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 O funcionamento do cérebro e a existência de uma suposta alma imortal

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AutorMensagem
Eduardo
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Mensagens : 102
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MensagemAssunto: O funcionamento do cérebro e a existência de uma suposta alma imortal   20/7/2008, 5:27 pm

Ronaldo escreveu:
Fabris,

Vou aproveitar sua presença para perguntar se há possibilidade da existência de uma alma que centralize nossa mente. Você concorda que as memórias, recordações, capacidades intelectuais, surgem da ligação entre neurónios ? Você concorda que lesões destroem recordações e também podem afectar a personalidade, os valores, as capacidades intelectuais do indivíduo que as sofre ? Por que a personalidade de pessoas que sofrem lesões é afetada ? Se existir essa alma para que serve o cérebro ?

Onde se localiza a sede da nossa mente??

No cérebro? No espírito? Onde? ?


"Digamos que Martin Luther Gandhi Betinho de Calcutá, que é uma cara gente boa, sofra um acidente cerebral parecido com o de Phineas Gage, a partir de então se torne um completo canalha. Pelos pressupostos do espiritismo, o espírito gente boa do Martin Luther Gandhi Betinho de Calcutá está enviando ‘sinais’ para ações positivas mas o receptor deficiente está interpretando as ações de maneira errada. Só que esta não é a experiência subjetiva do Martin, ele não só faz canalhices como QUER FAZER canalhices. Ele não tem a experiência subjetiva de querer fazer algo bom e seu corpo sair de controle, se essa é a experiência subjetiva que seu espírito tem então ele não é mesma pessoa que seu espírito."

http://rv.cnt.br/viewtopic.php?f=1&t=15991&p=331201

O caso de Gage

Às 4 e meia da tarde de 13 de setembro de 1848, um grupo de operários estava dinamitando um rochedo para contruir uma estrada de ferro. Gage foi o encarregado de vazar a pólvora dentro de um profundo furo aberto na rocha. No momento em que ele pressionou a pólvora no buraco, o atrito fez uma faísca, o que a fez explodir.

A explosão resultante projetou a barra de um metro de comprimento contra seu crânio em alta velocidade. Esta barra entrou pela bochecha esquerda destruindo seu olho, atravessou - na sequência - a parte frontal do cérebro e saiu pelo topo do crânio, do outro lado. Gage perdeu a consciência imediatamente e começou a ter convulsões. Porém ele a recuperou momentos depois sendo levado ao médico local - Jonh Harlow - que o socorreu.

Incrivelmente, ele estava falando e podia até caminhar. Perdeu muito sangue, mas depois de alguns problemas de infecção ele, não só sobreviveu à lesão, como também se recuperou fisicamente muito bem.

Gage depois do acidente

Durante três semanas a ferida foi tratada pelos médicos. Em novembro, Gage já circulava pela vila. Mas, se tornou o exato contrário do antigo Gage, que era amável e eficiente. Transformou-se em um homem de mau gênio, grosseiro, desrespeitoso com os colegas e incapaz de aceitar conselhos. Seus planos feitos para o futuro foram abandonados e ele passou a agir sem pensar na consequências. Deixou de conviver com os amigos. Sua transformação foi tão grande que todos diziam que "Gage deixou de ser Gage". Ele morreu em 1861, treze anos depois deste acidente, sem dinheiro e epiléptico.

Importância deste caso clínico para a Neurociência

o caso de Gage é considerado como uma das primeiras evidências cientifícas que indicavam que a lesão nos lóbulos frontais pode alterar a personalidade, emoções e a interação social. Antes deste caso os lóbulos frontais eram considerados estruturas silentes (sem função) e sem relação com o comportamento humano.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Phineas_Gage

Após alguns tentativas, temos uma boa resposta:

Moisés escreveu:
Acho que o Ronaldo quer chegar a conclusão de que a sede da "mente", independentemente de ser ou não um conceito vago, existe no cérebro e não está no espírito ou na alma. E que a mente não é nem espírito e nem alma.
...
Acho que adventistas, se não me engano, por não crerem que o corpo tem espírito ou alma, usam desse argumento. O que para eles é bom, já que se tivéssemos alma e essa não sofresse mudanças por variáveis externas, logo tomar uma pancada na cabeça não deveria mudar o comportamento do sujeito. O que demonstra ser falso, em alguns casos.
...
O espíritas também têm que encarar esse argumento, como no caso de Gage, sendo que ele sofreu uma mudança depois de ter o cérebro afetado.
...
Uma pergunta interessante: se pode ocorrer mudanças no comportamento por causa de fatores externos, a alma ou espírito também mudam?
...
Como eu disse, o argumento de que a alma ou espírito é a personalidade das pessoas e que não mudam, é derrubado com casos como o de Gage.
...
O que poderia acontecer é que eles poderiam dizer que temos alma ou espírito e que em nada isso tem a ver com o nosso comportamento. E que se sofremos uma mudança em nosso comportamento devido a um acidente, a alma ou espírito permacem intactos, mas aí a coisa iria ficar estranha.
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Eduardo
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MensagemAssunto: Re: O funcionamento do cérebro e a existência de uma suposta alma imortal   20/7/2008, 7:29 pm

