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 O Juízo Investigativo na Bíblia

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Ronaldo
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MensagemAssunto: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:03 am

O Juízo Investigativo na Bíblia - 1



JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) - PARTE 1

O assunto do momento é Juízo. Por conseguinte, julgamento. Muito se tem escrito sobre esses dois assuntos. Muitas pessoas, bem intencionadas, têm feito diversos comentários sobre vários versos da Escritura Sagrada, uns para defender que os santos entraram em um determinado tipo de Juízo, ou seja, terão que comparecer a um Tribunal. Outros para se opor a essa idéia. Abaixo citarei um comentário de um professor, sobre algumas palavras que geralmente são traduzidas por julgar e suas derivações e julgamento.
Primeiro será apresentado o que esse professor fala em relação ao sentido dos substantivos nominativos singular terminados emμαe genitivo singular terminados emματος”. Ele afirma:



“- Nomes linguais, oriundos de tema verbal, radical terminado em τ precedido da sílaba μα, daí, o gen. sin. a exibir o final ματος, são sempre neutros e expressam RESULTADO ou PROPÓSITO da ação em contraposição direta aos substantivos ne nom. sing. terminado em σις, femininos de tema em vogal fechada, ι, que lhe exprimem o PROCESSO”.

A seguir temos um exemplo, onde ele cita um verso de Romanos.
“(a) δικαίωμα e δικαίωσις


- Derivados do verbo δικαίόωjustificar -, o primeiro a exibir o sufixo μα (τ), o segundo o sufixo σις, ocorrem em Rm 5.18 ambos estes substantivos, traduzidos normalmente pelo termo justificação;



- Entretanto, δικαίωμα expressa propriamente a justificação como ato, ou resultante, ou produto, enquanto δικαίωσις a apresenta antes como ação, ou operação, ou processo;

- Logo, δικαίωμα diz respeito à sentença liberatória, à absolvição judicial; δικαίωσις ao processo envolvido, à ação justificante no seu todo”.

Apenas para complementar o que foi dito pelo professor, e para que não haja mal entendido. Ele apresentou δικαίωμα como um “ato, ou resultante, ou produto”. Depois disse, em sua conclusão, que diz respeito “à absolvição judicial”. No entanto, ele sabe e nós também sabemos que em um tribunal também há a possibilidade de alguém ser condenado, e não apenas absolvição.

Em seguida o professor Waldyr Carvalho Luz faz um pequeno comentário sobre as palavras: “κρίμα” e “κρίσις”, que possuem a mesma terminação das duas últimas palavras apresentadas.

“- Procedentes do tema κριν, do verbo κρίνωjulgar -, κρίμα (Tiago 3.1) e κρίσις (Ap 18.10), aquela a englobar o sufixo μα (τ), esta o sufixo σις, traduzem-se ambas as formas por juízo ou julgamento;

- Contudo, κρίνω expressa, mais adequadamente, a sentença lavrada, o veredicto ou acórdão, enquanto κρίσις se refere ao processo, ao julgamento de que resulta a sentença”. 1

Nos próximos artigos estudaremos muitos Textos da Escritura Sagrada, onde encontramos, ora o verbo “κρίνω”, ora o substantivo neutro “κρίμα”, ora o substantivo feminino “κρίσις”, ou duas delas ou mesmo em um contexto maior, onde essas três palavras. – josielteli@hotmail.com

Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti...

Referência:

1LUZ, Waldyr Carvalho. Manual de Língua Grega. Vol. I. 1ª ed. Casa Editora Presbiteriana;São Paulo – SP,1991. pp. 228-229.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:04 am

O Juízo Investigativo na Bíblia - 2
JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) - PARTE 2

ABSOLVIDO OU CONDENADO?


Em um tribunal, quando uma pessoa está sendo julgada, há a possibilidade dela ser absolvida ou condenada. Não há outra alternativa. Mas a minha mente limitada não consegue entender o porquê de muitas pessoas que estudam a Palavra do Eterno, não conseguir perceber o verdadeiro significado deste verso: Rom. 8:1.

Está havendo um mal entendido, no que diz respeito ao verso mencionado verso apresentado. Assim está escrito:

Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” - (Romanos 08:01).

Quem disse que um tribunal só é estabelecido com a finalidade de condenar? Se o irmão, leitor, estudar corretamente o Texto Sagrado, perceberá que o verso é explicito ao dizer: “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Agora eu pergunto: e para quem não estáem Cristo Jesus”, há ou não condenação?

Portanto, irmãos, quem está e permanecerem Cristo Jesus” já está e permanecerá absolvido “em Cristo Jesus”. Porque ele já foi condenado – ao morrer -, e justificado – ao morrer e ressuscitar. (Rom. 6:7-9).
COMO PODEMOS SABER SE ALGUÉM ESTAR “EM CRISTO JESUS”?


Como nós seres humanos podemos saber se alguém está ou não “em Cristo Jesus”? Somente conhecendo o Livro da Vida do Cordeiro (o Livro da Vida). Nós não temos acesso a esse Livro. Mas sabemos que aqueles que estão “em Cristo Jesus”, são os que estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro (Fil. 4:3; Apoc. 21:27).

A Escritura Sagrada apresenta um tempo de angústia em Dan. 12:1. Nele é dito o seguinte: “... haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro”. (ARA).

Com certeza, esse tempo de angústia de que trata Daniel 12:1, obrigatoriamente tem que ser antes do evento apresentado por João, em Apoc. 20:11-15. Porque Dan. 12:2 fala de uma ressurreição; mas Apoc. 20:15 trata da condenação final. Além do mais, quando for ocorrer o evento apresentado em Apoc. 20:11-15, por João, todos os mortos: salvos e ímpios já estarão ressuscitados. Tanto os da primeira, quanto os da segunda ressurreição.

Portanto, irmãos, os seres humanos não têm certeza absoluta de quem está com o nome no Livro da Vida do Cordeiro. Se cada um tivesse a certeza de está ou não com o nome no Livro, qual a necessidade de um julgamento, conforme predito em Dan.7:10, 22 e 26 e Apoc. 20:11-15? Em função disso, irmãos, a única certeza que temos é que todos os que estão “em Cristo Jesus”, também estão e permanecerão com os nomes no Livro da Vida do Cordeiro.
COMO SÃO CHAMADOS OS QUE FAZEM PARTE DA 1ª RESSURREIÇÂO?


Os que fazem parte da primeira ressurreição são chamados de quê? Por quê? E por que eles ressuscitam na primeira ressurreição? De acordo com Rom. 8:1, verso apresentado pelo irmão, “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. E o apóstolo Paulo, escrevendo aos tessalonicenses diz: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”. (1Tes. 4:16 – ARA).

Todos os salvos que fazem parte da “primeira ressurreição” ou os que “ressuscitarão primeiro”. Todos eles, ressuscitam porque foram absolvidos em um tribunal que julgou a favor deles (Dan. 7:22, 26-27). Portanto, não serão condenados. E “ressuscitarão primeiro” porque estão “mortos em Cristo”. O apóstolo João afirma positivamente: “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completasse os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. – (Apoc. 20:5-6 – ARA).

Portanto, está claro que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”; mas para os que não estãoem Cristo Jesus”, haverá condenação. Ficou claro também que todos os que participarão da primeira ressurreição é porque “estão em Cristo Jesus”. E todos os que ressuscitarão, somente, após os mil anos é porque não estãoem Cristo Jesus”. Há dois grupos: os salvos – “os santos e bem-aventurados”, que não serão condenados, e os que serão condenados no Juízo Final (Apoc. 20:11-15).
QUANDO É QUE UMA PESSOA PASSA A TER O NOME INSCRITO NO LIVRO DA VIDA?


Quando e como é que uma pessoa passa a ter o nome inscrito no Livro da Vida do Cordeiro? Basta nascer? Não temos um Texto explicito dizendo como; mas sabemos que todos os salvos são chamados filhos do Eterno. Diante disso, sabemos que pra uma pessoa ser chamada filho do Eterno ela deve aceitar o Messias como Seu Salvador. Por isso, que o apóstolo João, falando do Messias, escreveu: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”. – (João 1:12 - ARA). O apóstolo Paulo fala do “Espírito de adoção” (Rom. 8:14). Fala também que são predestinados “para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo”. (Efésios 1:5 – ARA).

Fato interessante, também, de ser lembrado é que foi dito pelo Messias aos seus apóstolos e discípulos: “Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submete, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus”. – (Luc. 10:20 – ARA). Por que a alegria deles deveria ser estar com os nomes arrolados nos céus? Será que algum deles poderia ter o nome riscado/apagado do Livro que está no Céu?

Portanto, podemos dizer que uma pessoa passa a ter o seu nome inscrito no Livro da Vida do Cordeiro, quando essa pessoa o aceita como o Cordeiro de Elohym que tira o pecado do mundo – o Cordeiro substituto.
ALGUÉM PODE ESTAR “EM CRISTO JESUS” E DEPOIS DEIXAR DE ESTAR NELE?


Moisés, após o pecado da nação de Israel, no deserto, em relação ao bezerro de ouro, disse: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste”. – (Êxodo 32:32 – ARA). Mas o Eterno, por sua vez, disse a Moisés: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim”. – (32:33 – ARA).

Não sei se está dando para os irmãos perceberem. Mas ninguém é obrigado a ter o nome no Livro da Vida do Cordeiro. Além do mais, nem todos têm ou terão o seu nome escrito no Livro da Vida. Contudo, todos os que estão com o nome no Livro do Cordeiro, estão sujeitos a ter o seu nome riscado/apagado. Porque o Eterno foi explicito: “Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim”. E de acordo com a Escritura Sagrada, segundo as palavras do Messias, o que realmente é pecado?

Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim”. – (João 16:8-9 – ARA).

Diante disso, falando do Livro da Vida ou do Livro da Vida do Cordeiro, devemos entender melhor estes Textos Sagrados: Salmos 69:27-28; Apoc. 3:5. Nos Salmos 69:27-28, falando diretamente contra os ímpios, e indiretamente dos justos, Davi escreveu:

Soma-lhes iniqüidade a iniqüidade, e não gozem da tua absolvição. Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registros com os justos”. – (ARA).

Mas em outro lugar, o Messias fala diretamente aos vencedores: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Apoc. 3:5 – ARA).

Está evidente que uma pessoa poderá ter o seu nome mantido no Livro da Vida do Cordeiro; bem como poderá ter o seu nome riscado/apagado do Livro da Vida.

Portanto, por esses dois versos está claro que alguns ou muitos serão riscados/apagados do Livro da Vida. Quando acontecerá isso, no momento em que a pessoa peca ou no Juízo Final? Ou temos uma terceira opção? (Antes do Juízo Final). – josielteli@hotmail.com

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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:05 am

O Juízo Investigativo na Bíblia - 3
JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) - PARTE 3

QUANDO SERÃO RISCADOS, DO LIVRO DA VIDA, OS NOMES DAS PESSOAS QUE NÃO ESTÃO “EM CRISTO JESUS”?


No que diz respeito, ao Livro da Vida, sabemos que não há um momento determinado para que uma pessoa tenha seu nome inscrito nele. Isso depende da decisão de cada pessoa: aceitar ou não o Messias como Seu Salvador e Senhor. Também é verdade, que não temos um claro assim diz YHWH, no que diz respeito ao “momento exato” em que será apagado/riscado o nome de uma pessoa do Livro da Vida do Cordeiro. Contudo, sabemos que haverá um tempo propício para começar um julgamento onde os nomes começariam a ser apagados/riscados. Porque isso é o que da pra entendermos, por meio dos seguintes versos: Êxodo 32:32-33; Salmos 69:27-28; e Apoc. 3:5. Por isso, foram feitas as seguintes perguntas: Quando acontecerá isso, no momento em que a pessoa peca ou no Juízo Final? Ou temos uma terceira opção? (Antes do Juízo Final).

Quanto a primeira opção, podemos dizer que o Eterno sabe que mesmo após aceitarmos o Messias como nosso Salvador, cometemos vários pecados por dia (Mat. 18:21-22 e Luc. 17:4). Conscientes ou não, é pecado. Contra o Eterno ou contra o próximo, é pecado. Por isso, Ele não fica colocando nomes no Livro da Vida, e riscando/apagando nomes diariamente. O Eterno é sábio.
QUEM SERÁ JULGADO NO JUÍZO FINAL?


Quanto a segunda opção, sabemos, pelo Texto de Apoc. 20:11-15, que os nomes não serão riscados/apagados naquela ocasião. Por quê? Perceba o que diz Apoc. 20:12, depois de João relatar que viu “um grande trono branco”. (20:11 - ARA)

Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mostos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros”. (Apoc. 20:12 - ARA).

ESPERA! ESPERA! ESPERA! Tem algo errado neste julgamento. Percebam! Apenas os mortos são julgados No Juízo Final. Por quê? Por que os vivos não são julgados nesse julgamento?
UM TEMPO PARA JULGAR A CASA DE ELOHYM


A Escritura Sagrada afirma que o Eterno, por meio do sábio Salomão disse que: “julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra”. (Ecl. 3:17 – ARA). O apóstolo Pedro falando de um certo julgamento, afirma positivamente: “Porque haverá o tempo (kairós)de começar o juízo (kríma) pela casa de Deus; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daquele que não obedecem ao evangelho de Deus?”. - (1Pedro 4:17 – ARA).

Depois da palavra kairós, vem o verbo grego άρξασθαι, traduzido por “começar”. Há Versão que traduziu o verso assim: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus...”. A Versão ARA traduz assim: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada”. A Nova Versão Internacional – NVI, assim traduziu: “Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus...”.

Nesse verso, o verbo começar está no tempo aoristo. O que isso significa? Apresentarei três citações, duas do livro do professor Pedro Apolinário e outra do professor Waldyr Luz.

O aoristo expressa ação na sua forma mais simples, não distinguindo entre ação completa e incompleta, pois apenas afirma um acontecimento”.A

Depois o professor P. Apolinário citou Robertson: “Uma declaração se não visa definir a ação como acabada ou contínua, então o tempo a usar é o aoristo”.B

O outro professor declara:

“... o aoristo ... é-o de Aktionsart inextensa, não continuativa, punctiliar, um simples ponto, o evento em si, o acontecimento como tal, não enfocado em termos de seu processo de eventuação, nem de seus efeitos continuativos;

- Portanto, o impf. visualiza o acontecimento como um PROCESO extensional, o aoristo o retrata como um FATO não dimensionado”.C

Qual o objetivo de serem destacadas as traduções apresentadas por essas Versões? Qual o objetivo de destacar também o verbo Aoristo? É simplesmente para mostrar que a pessoa que aceita o Messias como Salvador não está livre de um julgamento; bem como mostrar que tal pessoa não foi ou é julgada no momento em que O aceitou nem quando essa pessoa morreu ou morre. Caso fosse assim, o apóstolo Pedro não estaria falando desse tempo, para que a casa do Eterno seja julgada. Outra parte do verso (1Pedro 4:17) diz: “se primeiro vem” ou “começa” “por nós”. Esse verbo foi acrescentado em função do verbo Aoristo: traduzido por: começar. Contudo, percebam, que ele não diz: “veio” nem “começou”, no passado.

