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 O Israel de Deus na profecia

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Ronaldo
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MensagemAssunto: O Israel de Deus na profecia   11/1/2009, 5:57 am

O Israel de Deus na profecia




Cristo anunciou várias vezes que Sua ressurreição aconteceria "depois de três dias" (Mc 8:31; 9:31; 10:34), ou "ao terceiro dia" (Mt 16:21; 17:23; 20:19; Lc 9:22; 18:33; 24:7, 46). Afirmou que não apenas Seu sofrimento e morte, mas também Sua ressurreição "ao terceiro dia" fora predita no Velho Testamento (Lc 18:31-33; 24:46).

Contudo, quais passagens do Velho Testamento sugerem essa predição messiânica particular? Enquanto os apóstolos apelavam para três Salmos (2:7; 16:10; 118:22) a fim de substanciar as suas convicções de que as promessas de Deus aos pais haviam sido cumpridas na ressurreição de Jesus (Sl 2:2 em At 13:33; Sl 16:10 em At 2:31 e 13:35; Sl 118:22 em At 4:11), nenhuma destas citações sugerem qualquer ressurreição "depois de três dias" e por isso não podem ser consideradas como a fonte particular do elemento de tempo predito por Jesus. Contudo, duas outras passagens do Velho Testamento podem ser reconhecidas como a fonte específica do anúncio de Jesus: Jonas 1:17 e Oséias 6:2.

É evidente que Jesus via na experiência de aprisionamento de Jonas dentro do peixe por "três dias e três noites" um tipo messiânico de Sua própria permanência na sepultura. A notável predição de Oséias - feita antes de 722 a.C. - de que Israel como o povo do concerto de Deus seria reavivado e restaurado depois do cativeiro assírio, é extremamente instrutiva para compreender a aplicação messiânica de Criso da profecia de Israel. Dentro do contexto do iminente julgamento divino da nação de Dez Tibos por meio do exílio assírio, Oséias retrata um Israel arrependido que mostrará uma mudança de coração real, ao dizer:

"Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele" (Os 6:1 e 2).

Um erudito faz uma observação com respeito a Oséias 6:2, "verbalmente, este verso é o paralelo mais próximo que o Velho Testamento oferece às predições de Jesus de Sua ressurreição, e sua influência sobre elas é amplamente aceita" (R. T. France, Jesus and the Old Testament, p. 54). Outro chama Oséias 6:2 de texto "fundamental" para a ressurreição de Cristo (H. E. Tödt, The Son of Man in the Synoptic Tradition, p. 185). Aplicada a Israel no exílio assírio, a promessa de Oséias de reavivamento e restauração de um povo arrependido "depois de dois dias" e "ao terceiro dia", poderia apenas significar o restabelecimento deste no futuro próximo. A profecia de Oséias concernente aos "dois dias" e ao "terceiro dia" claramente se referia ao retorno de Israel do exílio assírio. Este começou em 722 a.C. e não terminou até depois da queda de Babilônia em 539 a.C. Depois do exílio, os rabis aplicavam a promessa de Oséias de uma nova forma, de maneira escatológica à ressurreição dos israelitas, um fato que levou Matthews Black a observar: "Porém, a interpretação de ressurreição em Oséias 6:2 não é uma invenção cristã. É uma exegese judaica tradicional bastante antiga de Oséias 6:2" (M. Black, The Christological use of the Old Testament in the New Testament, p. 6). A exegese judaica também combinava Oséias 6:2 com Jonas 1:17, a fim de fortalecer a esperança israelense na ressurreição (J. W. Doeve, Jewish Hermeneutics in the Synoptic Gospels and Acts, p. 149). Assim, concluímos que a fonte escriturística de Jesus para a Sua convicção de que seria ressuscitado dos mortos "ao terceiro dia" era a combinação da passagem de Oséias 6:2 com Jonas 1:17 (R. T. France, Jesus and the Old Testament, p. 55).