Até a memória é um mecanismo bioquímico:

Pesquisadores identificam proteína que danifica memória
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u415107.shtml

Cientistas argentinos manipulam proteína para eliminar lembranças
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u397438.shtml
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Eduardo
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MensagemAssunto: Re: O funcionamento do cérebro e a existência de uma suposta alma imortal   1/1/2009, 10:07 pm

Religião e epilepsia

5 de Novembro de 2008, às 13:48h Edson Amâncio*

Estrutura mental da espiritualidade e seu papel evolutivo ainda são um mistério. Um dos temas atuais mais palpitantes em neurociências é saber “onde” estão as redes neurais cerebrais que codificam a crença (ou a fé). Localizacionistas apostam no lobo temporal, e tal convicção se fundamenta na religiosidade das pessoas que sofreram lesão nessa área. Trabalhos científicos enfatizam o fato de que portadores de epilepsia do lobo temporal desenvolvem religiosidade exacerbada. Entre casos famosos mencionados encontra-se o pintor Vincent Van Gogh. Qual teria sido a origem do seu fervor religioso, levando-o a tornar-se um pregador tão obstinadamente preocupado com seus deveres que acabou expulso de sua seita? Numa tentativa de compreender melhor o fervor religioso despertado em pessoas com lesão temporal o neurologista Vilayanur Ramachandran estudou dois pacientes epiléticos do lobo temporal, ambos com tendência espiritualista exacerbada. Submeteu-os a um experimento simples, conectando-lhes ao braço um eletrodo que capta impulsos elétricos na pele quando a pessoa é envolvida por alguma emoção. Numa tela de computador assistiam a figuras neutras (como bola de tênis, árvore e quadro-negro) intercaladas com imagens de sexo, violência, símbolos religiosos e palavras alusivas a Deus. Para surpresa dos examinadores, os impulsos mais intensos não se deram com cenas violentas ou eróticas: naqueles dois epiléticos do lobo temporal, a intensidade aumentava nitidamente quando os pacientes viam imagens religiosas. Assim, seria lícito supor - por mais absurdo que possa parecer - que existem áreas no cérebro cujos circuitos são especializados em fé ou apego religioso? É exatamente aí que se inicia a penumbra do nosso conhecimento. Talvez por isso os neurocientistas tenham se negado sistematicamente a dedicar tempo de pesquisa ao tema. Um epilético com lesão no lobo temporal e que desenvolvera religiosidade exacerbada quando não havia nele nenhum vestígio de interesse religioso antes da cirurgia causadora da lesão contou-me que, ocasionalmente, sofre uma crise em que tem a nítida sensação de sair do corpo, uma evidente sensação extra-sensorial. Relatos como esse se encaixam na experiência tornada pública em 2001 por Olaf Blanke. Ele colheu o extraordinário relato de uma paciente que passou por uma experiência extra-sensorial quando teve o giro angular direito estimulado por uma corrente elétrica. Ela estava se submentendo a cirurgia de crânio para a retirada de áreas geradoras de descargas epiléticas no lobo temporal. Esse tipo de operação geralmente se faz sob anestesia local, pois é importante que o paciente esteja acordado para orientar os médicos quanto à sensação experimentada em cada área estimulada. Assim, colocam-se delicadamente eletrodos sobre o córtex cerebral, e desencadeia-se uma estimulação elétrica enquanto se aguarda a reação do paciente. Dessa forma, faz-se um mapa das áreas cerebrais próximas à lesão, permitindo identificar o local, remover precisamente a área afetada e preservar as áreas sadias das vizinhanças. Quando neurocirurgiões estimularam o giro angular (região próxima à porção mais posterior do lobo temporal), a paciente relatou a sensação de levitar. Os estímulos foram repetidos várias vezes, e, numa delas, ela se referiu à sensação extracorpórea; estava a cerca de 2 metros distante do próprio corpo, perto do teto da sala, observando os médicos operar sua cabeça. Até que ponto o resultado desses experimentos se superpõem? Pode uma avaria nas redes neurais que parecem governar a fé desencadear uma crença que não existia ou estava adormecida? E qual o papel do giro angular na sustentação da imagem corporal? Por que a estimulação dessa área cortical projeta para o paciente sua imagem fora do corpo? Que papel a evolução atribuiu ao lobo temporal no controle das nossas crenças? Se nossos genes são de fato “egoístas”, a que atribuir a crença ilimitada em outra vida, em outra dimensão? E por que tais crenças se tornam acentuadas quando estruturas do lobo temporal são atingidas? Respostas a essas questões talvez sejam um dos maiores desafios para as neurociências. *Edson Amâncio, neurocirurgião do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, é doutor pela Unifesp e autor de O homem que fazia chover (Barcarolla, 2006)

fonte: http://www.jornalorebate.com

http://extestemunhasdejeova.org/forum/viewtopic.php?f=16&t=129&p=1346#p1346
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