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 A Questão da Lei Divina

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MensagemAssunto: A Questão da Lei Divina   14/4/2008, 1:17 pm

Entre os grandes erros que a cristandade tem acatado, sabemos que ocorre o pensamento, que é dominante no ambiente evangélico/protestante, de que a lei dos 10 Mandamentos teria sido "abolida", ou que o seu 4o. mandamento não mais se aplica aos cristãos por ter cumprido o seu papel cerimonial.

Mas observem alguns fatos importantes de que nossos irmãos evangélicos muitas vezes não são sabedores:

O Que Disseram e Dizem Grandes Próceres Cristãos Evangélicos e as Confissões de Fé das Diferentes Igrejas Cristãs Sobre o Tema da Lei de Deus e do Seu Quarto Mandamento


As Confissões de Fé oficiais das diferentes igrejas evangélicas-protestantes sempre ensinaram a vigência do Decálogo como norma de conduta cristã, bem como próceres do mais elevado conceito e gabarito no meio cristão. A enumeração abaixo dessas autoridades demonstra que:

a) A lei de Deus é expressão de Seu caráter de santidade, justiça e amor e antecede a própria criação do universo, sendo revelada aos homens em linguagem a eles adaptada, segundo suas condições de vida sobre este planeta, nos Dez Mandamentos, sí­ntese dessa lei divina.

b) Os Dez Mandamentos sempre foram e serão a regra de conduta válida para o povo de Deus do passado e do presente, a comunidade de cristãos regenerados (não para promover salvação, logicamente, mas porque temos a Jesus como Salvador e Senhor de nossa vida--ver João 14:15; 1 Cor. 7:19).

c) O Decálogo divino é reconhecido pelas cássicas Confissões de Fé das várias igrejas evangélicas-protestantes e por doutí­ssimas autoridades em Teologia do passado e do presente, pertencentes às diferentes igrejas, como vigente para os cristãos, entendendo que as leis definiam-se como moral, cerimonial, civil, etc.

d) Os que ensinam que tal norma de conduta caducou ou é inferior é um mau cristão, indigno de confiança (ver também Mateus 5:19).

e) O 4o. mandamento prossegue em vigor tanto quanto qualquer dos demais nove do Decálogo. O sábado teve sua origem no Éden, quando da criação do mundo (Gên. 2:2,3) e foi estabelecido para o benefí­cio fí­sico e espiritual do homem (Marcos 2:27), devendo ser dedicado a Deus e observado em suas 24 horas.

1. Pensamento Oficial das Várias Igrejas Cristãs Evangélicas:

Igreja Batista: "Cremos que a Lei de Deus é a eterna e imutável regra de seu governo moral; que é santa, justa e boa; e que a incapacidade que as Escrituras atribuem ao homem caí­do para cumprir seus preceitos deriva inteiramente de seu amor pelo pecado; sendo um dos grandes objetivos do Evangelho e dos meios de graça ligados ao estabelecimento da igreja visí­vel livrá-lo e restaurá-lo mediante um Mediador à genuí­na obediência à santa Lei.- Artigo 12 da "Confissão de New Hampshire".

"Todos nós temos a obrigação de cumprir a lei moral. . . . que é a que nos prescreve as obrigações para com Deus e o próximo. . . . A lei se acha expressa com maior minuciosidade nos dez mandamentos, dados por Deus a Moisés no Sinai".--Catecismo da Doutrina Batista, do Pastor W. D. T. MacDonald, págs. 28 e 29.

Igreja Metodista: "O Velho Testamento não é contrário ao Novo: pois tanto no Velho quanto no Novo Testamento a vida eterna é oferecida à humanidade por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem, sendo tanto Deus quanto homem. . . . Conquanto a lei dada por Deus mediante Moisés, no que tange a cerimí´nias e ritos, não seja vigente para os cristãos, nem os seus preceitos civis . . . não obstante nenhum cristão de modo algum está livre da obediência aos mandamentos que são denominados Morais".--Artigo 7 dos "Trinta e Nove Artigos de Religião".

Obs.: Esta mesma confissão é adotada pela Igreja Episcopal.