Jesus aplicou literalmente a expressão simbólica da profecia de Oséias concernente à restauração de Israel, depois de "dois dias " e no "terceiro dia", a Si mesmo, à Sua morte substitutiva e à Sua ressurreição. Em outras palavras, Ele aplicou uma profecia que originariamente pertencia à restauração nacional de um remanescente fiel israelense a Si mesmo como o Messias de Israel e à Sua própria ressurreição [Grifo acrescentado]. Enquanto os rabis faziam uma aplicação escatológica da profecia de Oséias 6:2, referindo-se à ressurreição de Israel, Jesus fez uma nova e singular aplicação messiânica da restauração de Israel à Sua própria ressurreição. Este era o sentido mais profundo da profecia de Oséias na visão de Jesus. A implicação de Seu princípio de interpretação profética é reveladora: Jesus é Israel, e em Sua ressurreição a restauração deste é realizada [Grifo acrescentado]. Até mesmo C. H. Dodd diz, "A ressurreição de Cristo é a ressurreição de Israel da qual falou o profeta" (Dodd, According to the Scripture, p. 103).

Se a ressurreição de Jesus é o sentido mais profeundo e o cumprimento da profecia de Oséias 6:2, então os termos "Israel" e sua "restauração" deveriam sempre ser compreendidos sob a perspectiva messiânica - isto é, cristologicamente - em sua aplicação escatológica. O cumprimento profético literal na escatologia passa pela cruz de Cristo e é transformado em Sua ressurreição. Nela, a esperança de restauração israelense tem sido consumada. Este estilo messiânico de interpretar a profecia de Oséias em relação à restauração de Israel tem implicações profundas e de longo alcance para a compreensão cristã da profecia do Velho Testamento. É refletido em muitas aplicações neotestamentárias a Cristo Jesus dos eventos do Velho Testamento que pertencem a Israel ou aos representantes israelitas.

Dr. Hans K. LaRondelle

Fonte: O Israel de Deus na Profecia, p. 76-78, Ed. Unaspress.

NOTA: Esse é um dos argumentos bíblicos que demonstram que as profecias escatológicas do A.T. sobre Israel encontram seu cumprimento em Cristo e por extensão em Sua Igreja (historicismo) e não no Estado de Israel literal (dispensacionalismo). Além dos adventistas, há outros cristãos que também não aceitam o dispensacionalismo.

http://minutoprofetico.blogspot.com/2008/03/o-israel-de-deus-na-profecia.html
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MensagemAssunto: Re: O Israel de Deus na profecia   11/1/2009, 6:00 am

Por que os EUA defendem Israel?

