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 Grego Koiné

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Ronaldo
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MensagemAssunto: Grego Koiné   12/1/2009, 3:29 pm

Gustavo escreveu:
Estou trazendo da apostila indicada pelo João Lucas, a parte de acentuação. Como é complicado acentuar palavras gregas no computador apropriadamente (somente o acento agudo está disponível), não vou colocar exercícios, mas podemos tirar as dúvidas aqui.
Citação :
Há três tipos de acentos em grego: o agudo (t), o grave (x) e o circunflexo (^). Os acentos sempre são colocados sobre uma vogal ou ditongo; no caso do ditongo, é sempre sobre a segunda vogal.
Quando uma aspiração e um sinal vêm sobre a mesma vogal, a aspiração vem primeiro e o sinal depois, com exceção do circunflexo, que é colocado sobre a aspiração. Ex: oÃkou, oÃkoj.
Sílabas contendo vogais longas ou ditongos são sílabas longas, mas “ai” e “oi” no final de uma palavra são breves (em relação à acentuação).
Ex: anqrwpouj é longa, pois tem ditongo em “ou”. anqrwpoi é breve, pois tem ditongo em “oi”. MAS anqrwpoij é longa, pois tem sigma (j) final acrescentado ao ditongo. O “e” e o “o” são sempre breves, o “h” e o “w” são sempre longas. Já o “a, i, u” será aprendido por observação.
[size=150]REGRAS:[/size]
1. EM RELAÇÃO À ÚLTIMA SÍLABA:
a) O agudo pode cair nas últimas 3 sílabas (Ex: • posto/loj – está errada). Um acento agudo na última sílaba de uma palavra, seguida por outra sem nenhum
sinal de pontuação, é transformada em grave (Ex: grafh/ – nqrwpoj – está correta).
b) O circunflexo pode cair nas duas últimas sílabas (Ex: pisteuomen – está errada).
c) O grave só pode cair na última sílaba.
1.1. QUANDO FOR LONGA:
a) Pode ter acento agudo ou circunflexo.
b) A antepenúltima não pode ser acentuada.
c) A penúltima, se acentuada, leva um agudo.
Ex: apostwlw e apostolou estão erradas. apostolw e apostoloi estão certas.
2. EM RELAÇÃO À SÍLABA BREVE:
a) O único acento que NÁO PODE vir sobre ela é o circunflexo.
b) Se a última sílaba for breve, com uma penúltima longa, se acentuada, leva o circunflexo. Ex: doule e douloi estão erradas; já do¬loj está correta.
OBSERVAÇÃO: As regras não dizem onde os acentos devem ir, mas estabelecem limites onde não devem ir; assim, por exemplo, o acento de lo¬menou poderia ser qualquer uma das 3 formas: loumenou, loumenou, loumenou. Existem duas outras regras que nos ajudam a determinar a posição certa.
[size=150]II – ACENTUAÇÃO VERBAL[/size]
Os verbos têm acentos recessivos, ou seja, devem ser colocados na sílaba mais atrás possível quanto permitido pelas regras gerais.
Ex: eginwskou, a única forma é eginwskou. sze, a única forma é swze.
[size=150]III – ACENTUAÇÃO DE SUBSTANTIVOS[/size]
Deve ser constante em seguir o acento do Nominativo tanto quanto possível. Assim, é
necessário saber de cor: oikoj, oikou, oikw, oike, oikoi, oikwn, oikoij, oikouj.
Fonte: http://www.monergismo.com/textos/idiomas/apostila_grego_ricardo.pdf[/quote" class="postlink" target="_blank" rel="nofollow">[/quote]
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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Grego Koiné   12/1/2009, 3:30 pm

Gustavo escreveu:
Iniciando a classe de grego koiné, trago uma introdução sobre o idioma do livro Grego do Novo Testamento, de J. Gresham Machen. Posteriormente apresentarei o alfabeto grego.
Espero que todos aproveitem o estudo deste maravilhoso idioma.