Então, fica claro que o julgamento dos salvos que estão “em Cristo Jesus” não começou no momento em que eles O aceitaram como Salvador, nem mesmo com o sacrifício realizado no Calvário. Portanto, se não começou nem no Calvário e muito menos antes da morte do Messias, nem será no Juízo Final, quando começou o julgamento dos santos?

Em outra parte retornaremos a este verso (1Pedro 4:17), para que ele seja comentando juntamente com Apoc. 17:1.
QUANDO OS MORTOS SERÃO JULGADOS?


Voltando ao julgamento apresentado em Apocalipse. Eu havia chamado a atenção dos irmãos para Apoc. 20:12, desta maneira: Percebam! Apenas os mortos são julgados nele. Por quê? Por que os vivos não são julgados nesse julgamento?

Vamos explicar isso. Em Apoc. 11:18, o apóstolo João afirma: “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo kairòs determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temes o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra”. (ARA).

Percebam que vários eventos são citados nesse verso. Quando que “as nações se enfureceram”? (Apoc. 7:1-4). Quando que ocorrerá a ira do Eterno? (Dan. 12:1; Apoc. 6:17; 7:14; 14:10a; 15:5-16:21). Quem escapará da irá do Eterno e do Cordeiro? Somente os que estiverem com o nome escrito no Livro. (Dan. 12:1; Apoc.7:14).

E quando os mortos serão julgados? De acordo com Apoc. 20:12-15, somente após os mil anos. Porque Apoc. 20:5 diz: “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completasse os mil anos”. Depois foi dito: “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão”. – (Apoc. 20:7 – ARA).

Embora os versos 7 a 10 de Apoc. 20 apareçam antes do 11, eles apontam para eventos posterior ao verso 15, para se cumprir o que o apóstolo e profeta João escreveu em Apoc. 11:18, sobre o tempo de: “destruíres os que destroem a terra”. Então, depois do julgamento dos mortos; porém antes da destruição final dos ímpios; todos os santos receberão uma recompensa. Porque aquele tempo será reservado: “para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temes o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes” . (Apoc. 20:9 – Depois, “o acampamento dos santos e a cidade querida”, serão atacados por Satanás e seu bando).

Portanto, de acordo com o profeta, haverá o tempo dos mortos serem julgados (Apoc. 11:18). Então, voltemos a cena do Juízo Final. Porque é nela, unicamente nela, que está revelado o julgamento dos mortos.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:05 am

Voltemos ao verso 12.

Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mostos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros”. (Apoc. 20:12 - ARA).

Antes, é importante que se entenda o verso 13. Nele é dito que os mortos do mar serão devolvidos, os do fogo também e os que foram sepultados também. Resumindo, todos os mortos estarão ressuscitados após os mil anos. Portanto, estarão de pé diante do grande julgamento, no Juízo Final.

Percebam que em nenhum momento, dos versos 7 ao 15 de Apoc. 20 foram citados os salvos ou santos diante do tribunal, para serem julgados, no Juízo Final. O único momento, que cita, indiretamente, os santos, é em Apoc. 20:9 – “o acampamento dos santos e a cidade querida”. Aqui Satanás e seus comandados querem vencê-los e conquistar a cidade. Apocalipse 20:6 declara que, os que farão parte da primeira ressurreição, além de sentarem em tronos para julgar (Apoc. 20:4), também reinarão com o Messias durante mil anos, e também serão sacerdotes do Eterno e do Cordeiro por todo esse tempo.

Nos versos que apresentam o Juízo Final, em nenhum momento o vidente de Patmos relata a presença dos salvos, justos e santos, “postos em pé diante do trono” (“um grande trono branco”) do tribunal.

Vejam! Primeiro João declara: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono”. O que ele quis dizer com: “Vi também os mortos...”? Com certeza, ele não quis incluir os vivos (os salvos). Porque pra ele, mortos são todos os que não estão com o nome inscrito no Livro da Vida. Além do mais, no verso anterior ele havia dito: “Vi um grande trono branco”. Portanto, quando ele diz: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos...”, ele está se referindo a todos os mortos que ressuscitaram após os mil anos (Apoc. 20:5).

Vejam! O profeta disse também: “Então, se abriram livros”. Percebam que o profeta diz: “abriram livros”. Isto é plural.

Vejam! O apóstolo João também afirma: “Ainda outro livro”. Ele deixa claro que este livro é diferente dos outros (“Então, se abriram livros”). Na seqüência ele explicou, porque o tal Livro é diferente dos demais. Ele é “o Livro da Vida” que também “foi aberto”.

Vejam! Quando o profeta e apóstolo João relata o Juízo Final – o julgamento dos mortos, ele é explicito em suas palavras: “E os mostos foram julgados”. Depois de dizer qual a base do julgamento dos mortos: “segundo as suas obras”.Ele concluiu, dizendo onde estão relatadas as obras, que servem de base para o julgamento dos mortos: “conforme o que se achava escrito nos livros”. Percebam que ele disse “nos livrose não no Livro da Vida.

Leia abaixo, o que a Escritura Sagrada afirma sobre as pessoas que não estão com o nome no Livro da Vida do Cordeiro (ou Livro da Vida ou Livro dos Vivos) antes do Juízo Final.

Em Apoc. 13:8, falando da primeira besta, o apóstolo João escreveu: “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. – (ARA). No 17:8, ele registrou: “E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá”. – (ARA). (Leia também Dan. 12:1).

Portanto, de acordo com esses dois versos, mais o de Apoc. 3:5; Êxodo 32:33 e Salmos 69:28, os adoradores da besta, os que não vencerem, os que pecarem contra o Eterno e os que cometem iniqüidade, ou nunca tiveram os seus nomes no Livro da Vida do Cordeiro ou terão os seus nomes riscados, terão que comparecer, para estarem “postos em pé diante do trono”, para serem julgados como mortos, segundo tudo que está escrito nos livros das obras.
NO JUÍZO FINAL, O QUE É SER MORTO PARA O ETERNO?


Vamos ler novamente Salmos 69:28: “Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos”. – (ARA). Se os ímpios são riscados do Livro dos Vivos, é porque serão considerados como vivos para o pecado, mas mortos para o Eterno. E deverão comparecer ao Juízo Final como vivos-mortos. Quem estiver morto para o pecado, estará vivo para o Eterno. (Leia Rom. 6:7-23). (Lembre-se! No Juízo Final todos – salvos e ímpios - já terão ressuscitado).

Outro verso interessante é Apoc. 3:1: “... Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto”. – (ARA). Portanto, uma pessoa pode está viva, e morta ao mesmo tempo. É mais ou menos isso que disse o apóstolo Paulo em sua Epístola aos efésios: “... Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará”. – (5:14 – ARA).

Por isso, o apóstolo João concluiu o julgamento do Juízo Final, com estas palavras: “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo”. – (Apoc. 20:15 – ARA).

E no capítulo 21:27 ele escreveu: “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica a abominação e mentira; mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro”. (ARA). – josielteli@hotmail.com

Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti...



BIBLIOGRAFIA

AApolinário, Pedro. GREGO Para o Curso Teológico. 4ª ed. Editora Universitária Adventista, Santo Amaro – SP, 1991. p. 78.


BIbidem.


CLUZ, Waldyr Carvalho. Manual de Língua Grega. Vol. II. 1ª ed. Casa Editora Presbiteriana;São Paulo – SP, 1991. p. 7725.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:06 am

O Juízo Investigativo na Bíblia - 4

JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) - PARTE 4

UM JULGAMENTO PELA MANIFESTAÇÃO DO MESSIAS


Sou eu ou qualquer ser humano que vamos decidir, e dizer quem está ou não “em Cristo Jesus”? Estes Textos de Mateus são bem conhecidos: 7:21-23 e 25:31-46. Sabemos que esta é uma referência que aponta para o grande julgamento apresentado em Apoc. 20:11-15. Mas o Texto de Mateus 25:31-46 não está dizendo que, o Messias irá separará os salvos, justos e santos dos perdidos que serão condenados, apenas naquele dia. Contudo, naquele dia será lido ou revisto o Livro da Vida (Apoc. 20:15). Assim, “aos que estiverem à sua direita” – aos que estiverem com o nome “no Livro da Vida do Cordeiro” (Apoc. 21:27 - ARA), “dirá” entram “na posse do reino” (Mat. 25:34 – ARA), e receberão o “galardão” (Apoc. 11:18 - ARA). Mas “aos que estiverem à sua esquerda” – aos que não estarão com o nome “inscrito no Livro da Vida”, “dirá” “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mat. 25:41 – ARA). Os Textos de 1Tes. 4:16 e Apoc. 20:4-6, deixam claro que a separação ocorre no mínimo mil anos antes do Juízo Final.

Analise este juramento feito pelo apóstolo Paulo: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar” (verbo krínein do verbo krínō) “vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino”. – (2Tim. 4:1 – ARA). Percebam que o apóstolo fala de duas fases que ocorrerão à ação do verbo “julgar”. A primeira é - “pela sua manifestação”. A outra é: “pelo seu reino”. No que diz respeito à “manifestação”, leiamos os versos abaixo:

E a vós outros, que sóis atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia...”. – (2Tes. 1:7-10 – ARA).

Percebam que apenas os ímpios e desobedientes é que sofreram quando o Messias vier pela segunda vez, - “pela sua manifestação”. E também, somente eles é que “sofrerão penalidade de eterna destruição”. A qual ocorrerá no Juízo Final. Veja também o que disse o apóstolo João, sobre a segunda vinda do Messias, e da morte dos ímpios, em Apoc. 19:21. “Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo...”. – (ARA). Portanto, os ímpios “vivos” de 2Tim 4:1, são os que morrerão, de acordo com 2Tes. 1:8-9 e Apoc. 19:21, na segunda vinda do Messias. Isso também é um julgamento. E para aquele momento profetizado pelo apóstolo Paulo (2Tim. 4:1), os salvos já estarão separados dos ímpios.
E O JULGAMENTO “PELO SEU REINO” GLORIOSO MESSIAS?


Esse julgamento é o mesmo que foi dito pelo Messias em Mateus 25:31-46. E tal julgamento aponta para o Juízo Final (“fogo eterno” e “castigo eterno” – Mat. 25:41 e 46). Mateus 25:31 fala que o Messias se “assentará no trono da Sua glória”. (ARA). Apocalipse 20:11 também fala de um “trono”. Embora aponte para o Pai, sabemos que há o trono de “Deus e do Cordeiro” (Apoc. 22:3). Mas no que diz respeito aos que estarão “à sua direita” (Mat. 25:33), indica que eles receber o galardão (bênçãos) do Pai e do Filho. Porém os quês estarão “à esquerda” (os que não estarão com o nome no Livro da Vida) – os que não receberão galardão, os malditos, serão lançados no “lago de fogo” (Apoc. 20:15). Então, é naquele dia, de acordo com o Livro da Vida é que o Messias fará a separação final dos Seus, que estão em Seu Livro – no Livro da Vida do Cordeiro, dos ímpios, que não terão seus nomes inscritos no Livro da Vida (Apoc. 20:12-15). Os salvos – “cordeiros” – estarão “à sua direita”; mas os ímpios – “os cabritos” estarão “à esquerda” (Mat. 25:33).

Portanto, não podemos fazer confusão ao analisar 2Tim. 4:1. Este verso fala de duas fases de um mesmo julgamento. Além do mais, os mesmo que sofrerão e morrerão durante a segunda vinda do Messias, serão os mesmos que “sofrerão penalidade de eterna destruição”, no Juízo Final, ainda durante o Seu Reino. Porque assim está escrito:

E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deu seja tudo em todos”. – (1Cor. 15:24-28 – ARA).

O fim ao qual o apóstolo Paulo se refere não é a segunda vinda do Messias; mas a destruição do pecado e de todos os pecadores (Apoc. 11:18up e 20:10 e 14-15).

Se a segunda vinda do Messias ocorrerá mil anos antes do Juízo Final, quando será, então, que os salvos serão separados dos ímpios, para que àqueles não venham a sofrer com estes?
UM TRIBUNAL ONDE O PECADOR PODE SER JUSTIFICADO


Quanto à terceira opção, sugerida no artigo anterior, a partir deste tópico podemos percebê-la. Para isso, é importante que vejamos, novamente Apoc. 3:5. Nele, como já foi dito, o Messias fala claramente sobre os vencedores: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Apoc. 3:5 – ARA).

Agora, destacando apenas esta parte do verso: “confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Veja também Mateus 10:32). Quando o Messias confessou o nome de alguém diante do Pai? Antes que Ele Se tornasse Homem? Ou somente após ascender ao Céu? É lógico que Ele não pôde (LEGALMENTE) confessar nenhum nome antes do Seu sacrifício. “Sem derramamento de sangue não há remissão”. - (Heb. 9:22 - ARA). A outra parte do verso fala: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue”. – (ARA).

Lendo Hebreus 9:13, ligando-o com o 9:22, temos uma noção quanto à santificação e purificação da carne. Que é dito ser inferior ao afirmado no verso 14. No entanto, para entendermos os versos 13-14 e o verso 22 - como um todo, vejamos outros versos escritos pelo mesmo autor, no mesmo livro:

“... Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados”. – (Heb. 10:9-11 - ARA).

Diante disso, entendemos perfeitamente que todos aqueles que morreram antes da morte do Messias, não haviam sido perdoados, nem tiveram seus nomes confessados diante do Pai. Porque uma confissão sem a oferta – sangue do Messias, não cumpre os requisitos da Lei (Rom. 6:23). No entanto, todos os que morreram crendo no Messias – o Cordeiro substituto -, morreram com a promessa de serem perdoados no Tribunal Celestial. Porque assim está escrito: “A justiça de Deus”, “o justo viverá pela fé”. – (Rom. 1:17 – ARA). Em outro lugar foi dito: “Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; entretanto, da fé, para a conservação da alma”. – (Hebreus 10:38-39 – ARA).

