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 “Deus de Vivos, Não de Mortos”--Esta Declaração Confirma a Imortalidade da Alma?

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Eduardo
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MensagemAssunto: “Deus de Vivos, Não de Mortos”--Esta Declaração Confirma a Imortalidade da Alma?   1/8/2008, 4:57 pm

Brother A escreveu:

“Deus de Vivos, Não de Mortos”--Esta Declaração Confirma a Imortalidade da Alma?

Alguns tomam a passagem de Mateus 22:32--“Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. . . Ele não é Deus de mortos, e, sim, de vivos. Ouvindo isto, as multidões se maravilhavam da Sua doutrina”--como “prova” irrefutável de que Jesus pregava àquela gente a idéia de imortalidade da alma.

Quando, porém, se analisa O MESMO EPISÓDIO desse diálogo de Cristo com os saduceus citando o relato idêntico redigido por Lucas, o que é um recurso inteiramente válido para análises bíblicas, percebe-se que, longe de confirmar a tese da imortalidade da alma, estes dizeres mostram o verdadeiro enfoque do ensino de Cristo a respeito do destino final do homem.

Lucas apresenta as mesmas palavras de Cristo de modo mais completo. Vejamos como se encerrou o diálogo entre Cristo e os saduceus no relatório de Lucas:

E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem. Então disseram alguns dos escribas: Mestre, respondeste bem. Dai por diante não ousaram mais interrogá-lo”. (Lucas 20:37-40).

Vejam bem, amigos. A ênfase mais uma vez não é sobre a imortalidade da alma, mas sobre RESSURREIÇÃO! São tão claras as palavras--“e que os mortos hão de ressuscitar. . .” (vs. 37). Ora, os advogados da imortalidade da alma estariam cobertos de razão se Jesus houvesse dito: “E que os mortos vão para o céu com suas almas. . .” Mas não é isso o que Ele disse!

Ademais, observem que a própria discussão começa assim: “Chegando alguns dos saduceus, homens que dizem não haver ressurreição. . . ” (vs. 27). E vejam, na seqüência da fala dos saduceus: “Essa mulher, pois, no dia da ressurreição, de qual deles [dos sete irmãos falecidos] será esposa?” (vs. 33). E as palavras de Cristo a certa altura: “. . . os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos. . .” (vs. 35).

Na discussão não existe A MÍNIMA pista para qualquer noção de imortalidade da alma. Os saduceus não perguntaram: “E quando esses sete irmãos forem morrendo e suas almas forem chegando no céu. . .” Percebe-se bem que o enfoque jaz totalmente sobre a ressurreção dos mortos. E também digno de nota é o detalhe de que Cristo fala dos que hão de ser dignos de “alcançar a era vindoura [a consumação dos séculos] E A RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS”?

Esta passagem considerada globalmente, em lugar de favorecer a noção de imortalidade da alma é EXATAMENTE uma confirmação de a expectativa de vida eterna, na era vindoura, dar-se pela ressurreição dos mortos! E nesse contexto é que Cristo encerra o diálogo referindo-se a Moisés dizendo: “E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou . . . quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”, para daí concluir: “Ora, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem”.

E por que para Ele todos vivem? Por terem uma “alma imortal” ou por ressuscitarem dos mortos? Qual é o contexto? Qual é a ênfase? Qual é o sentido lógico lendo-se todo o conjunto dos debates e sua conclusão? Claramente, o episódio do diálogo de Cristo com os saduceus a respeito da ressurrreição dos sete irmãos e a mulher que enviuvou do primeiro, longe de comprovar a tese da imortalidade da alma, concentra-se na ressurreição dos mortos, associada ao alcance da “era vindoura”. Tão claro é isso, que até os saduceus que queriam pegar Jesus em contradição terminaram O elogiando (“Então disseram alguns dos escribas: Mestre, respondeste bem. Dai por diante não ousaram mais interrogá-lo”). É interessante que esta não é a primeira vez que isso ocorre--os que querem arranjar um pretexto para apanhar Jesus terminam até O elogiando (ver Marcos 12:34).


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