 - Art. 19). O Brasil é um país laico, e assim, nenhuma crença ou religião pode exercer pressão ideológica junto aos cidadãos livres, nem imprimir sua presença em órgãos e espaços públicos (que é o caso da USP). Caso a supracitada palestra ocorra, o Instituto de Física de São Carlos (com a conivência da USP) estará infringindo a lei ao fazer uso de recursos públicos para a promoção e divulgação de um pensamento dogmático baseado na religião cristã – por meio do oxímoro “Criacionismo Científico” – como suposta alternativa ao método científico universalmente aceito pela comunidade acadêmica mundial.

Ressaltamos que não se trata de uma restrição à liberdade de expressão, mas é imperativo respeitar a missão desta e de toda a universidade: a busca do saber e a propagação do pensamento crítico e racional e não a divulgação de ideologias religiosas como contraponto ao pensamento científico e racional. Para esse tipo de prática existem outros locais apropriados. Além disso, é missão vital de uma democracia a proteção das minorias religiosas, que não devem sofrer discriminação ou desconforto pela promoção de alguma religião majoritária dentro de espaços públicos.

Entendemos, e estamos certos que os senhores compartilham de nossa opinião, de que a defesa do ensino laico e do conhecimento científico é uma questão fundamental da sociedade moderna. Para quem está absolutamente à margem do conhecimento científico, como estão os criacionistas, o prestígio de falar em universidades de renome tem sido utilizado como moeda de reconhecimento de mérito. Isto é absolutamente preocupante, uma vez que dá-se um verniz de respeitabilitade e faz crer que na universidade ainda se discutem idéias retrógradas que já foram rechaçadas há pelo menos 150 anos. Pelas razões acima, consideramos que a palestra “Criacionismo Científico” deva ser cancelada, outrossim, sentir-nos-emos na obrigação de relatar o uso indevido de recursos públicos junto a autoridades competentes. No entanto, reconhecendo a autonomia deste prestigioso instituto e, conhecendo vosso prestígio e compromisso científico já historicamente consagrados, estamos certos que esta palestra esteja ocorrendo à vossa revelia e que os senhores farão o necessário para que vosso nome não fique indelevelmente associado a palestras como esta.

Sem mais para o momento, subscrevemo-nos.

Atenciosamente,

Bruno Sauce Silva – mestrando no Departamento de Genética (Ufscar)
Cíntia Camila S. Angelieri - mestranda no Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (USP)
Fábio Toshiro Taquicava Hanashiro – mestrando no Departamento de Hidrobiologia (Ufscar)
Felipe Bannwart Perina - Especialista de Sistemas
Marcus Vinicius Cianciaruso – doutorando no Departamento de Botânica (Ufscar)
Marco Antônio Portugal Luttembarck Batalha – professor do Departamento de Botânica (Ufscar)
Priscila de Paula Loiola – mestrando no Departamento de Botânica (Ufscar)
Vinícius de Lima Dantas – mestranda no Departamento de Botânica (Ufscar)
Reinaldo Otávio Alvarenga Alves de Brito – professor do Departamento de Genética (Ufscar).



Moisés
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