Igreja Luterana: "Conquanto aqueles que verdadeiramente crêem em Cristo, e são sinceramente convertidos a Deus, estão mediante Cristo libertos da maldição e restrições da Lei, não obstante não estão, nesse sentido, sem Lei, uma vez que o Filho de Deus os redimiu para a razão mesma de que possam meditar sobre a Lei de Deus dia e noite, e continuamente exercitar-se em sua observância".--"Fórmula de Concórdia", Artigo 6.

Igreja Presbiteriana: "A lei moral para sempre obriga a todos, tanto as pessoas justificadas quanto as demais, à sua obediência; e isso não só com respeito a seu conteúdo, mas também com respeito à autoridade de Deus o Criador que a concedeu. Nem Cristo no evangelho de modo algum desfez, mas fortaleceu essa obrigação. . ."

"O Espí­rito de Cristo subjuga e capacita a vontade do homem para . . . cumprir o que a vontade de Deus, revelada na Lei, requer que seja feito. . . .

"A liberdade que Cristo adquiriu para os crentes sob o evangelho consiste em sua liberdade da culpa do pecado, da condenatória ira de Deus, da maldição da lei moral . . . Sob o Novo Testamento a liberdade do cristão é mais ampliada na liberdade do jugo da lei cerimonial, à qual a igreja judaica estava sujeita".--Seções V, VII e XX do Capitulo XIX da "Confissão de Fé de Westminster".

No capí­tulo XIX, da Confissão de Fé (da Igreja Presbiteriana), nós encontramos a seguinte afirmação:

"I. Deus deu a Adão uma lei, como um concerto de obras, pelo qual ele se sujeitava e toda a sua posteridade à obediência pessoal, completa, exata e perpétua; prometia vida ante o cumprimento, e ameaçava de morte por sua quebra; e o capacitava de poder e habilidade para cumpri-la.

"II. Essa lei, após a queda, continuou a ser a perfeita regra de justiça; e, como tal, foi concedida por Deus sobre o Monte Sinai em dez mandamentos, e escrita em duas tábuas; os primeiros quatro mandamentos contendo o nosso dever para com Deus, e os outros sei o nosso dever para com o homem.

"III. Além dessa lei, comumente chamada moral, Deus agradou-Se de dar ao povo de Israel, como uma Igreja em minoridade, leis cerimoniais, contendo várias ordenanças tí­picas, parcialmente de culto, prefigurando a Cristo, Suas graças, ações, sofrimentos, e beneficios; e parcialmente estabelecendo diversas instruções de deveres morais. Todas essas leis cerimoniais estão agora abrogadas sob o Novo Testamento.

"IV. A eles também, como um corpo polí­tico, Ele concedeu vários leis judiciais, que expiraram juntamente com o Estado daquele povo [judaico], não obrigando quaisquer outros agora, mais do que a igualdade geral que a mesma possa exigir". -- Confissão de Fé de Westminster, Cap. 19, citado em Philip Schaff, The Creeds of Christendom, Vol. 3, pág. 640, 641.

Igreja Congregacional: "Declaração de Savóia", contendo a mesma "Confissão de Fé de Westminster" relativa à Igreja Presbiteriana (ver citação acima). Também Art. 21 da declaração oficial de fé da denominação, afirma, sob o tí­tulo "Da Obediência dos Crentes:

"Ainda que os salvos não obtenham a salvação pela obediência à lei, senão pelos merecimentos de Jesus Cristo, recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele manifesta sua vontade sobre o procedimento dos remidos e guardam-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se acharem salvos de graça. Ef 2:8,9; I Jo 5:2,3; Tt 3:4-8".

Adicionalmente, ensina a Lição da Escola Dominical da UIECB de 15-8-71: "A transmissão da Lei em Monte Sinai constitui-se em um dos acontecimentos mais destacados, e mais universal. . . Como as rochas . . . da montanha em que foram transmitidos, estes preceitos formam a base imóvel da vida moral de homens e de nações, o fundamento duradouro de toda civilização digna e firme".

Trecho do hino no. 519 do Hinário Salmos e Hinos, utilizado pela denominação Congregacional: "Salvação por homens dada, paz fingida, paz comprada, lei de Deus falsificada, tudo rejeitai! Lei de Deus não muda, o Senhor ajuda a quem cumprir sem desistir".