Além do mais, ninguém poderá receber uma condenação sem que haja sido julgado. No entanto, é verdade que, ninguém também poderá ser tido por justificado, sem que haja sido julgado. Leia o que YHWH disse a Isaías. Em Isaías 43:25 o Eterno diz que, é Ele que apaga “as transgressões” e dos “pecados” não se lembra. Contudo, no verso 26 ele diz: “Desperta-me a memória; entremos em juízo; apresenta as tuas razões, para que possas justificar-te”. – (Isaías 43:26 – ARA).

Pense! Por que será que o Eterno disse: “Desperta-me a memória; entremos em juízo”? Que Juízo é esse onde alguém poderá ser justificado? Certamente não será no Juízo Final.

O que não podemos esquecer, é que pra uma pessoa ser justificada em Juízo, perante YHWH, essa pessoa deverá apresentar-se com o Advogado (1João 2:1-2) e com a Oferta sem mácula (João 1:29 e 36).

É certo que haverá um Juízo, antes do Juízo Final, onde os santos serão justificados. O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos, falando do “tribunal de Deus”, e aos Coríntios, na segunda Epístola, ele falou do “tribunal de Cristo”, onde todos devemos comparecer. (Rom. 14:10 e 2Cor. 5:10). O mesmo apóstolo, falando aos atenienses, falando de um Juízo, disse: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. – (Atos 17:31 – ARA).

Percebam, portanto, que em um dos Tribunais, o Messias será apenas Advogado e Mediador. No outro Ele também será Juiz.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:07 am

QUANDO OCORRERÁ O TEMPO DE ANGÚSTA DE DANIEL 12:1?


Agora, analisemos o que disse o profeta Daniel, em Dan. 12:1, em três Versões: Almeida Revista e Atualizada (ARA), Almeida Versão Revisada (AVR) e na Bíblia de Jerusalém (BJ):

Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”. – (ARA).

Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro”. (AVR).

Nesse tempo levantar-se-á Miguel, o grande Príncipe, que se conserva junto dos filhos do teu povo. Será um tempo de tal angústia qual jamais terá havido até aquele tempo, desde que as nações existem. Mas nesse tempo o teu povo escapará, isto é, todos os que se encontrarem inscritos no Livro”. (BJ).

(wû bā‘ēt) – “Mas naquele tempo” (período de tempo, tempo determinado, tempo devido) – Essa expressão refere-se a um mesmo período de tempo, citado em: Dan. 8:17 (ץק־תע – ‘et־qēts ); 11:35 (ץק־תע – ‘ēt־qēts), 40 (ץק־תע – ‘ēt־qēts); 12:4 e 9 (ץק־תע – ‘ēt־qēts). Todos estes versos falam do “Tempo do Fim”. Que sem dúvida teve início no final das “Duas mil e trezentas tardes e manhãs” – Dan. 8:14.

(ha hî’) – “O mesmo” (ele, ela, ele mesmo, ela mesma, o mesmo, a mesma, que, o qual, a qual, quem).1

Por que “o mesmo’? Há duas possibilidades de entendermos essa expressão. A primeira apontando para o “Tempo do Fim”; e, conseqüentemente, para Dan. 11:40. A outra, é ligando-a a Miguel que se levantará no “Tempo do Fim”. Porque é uma expressão que se refere a Miguel. E no capítulo 10, Ele foi mencionado nominalmente em dois versos: 13 e 21. E também foi feita uma descrição de Miguel, nos versos 1-9, do mesmo capítulo.

...– indicam o mais remoto ou algo que já foi previamente mencionado. ...”.2

No que diz respeito ao “Tempo”, é este que foi, repetidas vezes, mencionado a Daniel. Contudo, sem a explicação devida. Pois a compreensão era somente para o “Tempo do Fim”.

Veja esta outra expressão hebraica: “ya‘mōd Mîkā’ēl”:
<BLOCKQUOTE>

(ya‘mōd Mîkā’ēl) – “Miguel estará de pé” [Este verbo é do grau QAL: estar, ficar, manter-se em pé, de pé; pôr-se em pé, erguer-se, plantar-se, levantar-se, situar-se, endereçar-se, alçar-se; colocar-se, situar-se, parar, cessar, deter-se; resistir, enfrentar, defender-se, agüentar; esperar, aguardar; servir, oficiar, apresentar-se, comparecer; subsistir, durar, permanecer, conservar-se, afirmar-se; ser; estar, achar-se, encontrar-se. Em português temos a-(s)sistir, re-sistir, sub-sistir, estar, que procedem do latim sto, sisto.].3</BLOCKQUOTE>

Portanto, esse tempo de angústia profetizado por Daniel, não pode ter ocorrido antes da primeira vinda do Messias, nem mesmo no período que envolveu o cerco e destruição de Jerusalém, nem durante o período de perseguições religiosas, durante a Idade Média. E Por que não? Porque Dan. 12:1 trata de um tempo em que Miguel se levantaria. No mesmo verso fala de um tempo de angústia qual nunca houve. O verso também fala do Livro da Vida. E está intimamente ligado ao verso 2, que diz: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”. – (ARA).

Não farei muito comentários sobre o versos 2. Mas pense nas afirmações que ele traz. Não esqueça: “Muitosnão são todos. Analise também o porquê das duas classes. E se os que estão “em Cristo Jesus” “ressuscitarão primeiro” – (Rom. 8:1 e 1Tes. 4:16 – ARA), “mil anos” antes dos ímpios (Apoc. 20:4-6).

Então, que ressurreição é essa, onde “muitos” “salvos” e “ímpios” ressuscitam juntos, justamente após Miguel se levantar e no Tempo do Fim; no entanto, antes da Segunda vinda do Messias? (Pense nisso).
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:07 am

MIGUEL SE LEVANTA PARA O JUÍZO INVESTIGATIVO E PARA INTERCEDENDO PELO SEU POVO

A EXPRESSÃONaquele tempo Miguel se levantará”, é rica de significados, no que diz respeito ao contexto, em relação à intercessão perante um Tribunal ou Julgamento. Agora, vejamos um comentário sobre este verbo hebraico - “‘āmad”, traduzido por levantar:
<BLOCKQUOTE>

O verbo ‘āmad é usado tão extensamente no AT para designar o ato físico de ficar em pé que é impossível um exame abrangente neste verbete, mas o leitor pode consultar as classificações completas em BDB e KB. Deve-se dar atenção a certas passagens-chave, particularmente aquelas de valor teológico significativo. Uma dessas expressões é ‘pôr-se [ou estar] diante de Iavé’, usada, por exemplo, com referência a Abrão em Gênesis 18:22 (ARA, ‘permanecer na presença do SENHOR’; cf. 19.27) e a Moisés em Deuteronômio 4.10 (cf. Jr 15.1, que fala de Moisés e Samuel). Nesses exemplos ‘estar diante de Iavé’ (expressão construída com lipnê [q.v.]) indica uma postura de oração e intercessão. Não é de surpreender que os homens tenham sentido necessidade da ajuda de Iavé. Mas o fato de que os homens podem ‘se pôr’ diante do Criador da eternidade e fazer intercessão é profundamente notável. É, contudo, necessário acrescentar a observação de E. Jacob de que tal intercessão não é de modo nenhum algo mágico como também não existe uma resposta automática de Deus ao intercessor. Ele escreve: ‘Quer a intercessão seja inútil em virtude da grandeza do pecado quer o perdão seja impossível em razão da ausência de intercessão (Ez 22.30; Is 59.16), é importante observar que a intercessão é dependente da liberdade divina e que nenhum recurso humano é capaz de levar Deus a perdoar’ (JTOT, p. 296

Outro sentido da expressão ‘pôr-se diante de Iavé’ se vê em Deuteronômio 19.17. Nesse contexto as partes em litígio ‘se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias’ (cf. Jr 7.10). Tal apresentação era para julgamento. Pôr-se diante de Iavé e de seus servos no santuário prenuncia a definição da verdade e da justiça. Às vezes a nação toda era chamada a vir até o santuário central e ‘pôr-se perante o SENHOR’ em assembléias solenes para atos de sacrifício (e.g., Lv 9.5). Servos de Iavé ‘apresentam-se perante ele’ (ARA, ‘estarão diante de mim’) como expressão de uma atitude de dedicação, lealdade e serviço. Essa terminologia é empregada em referência a sacerdotes (e.g., Ez 44.15) e especialmente a crentes sinceros durante o período da decadência e apostasia de Israel (Elias, 1 Rs 17.1; 18.15; Eliseu, 2 Rs 3.14; e Geazi [com relutância], 2 Rs 5.16).”4 </BLOCKQUOTE>

Então, repetindo, os dois grandes significados apresentados foram: “indica uma postura de oração e intercessão” e a outra está relacionada “as partes em litígio” que “‘se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias’ (cf. Jr 7.10). Tal apresentação era para julgamento”. (Deut. 19:17). É nesse contexto que deveremos entender Isaías 43:26. Contexto de intercessão e julgamento.

Retomando o que já foi dito sobre as ocorrências da expressão: (ץק־תע – ‘ēt־qēts - “Tempo do Fim” - Dan. 8:17; 11:35, 40; 12:4 e 9), no livro do profeta Daniel. Em função do que foi dito sobre o levantar” de “Miguel”, tendo por base os dois significados que destacados: “intercessão” e “julgamento”; eu pergunto: há alguma referência no referido livro, que trata de justiça; justificar; julgamento; juízo e/ou tribunal?

Caso alguém não saiba a resposta, vou dar uma ajuda. Leia Dan. 7:10, 22 e 26 e 8:14 (בתי אניד – dînā’ ‘etib) – assentou-se o Juízo ou assentou-se o Tribunal. – (אניד – Juízo; Tribunal).

Diante disso, este “levantar” “de Miguel”, segundo o Texto Hebraico, e os comentários, citados acima, tem o sentido de alguém que estar intercedendo. Uma função de Mediador. Uma função Sacerdotal.

Agora, vejamos, na Língua Portuguesa, alguns significados, para o verbo levantar. Segundo o Dicionário Aurélio, são vários os significados; dentre ele temos:
<BLOCKQUOTE>

“... 17. Remover, afastar; 18. Tornar sem efeito, abolir, revogar; 19. Fazer cessar; encerrar; ... 24. Arrolar, inventariar, após um trabalho de pesquisa ou investigação; fazer a investigação de ...”5</BLOCKQUOTE>

Assim podemos entender Dan. 12:1: Então, naquele tempo, o mesmo, Miguel levantar-se-á, “o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro”.

Portanto, podemos entender, também, a expressão “Miguel levantar-se-á”, como englobando tanto “o início do tempo do fim” quanto o seu final, ou seja “o início do Juízo Investigativo bem como a sua conclusão”. Contudo, além da expressão: Então, naquele tempo, o mesmo, Miguel levantar-se-á... Há outro tempo. Um (‘ēt tsārâ) – “Tempo de angústia”.

Então, naquele tempo, o mesmo, Miguel levantar-se-á, “o grande Príncipe” (BJ), “o defensor dos filhos do teu povo” (ARA); e haverá tempo de angústia (‘ēt tsārâ), qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo (‘ēt); mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”. (ARA). Na próxima parte analisaremos os tribunais de Dan. 7:10, 22 e 26. – josielteli@hotmail.com

Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti...

BIBLIOGRAFIA


1HARRIS, R. Laird, ARCHER, Gleason L. Jr., WALTKE e Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do ANTIGO TESTAMENTO. 1ª ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP, 1998. p. 342.


2PINTO, Carlos Osvaldo Cardoso. FUNDAMENTOS PARA EXEGESSE DO ANTIGO TESTAMENTO – Manual de Sintaxe hebraica. São Paulo – SP, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1998. p. 32.


3SCHÖKEL, Luis Alonso, o autor do DICIONÁRIO BÍBLICO HEBRAICO PORTUGUES. 1ª ed. São Paulo – SP, Editora PAULUS, 1997. p. 503.


4HARRIS, R. Laird, ARCHER, Gleason L. Jr., WALTKE e Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do ANTIGO TESTAMENTO. 1ª ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP, 1998. pp. 1128-1129.


5FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. NOVO DICIONÁRIO – AURÉLIO. 2ª ed. [44ª impressão] Revista e Aumentada, Rio de Janeiro – RJ, Editora Nova Fronteira, 1986. p. 1025.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:08 am

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O Juízo Investigativo na Bíblia - 5


JULGAMENTO (ΚRÍMA) XJULGAMENTO (KRÍSIS) - PARTE 5 / UM PARÊNTESE

O objetivo desse parêntese é retomar algumas partes do que já foi dito e acrescentar outras, para explicar dois marcos fundamentais, no que diz respeito a uma pessoa ser justificada para vida eterna ou condenada à morte eterna.



E-MAIL

Recebi um e-mail de um leitor que diz o seguinte:

A paz do Senhor.

Eu me chamo ... e ao ler o seu artigo no adventistas.com procurei uma resposta para seu tema proposto “O Juízo Investigativo na Bíblia”, mas confesso que fiquei decepcionado, pois não a encontrei. Minhas esperanças reacenderam-se ao chegar na parte 3 do seu estudo, mas especificamente em seu texto abaixo, mas, novamente, me decepcionei, pois não encontrei a resposta para o tema proposto pelo sr.

Qual a resposta para a sua pergunta no final desse texto? (Portanto, se não começou nem no Calvário e muito menos antes da morte do Messias, nem será no Juízo Final, quando começou o julgamento dos santos?).

Aguardo e desde já muito obrigado.



REFERÊNCIAS SOBRE O TEMPO DO FIM EM DANIEL

Em primeiro lugar, quero deixar claro que na terceira parte eu não disse quando começou nem tive a intenção de dizer – nela - o quando. No entanto, na P4 eu fiz o seguinte comentário:

(wû bā‘ēt) – “Mas naquele tempo” (período de tempo, tempo determinado, tempo devido) – Essa expressão refere-se a um mesmo período de tempo, citado em: Dan. 8:17 (ץק־תע – ‘et־qēts ); 11:35 (ץק־תע – ‘ēt־qēts), 40 (ץק־תע – ‘ēt־qēts); 12:4 e 9 (ץק־תע – ‘ēt־qēts). Todos estes versos falam do “Tempo do Fim”. Que sem dúvida teve início no final dasDuas mil e trezentas tardes e manhãs” – Dan. 8:14.



CRIADOS “EM CRISTO JESUS”

Agora, voltando ao objetivo do parêntese. Pelo que já escrevi nas partes anteriores, ficou claro (espero) que os santos e justos não serão julgados no Juízo Final (quem participa da primeira ressurreição é porque está “em Cristo Jesus” [Rom. 8:1 e 1Tes 4:16]; e os que irão ressuscitar após os mil anos é porque não estarão “em Cristo Jesus” [Apoc. 20:4-6]). Portanto, quem não estiver “em Cristo Jesus”, o seu nome não será “achado inscrito no Livro da Vida” (Apoc. 20:15).