[/hr]
Durante o período clássico, a língua grega se dividia em numerosos dialetos, dos quais havia três grandes famílias - a dórica, a eólica e a jônica. No quinto século antes de Cristo, os áticos, um ramo da família jônica, atingiram a supremacia, especialmente quanto à linguagem da literatura em prosa. O dialeto ático era a língua de Atenas em sua fase de glória - a língua de Tucídides, de Platão, de Demóstenes e da maioria dos grandes prosadores da Grécia.
Várias causas contribuíram para tornar o dialeto ático dominante no mundo de fala grega. A primeira e principal deve ser o gênio dos escritores atenienses. Mas a importância política e comercial não deixava de produzir o seu efeito. Hostes de estrangeiros entravam em contato com Atenas através do governo, da guerra e do comércio e as colônias atenienses também ampliavam a influência da cidade mãe. O Império ateniense, na verdade, se desmoronou. Atenas foi conquistada primeiro por Esparta na guerra do Peloponeso, e depois, na metade do quarto século antes de Cristo, juntamente com outras cidades gregas, submeteu-se ao domínio de Filipe, rei da Macedônia. Mas a influência do dialeto ático sobreviveu à perda do poderio político; a língua de Atenas tornou-se também a dos seus conquistadores.
Na sua origem, Macedônia não era um reino grego, mas adotou a civilização dominante da sua época, que era a de Atenas. O tutor de Alexandre, o grande, filho de Filipe, foi Aristóteles, filósofo grego; e este fato é apenas uma indicação das condições da época. Com espantosa rapidez Alexandre se tornou dominador de todo o mundo oriental e os triunfos dos exércitos macedônios eram também os triunfos da língua grega na forma ática. Na verdade, o império de Alexandre se desmoronou depois da sua morte em 323 a.C.; mas os reinos em que ele foi dividido eram, até onde a corte e as classes dominantes atingiam, reinos gregos. Assim, a conquista dos macedônios significava nada menos que a helenização do oriente, ou de qualquer modo significava uma enorme aceleração do processo helenizante que já começara.
Quando os romanos, nos dois últimos séculos antes de Cristo conquistaram o lado oriental do mundo mediterrâneo, de modo algum tentaram suprimir a língua grega. Ao contrário, em bem considerável extensão foram conquistados por aqueles que eles haviam conquistado. A própria Roma já havia se submetido à influência grega, e agora fazia uso da língua grega na administração pelo menos da parte oriental do seu vasto império. A língua do império romano não era tão somente o latim, mas também o grego.
Deste modo, no primeiro século depois de Cristo, o grego tornou-se uma língua universal. As antigas línguas dos diversos países na verdade continuaram a existir e muitos distritos eram bilíngües - as línguas locais coexistiam ao lado do grego. Mas ao menos nas grandes cidades em todo o Império - certamente no oriente - o grego era entendido em toda a parte. Até mesmo em Roma havia uma grande população de falantes de grego. Não é de se surpreender que a carta de Paulo à igreja de Roma tenha sido escrita não em latim, mas em grego.
Porém a língua grega teve de pagar um alto preço pela enorme extensão da sua influência. Na carreira da sua conquista experimentou importantes mudanças. Os antigos dialetos gregos, menos o ático, embora desaparecessem quase totalmente antes do começo da era cristã, podem ter exercido poderosa influência sobre o grego do novo mundo unificado. Menos importante, sem dúvida do que a influência dos dialetos gregos, e muito menos importante do que se pode esperar, foi a influência das línguas estrangeiras. Porém influências de um tipo mais sutil e menos tangível estavam para surgir mais poderosamente. A língua é um reflexo dos hábitos intelectuais e espirituais do povo que a usa. A prosa ática, por exemplo, reflete a vida espiritual de uma pequena cidade-estado, que foi unificada por um intenso patriotismo e por uma gloriosa tradição literária. Mas, passada a época de Alexandre, o falar ático não mais era a língua de um pequeno grupo de cidadãos que vivia na mais estreita associação espiritual; ao contrário, tornara-se o meio de intercâmbio entre pessoas dos mais diversos tipos. Desta forma, não surpreende que a língua do novo período cosmopolita fosse bem diferente do dialeto ático original em que se fundara.