2. O Que Disseram Grandes Próceres Cristãos do Passado Sobre o Tema da Lei Divina:

Declarou João Wesley [Works of Wesley--Obras de Wesley (New York: Waugh & Mason, 1833)], fundador do metodismo e o grande evangelista e reavivalista do século XVIII em um dos seus famosos sermões:

"Na mais alta categoria dos inimigos do evangelho de Cristo, estão aqueles que, aberta e explicitamente, 'julgam a lei', e 'falam mal da lei'; aqueles que ensinam os homens a quebrar . . . não somente um . . . mas todos os mandamentos de um só golpe. . . Isto é, na verdade, demolir enunciados com muita violência. . . ; isto é resistir na cara a nosso Senhor".

"A lei moral firma-se sobre um fundamento inteiramente diverso da lei cerimonial ou ritual, que tinha o desí­gnio de servir para uma restrição temporária sobre um povo desobediente e de dura cerviz; enquanto esta [a lei moral] procede do princí­pio do mundo, sendo 'escrita, não em tábuas de pedra', mas nos corações de todos os filhos dos homens, quando saí­ram das mãos do Criador". -- João Wesley, "Upon Our Lord's Sermon on the Mount", Discurso 5, em Works of Wesley, Vol. 5, (edição de 1829), p. 311.

Por seu turno, o fervoroso evangelista Moody acrescenta estes valiosos pensamentos:

"Jamais encontrei um homem honesto que achasse falta nos Dez Mandamentos. A lei dada no Sinai nada perdeu de sua solenidade. . . . O povo precisa ser levado a compreender que os Dez Mandamentos estão ainda em vigor, e que há uma penalidade ligada a cada violação. . . . O sermão do monte não cancelou os Dez Mandamentos".--Weighed and Wanting, págs. 11 e 16.

E eis o que Lutero falou sobre os Dez Mandamentos num escrito "contra os antinomistas":

"Eu muito me admiro como chegou a ser-me imputado que eu rejeitaria a lei dos dez mandamentos. . . . pode alguém pensar que o pecado existe onde não há lei? Quem quer que ab-rogue a lei, deve necessariamente abrograr também o pecado.--Martinho Lutero, "Wider die Antinomer" (contra os antinomistas), secs. 6, 8, in seus Sí¤msmtliche Schriften, ed. Por Johann George Walck, Vol. 20 (St. Louis, Concordia, 1890), cols. 1613, 1614.

[color=brown]3. O Que Disseram Grandes Próceres Cristãos do Presente Sobre o Tema da Lei Divina:

Vejamos o que pensam autores cristãos-evangélicos mais modernos. O Pr. Carlo Johansson, da Igreja Assembléia de Deus, faz a seguinte afirmativa:

"A lei é a vontade de Deus, no Decálogo".--Sí­ntese Bí­blica do Velho Testamento, pág. 48.

Já o Pr. Harold J. Brokke, também pentecostal, declara:

"A lei é uma parte vital do governo divino no mundo em nossos dias. . . a santa lei de Deus é um pré-requisito divino para uma experiência mais profunda da graça".--Prosperidade Pela Obediência, pág. 10.

Por sua vez, o Pr. Myer Pearlman, pentecostal, professor de muitos pastores, inclusive do Pr. N. Lawrence Olson, por muitos anos o orador do Programa de Rádio "A Voz das Assembléias de Deus", assim se expressou:

"Os mandamentos representam e expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa os Seus súditos".--Através da Bí­blia, pág. 27.

Já citado, o Pr. Harold J. Brokke, dá várias respostas a essa pergunta. Ele diz:

"Nós não podemos compreender a salvação sem entender a lei de Deus. . . . Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. . . . O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. . . . Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam de buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprios Deus pelo desrespeito às Suas leis".--Op. Cit., págs. 14, 15, 16 e 17.

Concordando de que a lei de Deus é para o benefí­cio do homem, o Pr. Carlo Johansson declarou o seguinte:

"O decálogo--fundamento do pacto e o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade".--Op. Cit., pág. 116.

Por seu turno, o Pastor Nilson do Amaral Fanini, pregador do programa de televisão "Reencontro", escreveu o seguinte no seu livro Dez Passos Para Uma Vida Melhor, págs.18 e 19:

"Se quisermos viver em paz com Deus e com o nosso próximo devemos, então, observar o Decálogo. . . . Devemos obedecer não por medo mas por amor. Precisamos observar as leis divinas tais quais elas são e não acomodá-las de acordo com as tendências da época, esquecendo ou comprometendo as leis divinas que regem a conduta moral".