Complementando alguns pontos, cito as palavras do apóstolo Paulo:

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. (Efésios 2:8-10 – ARA – Quanto à fé, leia também: Heb. 11:6 e 12:2).

Percebam que todos os salvos são “criados em Cristo Jesus”, isso implica está com o nome no Livro da Vida do Cordeiro. Quanto a não ter ouvido falar do Messias, em Romanos o apóstolo Paulo declarou;

Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante a lei serão julgados. Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se, no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho”. – (Rom. 2:12-16 – ARA).

Esses versos do apóstolo Paulo deixam claro que os gentios que praticam “boas obras”, também, “procedem, por natureza, de conformidade com a lei”. (Rom. 2:12-16) é porque estão “criados em Cristo Jesus” (Efésios 2:8-10 - ARA). E se estão “em Cristo Jesus” estarão com o nome inscrito no Livro da Vida.



OBJETIVOS DOS PARÊNTESES

No entanto, a questão é quando os santos e justos serão julgados. Por enquanto, limito-me a explicar os dois marcos em que eles não foram nem serão julgados.

O primeiro deles, já foi antecipado acima. Os santos e justos não serão julgados e muito menos condenados no Juízo Final.

O segundo está relacionado ao evento do Calvário. Vejamos o que disse o autor da Epístola aos Hebreus:

Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados”. (Heb 10:4 – ARA). Ora, se isso é impossível, logo nenhum ser humano teve pecados removidos antes da morte do Messias no Calvário.

Depois, o mesmo autor declara: “Sem derramamento de sangue não há remissão”. - (Heb. 9:22 - ARA). A outra parte do verso fala: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue”. – (ARA).

Lendo Hebreus 9:13, ligando-o com o 9:22, temos uma noção quanto à santificação e purificação da carne. Que é dito ser inferior ao afirmado no verso 14. No entanto, para entendermos os versos 13-14 e o verso 22 - como um todo, vejamos outros versos escritos pelo mesmo autor, no mesmo livro:

“... Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados”. – (Heb. 10:9-11 - ARA).

Em Apoc. 12:11, o profeta João, falando dos vencedores, afirmou: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro”. – (ARA). Este Cordeiro era uma promessa e esperança de vitória, conforme está escrito em 1Pedro 1:18-20 – “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” – (ARA); e Apoc. 13:8 – “... morto desde a fundação do mundo”. – (ARA).
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:09 am

A “JUSTIÇA ETERNA” NAS “SETENTA SEMANAS”

Os profetas do que se chama velho Testamento, profetizaram sobre a Justiça do Eterno. Mas dois deles merecem destaque especial. O profeta Isaías e o profeta Daniel. Ambos falam claramente do Messias em relação à justiça e a justificação de muito (vale destacar também, para quem quiser ler, Jeremias 23:5-6 e 33:14-16). Analisemos as palavras do profeta Isaías, no capítulo 53:11-12:

Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o justo, com seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu”. – (ARA).

Aqui o profeta declara que o Servo, o Justo é que justificará a muitos. No entanto, Ele só poderia justificar se levasse as iniqüidades e pecados deles. Porém, sem derramamento de sangue não há remissão; ou seja, ninguém seria justificado.

Agora, veja o que disse o profeta Daniel, falando das “Setenta semanas”:

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”. – (9:24 – ARA).

Percebam que a expiação da “iniqüidade” está intimamente relacionada com a “justiça eterna”, e está com a unção do “Santo dos Santos”. Tudo isso, dentro do período das “Setenta semanas”. E a “justiça eterna” de Dan. 9:24 está relacionada com Heb. 9:14, que diz: “Muito mais o sangue de Cristo, que”, por um espírito eternoa si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”. – (ARA).

O espírito eterno é cada um dos salvos que será envolvido pela justiça eterna.



A JUSTIÇA NO LIVRO DE ROMANOS

O que disse mais o apóstolo Paulo sobre os que serão condenados e os que serão justificados?

Em primeiro lugar, vejamos algumas afirmações do apóstolo Paulo sobre a condição do ser humano.

Em Rom. 3:23 ele afirmou: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. – (ARA). Depois o apóstolo conclui de maneira elucidativa:

Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. – (Rom. 3:24-26 – ARA).

Diante disso, está claro que a redenção e a justificação só é possível mediante o sangue do Messias. Também está claro que o Eterno deixou “impunes os pecados anteriormente cometidos”. Por quê? O apóstolo responde: “tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Portanto, o ter “deixado impunes”, não significa que não seriam julgados; mas que o julgamento seria por meio do Cordeiro ou “em Cristo Jesus”, que foi feio “pecado por nós” (2Cor. 5:21).

Antes de ter dito: “todos pecaram” o apóstolo, citando a Escritura Sagrada, havia dito: “... Não há um justo sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem sequer um”. – (Rom. 3:10-12 – ARA).

Em todas as épocas o pecador fugiu e foge do Eterno; mas Ele sempre está buscando-o para salva-lo. Por isso foi dito: “não há quem busque a Deus”.

O sábio Salomão também escreveu: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e não peque”. – (Ecl. 7:20 – ARA).

No capítulo 5 de Romanos, temos algumas informações importantes. Em Rom 5:12 foi dito: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. – (ARA).

Em função do verso acima, como fica a situação de Enoque e Elias? O mesmo apóstolo, citando o rei David, já havia dito: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”. – (Rom. 4:8 – ARA). Contudo, isso não quer dizer que o tal homem não pecou; mas que a ele não foi imputado pecado. Neste caso encontram-se Enoque e Elias. Mas nem todos os salvos morrerão a primeira morte (1Tes. 4:18 e Apoc. 14:4). Os 144 mil são primícias dos vivos. Porque a primícias dos mortos é o Messias (1Co. 15:20 e 23; Lev. 23:9-12), que ressuscitou no dia da Festa das Primícias. E os que ressuscitaram no dia da morte do Messias; mas saindo da sepultura apenas depois da ressurreição do Messias (Mat. 27:52-53). Estes foram trasladados com o Messias para serem apresentados como primícias no Céu, no dia da Festa de Pentecostes (Lev. 23: 15-17 e 20; Núm. 28:26). Portanto, o apóstolo Paulo deixou claro que é: “em Adão”, que “todos morrem”; mas por outro lado, “todos serão vivificados em Cristo”. – (1Cor. 15:23 – ARA). Mas em outro lugar, o apóstolo declarou que os salvos morreram com o Messias, na morte dEle; e desta forma, também, viverão com Ele (Rom. 6:5-11).
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:09 am

ELIAS E ENOQUE

Sem dúvida, Enoque e Elas são dois personagens que se destacam na Escritura Sagrada. Mas segundo a mesma Escritura, “todos pecaram”. Agora, vejamos um episódio da vida do profeta Elias:

Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu á tua vida como fizeste a cada um deles. Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço”. – (1Reis 19:1-3 - ARA).

Aqui está claro um pecado de Elias. Ele teve medo porque confiou em si. Mesmo após o Eterno ter feito maravilhas perante ele no monte, frente aos profetas de Baal. Elias também desejou morrer (19:4). Elias também fugiu de sua missão (19:9 e 13). Elias fez um falso julgamento de todos os seus irmãos, ao dizer: “Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida”. – (19-10 e 14 – ARA).

Depois disso o Eterno diz a verdade a Elias: “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou”. – (19:18 – ARA).

Sobre medo, veja o que disse o apóstolo João: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”. – (1João 4:18 - ARA).

Com isso, quis apenas deixar claro que Elias também foi um pecador. Contudo, é importante destacar que após a entrevista dele com o Eterno na caverna do monte Horebe, o profeta teve uma vida perfeita aos olhos do Eterno.

Caso semelhante aconteceu com Enoque. Em Gênesis 5:21-23 foi dito:

Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Matusalém. Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Matusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si”. – (ARA).

Aqui, pela colocação das afirmações, percebemos que Enoque passou a andar com o Eterno somente após o nascimento de Matusalém. Porque é somente após tal informação que foi dito: “Andou Enoque com Deus”.

Agora, vejamos o que disse o autor da Epístola aos Hebreus:

Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus”. – (Heb. 11: 5 – ARA).

Sem falarmos os pecados de ignorância que também são pecados perante o Eterno. (Leia Lev. 4:1-35; e Heb. 9:7).

Portanto, assim como o marco para maior comunhão do profeta Elias com o Eterno foi àquela entrevista na caverna do monte Horebe, para Enoque foi o nascimento de Matusalém. Por isso, antes de ser trasladado, “obteve testemunho de haver agradado a Deus”. No entanto, vale lembrar o que disse o rei David, citado pelo apóstolo Paulo: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”. – (Rom. 4:8 – ARA).



JOÃO BATISTA - O MAIOR DOS HOMENS NASCIDO DE MULHER

O Messias fez uma declaração que não pode ser ignorada quando se trata do ser humano e da sua importância perante o Eterno.

Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele”. – (Mateus 11:10 – ARA).

Apesar do Messias ter declarado positivamente que João Batista é superior a Enoque, a Moisés e a Elias, João, a semelhança de Moisés, passou pela morte.



CONCLUSÃO

Aqui apresentarei dois versos, o 18 e o 19 do capítulo 5 de Romanos. O primeiro diz: “Pois assim como, por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também, por um só ato de justiça(δικαιώματος ), “veio a graça sobre todos os homens para a justificação” (δικαίωσι ν) “que dá vida”. – (ARA).

“(a) δικαίωμα e δικαίωσις

- Derivados do verbo δικαίόω – justificar -, o primeiro a exibir o sufixo μα (τ), o segundo o sufixo σις, ocorrem em Rm 5.18 ambos estes substantivos, traduzidos normalmente pelo termo justificação;

- Entretanto, δικαίωμα expressa propriamente a justificação como ato, ou resultante, ou produto, enquanto δικαίωσις a apresenta antes como ação, ou operação, ou processo;

- Logo, δικαίωμα diz respeito à sentença liberatória, à absolvição judicial; δικαίωσις ao processo envolvido, à ação justificante no seu todo”.

Apenas para complementar o que foi dito pelo professor, e para que não haja mal entendido. Ele apresentou δικαίωμα como um “ato, ou resultante, ou produto”. Depois disse, em sua conclusão, que diz respeito “à absolvição judicial”. No entanto, ele sabe e nós também sabemos que em um tribunal também há a possibilidade de alguém ser condenado, e não apenas absolvição”. (Citado na PARTE 1).

Já em Romanos 5:19, temos: “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos”. – (ARA).

O primeiro verbo da expressão: “muitos se tornaram pecadores”, o verbo está no Modo Indicativo; mas o tempo indicado é o Aoristo. Portanto, apenas afirma um fato. Já o verbo da expressão: “muitos se tornarão justos”. Está no Modo Indicativo e o tempo indicado é o Futuro.

Portanto, para o apóstolo Paulo, a justificação dos santos não só depende do sangue do Messias que foi derramado no Calvário; bem como, o tempo para que os salvos “em Cristo Jesus”, fosse de fato justificados, ainda se localizava no futuro em relação aos seus dias. josielteli@hotmail.com

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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:10 am

O Juízo Investigativo na Bíblia - 6


Que YHWH te abençoe e te guarde...

O GRANDE JULGAMENTO DE MATEUS 25

Antes do grande julgamento citado pelo Messias, em Mateus 25:31-46, haverá o julgamento, conforme predito pelo profeta Daniel - 7:10, 22 e 26 e 8:14 (בתי אניד – dînā’ ‘etib) – assentou-se o Juízo ou assentou-se o Tribunal. – (אנידJuízo [Tribunal]).

No entanto, antes de falarmos deste “Tribunal” em Daniel, será fundamental que se perceba, primeiro, o que o Messias declarou em Mateus 25:31: “Quando vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória”. – (ARA).

Na P4 foi dito: estes Textos de Mateus são bem conhecidos: 7:21-23 e 25:31-46. Sabemos que esta é uma referência que aponta para o grande julgamento apresentado em Apoc. 20:11-15. Mas o Texto de Mateus 25:31-46 não está dizendo que, o Messias irá separará os salvos, justos e santos dos perdidos que serão condenados, apenas naquele dia. Contudo, naquele dia será lido ou revisto o Livro da Vida (Apoc. 20:15). Assim, “aos que estiverem à sua direita” – aos que estiverem com o nome “no Livro da Vida do Cordeiro” (Apoc. 21:27 - ARA), “dirá” entrem “na posse do reino” (Mat. 25:34 – ARA), eles receberão o “galardão” (Apoc. 11:18 - ARA). Mas “aos que estiverem à sua esquerda” – aos que não estarão com o nome “inscrito no Livro da Vida”, “dirá” “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mat. 25:41 – ARA). Os Textos de 1Tes. 4:16 e Apoc. 20:4-6, deixam claro que a separação ocorre no mínimo mil anos antes do Juízo Final.

Agora, perceba o que disse o autor da Epístola aos hebreus, ao fazer uma declaração sobre o Sumo sacerdote assentado no trono da graça: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. – (Heb. 4:16 – ARA). Por que, então, o Messias ainda está no “trono da graça” e não “no trono da sua glória”? O próprio livro de Hebreus responde. Porque ele ainda está tirando os pecados de muitos (perdoando); mas “aparecerá a segunda vez, sem, pecado, aos que o aguardam para a salvação”. – (Heb. 9:28 – ARA).

Hoje, o Cordeiro do Elehym, ainda está recebendo pecado – ainda é o Cordeiro substituto; mas, quando o Messias-Cordeiro deixar o “trono da graça”, Ele não mais estará perdoando pecados. Por isso foi dito: “aparecerá a segunda vez, sem, pecado, aos que o aguardam para a salvação”. Portanto, nem na Sua segunda vinda, nem no Juízo Final, haverá perdão dos pecados. Nessas duas ocasiões todos os casos já estarão decididos.



ASSENTOU-SE O TRIBUNAL

No que diz respeito a julgamento, o livro de Daniel, em seu capítulo sétimo, tem alguns detalhes interessantes. Vejamos alguns:

ASSENTOU-SE O TRIBUNAL

Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente”. – (Dan. 7:9 _ ARA).

Compare esse verso com Apoc. 20:11-12. Aqui fala duas vezes: “tronos” e “trono”. No verso 11 diz: “um grande trono branco”. Já Daniel viu: “tronos”; depois destacou o “trono” do Ancião de Dias, dizendo: “o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente”. João vê “um grande trono branco”, Daniel vê um trono, que “eram chamas de fogo”.

Continua o relato do profeta Daniel.

Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos”. – (Dan. 7:10 - ARA).

Compare com Apoc. 20:11-12. Aqui, no 11 é dito que de sua “presença fugiram a terra e o céu”. Mas em Daniel nada fugiu. Por quê? Porque não é o tempo da ira - “daquele que se assenta no trono e do Cordeiro” – “o grande Dia da ira deles”. (Apoc. 6:16-17 [14-15]); nem o Juízo Final. Além do mais, Daniel também apresentou “milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele”. Por isso, percebam que em Daniel os seres presentes servem ao Ancião de Dias. Em Apoc. 20:12 João viu “os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono”.

Em Daniel, embora não tenha sido dito que o Livro da Vida foi aberto; e sim que “os livros foram abertos”. Na presença do Ancião de Dias que - “Assentou-se para o juízo”. No entanto, em nenhum momento (até o final do capítulo) foram apresentados os mortos sendo julgados. Em Apoc. 20:11-15 são os mortos que são julgados.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:11 am

O QUARTO ANIMAL CHEGA AO FIM

Continua o relato do profeta Daniel.

Qual o verdadeiro sentido da frase: “vi que o animal foi morto”?

Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado”. – (Dan. 7:11 – ARA).

Compare com o que foi escrito em Apoc. 20:10: “a besta como também o falso profeta” (ARA) no “lago de fogo e enxofre” (ARA), onde foram lançados antes dos mil anos. (Apoc. 19:19-21). Já o profeta Daniel disse: “vi que o animal foi morto”. Mas também foi dito: “e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado”.

Vejam! Quem Daniel viu morto foi “o quarto animal” (Dan. 7:7 - ARA). A “ponta pequena” estava no “quarto animal”, mas ela não era e não éo quarto animal”. Lá em Apoc. 20:7-15 não há como se ter menção do “o quarto animal”, ele já não existe mais. Portanto, o que sobrou do Império Romano (“o quarto animal”), que ainda sobrevivia com Roma Papal, foi desfeito de 1798 (inclusive com a República decretada em Roma em 1849) até 1870 com as várias Repúblicas instaladas na Europa e com unificação da Itália por (Garibaldi) e Victor Emanuel II. Por isso foi dito: “o seu corpo desfeito”. O corpo do Império Romano, que era conduzido pela ponta pequena, foi fragmentado. E o “para ser queimado”, significa que não foi sem lutas e mortes que foi desfeito o que havia do Império Romano.

Continua o relato do profeta Daniel.

Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo”. – (Dan. 7:12 – ARA).

Nenhum império ou reino ímpio continuará após o Juízo Final. (Por enquanto só esse comentário sobre esse verso).



O FILHO DO HOMEM COM AS NUVENS

Continua o relato do profeta Daniel.

Em Mateus 24:30, o Messias em resposta aos apóstolos disse que o sinal de Sua vinda é: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. – (ARA – Leia Apoc. 14:14-20).

Mas, como se percebe no verso abaixo, a descrição do profeta Daniel aponta outro evento. Onde Ele dirige-se ao Ancião de Dias, antes de vir a Terra. Veja:

Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho de Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele”. – (Dan. 7:13 – ARA).

Compare esse verso com Apc. 20:11-15. Eles tratam do mesmo assunto? Qual o motivo do Filho do Homem se dirigir ao Ancião de Dias, somente após Daniel relatar que o quarto animal havia sido morto?
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:11 am

AS BODAS DO CORDEIRO

Continua o relato do profeta Daniel.

É nas bodas que será dado ao Messias: “domínio, e glória, e o reino”.

Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas às línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído”. – (Dan. 7:14 – ARA).

Compare esse verso com Mateus 25:21. Compare também com a parábola de Mat. 25:1-13; e com Apoc. 19:1-10.

Eis as Bodas do Cordeiro!! É nessa época que os últimos convites para as bodas são feitos. É nesta época que os convidados são inspecionados, para se saber se estão ou não com veste nupcial (Mat. 22:1-14). É nesta época que a porta da graça se fechará (Mat. 25:1-13). Porque se as Bodas do Cordeiro fosse realizada no Céu, após o fechamento da porta da graça, fica estranho alguém entrar no Céu sem ter sido salvo; por isso ter que ser expulso de lá.

Vejam! Comparem especialmente Dan. 7:14 com Apoc. 11:15-17 que diz:

O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. – (Apoc. 11:15 – ARA).

Por que somente aqui, e antes das nações se enfurecerem, e antes da ira do Eterno e do Cordeiro, conforme já foi comentado, que nos é relatado que o reino do mundo passa a ser do Eterno e do Messias? Isso está de acordo com o que foi profetizado por Daniel 7:13-14.

Continuando o relato de Apocalipse foi dito: “E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque assumiste o teu grande poder, e passaste a reinar”. – (Apoc. 11:16-17 – ARA).

Por que será que o Pai e o Filho passam a reinar juntos, justamente antes das iras das nações e das pragas, que precedem o milênio e o julgamento dos mortos?



O GRANDE ATO DO TRIBUNAL DE DANIEL 7

Continua o relato do profeta Daniel.

Além de tirar o domínio do quarto animal e da ponta pequena e de conceder: “domínio, glória e o reino” ao Messias, há outro Ato importante no Tribunal apresentado por Daniel.

Até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino”. (Dan. 7:22 – ARA).

Olhem!! Como alguém pode afirmar que o Pai a ninguém julga? Como pode o Ancião de Dias está em um Tribunal e fazer justiça a alguém, sem que Ele não esteja julgando?

Esse Ato do Tribunal Celestial, não é apenas punir os inimigos do povo santo. O Tribunal foi estabelecido, principalmente, para fazer justiça aos santos. E fazer justiça aos santos, nada mais é que justificá-los, com a mediação do melhor Advogado, perante o mais competente Juiz no único Tribunal imparcial.

É nesse Tribunal que os santos são justificados. É pra esse Tribunal que Apocalipse 14:7 está apontando e advertindo os habitantes da Terra.

Portanto, é somente após os santos serem justificados, que eles possuirão o reino e reinarão com o Messias por mil anos. (Dan. 7:27 e Apoc. 20:4-6). – josielteli@hotmail.com

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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:13 am

O Juízo Investigativo na Bíblia - 7


“UMA VEZ POR TODAS”

Que YHWH te abençoe e te guarde...

Esta expressão corresponde à tradução de uma única palavra (advérbio) da Língua Grega: εΦάπαξephápax. Ela ocorre 05 (cinco) vezes em 03 (três) Epístolas. A primeira ocorrência dela no que se chama Novo Testamento é em Rom. 6:10. Nesta referência, a Versão Almeida Revista e Atualizada traduziu o advérbio pela expressão “de uma vez para sempre”. A segunda ocorre em 1Cor. 15:6. Aqui foi traduzida por: “de uma só vez”. As outras ocorrências: Heb. 7:27; 9:12 e 10:10, foram traduzidas por: “uma vez por todas”.

ROMANOS 6:10


Agora, analisando o contexto de cada verso, entendemos perfeitamente o sentido que foi dado pelo apóstolo Paulo em Romanos e na primeira Epístola aos coríntios; e pelo autor da Epístola aos hebreus. Em Romanos o apóstolo está falando da morte do Messias. Este é o preço que Ele pagou pelo pecado da raça humana – a morte eterna (Rom. 6:23a; 2Cor. 5:21). O Messias morreu para que todos os que crêem nEle, tivéssemos direito à vida eterna. Por isso o apóstolo disse: “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas quanto a viver, vive para Deus”. – (ARA). Mas no verso anterior, o apóstolo já havia afirmado o seguinte: “Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele”. – (ARA).

Percebam que há um contexto claro para expressão: “de uma vez para sempre”. Depois dela o apóstolo escreveu a palavra: “morreu”. No entanto, após esta vem um complemento fundamental, para o sentido da expressão “de uma vez para sempre”, que é a expressão: “para o pecado”. É justamente esta expressão que nos faz entender o verdadeiro significado desta: “de uma vez para sempre”. E o apóstolo conclui: “mas quanto a viver, vive para Deus”.
1 CORÍNTIOS 15:6


Nessa referência, a expressão utilizada na tradução foi: “de uma só vez”. Assim é o verso: “Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora”. – (ARA). Aqui, a palavra grega foi traduzida por outra expressão, nos dando um outro sentido. Neste verso você poderá perceber duas possibilidades de visualizá-lo, utilizando estas expressões: “de uma vez para sempre” e “de uma só vez”. Para primeira expressão, a ênfase que envolve a expressão: “por mais de quinhentos irmãos”, está no evento único. Porque nunca mais isso aconteceu. Os mesmos quinhentos irmãos reunidos para ver o Messias. Por isso, foi: “de uma vez para sempre”. Quanto à segunda expressão, a ênfase recai na quantidade de irmãos que contemplaram o Messias. Todos contemplaram “de uma só vez”; mas não ao mesmo tempo. Mas houve momentos que O contemplaram ao mesmo tempo.
HEBREUS 7:27


Aqui em Hebreus temos outra expressão, utilizada para traduzir o advérbio: εΦάπαξephápax. O verso onde a palavra encontra-se, após alguns comentários sobre o Messias como Sumo sacerdote, é o seguinte: “que não tem necessidade, como os sumo sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isso de uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu”. – (ARA).

Nesse verso percebemos as mesmas implicações apresentadas em Rom. 6:10. Lá o apóstolo foi claro na sua colocação: “de uma vez para sempre morreu para o pecado”. Mas além dela, que também é a principal neste verso (e no capítulo); também temos as comparações entre os sacerdotes e sumo sacerdotes da Casa de Arão e o Sumo sacerdote do Santuário celestial.

Os sacerdotes e sumo sacerdote da casa de Arão, tinham a necessidade (obrigação por Lei), “de oferecer todos os dias sacrifícios”. O autor da Epístola aos hebreus diz o porquê disso: “primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo”. Só que no capítulo dez, quanto aos sacrifícios realizados pelos ministros da Casa de Arão, ele afirma: “nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que ano após ano, perpetuamente, eles oferecem”; “porque é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados”. – (Heb. 10:1 e 4 – ARA). E no verso onze, sobre os ministros ele declara: “Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados”. (ARA).

Quando o autor da Epístola aos hebreus fala sobre o Messias – o Sumo sacerdote da ordem de “Melquisedeque”, comparando com os outros, ele diz que o tal Sumo sacerdote “não tem necessidade”, como os outros (sacerdotes e sumo sacerdote), de realizar os mesmos sacrifícios diariamente. Mas ele vai além, em sua afirmação, ao dizer o porquê dessa verdade absoluta: “porque fez isso de uma vez por todas”. E completa dizendo quando isso foi feito: “quando a si mesmo se ofereceu”.

No entanto, o ponto central do verso vinte e sete pode-se dizer que é: “sacrifícios” pelos “pecados”. Diante disso entende-se perfeitamente que o Messias realizou uma única vez, um único sacrifício pelos pecados. Quando morreu no Calvário.

Aqui, a ênfase da expressão: “uma vez por todas” está na morte do Messias como “o Cordeiro de” Elohym, “que tira o pecado do mundo” (João 1:29), que “de uma vez para sempre morreu para o pecado” (Rom. 6:10); e não no Ministério que o Sumo sacerdote realiza no Santuário celestial. Porque o Messias “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. – (Heb. 7:25 – ARA).

Portanto, o sacrifício foi realizado uma única vez; mas a intercessão do Messias é continua – “vivendo sempre para interceder por eles”. Em Romanos 8:34, o apóstolo Paulo diz: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está a direita de Deus” o qual “intercede por nós”. – (ARA).

Percebam que o apóstolo não disse: o qual intercedeu por nós. No entanto, era assim que deveria estar. Já que os defensores de uma interseção única, por meio de uma expiação única, baseados em Hebreus 9:12, advogam isso; em função desta expressão: “uma vez por todas”.

Será que o Sumo sacerdote da Casa de Arão, somente poderia interceder pelo povo, apenas no Santo dos Santos? Será que somente uma vez ao ano que, os sacerdotes e o sumo sacerdote intercediam pelo povo?

HEBREUS 9:12



Em Heb. 9:12, temos: “Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção”. – (ARA).

Sobre o que realmente esse verso está tratando? Será que ele pode ser entendido isoladamente? Sem dúvida que o objetivo do verso é dizer que o Messias obteve uma “Eterna Redenção”. Mas esta foi conquistada/obtida, para toda a raça humana ou não? Será que todos já foram purificados, em função desta “Eterna Redenção”? Analisemos agora, os versos treze e quatorze, comparando-o com o verso doze.

“Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne”. – (ARA).

Quando as pessoas lêem: “sangue de bodes e de touros”, pensam logo no “Dia da Expiação”. Porém, não era apenas no “Dia da Expiação” que eles eram oferecidos como ofertas pelo pecado e/ou para holocausto. Lendo em Levítico, os capítulos 4-6:1-13 e 24-30, encontramos registros claros sobre isso.

Sabemos que o Messias não morreu no “Dia da Expiação”; mas no dia que Ele morreu foi o primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, e neste dia era oferecido, para “holocausto”, pelo menos um “novilho”; além de “um bode, para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós”. – (Num. 28:19 e 22 – ARA – Leia também Num. 28:15, 30; 29:5, 11, 16, 19, 22, 25, 28, 31, 34 e 38).
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:14 am

Por outro lado, o que tem a ver “a cinza de uma novilha” com o “Dia da Expiação” e com a Festa dos Pães? E quanto ao que foi dito do sangue (de bodes e de touros) e da (cinza de uma novilha): “aspergidos sobre os contaminados”, o que tem ele a ver com o “Dia da Expiação”? Quanto à “novilha” leia Números 19:1-10. No entanto, sobre o que foi dito sobre o que acontecia: “os santificam, quanto à purificação da carne”, veja o que diz Êxodo 29:21:

Tomarás, então, ao sangue sobre o altar e do óleo da unção e os aspergirás sobre Arão e suas vestes e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com ele; para que ele seja santificado, e as suas vestes, e também seus filhos e as vestes de seus filhos”. – (ARA – leia também Lev. 8:30).

Então, sendo o verso treze uma conclusão do verso 12, percebe-se que este não trata exclusivamente do que era realizado no “Dia da Expiação”.

Vejamos agora o que diz o verso quatorze: “Muito mais o sangue de Cristo, quepor um espíritoeterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”. – (ARA).

Aqui, pode-se dizer que o autor da Epístola aos hebreus, fechou a comparação entre os sacerdotes e sumo sacerdotes da Casa de Arão, em relação ao Messias; bem como entre os animais que eram oferecidos em sacrifícios e holocaustos, apontando para morte do Messias – “O Cordeiro de Elohym, que tira o pecado do mundo”. – (João 1:29).