Esta língua do novo mundo que prevaleceu depois de Alexandre tem sido chamada, inadequadamente, de "koiné". A palavra "koiné" significa "comum"; portanto não se trata de uma designação pejorativa para uma língua que foi um recurso comum de intercâmbio para diversos povos. O koiné, então, é a língua grega universal que prevaleceu desde aproximadamente 300 a.C. até o fim da história antiga por volta de 500 a.D.
O Novo Testamento foi escrito nesse período do koiné. Considerado sob o aspecto lingüístico, ele se une de modo bem próximo à tradução grega do Antigo Testamento chamada "Septuaginta", feita em Alexandria nos séculos que antecederam a era cristã, e a alguns escritos cristãos da primeira parte do segundo século depois de Cristo os quais freqüentemente são associados sob o nome de "Pais Apostólicos". Verdade é que neste triplo grupo, a língua do Novo Testamento é sem muito esforço suprema. Mas no que se refere a este simples instrumento de expressão os escritos do grupo entrelaçam-se. Então, onde deve ser inserido todo grupo no desenvolvimento do koiné?
Sempre se tem observado que a língua do Novo Testamento difere de um modo notável dos escritores da prosa ática tais como Tucídides, ou Platão, ou Demóstenes. Isto não surpreende. O lapso de séculos e as importantes mudanças que a criação do novo cosmopolitismo envolveu facilmente podem explicar tal fato. Mas há um outro ainda mais surpreendente. É a descoberta, a saber, de que a linguagem do Novo Testamento difere não somente da dos prosadores áticos dos quatro séculos anteriores, mas também dos escritores gregos do próprio período dentro do qual o Novo Testamento foi escrito. O grego do Novo Testamento é bem diferente, por exemplo, do de Plutarco.
Esta diferença costumava, às vezes, ser explicada pela hipótese de que o Novo Testamento foi escrito num dialeto greco-judaico - uma forma do grego bem diferentemente influenciada pelas línguas semíticas: hebraico e aramaico. Mas em recentes anos outra explicação tem estado em voga de modo crescente. A descoberta dos "papiros não literários" tem dado importante ímpeto a esta outra explicação. Até em época recente, a maior parte do koiné tinha sido conhecida dos eruditos quase exclusivamente através da literatura. Mas dentro dos vinte ou trinta anos passados descobriu-se no Egito, onde o ar seco preservou, escritos antigos embora frágeis, grande número de documentos tais como testamentos, recibos, requerimentos e cartas particulares. Tais documentos não fazem parte da "literatura". Pretendia-se que muitos deles fossem lidos apenas uma vez e, depois disso, jogados fora. Por essa razão eles não apresentavam a linguagem polida dos livros, mas a verdadeira língua falada na vida cotidiana. E, dada a sua importante divergência da linguagem de escritores tais como Plutarco, revelaram com nova clareza o interessante fato de que, no período do koiné, havia uma grande lacuna entre a linguagem literária e a do dia-a-dia. Os literatos da época imitavam os grandes modelos áticos com maior ou menor exatidão; mantinham uma tradição literária artificial. Os obscuros escritores dos papiros não literários por outro lado, nada imitavam, mas somente expressavam-se, sem afetação, na linguagem da rua.
Entretando, descobriu-se que a linguagem do Novo Testamento em vários pontos onde difere da literatura até do período do koiné, concorda com os papiros não literários. Tal descoberta sugeriu uma nova hipótese para explicar a aparente peculiariedade da linguagem do Novo Testamento. Hoje se supõe que a impressão de peculiariedade que o grego do Novo Testamento formou nas mentes dos leitores modernos deve-se simplesmente ao fato de que até recentemente o nosso conhecimento da língua falada distinta da língua literária do período do koiné foi muito limitado. Na verdade, se diz que o Novo Testamento foi escrito simplesmente na forma popular do koiné falada nas cidades de todo o mundo de fala grega.