Para o Dr. George Eldon Ladd, teólogo de renome, batista, a resposta é a seguinte:

"Está claro que a Lei continua a ser a expressão da vontade de Deus para a conduta, mesmo para aqueles que não estão mais sujeitos à lei".--Teologia do Novo Testamento, pág. 473.
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MensagemAssunto: Re: A Questão da Lei Divina   14/4/2008, 1:22 pm

* Desde Quando Existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

Quem responde a isto é o Pastor Antonio Neves de Mesquita, Doutor em Teologia, e professor de seminários batistas de grande projeção. No seu livro Estudo no Livro de Êxodo, pág. 133, ele registrou estas palavras:

"Tomemos em consideração que antes de serem dadas as dez proposições, comumente chamadas Lei, já todos os ensinos nelas codificados estavam em vigor. Podemos mesmo dizer que desde que apareceu o homem sobre a terra os princí­pios do Decálogo tinham força de lei. E, se quisermos recuar mais ao passado, podemos afirmar que nunca houve tempo nem eternidade em que tais princí­pios não existissem. . . . Quando o homem foi criado, não lhe foi dada esta lei em forma catalogada, mas lhe foi posta no coração, dentro da consciência, dentro de sua í­ntima natureza, para que por ela se governasse". (Grifos nossos)

Aí­ está o testemunho de alguém que estudou bastante o Livro de Deus, e os ensinamentos dos grandes mestres da Igreja Batista. O Dr. Antonio Neves de Mesquita é autoridade muito responsável, e que pode muito bem responder pela Igreja Batista!

E temos Billy Graham citando Wesley sobre os Dez Mandamentos:

"A exemplo de Wesley, sinto que deva pregar a lei e o juí­zo antes de pregar a graça e o amor. . . . Os dez mandamentos . . . são as leis morais de Deus para a conduta das pessoas. Alguns pensam que eles foram revogados. Isso não é verdade. Cristo ensinou a lei. Eles ainda estão em vigor hoje. Deus não mudou. As pessoas é que têm mudado. . . . A Bí­blia diz que todos pecaram e destituí­dos estão da glória de Deus. Os Dez Mandamentos são um espelho para nos mostrar como ficamos aquém em preencher os requisitos de Deus".--Sermão em Times Square, citado em George Burnham e Lee Fisher, Billy Graham and the New York Crusade (Zondervan Publ. House, Grand Rapids, Mich.), pp. 108 e 109.

Noutro sermão o grande evangelista prossegue:

"Eu vos advirto esta noite, não pode haver paz até que a Lei seja observada e não há poder em nós para observar a Lei. A natureza humana é corrupta. É por isso que Cristo veio para dar-nos uma nova natureza e pí´r em operação forças que nos possam trazer à existência uma nova ordem mundial".--Sermão em Times Square, citado em George Burnham e Lee Fisher, Billy Graham and the New York Crusade (Zondervan Publ. House, Grand Rapids, Mich.), p. 191.

E eis declarações de um autor batista:

"Jesus não deu um novo código moral. Ele não foi um segundo Promulgador de leis, como Moisés. Ele era muito superior, e Seus ensinos morais situam-se num plano muito mais elevado do que os de Moisés. Ele não Se preocupava tanto com enunciar regras detalhadas para regular a vida moral, e sim em enunciar princí­pios eternos pelos quais os homens deviam viver sob Deus e em falar sobre motivos e propósitos que deviam governar todos os nossos atos.

"Jesus não concedeu um novo código, mas também não disse que os ensinamentos do Velho Testamento estavam suspensos. As leis cerimoniais e ritualí­sticas do Velho Testamento foram ab-rogados para o cristão, mas não os Dez Mandamentos"--J. Philip Hyatt, The Teacher (publicação batista), outubro de 1943, Vol. 57, no. 10, pág. 5.