O verso quatorze conclui dizendo: “purificará a nossa consciência de obras mortas, para” “que possamos servir” (Nova Versão Internacional - NVI) “ao Deus vivo!”. Em relação ao verso doze, percebam os dois verbos do verso quatorze: o primeiro verbo está no Modo Indicativo, Tempo Futuro; mas o segundo está no Infinitivo, Tempo Presente.

Mas o que significa “eterna redenção” (9:12) e “espírito eterno” (9:14)? É claro que, essas duas expressões só têm sentido, relacionando-as com a morte do Messias no Calvário. Em João 17:2-3, o Messias afirmou, falando do Pai:

Assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro. E a Jesus Cristo, a quem enviaste”. – (ARA).

E na primeira Epístola, o apóstolo João declarou: “... Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. – (ARA).

Então, “espírito eterno” (Heb. 9:14) ou “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Heb. 12:23) são aquelas pessoas que receberão a vida eterna. Porque “o que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito”. E “aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele”. – (João 3:6; e 1Cor. 6:17 – ARA).

Portanto, qual o verdadeiro significado da expressão: “uma vez por todas”? Será que ela foi dita em relação ao entrar no Santo dos Santos ou está referindo aos vários tipos de sacrifícios que apontavam para morte doCordeiro de Elohym, que tira o pecado do mundo”?

É óbvio que a expressão está se referindo aos vários tipos de sacrifícios/holocaustos/ofertas pelo pecado e para expiação.
QUANDO O MESSIAS ENTROU A 1ª VEZ NO SANTO DOS SANTOS?



Para quem acredita que o Céu é o Santuário e que o Eterno é o Santo dos Santos, veja alguns versos. Os primeiros tratam do dia da ressurreição do Messias e de uma afirmação dEle para Maria Madalena:
JOÃO E A RESSURREIÇÃO DO MESSIAS



Mas antes, vejamos a primeira visita de Maria madalena ao sepulcro: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida. Então, correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram”. (João 20:1-2 – ARA).

Depois, quando ela voltou ao sepulcro novamente com Pedro e João, e após estar sozinha, o Messias apareceu pra ela.

Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus. Então saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas”. – (João 20:1-18 - ARA).

Este “não me detenhas” está próximo de não toque em Mim. O Messias precisa cumprir o simbolismo para o qual apontava a Festa das Primícias. Não sendo Ele Sumo sacerdote da Casa de Arão, para se apresentar, como Primícias (1Cor. 15:20 e 23) no Santuário terrestre; Então, Ele deveria subir ao Santuário celestial e apresentar-se ao Pai. Foi por isso que Ele afirmou: “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai”. Além do mais, Ele também nesse mesmo dia cumpriu Lev. 16:17 que diz:

Nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer expiação no santuário, até que ele saia depois de feita à expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel”. – (ARA).

O Messias foi ao Santos dos Santos, no Céu, falar com o Pai, e ter a certeza que Ele de fato foi o sacrifício/oferta perfeito e sem mácula pelos pecados da raça humana.

Os santos que “ressuscitaram” (Mat. 27:52 - ARA), e que saíram “dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus” (Mat. 27:53 – ARA), não foram ao Céu com o Messias neste dia. Este verso ainda diz: “entraram na cidade santa e apareceram a muitos”. (ARA – Leia Atos 1:3). Será que dentre as “muitas provas incontestáveis” (Atos 1:3 – ARA), não se encontram esses santos que foram ressuscitados? Estes só subiram com o Messias após os “quarenta dias” (ARA) mencionados neste verso, quando o Messias ascendeu ao Céu visivelmente, na presença dos apóstolos (Atos 1:9-11 e Lucas 24:50-53).
MATEUS E A RESSURREIÇÃO DO MESSIAS



Nesse mesmo dia, após voltar do Céu, ele se apresentou a algumas mulheres:

E retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos”. – (Mat. 28:8 - ARA). Entre esse verso e o nove há um intervalo de tempo de algumas horas. Veja o que diz os versos nove e dez:

E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram. Então, Jesus lhes disse: Não temais! Ide avisar a meus irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão”.

Comparem esta ordem a essas mulheres com as que foram dadas à Maria Madalena: “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”.

Em uma Ele está dizendo que quer encontrar-se com seus discípulos na Galiléia. Na outra Ele diz que está subindo (ao Céu), para falar com o Pai. Contudo, o encontro marcado para a Galiléia não aconteceu no mesmo dia da ressurreição do Messias (Mat. 28:16-18).
MARCOS E A RESSURREIÇÃO DO MESSIAS



Agora, vejamos o que disse Marcos, sobre o dia da ressurreição do Messias. “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios. E, partindo ela, foi anuncia-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e choravam. Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram”. – (Marcos 16:9-11- ARA).

Percebam que Marcos afirma que foi Maria Madalena que primeiro viu o Messias. Então, depois dela, as outras mulheres, conforme está em Mateus 28:9-10.
LUCAS E A RESSURREIÇÃO DO MESSIAS



Relatando o mesmo fato, falando das mulheres que haviam falado com os “dois varões” no “sepulcro” (Luc. 24:2 e 4), Lucas escreveu: “Então, se lembraram das suas palavras. E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os mais que com eles estavam. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos. Tais palavras lhes pareciam um como delírio, e não acreditavam nelas”.

Dentre as “tais palavras lhes pareciam um como delírio”, com certeza estavam estas: “Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela”; “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram”.

Depois Lucas escreveu: “Pedro, porém, levantando-se correu ao sepulcro. E, abaixando-se, nada mais viu, senão os lençóis de linho; e retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido”. – (Luc. 24:12 - ARA).

Essa ida de Pedro ao sepulcro, deslocada da ordem apresentada por João (20:3-10); pode não ser a mesma. Em Lucas é mencionado que Pedro foi sozinho. Em João, ele foi com João e Maria Madalena. Além do mais, há o relato do apóstolo Paulo: “E apareceu a Cefas e, depois aos doze”. – (1Cor. 15:5 – ARA).
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:14 am

NO SEGUNDO DIA DA SEMANA



Marcos também relatou o seguinte: “Depois disto, manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam de caminho para o campo. E, indo, eles o anunciaram aos demais, mas também a estes dois eles não deram crédito”. – (Marcos 16:12-13 – ARA – Leia Lucas 24:13-35).

A seguir, Marcos relata: “Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado”. – (16:14 – ARA). Esta aparição do Messias aos apóstolos, é a mesma que está relatada em Lucas 24:36-43; e em João 20:19-23.

Portanto, depois de aparecer às mulheres, o Messias apareceu primeiro a Pedro e depois aos demais apóstolos (1Cor. 15:5). E essa aparição para o apóstolo Pedro não ocorreu no segundo dia da semana. Ela ocorreu ainda no primeiro dia, depois que o Messias voltou do Céu; e, conseqüentemente, após aparecer às outras mulheres (Mat. 28:9-10; Luc. 24:10-11); e após ter falado com os dois discípulos no caminho de Emaús.

O que eu tenho a dizer, depois de apresentar todos esses versos, é que a expressão: “uma vez por todas”, não está se referindo à expressão: “entrou no Santo dos Santos”; mas sim aos vários tipos de sacrifícios que (eram realizados diariamente e anualmente pelos sacerdotes e sumo sacerdote da Casa de Arão) apontavam para morte do Messias. Então, o autor da Epístola aos hebreus afirma que o sacrifício do Messias como “o Cordeiro de Elohym, que tira o pecado do mundo” (João 1:29), foi realizado de “uma vez por todas”.

Porque se a referência fosse ao “entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas”, o Messias não mais deveria sair do “Santo dos Santos”. Porque somente assim Ele não entraria outra vez no “Santo dos Santos”. (Depois estudaremos esta expressão “Santo dos Santos”, em Hebreus 9:12).
O PAI É O SANTO DOS SANTOS?



Para quem acredita que o Pai é o Santo dos Santos, o “entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas”, é um problema. Porque o Messias jamais voltaria a apresentar-se, pelos pecadores, diante do Pai. “Uma vez salvo, salvo para sempre”. No entanto, a Escritura Sagrada apresenta o Messias dirigindo-se ao Seu Pai (João 20:17-18); apresenta também o Messias junto ao Pai, como Advogado (1João 2:1-2). Apresenta o Messias como intercessor (Rom. 8:34). Apresenta o Messias andando no Lugar Santo (Apoc. 1:12-20). Apresenta também o Messias como Anjo ministrando diante do Altar de Incenso (Apoc. 8:3-5). Citarei alguns versos que apresentam cenas do Messias sobre as nuvens, fora do Santuário celestial:

Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada”. – (Apoc. 14:14 – ARA). Agora, veja Apoc. 14:17: “Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada”. – (ARA). Sobre “uma nuvem” leia Mateus 24:30 e Apoc. 1:7.

Veja, agora, esta cena descrita pelo profeta Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele”. – (Dan. 7:13 – ARA).
O FILHO É O LUGAR SANTO E/OU SANTUÁRIO DO CÉU?



Diante disso, nem para quem crer que o Pai é o “Santo dos Santos’”; não há como ver o Messias indo apenas uma única vez ao Pai – “uma vez por todas”. E para quem crer que o Santuário do Céu é o próprio Filho, também fica incoerente, porque apenas no Calvário (para que o Filho pudesse morrer), que houve uma separação entre o Pai e o Filho: “Eli, Eli, lama sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46; e Marcos 15:34), que durou até a Sua ressurreição. Porque “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo”. – (2Cor. 5:19 – ARA).

Não resta dúvida que o Messias é um “santuário”; mas Ele não é o Santuário celestial, do qual Ele é ministro (Hebreus 8:2). Porque assim fica incoerente os Textos Sagrados. Primeiro porque não há uma separação entre: “o Santo dos Santos” e o “Lugar Santo”.

“... Credes nas obras; para que possais saber que o e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai”. – (ARA). Depois João escreveu: “Disse-lhe Jesus: Felipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tendes conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras”. – (João 14:9-11 – ARA).

No entanto, a declaração do Messias: “Quem me vê a mim vê o Pai” (leia Col. 1:15). Foi uma declaração figurada, porque Depois Ele disse: “Estas coisas vos tenho dito por meio de figuras; vem a hora em que não vos falarei mais por meio de comparações, mas vos falarei claramente a respeito do Pai”. – João 16:25 – ARA).

Concluindo essa explicação, nos versos 28 e 29 João escreveu: “Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai”. Então, “Disseram os seus discípulos: Agora é que falas claramente e não empregas nenhuma figura”. – (ARA).

Portanto, depois desses versos, fica impossível ver o Messias como sendo o Santuário Celestial e/ou o Lugar Santo, e o Pai como sendo o Santo dos Santos. Medite de novo neste verso: “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”.

Percebam que eu não disse que o Messias não é um Santuário; também não disse que o Pai não seja um Santuário. Porque o apóstolo João, falando da Nova Jerusalém, assim escreveu: “Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro”. – (ARA).
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:14 am

O CÉU É O SANTUÁRIO?



Para quem crê que o Santuário é o próprio Céu, geralmente toma por base este verso: “Porque Cristo não entrou em um santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora por nós, diante de Deus”. – (Hebreus 9:24 – ARA).

O problema nesse verso é simples de ser resolvido, porque trata de interpretação. O erro está na aplicação. As pessoas que interpretam que o Santuário é o Céu; estão interpretando erroneamente esta expressão: “porém no mesmo céu”. Eles entendem que ela é uma explicação para o termo: “santuário”. No entanto, não é. Porque a expressão: “no mesmo céu”, refere-se ao verso anterior (Hebreus 9:23), que diz: “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores ”. – (ARA).

Então, no Santuário do Céu estão “as próprias coisas celestiais”; mas no Santuário da terra estavam as “figuras das coisas que se acham nos céus”. Portanto, a expressão: “no mesmo céu”, não é uma explicação nem um complemento ao termo “santuário”. O que devemos entender é que o Santuário no qual o Messias entrou, tem também as suas “próprias coisas”, e que não são “figuras das coisas que se acham” nele. E principalmente, que este Santuário encontra-se no Céu, e, portanto, não é o próprio Céu (Apoc. 11:19 e 15:5).

HEBREUS 10:10



Em Hebreus 10:10, o autor da Epístola aos hebreus diz: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas”. – (ARA).

Esta é a última das cinco vezes que aparece o termo: εΦάπαξ - ephápax, no que se chama Novo Testamento. Com exceção de 1Cr. 15:6 que nada tem a ver com a morte do Messias, as outras ocorrências tratam diretamente da morte do Messias, como oferta pelo pecado. E das três ocorrências em Hebreus: 7:27; 9:12 e 10:10. Apenas em Hebreus 9:12 é que as pessoas são levadas a entender que a expressão: “uma vez por todas”, refere-se ao fato do Messias entrar no “Santo dos Santos” (como já disse anteriormente – depois estudaremos à expressão Grega, da qual esta é a tradução), e não ao Seu sacrifício no Calvário.

Aqui, em Hebreus 10:10, o Texto não poderia ser mais explicito: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas”.

O verso também diz: “temos sido santificados”. Será que a expressão “uma vez por todas’”, também se aplica ao “temos sido santificados”? E se aplicar-se, será que uma pessoa que já foi santificado ainda pode estar sendo santificada? Por outro lado, uma pessoa que já foi santificada ou está sendo santificada, poderá deixar de ser santificada?

Vejamos o que diz Hebreus 10:12 e 14, em contraste/paralelo com Heb. 10:11: “Mas quando este” (NVI), “tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se a destra de Deus”. – (ARA). A expressão “para sempre’”, é a tradução da expressão Grega: eis to dienekès - εις το δηνεκες. O termo δηνεκες, também significa: contínuo.

O verso 14 diz: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. – (ARA). Aqui, o autor da Epístola aos Hebreus deixa claro que, embora tenha aperfeiçoado (por “uma única oferta”, “para sempre”), as pessoas estão sendo santificadas.

E concluindo, sobre a “santificação” ainda no mesmo capítulo ele diz: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Heb. 10:29 – ARA).. E no penúltimo da Epístola ele adverte: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. – (12:14 – ARA).

Então, entendemos que, todos os que um dia aceitaram o Messias como Salvador, e àqueles que estão sendo “criados em Cristo Jesus para boas obras” (Efésios 2:10) e que fazem a vontade do Pai e do Filho, sem que tenham aceitado e/ou conhecido publicamente aos olhos humanos o Filho do Eterno, “estão sendo santificados”. Mas se deixar de fazer a vontade do Pai e de ser “criados em Cristo Jesus”, também deixará de ser santificado. Porque não existe: “uma vez santificado, santificado para sempre”.