Não há dúvida de que esta hipótese contém um grande elemento de verdade. Não há dúvida de que a linguagem não é a artificial dos livros e nem um jargão greco-judaico, mas uma linguagem viva na época. Entretanto, a influência semítica não pode ser subestimada. Os escritores do Novo Testamento eram quase todos judeus e todos eles fortemente influenciados pelo Antigo Testamento.Particularmente, no que tange à linguagem, sofreram a influência da Septuaginta, e esta foi influenciada, como a maior parte das traduções antigas, pela linguagem do original. A Septuaginta tinha ido longe ao produzir um vocabulário grego que expressava coisas profundas da religião de Israel. Este vocabulário influiu profundamente no Novo Testamento. Eles se submeteram à influência de novas convicções de um tipo transformador as quais produziram seu efeito na esfera da linguagem. Palavras comuns tiveram de receber novos e mais elevados sentidos e uma nova e gloriosa experiência alteou os homens comuns a um reino mais elevado. Não é de surpreender, então, que, apesar das semelhanças lingüísticas em detalhe nos livros do Novo Testamento, até mesmo na forma, são grandemente diferentes das cartas descobertas no Egito. Os escritores do Novo Testamento empregaram a linguagem comum e viva da sua época. Mas empregaram-na na expressão dos pensamentos incomuns e a própria linguagem, em seu processo, foi, até certo ponto, transformada. A Epístola aos Hebreus mostra que até a arte consciente pode tornar-se instrumento de profunda sinceridade e as cartas de Paulo, mesmo as mais breves e mais simples não são simples ninharias a serem lançadas fora como as cartas descobertas nos montes de lixo do Egito, mas dirigidas por um apóstolo à igreja de Deus. A língua popular cosmopolita do mundo greco-romano também serviu a seu propósito na história. Rompeu as barreiras raciais e lingüísticas. E num ponto da sua vida tornou-se sublime.
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MensagemAssunto: Re: Grego Koiné   12/1/2009, 3:30 pm

Gustavo escreveu:
Bem, pessoal, continuando nossas classes de grego, vamos tratar agora do presente do indicativo ativo.
Em grego, quando se apresenta o verbo, apresenta-se a forma do verbo na primeira pessoa do singular do presente do indicativo ativo. Em grego, o verbo tem tempo, modo e voz, como em outras línguas. O presente (no indicativo) refere-se à ocasião presente, a voz ativa indica que o sujeito é o agente; o indicativo faz uma afirmação, diferentemente, por exemplo, de uma ordem ou desejo.
No presente, em grego, não há nenhuma distinção entre solto e estou soltando, que chama a atenção para a continuidade da ação. Ambas as idéias, portanto, devem estar em conexão com a forma grega λύω. A distinção entre as duas se tornará muitíssimo importante quando tratarmos do pretérito; pois neste caso o grego estabelece uma distinção mais nítida do que em português.
Vejamos agora o vocabulário para a lição:
βλέπο - vejo
γινώσκω - conheço
γράφω - escrevo
διδάσκω - ensino
λαμβάνω - tomo, recebo
λέγω - digo
λύω - solto, destruo
έχω - tenho
A conjugação do presente indicativo do verbo λύω é:
1. λύω - eu solto ou eu estou soltando
2. λύεις - tu soltas ou tu estás soltando
3. λύει - ele/ela solta ou ele/ela está soltando
4. λύομεν - nós soltamos ou nós estamos soltando
5. λύετε - vós soltais ou vós estais soltando
6. λύουσι(ν) - eles/elas soltam ou eles/elas estão soltando
A diferença entre primeira, segunda e terceira pessoa, bem como se plural ou singular é definido pelas terminações dos verbos. O grego não costuma usar pronomes. A parte constante dos verbos são os radicais. O radical de λύω é λύ-. Os verbos no presente do indicativo são conjugados adicionando-se ao radical, as desinências: 1. -ω, -εις, -ει, -ομεν, -ετε, -ουσι(ν). Assim, nós temos seria έχομεν.
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MensagemAssunto: Re: Grego Koiné   12/1/2009, 3:31 pm

Gustavo escreveu:
Aqui damos continuidade ao estudo dos substantivos, agora abordando a primeira declinação.
