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 A ética não tem lugar nos laboratórios

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AutorMensagem
Eduardo
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Mensagens : 102
Data de inscrição : 14/04/2008

MensagemAssunto: A ética não tem lugar nos laboratórios   6/7/2008, 8:13 pm

São Paulo, sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Estudo negativo sobre remédios não é publicado, mostra pesquisa

Situação afeta conhecimento do médico, diz pesquisador

RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL


No desenvolvimento de remédios, os testes com resultados desfavoráveis quase nunca são publicados em revistas médico-científicas, o que impede que médicos e pacientes conheçam todas as características dos novos medicamentos. A conclusão está num estudo que foi publicado na última edição da revista médica "The New England Journal of Medicine".

Entre 1987 e 2004, segundo o estudo, foram publicados 51 testes em revistas científicas sobre 12 novos medicamentos contra a depressão lançados nos Estados Unidos. Desses testes, 48 -quase todos- foram favoráveis às drogas.

No período, o FDA (agência que regula remédios nos EUA) analisou 74 testes antes de liberar a venda daqueles medicamentos. Do total, 22 -cerca de um terço- apontavam o lado desfavorável das drogas e nunca foram publicados.

"Essa seletividade pode levar a conclusões irreais sobre a efetividade dos remédios", disse à Folha, por telefone, o médico Erick H. Turner, do Portland VA Medical Center, líder da equipe que fez a pesquisa.

Os médicos normalmente se mantêm atualizados por revistas científicas. Conhecendo só o lado positivo de novas drogas, podem avaliar erroneamente que uma é melhor que outra, o que teria reflexos na saúde do paciente. "A literatura médica é incompleta", resume Turner.

Segundo especialistas, não se pode apontar um só responsável. Eles citam os laboratórios (que patrocinam pesquisas e não têm interesse em divulgar aspectos negativos das drogas), as revistas (que não ganham publicidade quando publicam estudos com resultados negativos) e os próprios pesquisadores (que podem fazer trabalhos inconsistentes, que de fato não merecem publicação).

Para evitar esse problema, o médico Álvaro Atallah, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretor do Centro Cochrane do Brasil, sugeriu recentemente ao governo que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) -equivalente ao FDA-, antes de liberar um remédio, repita os testes clínicos dos laboratórios. O dinheiro para esses testes viria da indústria farmacêutica. "As evidências precisam ser confiáveis e obtidas de maneira independente."

O vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Luiz Alberto Hetem, frisa que esses resultados não querem dizer que falta segurança aos antidepressivos. "Eles são realmente eficazes, mas talvez não tão eficazes quanto demonstram os estudos publicados."

Grandes laboratórios farmacêuticos citados pelas agências internacionais de notícias disseram ontem que tornam públicos todos os seus testes.

[ http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1801200823.htm ][para assinantes]

A ética não tem lugar nos laboratórios
Keya Acharya

Bangalores, Índia, 18/10/2007(IPS) - Laboratórios farmacêuticos multinacionais e pesquisadores estão escolhendo cada vez mais a Índia como cenário para seus testes clínicos de medicamentos em humanos.
http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=3470

Grandes laboratórios farmacêuticos subornam médicos com presentes
Isto vem ocorrendo em países em desenvolvimento, onde as multinacionais estão presenteando médicos com jantares, aparelhos de ar-condicionado, laptops, entre outras coisas, para incentivá-los a receitarem seus remédios.
http://www.opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=12567

Cobaias humanas: uma tragédia africana
A Pfizer, giganteca multinacional do setor farmacêutico, está sendo processada criminalmente pelo governo nigeriano por testes clínicos com conseqüências altamente nocivas. Em 1996, durante uma epidemia de meningite em Kano, Nigéria, 200 crianças doentes foram objeto dos testes de uma nova droga da Pfizer,o Trovan.
http://www.correiocidadania.com.br/content/view/400/51/

Retratos de um "apartheid" médico
Para acelerar a liberação de drogas ultra-lucrativas, as corporações farmacêuticas recorrem cada vez mais a cobaias humanas dos países pobres. Milhões de pessoas submtem-se, por migalhas, a testes sem supervisão, sem padrões éticos e que muitas vezes as privam de medicamentos essenciais
http://diplo.uol.com.br/2007-05,a1564

As vítimas da Big Pharma
As populações do Sul, em especial as africanas, são cobaias dos testes clínicos de grandes laboratórios que testam ali, à guisa de princípios éticos, medicamentos que servem aos mercados do Norte
http://diplo.uol.com.br/2005-06,a1117



Sem novidade, onde houver homens e dinheiro, os resultados já são conhecidos. Isso serve para todo e qualquer segmento.
Eu disse, TODO.
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