Nos últimos dias, o mundo está assistindo a mais um momento de guerra e mortes envolvendo Israel e seus vizinhos palestinos.
Praticamente todas as maiores nações do mundo já se pronunciaram contra a atitude de Israel, considerando-a “desproporcional” (centenas de civis mortos) em relação à provocação palestina do Hamas.
Meu objetivo, hoje, não é discutir quem está certo: se judeus ou palestinos. Quero ajudar meus leitores a entenderem a reação AMERICANA a tudo isso, pois os Adventistam crêem no importante papel que os EUA terão nos últimos acontecimentos religiosos deste mundo (cf. Apoc. 13).
Os Estados Unidos estão sendo acusados, na pessoa do seu atual (ainda) presidente, de “passarem a mão na cabeça” de Israel, e apoía-los em seus momentos de guerra. Sempre que o Estado Judeu se levanta para defender seu território com uso do seu extraordinário poder militar, os Estados Unidos estão entre os que ficam do lado da nação.
Por que isso acontece? Por que os Estados Unidos são parceiros tão “íntimos” do Estado de Israel? Será que há algo de “religioso” nesta atitude americana?
Para respondermos estas perguntas, e entendermos a atitude dos americanos com relação a Israel, precisamos entender um ponto crucial…
O Dispensacionalismo
Os Estados Unidos da América são a maior nação protestante do mundo. Isso explica porque a maioria dos principais autores evangélicos são de lá (exemplos: Max Lucado, Jaime Kemp, Lee Strobel, Rick Warren, etc.). Isso pode ser visto na própria Casa Publicadora Brasileira, onde grande parte dos livros publicados atualmente são de autores americanos.
Quase todos os grupos evangélicos crêem que Israel ocupará um espaço importantíssimo no cenário religioso dos últimos tempos. Estas pessoas acreditam em uma corrente teológica chamada de “dispensacionalismo”. Há alguns anos esta teoria se reavivou através de uma série de livros, que posteriormente viraram filmes: “Deixados Para trás” ou “Left Behind”
Os Manuais de Escatologia (parte da teologia que estuda os acontecimentos finais da História Mundial), esclarecem que os dispensacionalistas afirmam que a igreja não tem nenhuma relação com a nação de Israel na profecia. E que o fato de Israel ainda ser referida como nação depois do estabelecimento da igreja, e de que o termo “judeu” continue a ser usado no Novo Testamento em referência a um grupo de que não a igreja, mostra que os gentios não suplantaram Israel no plano de alianças de Deus. Os dispensacionalistas afirmam que o Israel natural e a igreja são contrapostos no Novo Testamento.
Ou seja, para os dispensacionalistas, a nação de Israel não deixou de ser, definitivamente, o povo de Deus. Portanto, os judeus ainda têm uma posição de destaque no Plano da Redenção, e em um futuro próximo ocuparão seu lugar influente no mundo.
Por que eles pensam assim?
A igreja, na visão dispensacionalista, é apenas uma manifestação temporária (um “parêntese”, como alguns preferem dizer), ou seja, uma vez que a nação de Israel rejeitou o Messias e a oferta do Reino, Deus interrompeu o plano com a nação e usou o plano do “mistério” com a igreja. Este plano será concluído, segundo eles, antes que Deus retome Seu trato com a nação de Israel.
Na visão dispensacionalista, aquela “última semana” da profecia de Daniel 9 ainda está no futuro, ou seja, no tempo de Jesus foram cumpridas 69 das setenta semanas determinadas sobre o povo judeu. Com o surgimento da Igreja Cristã, houve uma interrupção temporária da profecia. No futuro, quando os últimos eventos estiverem para acontecer, esta 70ª semana se cumprirá. Um fato curioso é que, nesta parte da profecia, os evangélicos aceitam o princípio dia=ano, mas rejeitam este mesmo princípio com relação à profecia dos 2300 anos de Dan. 8:14. Vá entender a incoerência!
Eles crêem que durante um período de 7 anos, logo antes da volta de Jesus, ocorrerá o arrebatamento secreto da igreja, o surgimento do anti-cristo e a batalha do Armagedon. E a reconstrução do Templo em Jerusalém será o ponto alvo, incentivada pelo próprio anti-cristo.
Conclusão
É exatamente devido a esta visão equivocada sobre as profecias bíblicas do AT, que eram condicionais à aceitação do Messias, o que Israel não realizou como nação, que os americanos juntam-se aos milhões de evangélicos no mundo todo que sempre olham para os conflitos envolvendo Israel como prenúncios escatológicos.
Como Adventistas, cremos que o plano de Deus envolve a todos, inclusive judeus, mas é imprescindível que aqueles que desejam fazer parte do Reino de Deus adquiram o legítimo “passaporte” para este Reino: a graça salvadora de Jesus Cristo.
Sem Jesus, não há judeu nem gentio que herde a salvação eterna.“E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gál. 3:29).

“Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Rom. 9:8).
“a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (Efés. 3:6).

Sugiro a leitura dos seguintes materiais, para complementação dos estudos sobre este tema:
- Hans K. LaRondelle. O Israel de Deus na profecia. Editora Unaspress.
- _______. Compreendendo Israel na profecia. Revista Ministério, Nov-Dez 1997.
O livro “O Futuro”, que é uma coletânea do que há de mais atual em estudos escatológicos na Igreja Adventista (publiado pela Unaspress) também é ótima fonte de estudos sobre estes eventos finais.
Autor: Pr.Gilson Medeiros
Blog: http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/
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