Para saber mais sobre os casos do substantivo, recomendo a leitura do tópico sobre a segunda declinação: http://www.e-cristianismo.com.br/forum/viewtopic.php?f=35&t=241&start=0
Pessoal, embora os substantivos de segunda declinação são na maioria masculinos e neutros, enquanto que os da primeira declinação são femininos, a declinação não possui nenhuma relação com o gênero do substantivo. A declinação na verdade é definida pela terminação do radical, que é a parte invariável do substantivo (aquela que não muda com caso ou número).
Assim, a primeira declinação geralmente termina em α, enquanto a segunda declinação geralmente termina em ο. Por este motivo, a forma de se declinar o substantivo muda. Vejamos agora a lista de palavras para o presente estudo.
[size=150]Vocabulário[/size]
αλήθεια, η - verdade
βασιλεία, η - reino
γραφή, η - escrita, Escritura
δόξα, η - glória
ειρήνη, η - paz
εκκλησία, η - igreja
εντολή, η - mandamento
ζωή, η - vida
ημέρα, η - dia
καρδία, η - coração
παραβολή, η - parábola
φωνή, η - voz
ψυχή, η - alma, vida
ώρα, η - hora
[size=150]Tabelas de declinação dos substantivos de primeira declinação[/size]
Declinação de ώρα:
[table="100%"][tr][td][/td][td]Singular[/td][td]Plural[/td][/tr][tr][td]Nominativo[/td][td]ώρα[/td][td]ώραι[/td][/tr][tr][td]Genitivo[/td][td]ώρας[/td][td]ωρων (circunflexo no ων)[/td][/tr][tr][td]Dativo[/td][td]ώρα[/td][td]ώραις[/td][/tr][tr][td]Acusativo[/td][td]ώραν[/td][td]ώρας[/td][/tr][tr][td]Vocativo[/td][td]ώρα[/td][td]ώραι[/td][/tr][/table]
O α sublinhado possui um iota subscrito.
Devemos observar que o α no nominativo, genitivo e acusativo singular e o acusativo plural é longo.
Deve-se lembrar aqui também que o genitivo plural é uma excessão à regra de acentuação. O acento circunflexo sempre fica na última sílaba deste, não importanto onde o acento esteja no nominativo.
Declinação de βασιλεία:
[table="100%"][tr][td][/td][td]Singular[/td][td]Plural[/td][/tr][tr][td]Nominativo[/td][td]αλήθεια[/td][td]αλήθειαι[/td][/tr][tr][td]Genitivo[/td][td]αληθείας[/td][td]αληθειων(circunflexo no ων)[/td][/tr][tr][td]Dativo[/td][td]αληθεία[/td][td]αληθείαις[/td][/tr][tr][td]Acusativo[/td][td]αλήθειαν[/td][td]αληθείας[/td][/tr][tr][td]Vocativo[/td][td]αλήθεια[/td][td]αλήθειαι[/td][/tr][/table]
O α sublinhado possui um iota subscrito.
Declinação de δόξα:
[table="100%"][tr][td][/td][td]Singular[/td][td]Plural[/td][/tr][tr][td]Nominativo[/td][td]δόξα[/td][td]δόξαι[/td][/tr][tr][td]Genitivo[/td][td]δόξης[/td][td]δόξων(circunflexo no ων)[/td][/tr][tr][td]Dativo[/td][td]δόξη[/td][td]δόξαις[/td][/tr][tr][td]Acusativo[/td][td]δόξαν[/td][td]δόξας[/td][/tr][tr][td]Vocativo[/td][td]δόξα[/td][td]δόξαι[/td][/tr][/table]
O η sublinhado possui um iota subscrito.
Neste caso, o α no nominativo singular dos substantivos da primeira declinação transforma-se em η no genitivo e no dativo singular, exceto depois de ε, ι ou ρ.