O grande evangelista Spurgeon, por seu turno, declarou:

"A lei de Deus é uma lei divina, santa, celestial, perfeita. Aqueles que acham defeito na lei, ou que a depreciam em grau mí­nimo, não compreendem o seu desí­gnio e não têm uma idéia correta da própria lei. Paulo diz que 'a lei é santa, mas eu sou carnal; vendido sob o pecado'. Em tudo quanto dizemos concernente à justificação pela fé, nunca intencionamos diminuir o conceito que nossos ouvintes têm da lei, pois a lei é uma das obras de Deus mais sublimes. Não ocorre nenhum mandamento a mais, não há lei nenhuma de menos, mas é tão incomprável que sua perfeição é uma prova de sua divindade". - Charles H. Spurgeon, Sermons, 2a. série (1857), p. 280.

* Existe uma Divisão de Lei Moral e a Lei Cerimonial?

Da obra A Interpretação da Bí­blia, de Weldon E. Viertel, autor batista, na pág. 194, nós transcrevemos este texto:

"A Lei pode ser dividida em três tipos: cerimonial, civil e moral. . . . De acordo com o livro de Hebreus, as leis cerimoniais eram sombras de Cristo. A sombra foi substituí­da pela realidade de Cristo e Seu ato redentor. As leis cerimoniais foram cumpridas; portanto, a Igreja não observa as leis sacrificiais e os festivais. As leis cerimoniais foram aplicadas a Cristo, em grande parte pelo uso da tipologia.

". . . A lei moral continua efetiva; todavia, Cristo deu-lhe outro ní­vel de sentido e aplicação. Lidou com a raiz das atividades éticas, incluindo atividades e motivos (o coração do homem)". (grifos nossos)

Ainda, Antonio Neves de Mesquita ajuda na resposta, quando diz:

"O concerto divide-se em três partes: lei moral ou os Dez Mandamentos (20:1-17); lei do altar ou cerimonial, meio de aproximação a Deus (20:22-26 e o livro de Leví­tico); e lei civil (21:1-23:19)".--Op. Cit., pág. 131. (negritos nossos)

E eis um comentário bí­blico muito usado nos meios pentecostais, com sua definição clara também:

"Se Jesus não veio abolir a lei, todas as leis do AT ainda se aplicam a nós hoje? É preciso lembrar que havia três categorias de leis: a cerimonial, a civil e a moral.

(1) A lei cerimonial diz respeito especificamente à adoração por parte de Israel (Leví­tico 1.2,3). Seu propósito primário era apontar adiante, para Cristo, portanto, não seria mais necessária depois da morte e ressurreição de Jesus. Mesmo não estando mais ligados à lei cerimonial, os princí­pios que constituem a base da adoração - amar e adorar a Deus Santo - ainda se aplicam. Jesus foi frequentemente acusado pelos fariseus de violar a lei cerimonial.

(2) A lei civil se aplicava à vida cotidiana em Israel (Deuteronomio 24.10,11). Pelo fato de a sociedade e a cultura modernas serem tão radicalmente diferentes das daquele tempo, esse código como um todo não pode ser seguido. Mas os princí­pios éticos contidos nos mandamentos são atemporais, e devem guiar nossa conduta. Jesus demonstrou estes princí­pios por meio de sua vida exemplar.

(3) A lei moral (como os Dez Mandamentos) é a ordem direta de Deus, exige uma obediência total (Exodo 20.13), pois revela sua natureza e vontade. Assim, ainda é aplicável em nossos dias. Jesus obedeceu completamente à lei moral". -- Bí­blia de Estudos e Aplicação Pessoal, Almeida. (CPAD-Casa Publicadora das Assembléias de Deus).

Quem vai responder a esta pergunta é o erudito bí­blico John Davis, autor de um dos mais famosos dicionários bí­blicos, que já alcançou várias edições. Ele assegura que:

"Os DEZ MANDAMENTOS, sendo a lei fundamental e sumária de toda MORAL, permanecem firmes; baseiam-se na imutável natureza de Deus e nas relações permanentes do homem sobre a terra. . . . A LEI CERIMONIAL a que se refere a carta aos Hebreus 8:7, como o primeiro pacto, ela a declara como antiquada e prestes a perecer. . . . O Apóstolo não julgou necessário obrigar a ela os gentios, Atos 15:23-28.

"Tinha função transitória, apontando para Cristo, nosso sumo pontí­fice por meio de seu sacerdócio, de seus sacrifí­cios, de suas cerimí´nias e de seus sí­mbolos".--John D. Davis, Dicionário da Bí­blia, págs. 356 e 357 (versais acrescentados).