Por isso, entendemos que Hebreus 9:12 trata do sacrifício do Messias que foi realizado “uma vez por todas”; não de uma única interseção do Messias no “Santo dos Santos”, pelo Seu povo., nem que Ele tenha entrado uma única vez no “Santo dos Santos”, e lá permanecido até a Sua segunda vinda. Quando o apóstolo Paulo foi convertido, o próprio Messias veio a terra para ter um encontro com ele.

Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado. Ao meio-dia, ó rei, indo eu, caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os agrilhoes. Então, eu perguntei: Quem és tu Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. – (Atos 26:12-15 - ARA).

Portanto, é em função de um único sacrifício que o Messias intercede por aqueles que hão de herdar a salvação. O Texto de forma alguma trata de uma única intercessão, nem apresenta o Messias como alguém que estará eternamente, diante do Pai (literalmente falando – embora alguns possam pensar assim – Heb. 7:25), intercedendo sem que desta posição saia nem sequer uma vez (9:28). – josielteli@hotmail.com

Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti...
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:16 am

O Juízo Investigativo na Bíblia - 8 (Última Parte)

JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) / ARTIGO 8 - ÚLTIMA PARTE

KRÍNO X KRÍSIS

Na P1 já foram apresentadas às diferenças que há entre estas três palavras: kríma, krísis e kríno. Por isso, ter em mente o que elas significam, é muito importante, para termos uma noção correta, a partir do contexto em que elas foram colocadas. Um exemplo clássico, onde percebemos a falta de conhecimento e/ou de analise do contexto, é no verso que será apresentado abaixo. Porque por meio dele há pessoas afirmando que, apenas o Filho é que julga as pessoas para vida ou para morte. Vejamos o que diz o verso:

E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento. (João 5:22 - ARA)”?

Analisemos esse mesmo verso com algumas colocações: “E o Pai a ninguém julga (krínei do verbo krínw), mas ao Filho confiou todo julgamento (krísin do substantivo krísis)”.

Em primeiro lugar, o verso começa com um advérbio: ουδε – oudè (“e não” ou apenas “não”); depois a conjunção “porque”. O verso vinte e dois está em paralelo com os versos vinte e um e vinte e três. No verso vinte e um foi dito que aquilo que: “o Pai ressuscita os mortos”. De igual modo fala do Filho. Já no verso vinte e três, depois de dizer: “todos devem honrar o Filho”. O apóstolo escreveu: “do modo como honram o Pai”. Agora, perceba porque esse tipo de julgamento foi confiado ao Filho. No começo do verso vinte e três assim está escrito: “A fim de que”. Portanto, o Filho disse que faria um tipo de julgamento, pra que naquilo que fosse possível, Ele Se tornasse igual semelhante ao Pai (Judas 9 – Apenas o Pai poderia repreender [proferir juízo] a Satanás).

Em segundo lugar, quando o Filho diz que o “e não porque o Pai a ninguém julga”, Ele está se referindo a um tipo de julgamento. Não é de qualquer julgamento. O Messias não está Se referindo a qualquer Tribunal.

Em terceiro lugar, veja uma tradução coerente para esse verso: E não que o Pai a ninguém julgue; mas o processo todo concedeu ao Filho. Percebemos então, que é o Filho que analisa cada caso e o apresenta diante do Pai. A expressão traduzida por: “o processo todo”, assim está na Língua Grega: την κρίσιν πασαν – tèn krísin pâsan. Portanto, a tradução não pode ser assim: “todo julgamento”, dando a entender qualquer julgamento. Ou se traduz: “o processo todo” ou “todo o processo”. Mas em qualquer que seja a alternativa, o artigo definido tem que estar presente antes da palavra que comumente é traduzida por julgamento’.

Por último, perceba que há uma pequena oposição entre o final do verso vinte e um com o começo do verso vinte e dois: “o Filho vivifica aqueles a quem querXe não porque o Pai a ninguém julga”. O termo “vivifica’’” aponta para o termo “julga”. Ambos apontando para uma sentença (que conduz ao ato de vivificar) posterior ao processo que a determina.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:16 am

UM SÓ É LEGISLADOR E JUIZ

Esse mesmo verbo utilizado no verso vinte e dois pelo apóstolo João, foi usado pelo apóstolo Pedro em sua primeira Epístola:

Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga (krínonta do verbo krínw) segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação”. – (1Pedro 1:17).

E, falando do Filho, o apóstolo declara: “pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga (krínonti do verbo krínw) retamente”. – (1Pedro 2:23).

Portanto, pra que não reste dúvidas que o Pai também julga, os vivos e os mortos, no Tribunal Celestial, vejamos este verso: “os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar (krînai do verbo krínw) vivos e mortos”. – (1Pedro 4:5).

E pra que ninguém pense que o apóstolo João não sabia daquilo que ele estava dizendo, leia as seguintes referências do Texto Sagrado: (Apoc. 6:10; 16:5; 18:8, 20; 19:2; 20:12 e 13).

A outra palavra de João 5:22 é: “julgamento” (krísin de krísis)”. Esta palavra é um substantivo feminino que contrasta com outra palavra (kríma) que também é traduzida por julgamento, só que é um substantivo neutro.

Esta palavra (kríseōs) é a mesma utilizada por João em Apoc. 14:7: “Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; pois é chegada a hora do seu juízo (kríseōs de krísis); e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”.

Então, não resta dúvida que haveria de se iniciar o processo, para que pessoas pudessem ser absolvidas antes do Juízo Final. – “pois é chegada a hora do seu juízo”.

Um fato interessante, pelo menos pra mim, em relação ao processo ou julgamento é o que foi relatado no verso abaixo:

Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e para julgamento ‘(krísin) não entra, mas já passou da morte para a vida”. – (João 5:24).

Por que será que a pessoa que “ouve” a “palavra” do Messias “e crê naquele que” O “enviou” - no Pai -, não entra em “julgamento”? Se você ainda não sabe a resposta, leia 1João 2:1-2. Aquele que crê “não entra em julgamento” porque têm um Advogado, o Justo, junto ao Pai, como representante do pecador arrependido. (Portanto, o pecador arrependido não entrará pessoalmente [fisicamente] no julgamento, porque lá entrará o Seu representante legal).

Agora, vejamos as palavras do apóstolo Pedro. Ele disse: o “Pai” (1Ped. 1:17) “que é competente para julgar (krînai do verbo krínw) vivos e mortos”. – (1Pedro 4:5). E para o autor da Epístola aos Hebreus, o Pai, “Deus” é “o Juiz de todos” e “Jesus, o Mediador da nova aliança”. (Heb. 12:23 e 24 - ARA). E no capítulo seguinte, este autor declarou positivamente: “... Deus julgará os impuros e adúlteros”. (Heb. 13:4 - ARA).

No entanto, ainda é possível que ainda reste alguma dúvida. Então, veja o que disse Tiago: “Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?”. – (Tiago 4:12 – ARA).

Ora, não pode haver dois pesos e duas medidas em Tiago. Nem entre Tiago e o apóstolo Paulo. Aquele ainda disse: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem”. – (2:19 – ARA). Este disse: “Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele”. – (1Cor. 8:6 – ARA).

O apóstolo Paulo, quando escreveu em sua primeira Epistola aos Coríntios, declarou: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?”. – (1Cor. 6:2-3 - ARA).

Portanto, quando o apóstolo Pedro diz: “àquele que é competente para julgar”, é porque ele também sabia que apenas “Um só é Legislador e Juiz”. Este é o Pai.



JUIZ OU ADVOGADO?

A Escritura Sagrada afirma que os seres humanos participarão do julgamento dos anjos rebeldes. Mas, quando ocorrerá esse julgamento em que os santos participarão como juízes, em relação aos anjos caídos? Há um Texto bem contundente sobre esse fato que ocorrerá no futuro. “Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. ...”. – (Apoc. 20:4 – ARA). Leia 2Pedro 2:4, 9 e 11; e Judas 6. Não devemos confundir. Os santos receberão autoridade, para julgar, em um determinado julgamento. No entanto, não em Dan. 7:9-10, 22, e 26, nem em Apoc. 20:11-15. Da mesma forma, o Filho recebeu autoridade para atuar no julgamento. Entretanto, Ele é o Advogado em um dos Tribunais, o Mediador entre o Pai e os santos.

Diante disso, o que se entende claramente sobre um Tribunal onde o Advogado está junto ao Juiz? Como um advogado poderá atuar como Mediador e Juiz ao mesmo tempo (Heb. 12:23-24; Gal. 3:20; 1Tim. 2:5)? Se em um dos Tribunais no Céu, o Pai é o Juiz; logo, está claro, que o Advogado não é Juiz no mesmo Tribunal. Contudo, haverá um Tribunal onde o Filho não atuará como Advogado (de Defesa) – nosso único Mediador. Portanto, o Advogado não pode ser “Mediador dEle com Ele mesmo”.

É somente em um dos dois Tribunais: Dan. 7:9-10, 13-14, 22 e 26; e Apoc. 20:11-15 (ou o “Tribunal de Deus” [Rom. 14:10] ou o “Tribunal de Cristo” [2Cor. 5:10]) é que o Messias será Advogado e Mediador. É para um desses dois Tribunais que o verso de Apoc. 14:7 está apontando - “pois é chegada a hora do seu juízo”.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:16 am

A PONTA PEQUENA E OS SANTOS

Agora, continuemos com o relato do profeta Daniel.

Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo; e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos, e metade de um tempo”. – (Dan. 7:25 – ARA).

De acordo com esse verso, não é possível que se entenda que a “ponta pequena” que havia no “quarto animal”, descrito por Daniel, seja um poder (humano) perseguidor dos santos até o Juízo Final. Além do mais, esse Tribunal, relatado por Daniel não está se referindo ao Juízo Final. Perceba que o Tribunal foi estabelecido logo após os eventos descritos em Daniel, capítulo sete, verso vinte e cinco.

Lembre-se! Em Dan. 7:17-22, o profeta recebe uma explicação sobre a visão que ele havia recebido. Depois que foi apresentado o quarto animal (Dan. 7:7-8) é que é estabelecido o Tribunal (Dan. 7:9-14). E no verso 15-16 o profeta relata o que ele sentiu no momento. Aí, ele recebe as explicações dos versos 17-22. As explicações gerais, sobre os animais, concluem novamente com o Tribunal (Dan. 7:22) que já havia sido relatado no verso 10; mas dos versos 23 ao 25, o profeta Daniel recebe explicações específicas sobre o quarto animal; sobre os dez chifres, e também sobre a ponta pequena (o décimo primeiro chifre que subiu).

De acordo com Dan. 7:25, percebemos que a “ponta pequena” ainda possui poder para magoar e dominar os santos; bem como, para mudar a Lei do Altíssimo.



O TRIBUNAL TIRA O DOMÍNIO DA PONTA PEQUENA

Continua o relato do profeta Daniel.

Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até o fim”. – (Dan. 7:26 – ARA).

Então, após comentar os feitos da ponta pequena em Dan. 7:25; as explicações mais uma vez concluem com o Tribunal anteriormente citado nos versos 10 e 22. Portanto, em função de Daniel 7:25, fica claro que o referido Tribunal não está se referindo ao Juízo Final. Neste Tribunal (Apoc. 20:11-15), os grandes não mais possuirão “domínio” algum. Mas naquele tribunal (Dan. 7:10, 22 e 26), a “ponta pequena”, ainda possuía “domínio” e poder; e os outros reinos, também, ainda possuíam “domínio” (Dan. 7:12).



OS SANTOS REINADO COM O MESSIAS

Continua o relato do profeta Daniel.

O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão”. – (Dan. 7:27 – ARA).

Nesse caso, é evidente que, é somente após o referido Tribunal (Dan. 7:10, 22 e 26) concluir o seu julgamento (PROCESSO), analisando “os livros” ([Dan. 7:10] - os autos), que os santos receberão o reino, para reinar com o Pai e com o Messias durante os mil anos. (Apoc. 20:4-6). Primeiro o Filho do Homem recebe o reino. (Dan. 7:13-14 e Apoc. 11:15-17).

Autos - “Jur. Conjunto de peças que documentam o exercício da atividade jurisdicional em um caso concreto – autos”. Ou, “Conjunto de documentos que constituem um processo”.

No que diz respeito aos “tronos” e aos que “nesses sentaram-se”, “aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar”. As decisões deles nada têm a ver com a salvação dos “santos”, que já tiveram parte na primeira ressurreição. O julgar deles – durante o milênio - está relacionado ao que ocorrerá após os mil anos (Apoc. 20:11-15) de reinado com o Messias; como está escrito: “e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”; e “serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. (Apoc. 20:4 e 6 - ARA).