Declinação de γραφή:
[table="100%"][tr][td][/td][td]Singular[/td][td]Plural[/td][/tr][tr][td]Nominativo[/td][td]γραφή[/td][td]γραφαί[/td][/tr][tr][td]Genitivo[/td][td]γραφης (circunflexo no η)[/td][td]γραφων(circunflexo no ων)[/td][/tr][tr][td]Dativo[/td][td]γραφη[/td][td]γραφαις (circunflexo no ι)[/td][/tr][tr][td]Acusativo[/td][td]γραφήν[/td][td]γραφάς[/td][/tr][tr][td]Vocativo[/td][td]γραφή[/td][td]γραφαι[/td][/tr][/table]
O η sublinhado possui um iota subscrito.
Quando um substantivo da primeira declinação termina em η no nominativo singular, conserva o η em todo o singular. Porém no plural todos os substantivos da primeira declinação, não importante a sua desinência, são iguais.
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MensagemAssunto: Re: Grego Koiné   12/1/2009, 3:31 pm

Gustavo escreveu:
Bem, o tema deste tópico agora vai ser importante para os estudos futuros, e todos devem prestar atenção. Tita, aqui vamos saber mais sobre o Nominativo e outros casos existentes no grego.
Bem, segundo J. Gresham Machen, os substantivos gregos se dividem em 3 declinações. Pensem nas declinações como a terminação de verbos em português: assim como nós em português, temos verbos terminados em ar, er e ir, criando regras de conjugação para cada terminação, assim também os gregos possuíam 3 tipos de substantivos, e cada tipo possui uma forma de ser declinado.
Como a segunda declinação é a mais simples, vamos estudar ela primeiro, como sugestão do livro, certo? Bem, a primeira coisa que o livro chama a atenção é que em grego não há artigo indefinido. A palavra αδελφός, por exemplo, significa tanto irmão como um irmão. Obviamente, no plural não há artigo indefinido.
O substantivo em grego possui gênero (masculino, feminino, neutro), número (singular e plural) e caso (nominativo, acusativo, dativo, genitivo e vocativo).
O gênero do substantivo em grego deve ser aprendido junto com a palavra. Isto mesmo, devemos decorar. Felizmente como em português, algumas vezes algumas regrinhas nos ajudam. Por exemplo, nos substantivos de segunda declinação, os que terminarem em -ος são masculinos, os que terminam em -ον são neutros. Quando colocarmos o vocabulário, vou adicionar após a palavra o artigo definido para a palavra, que vai indicar qual o gênero da palavra, certo?
Os artigos definidos, então, são:
ο - artigo definido masculino
η - artigo definido feminino
το - artigo definido neutro
Sobre o número, como já foi dito, há o singular e o plural, como em português. Os verbos devem sempre concordar com o sujeito em número.
Agora, respondendo as dúvidas da Tita no outro tópico...
No grego, existem 5 casos. É um pouco difícil explicar para quem conhece o português, o que seria o caso, pois esta divisão em português não é nítida. Vamos lá então.
Em grego, dependendo da função que a palavra possui, ela recebe uma terminação diferente. Vamos ver a seguinte frase em português:
Um irmão foi à igreja.
Observem a palavra irmão. Esta palavra ocupa, na frase, o lugar de sujeito da oração. O Nominativo no grego é o caso que define quem é o sujeito. Assim, quando vemos em uma frase grega a palavra αδελφός, nós podemos saber que ela faz parte do sujeito da oração, seja qual for o lugar que esta palavra está na frase.
Vamos agora ver outra frase em português:
Visitei um irmão.
Vemos agora que a palavra irmão não é mais o sujeito da oração, mas sim o objeto direto. O Acusativo é o caso grego que define quem é o objeto direto da frase. Só que o objeto direto em grego é um pouco diferente do objeto direto do português, pois ele pode vir seguido de uma preposição. Assim, o objeto direto grego é aquele que recebe a ação do sujeito.
Vejam agora este exemplo:
Entreguei a carta para o irmão.
Agora temos que a palavra irmão ocupa o lugar de objeto indireto da frase. O Dativo é o caso grego que define quem é o objeto indireto da frase.
Mais um exemplo:
A igreja do irmão é grande.