Também da Confissão de Fé (da Igreja Presbiteriana), extraí­mos essas informações valiosas:

"III. Além dessa lei [dos dez mandamentos], geralmente chamada LEI MORAL, foi Deus servido dar ao Seu povo de Israel, considerado uma igreja sob a Sua tutela, LEIS CERIMONIAIS que contêm diversas ordenanças tí­picas. Essas leis, que em parte se referem ao culto e prefiguram Cristo, as Suas graças, os Seus atos, os Seus sofrimentos e os Seus benefí­cios. . . estão todas abrogadas sob o Novo Testamento".-págs. 35 e 36 (versais acrescentados).

Dr. Albert Barnes, notável comentarista presbiteriano, em comentário sobre Mateus 5:18, disse:

"As leis dos judeus estavam geralmente divididas em morais, cerimoniais e judiciais. As leis morais são aquelas que emanam da natureza das coisas - tais como o dever de amar a Deus e Suas criaturas. Estas não podem ser abolidas, pois jamais poderá ser correto odiar a Deus ou aos nossos semelhantes. Dessa natureza são os Dez Mandamentos; e estes nosso Salvador não aboliu nem suprimiu".--Notes, Explanatory and Practical, on the Gospel, Volume 1, pág. 65.

De tudo que está registrado, fica mais do que claro que os mestres presbiterianos admitem que existam pelo menos duas leis das quais fala a Escritura Sagrada: (a) Lei Moral--sumarizada nos Dez Mandamentos; e (b) Lei Cerimonial--representada pelos sacrifí­cios e ordenanças rituais para Israel.

E mais uma vez o Pr. Boyer nos apresenta aquilo que tem aprendido de Deus, em anos de estudo da Palavra:

"Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos 'morais' e mandamentos 'cerimoniais'. As exigências 'morais' são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis 'cerimoniais' são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso. . . . As leis 'cerimoniais' podem ser abrogadas na mudança de dispensação, mas não as leis 'morais'. É certo que existe tal distinção".--Marcos: O Evangelho do Senhor, págs. 38 e 39.
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MensagemAssunto: Re: A Questão da Lei Divina   14/4/2008, 1:23 pm

E o Pr. Antonio Gilberto, também da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, confirma:

"A parte moral da lei é eterna e universal".--Manual da Escola Dominical, pág. 86.

[color=brown]4. O Que Disseram Grandes Próceres Cristãos do Passado e do Presente Sobre o Tema do Mandamento do Sábado:

* Qual a Origem do Sábado do Quarto Mandamento?

O Dr. Archibald A. Hodge, membro da Junta Presbiteriana de Publicações, e antigo Professor no Seminário Princeton (Presbiteriano), nos Estados Unidos, escreveu um folheto, no qual apresenta uma defesa da perpetuidade do sábado como dia santificado por Deus. Dele extraí­mos o seguinte:

"Deus instituiu o sábado na criação do homem, separou o sétimo dia para esse fim e ordenou sua observância como uma obrigação universal e perpétua à raça".--Folheto N° 175.

Conforme o Dr. Hodge, o sábado teve sua ORIGEM NA CRIA퀡ÃO, antes, portanto, da queda do homem. Antes de ter havido necessidade de um sistema de sacrifí­cios e rituais tí­picos.

Recorremos, novamente ao Professor John D. Davis, a fim de reforçar aquilo que já foi assegurado.

"SíBADO, Descanso. Dia de descanso instituí­do por Deus, para ser observado por todos os homens. Tendo completado a obra da criação em seis dias, cessou de trabalhar no dia sétimo. 'E abençoou o dia sétimo e o santificou; porque nele mesmo cessara de toda a sua obra que Deus criou para fazer', Gên. 2:1-3".--Dicionário da Bí­blia, pág. 519.

Pelo que lemos acima, não há nenhuma dúvida, entre os mentores presbiterianos, de que os Dez Mandamentos foram dados a Adão, ANTES DA QUEDA.

* Há Razões Para Observarmos o Sábado do Sétimo Dia?