A palavra irmão neste caso indica uma posse. O Genitivo é o caso grego que indica uma posse. Então quando vemos as palavras υιός ανθρώπου, você vai perceber que ανθρωπου está no genitivo, o que significa que a expressão deve ser traduzida por filho do homem.
Finalmente temos o exemplo:
Ó irmão, venha até nós.
A palavra irmão está sendo usada em uma expressão de invocação, chamado. O Vocativo é o caso grego que indica invocação, chamado.
Depois de tudo isto, vocês podem se perguntar: por que esta diferenciação de casos? Isto acontece por que em grego, uma palavra pode ser colocada em qualquer posição da frase. Assim, quando o grego quer dar mais ênfase a uma palavra, ele a coloca primeiro. Para você saber quem é o sujeito, quem é o objeto, não é necessário ver quem foi escrito primeiro, como em português. Basta você observar as declinações da palavra para descobrir a ordem da sentença!!! Porém, o normal é se colocar o sujeito primeiro, verbo segundo e objeto por fim.
Vamos agora observar as declinações das palavras. Vamos primeiro ver a palavra άνθρωπος:
[table="100%"][tr][td][/td][td]Singular[/td][td]Plural[/td][/tr][tr][td]Nominativo[/td][td]άνθρωπος[/td][td]άνθρωποι[/td][/tr][tr][td]Genitivo[/td][td]ανθρώπου[/td][td]ανθρώποων[/td][/tr][tr][td]Dativo[/td][td]ανθρώποω[/td][td]ανθρώποις[/td][/tr][tr][td]Acusativo[/td][td]άνθρωπον[/td][td]ανθρώπους[/td][/tr][tr][td]Vocativo[/td][td]άνθρωπε[/td][td]άνθρωποι[/td][/tr][/table]
Declinação de υιός:
[table="100%"][tr][td][/td][td]Singular[/td][td]Plural[/td][/tr][tr][td]Nominativo[/td][td]υιός[/td][td]υιόι[/td][/tr][tr][td]Genitivo[/td][td]υιοϋ[/td][td]υιων (circunflexo no ω)[/td][/tr][tr][td]Dativo[/td][td]υιω (circunflexo no ω)[/td][td]υιοϊς[/td][/tr][tr][td]Acusativo[/td][td]υιόν[/td][td]υιούς[/td][/tr][tr][td]Vocativo[/td][td]υιέ[/td][td]υιόι[/td][/tr][/table]
Declinação de δωρον, τό:
[table="100%"][tr][td][/td][td]Singular[/td][td]Plural[/td][/tr][tr][td]Nominativo[/td][td]δωρον (circunflexo no ω)[/td][td]δωρα (circunflexo no ω)[/td][/tr][tr][td]Genitivo[/td][td]δωρου[/td][td]δωρων[/td][/tr][tr][td]Dativo[/td][td]δωρω[/td][td]δωροις[/td][/tr][tr][td]Acusativo[/td][td]δωρον[/td][td]δωρα (circunflexo no ω)[/td][/tr][tr][td]Vocativo[/td][td]δωρον (circunflexo no ω)[/td][td]δωρα (circunflexo no ω)[/td][/tr][/table]
Aqueles que eu não indiquei a acentuação são acentuados no δω com acento agudo.
[size=150]O ν móvel[/size]
Quando a terminação da terceira pessoa do plural nos verbos (-ουσι) vier antes de uma vogal ou no fim de uma oração, acrecenta-se um ν móvel. Assim ficamos com βλέπουσιν αποστόλους. Mas J. Gresham adverte que não é sempre que isto acontece.
Espero ter ajudado, e qualquer dúvida sobre o tema, basta perguntar. Estamos aqui para ajudar.
[size=150]Vocabulário[/size]
αδελφός, ο - irmão
άνθρωπος, ο - homem
απόστολος, ο - apóstolo
δοϋλος, ο - servo, escravo
δωρον, τό - presente, dádiva (tem acento circunflexo no ω)
θάνατος, ο - morte
ιερόν, τό - templo
καί - conjunção e
λόγος, ο - palavra
νόμος, ο - lei
οϊκος, ο - casa
υιός, ο - filho
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