Ainda o Professor Davis, com sua autoridade:

"A doutrina ensina claramente que este dia foi ordenado por Deus, para repouso do corpo, e bem-estar do homem; que o deviam observar, imitando o exemplo que Deus dá, e por causa das bênçãos por Ele conferidas".--Dicionário da Bí­blia, pág. 520.

Agora, do Breve Catecismo, editada pela Casa Editora Presbiteriana:

"O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em Sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a Ele dedicado. . . . proí­be a omissão ou a negligência no cumprimento dos deveres exigidos, e a profanação deste dia por meio de ociosidade, ou por fazer aquilo que é em si mesmo pecaminoso, ou por desnecessários pensamentos, palavras ou obras acerca de nossos negócios e recreações temporais. . . . Deus nos concede de fazermos uso dos seis dias da semana para os nossos interesses temporais: o reclamar Ele para Si a propriedade especial do dia sétimo, o Seu próprio exemplo, e a bênção que Ele conferiu ao dia de descanso".--Breve Catecismo de Doutrina Cristã, págs. 17 e 18.

* Por Quanto Tempo Deve Durar o Mandamento do Sábado?

Recorremos, ainda desta vez, ao que disse o erudito John Davis:

"O sábado foi instituí­do para benefí­cio do gênero humano; as suas obrigações duram enquanto o homem viver e enquanto subsistirem as suas necessidades".--Dicionário da Bí­blia, pág. 520.

"A respeito do quarto mandamento, disse Jesus: 'O sábado foi feito para o homem'; segue-se, pois, que a lei permanece em toda a sua força enquanto o homem existir sobre a terra".--Dicionário da Bí­blia, pág. 356.

* A Que Tipo de Lei, Dentre as Referidas Acima, o Apóstolo Paulo Apresenta em Colossenses 2:16?

Diz um destacado teólogo evangélico:

"Apela-se a passagens tais como Colossenses 2:16: 'Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados". E Romanos 14:5: 'Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente". Cada um de nós, contudo, sabe que as igrejas apostólicas viviam grandemente atribuladas pelos judaizantes, os quais insistiam em que a lei mosaica continuava em vigor, e que os cristãos eram obrigados a conformar-se às suas prescrições acerca da distinção entre alimentos limpos e impuros, bem como a seus numerosos dias de festa, nos quais todo trabalho tinha de ser interrrompido. Esses eram os falso mestres e essa era a falsa doutrina contra a qual muitas das epí­stolas de Paulo se dirigiam. É uma óbvia referência a tais homens e suas doutrinas que passagens como as supracitadas foram escritas. Elas não fazem nenhuma referência ao Sábado semanal, o qual fora observado desde a criação, e o qual os próprios Apóstolos introduziram e perpetuaram na Igreja Cristã."--Teologia Sistemática, Charles Hodge, pág. 1269

O Dr. Albert Barnes, acima referido, e conhecido autoridades presbiteriana, assim se expressou sobre o texto de Colossenses 2:16:

"'Ou dos sábados'. A palavra 'sábado', no Velho Testamento, é aplicada não somente ao sétimo dia, mas a todos os outros dias de repouso sagrado que eram observados pelos hebreus, e particularmente ao começo e encerramento de suas grandes festividades. Há, certamente, referência a esses dias nesse lugar, visto que a palavra é usada no plural e o apóstolo não se refere particularmente a o assim chamado sábado, propriamente.

"Não há nada que indique tivesse ele ensinado não haver nenhuma obrigação de observar qualquer dia santificado, pois não há a menor razão para crer que ele tencionasse ensinar que um dos Dez Mandamentos tivesse deixado de ser obrigatório para a humanidade.

"Se houvesse usado a palavra no singular, 'o sábado', teria ficado claro, naturalmente, que ele pretendia ensinar que esse mandamento havia deixado de ser obrigatório, e que o sábado não mais devia ser observado. Mas o uso do termo no plural e o contexto, mostram que tinha sua atenção voltada para o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festas, como parte de sua lei tí­pica e cerimonial, e não para a lei moral ou os Dez Mandamentos.

"De nenhuma parte da lei moral--pode dizer-se ser 'uma sombra das coisas futuras.' Estes mandamentos são, em virtude da natureza da lei moral, de perpétua e universal obrigatoriedade".--Notes on Colossians, edição de 1850, págs. 306 e 307.

Mais uma questão devidamente esclarecida. E muito bem esclarecida, pelo ilustre Dr. Albert Barnes, comentador de reconhecido valor no meio presbiteriano.

Assim essas autoridades presbiterianas, além das que já fizemos notar entre batistas, congregacionais, metodistas, luteranos, assembleianos, concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de TODOS os mandamentos do decálogo.
_________

Obs.: É verdade que quando tratam de "sábado" esses documentos e autores reiterpretam o 4o. mandamento como agora aplicando-se ao domingo. Estão certos quanto à validade e vigência de TODOS os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princí­pios do sábado, mas ERRADOS ao quererem ensinar que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não consta de parte alguma da Bí­blia.
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MensagemAssunto: Re: A Questão da Lei Divina   26/5/2008, 11:18 pm

Vejam Mateus 7:21-23:

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, transgressores da lei."

O termo em negrito também é anomia. A palavra iniquidade não foi trocada por lei, mas "transgressão da lei", pois é isso que ela significa.

Para que não pairem dúvidas se a tradução é fidedigna, vejamos o que podemos encontrar, direto de nossas fontes conhecidas do grego:

Da Stephens 1550 Textus Receptus (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian

Da Scrivener 1894 Textus Receptus (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian

Da Byzantine Majority (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian

Da Alexandrian (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian

Da Hort and Westcott (transliterado)
kai tote omologhsw autoiV oti oudepote egnwn umaV apocwreite ap emou oi ergazomenoi thn anomian

Da Bible in Basic English
7:23 And then will I say to them, I never had knowledge of you: go from me, you workers of evil.

Da Darby's English Translation
7:23 and then will I avow unto them, I never knew you. Depart from me, workers of lawlessness.

Da Weymouth New Testament
7:23 "And then I will tell them plainly, "`I never knew you: begone from me, you doers of wickedness.'

Da Young's Literal Translation
7:23 and then I will acknowledge to them, that -- I never knew you, depart from me ye who are working lawlessness.

Fonte: Parallel Greek New Testament

Sobre o significado de anomia: http://www.searchgodsword.org/lex/grk/view.cgi?number=458

Outra referência:
http://cf.blueletterbible.org/lang/lexicon/lexicon.cfm?Strongs=G458&Version=kjv

De acordo com o "Pocket Lexicon Greek New Testament", pg. 24:
anomia, lawlessnes; especially disobedience to the divine law, sin.


Além do léxico acima, há outros léxicos e ferramentas de estudo do grego, que podem ser baixadas deste site: http://www.textkit.com/greek_grammar.php

Se partirmos de sua etimologia, a própria palavra já começa com o prefixo de negação "a", associado à palavra lei que é "nomos". Daí, não restam dúvidas.

ANOMIA = TRANSGRESSÃO DA LEI

Vamos ver se realmente não há diferença entre "iniqüidade" e "transgressão da lei":

iniqüidade
i.ni.qüi.da.de
sf (lat iniquitate) 1 Falta de eqüidade. 2 Qualidade de iníquo. 3 Ação ou dito iníquo. 4 Dir Rigor excessivo na aplicação da lei.


transgressão
do Lat. transgressione

s. f.,
acto ou efeito de transgredir;
infracção.


Sim, tem muita diferença !!! Não podemos simplesmente olhar no dicionário e pegar o primeiro significado que aparece para traduzir as escrituras. Tem que se levar em conta vários fatores como contexto, como a mesma palavra foi traduzida outras vezes nas escrituras, quem escreveu, para quem escreveu, etc.

Nada disso é levado em conta nas traduções cristãs. Simplesmente as doutrinas cristãs são formadas com base nas traduções, e depois as traduções são corrigidas segundo as doutrinas criadas sobre as traduções.

A bíblia tem seu contexto, o contexto judaico, e esse deve ser levado em consideração. No contexto judaico, "anomia" significa "transgressão da Torah", e é assim que deve ser traduzido, pois a palavra "iniqüidade" além de não corresponder ao verdadeiro significado da palavra "anomia", deixa o texto muito vago, pois em qualquer cultura existe pelo menos o conceito de "iniqüidade" e essa palavra será facilmente adaptada a cada cultura, enquanto o termo "transgressão da Torah" deixa bem claro o que significa pecado para o Eterno.
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