Portanto, conclui-se que o Tribunal estabelecido, de acordo com o livro do profeta Daniel (Dan. 7:10, 22 e 26), está para o reinado com o Pai e o Filho durante “os mil anos (Apoc. 20:4-6). Porque o precede. Isso é comprovado pelo que foi dito em Dan. 7:14, 22 e 27. De igual modo, o “julgar” de Apoc. 20:4 está para o Juízo Final (Apoc. 20:11-15). Porque o Ato de “julgar” precede ao Juízo Final . – josielteli@hotmail.com

Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti...
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:17 am

Estudo Bíblico 4:
Investigando o Juízo

"O assunto do santuário e do juízo investigativo deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus. Todos necessitam para si mesmos de conhecimento sobre a posição e obra de seu grande Sumo Sacerdote. De outra forma, ser-lhes-á impossível exercerem a fé que é essencial neste tempo, ou ocupar a posição que Deus lhes deseja confiar".- E, pág. 221 e 222.
É evidente que a doutrina do juízo investigativo, iniciado em 1844, continua firme como a própria palavra de Deus. Mas, qual é a importância do juízo? O que ele significa para nossa vida?
01 - A universalidade do Grande Conflito: Is 14:12-14; Gn 3: 15; Jó 1:6-11; Ap 12: 9-12.
"Se bem que toda a sua glória proviesse de Deus, este poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si próprio. Não contente com sua posição, embora fosse mais honrado do que a hoste celestial, arriscou-se a cobiçar a homenagem devida unicamente ao Criador. Em vez de procurar fazer com que Deus fosse o alvo supremo das afeições e fidelidade de todos os seres criados, consistiu o seu esforço em obter para si o serviço e lealdade deles. E, cobiçando a glória que o infinito Pai conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao poder que era prerrogativa de Cristo apenas".- PP, pág. 15.
"Deixando seu lugar na presença imediata do Pai, Lúcifer saiu a difundir o espírito de descontentamento entre os anjos. Ele agia em misterioso segredo e, durante algum tempo escondeu seu propósito real sob uma aparência de reverência para com Deus. Começou a insinuar dúvidas com respeito às leis que governavam os seres celestiais, dando a entender que, conquanto pudessem ser necessárias para os habitantes dos mundos, não necessitavam de tais restrições os anjos, mais elevados por natureza, pois que sua sabedoria era um guia suficiente".- PP, pág. 17 e 18.
"No início do grande conflito, declarara Satanás que a lei divina não podia ser obedecida, que a justiça era incompatível com a misericórdia, e que, fosse a lei violada, impossível seria ao pecador ser perdoado. Cada pecado devia receber seu castigo, argumentava Satanás; e se Deus abrandasse o castigo do pecado, não seria um Deus de verdade e justiça. Quando o homem violou a lei divina, e Lhe desprezou a vontade, Satanás exultou. Estava provado, declarou, que a lei não podia ser obedecida; o homem não podia ser perdoado. Por haver sido banido do céu, depois da rebelião, pretendia que a raça humana devesse ser para sempre excluída do favor divino. O Senhor não podia ser justo, argumentava, e ainda mostrar misericórdia ao pecador".- DTN, pág. 732.
"Deus apenas podia empregar meios que fossem coerentes com a verdade e justiça. Satanás podia usar o que Deus não podia - a lisonja e o engano. Procurara falsificar a palavra de Deus, e de maneira errônia figurara seu plano de governo, pretendendo que Deus não era justo ao impor leis aos anjos; que, exigindo submissão e obediência de Suas criaturas, estava simplesmente a procurar a exaltação de Si mesmo. Era, portanto, necessário demonstrar perante os habitantes do céu, e de todos os mundos, que o governo de Deus é justo, que Sua lei é perfeita. Satanás fizera com que parecesse estar ele procurando promover o bem do universo. O verdadeiro caráter do usurpador e seu objetivo real devem ser compreendidos por todos. Ele deve ter tempo para manifestar-se pelas suas obras iníquas".- PP, pág. 23 e 24.
"O plano da nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação 'do mistério desde tempos eternos'. Foi um desdobramento dos princípios que tem sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. Desde o princípio Deus e Cristo sabiam da apostasia de Satanás, e da queda do homem mediante o poder enganador do apóstata. Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que concertou entregar Seu filho unigênito 'para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna'. - DTN, pág. 17, 18.
"Mas o plano da redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do que a salvação do homem. Não foi para isto apenas que Cristo veio a terra; não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a lei de Deus como devia ela ser considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o universo. Para este resultado de Seu grande sacrifício, ou seja, a influência do mesmo sobre os entes de outros mundos, bem como sobre o homem, olhou antecipadamente o Salvador quando precisamente antes de Sua crucifixão disse: 'Agora é o juízo deste mundo: agora será expulso o príncipe deste mundo. E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim' (Jo 12:31, 32). O ato de Cristo ao morrer pela salvação do homem, não somente tornaria o céu acessível à humanidade, mas perante todo o universo justificaria a Deus e Seu Filho, em Seu trato com a rebelião de Satanás. Estabeleceria a perpetuidade da lei de Deus, e revelaria a natureza e os resultados do pecado." - PP, pág. 65.
"Quando Satanás foi arremessado do céu, resolveu tornar a terra o seu reino".- PP, pág. 65.
"Por ocasião da expulsão mencionada nos versos 9, 10 e 13 (de Ap 12), o 'acusador de nossos irmãos' já estivera ativamente empenhado em acusá-los 'de dia, e de noite, diante do nosso Deus'.
Evidentemente, a queda de que tratam esses versículos ocorreu depois de um período durante o qual Satanás esteve acusando 'os irmãos' e, parece, portanto, que esta não pode ser a expulsão original de Satanás antes da criação da Terra".- SDABC, vol 7, pág. 810.
Uma análise mais suscinta e cronológica de Apocalipse 12 nos leva à seguinte conclusão:
1º - v. 04 p.p.
2º - v. 01 e 02
3º - v. 03 e 04 s.p.
4º - v. 05
5º - v. 07 a 13 e 15
6º - v. 06, 14 e 16
7º - v. 17

"... Cristo inclinou a cabeça e expirou, mas manteve firme a Sua fé em Deus, e a Sua submissão a Ele... Satanás viu que estava desmascarado. Sua administração foi exposta perante os anjos não caídos e o universo celestial. Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra seria restrita. Qualquer que fosse a atitude que tomasse, não mais podia esperar os anjos ao virem das cortes celestiais, nem perante eles acusar os irmãos de Cristo de terem vestes de trevas e contaminação de pecado. Estavam rotos os derradeiros laços de simpatia entre Satanás e o mundo celestial." - DTN, pág. 731.
"Aqui deve ser a morada de Satanás com seus anjos maus, durante mil anos... Circunscrito apenas à terra, Satanás não terá o privilégio de percorrer outros planetas para tentar e molestar os que não caíram... Ouvi aclamações de triunfo dos anjos e dos santos remidos, os quais ressoavam como dez milhares de instrumentos musicais, porque não mais deveriam ser molestados e tentados por Satanás, e porque os habitantes de outros mundos estavam livres de sua presença e tentações".- PE, pág. 290.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:18 am

02 - Houve alguma oportunidade para Satanás e os anjos rebeldes se arrependerem? Ez 18:23; Ex 34: 6, 7.
"Com grande misericórdia, de acordo com o Seu caráter divino, Deus suportou longamente a Lúcifer. O espírito de descontentamento e desafeição nunca antes havia sido conhecido no Céu... O próprio Lúcifer não estivera a princípio ciente da natureza verdadeira de seus sentimentos... - PP, pág. 19, 21.
"... Entretanto, esforços quais somente o amor e a sabedoria infinitos poderiam imaginar, foram feitos para convence-lo de seu erro. Provou-se que sua desafeição era sem causa, e fez-se-lhe ver qual seria o resultado de persistir em revolta. Lúcifer estava convencido de que não tinha razão. Viu que 'justo é o Senhor em todos os Seus caminhos, e santo em todas as Suas obras' (Sl 145: 17); que os estatutos divinos são justos, e que, como tais, ele os deveria reconhecer perante todo o céu. Houvesse ele feito isto, e poderia ter salvo a si mesmo e a muitos anjos... Chegado era o tempo para um decisão final. Deveria render-se completamente à soberania divina, ou colocar-se em franca rebelião. Quase chegou à decisão de voltar; mas o orgulho o impediu disto... Os anjos fiéis ainda instavam com ele e com os que com ele simpatizavam, para que se submetessem a Deus... Muitos estiveram dispostos a dar atenção a este conselho, a arrepender-se de sua desafeição, e procurar de novo ser recebidos no favor do Pai e de Seu Filho. Lúcifer, porém, tinha pronto outro engano. O grande rebelde declarou então que os anjos que com ele se uniram tinham ido muito longe para voltarem; que ele conhecia a lei divina, e sabia que Deus não perdoaria... Tanto quanto dizia respeito ao próprio Satanás, era verdade que ele havia ido agora demasiado longe para que pudesse voltar. Mas não era assim com os que tinham sido iludidos pelos seus enganos. Para estes, os conselhos e rogos dos anjos fiéis abriram uma porta de esperança. E, se houvessem eles atendido a advertência, poderiam ter sido arrancados da cilada de Satanás. Mas ao orgulho, ao amor para com seu chefe, e ao desejo de uma liberdade sem restrições permitiu-se terem o domínio, e as instâncias do amor e misericórdia divinos foram finalmente rejeitadas." - PP, pág. 23.
03 - Por que Satanás não foi destruído no início da rebelião?
"Deus permitiu que Satanás levasse avante sua obra até que o espírito de desafeto amadurecesse em ativa revolta. Era necessário que seus planos se desenvolvessem completamente a fim de que todos pudessem ver sua verdadeira natureza e tendência... Mesmo quando foi expulso do Céu, a Sabedoria infinita não destruiu Satanás. Visto que unicamente o serviço de amor pode ser aceito por Deus, a fidelidade de Suas criaturas deve repousar em uma convicção de Sua justiça e benevolência. Os habitantes do Céu, e dos mundos, não estando preparados para compreender a natureza ou conseqüência do pecado, não poderiam ter visto então a justiça de Deus na destruição de Satanás. Houvesse ele sido imediatamente destruído, e alguns teriam servido a Deus pelo temor em vez de o fazer pelo amor. A influência do enganador não teria sido completamente destruída, tampouco o espírito de rebelião teria sido totalmente desarraigado. Para o bem do universo todo, através dos intérminos séculos, ele deveria desenvolver mais completamente seus princípios, a fim de que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas sob sua verdadeira luz, por todos os seres criados, e a justiça e a misericórdia de Deus, bem como a imutabilidade de Sua lei, pudessem para sempre ser postas fora de toda a questão." - PP, pág. 23, 24, 25.
04 - Por que foi permitido o pecado?
"A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para o universo, durante todas as eras vindouras - perpétuo testemunho da natureza do pecado e de seus terríveis resultados. A atuação do governo de Satanás, seus efeitos tanto sobre os homens como os anjos, mostrariam qual seria o fruto de se pôr de parte a autoridade divina. Testificariam que, ligado à existência do governo de Deus, está o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim, a história desta terrível experiência com a rebelião seria uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, para impedir que fossem enganados quanto à natureza da transgressão, para salva-los de cometer pecado, e de sofrerem sua pena".PP, pág. 25.
05 - Jesus venceu a batalha na cruz do calvário. Mas, o que dizer do universo espectante? Foram todas as suas perguntas respondidas na cruz? Não. Ef 3:8-11.
"Para os anjos e os mundos não caídos, o brado: 'Está consumado' teve profunda significação. Fora em seu benefício, bem como no nosso, que se operara a grande obra da redenção. Juntamente conosco, compartilharam eles os frutos da vitória de Cristo.
"Até a morte de Jesus, o caráter de Satanás não fora ainda claramente revelado aos anjos e mundos não caídos. O arquiapóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram claramente a natureza de sua rebelião." - DTN, pág. 728.
"Todavia, Satanás não foi então destruído. Os anjos não perceberam, nem mesmo aí, tudo quanto se achava envolvido no grande conflito. Os princípios em jogo deviam ser mais plenamente revelados. E por amor do homem, devia continuar a existência de Satanás. O homem, bem como os anjos, devia ver o contraste entre o príncipe da luz e o das trevas. Cumpria-lhe escolher a quem servir".- DTN, pág. 731 e 732.
"Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador; pois embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a destruição do pecado e de Satanás fora para sempre assegurada, que a redenção do homem era certa e que o universo estava para sempre salvo.
"Não será, porém assim, ao findar o grande conflito. Então, havendo-se completado o plano da redenção, o caráter de Deus é revelado a todos os seres inteligentes. Os preceitos de Sua lei são vistos como perfeitos e imutáveis. Então o pecado terá patenteado sua natureza, Satanás o seu caráter".- DTN, pág. 735.
06 - Como seremos usados para revelar esta sabedoria? Ef 2:10.
07 - Existe alguma relação entre nossas boas obras e a sabedoria de Deus sendo revelada aos espectadores do universo? Jo 15:8; Mt 5:16.
08 - O livro de Jó mostra que Deus foi glorificado através do caráter e boas obras do patriarca, perante os "principados e potestades nos lugares celestiais" (seres celestiais ou anjos - Rm 8:38; ICo 15:24;IPe 3:22). Jó 1: 6; 42:10; ICo 4:9.
09 - A idéia de Deus ser glorificado através de seu povo é um conceito crucial, que pode ser encontrada em várias partes da Bíblia: Is 60:21; 61:03; Ap 14:07; Jo 17:04; ICo 10:31.
10 - A primeira promessa evangélica: Gn 3:15.
Jesus feriu a cabeça da serpente na cruz, mas, apesar disso, Paulo nos diz algo mais em Rm 6:19, 20.
Nestes versículos, Paulo dá a entender que o próprio povo de Deus terá parte, estará envolvido, na derrota do diabo. Como podemos ferir a Satanás?
Através do poder de Cristo habitando em nós, mediante a operação do Espírito Santo, podemos permitir que Jesus nos transforme à Sua imagem e nos dê a vitória sobre todos os nossos pecados. Desta forma, demonstraremos que as acusações do diabo contra a lei de Deus são falsas. A lei de Deus pode ser guardada e Ele nos usará para provar isto.
"Até que Cristo apareça nas nuvens do céu, com poder e grande glória, os homens se perverterão no espírito, e se desviarão da verdade para as fábulas. A igreja verá ainda dias trabalhosos. Profetizará vestida de saco. Mas se bem que tenha de enfrentar heresias e perseguições, embora tenha de combater contra infiéis e apóstatas, pelo auxílio de Deus, ainda ela está esmagando a cabeça de Satanás... A mensagem evangélica não ganha uma alma para Cristo, nem abre caminho para um só coração, sem ferir a cabeça de Satanás. Sempre que um cativo lhe é arrancado das garras, libertado de sua opressão, o tirano é derrotado".- TS I, pág. 590.
11 - Que outra evidência existe de que, nem tudo o que as hostes celestiais precisavam saber sobre o plano da redenção foi respondido na cruz? O santuário terrestre.
Tipologia: Altar dos sacrifícios = a cruz/perdão.
Pia sacerdotal = purificação dos pecados.
1º compartimento/lugar santo = reconciliação e perdão (candelabro: Espírito Santo; mesa dos pães: Jesus Cristo; altar de incenso: justiça de Cristo subindo com as orações dos santos).
2º compartimento/lugar santíssimo = julgamento (arca do testemunho: justiça divina ao tratar com o pecado; propciatório, ou a tampa: misericórdia divina ao tratar com o pecador; dois anjos olhando para a arca: interesse das hostes celestiais no plano da redenção).

"Os querubins do santuário terrestre, olhando reverentemente para o propiciatório, representam o interesse com que a hoste celestial contempla a obra da redenção".GC, pág. 415.
Se tudo o que es hostes celestiais precisavam saber sobre o plano da redenção tivesse sido respondido na cruz do Calvário, os dois querubins estariam sobre o altar dos sacrifícios (pois este representa a cruz) e não sobre a arca do testemunho (que representa o juízo em suas três fases). Isto significa que, somente no final do plano da redenção, ou seja, no juízo executivo, o caráter de Deus será vindicado perante todo o universo (ver Fl 2: 5-11; Rm 14:11; Is 45:23).
Uma das perguntas importantes a respeito do santuário é a razão de existir um santuário no céu. O terrestre, como vimos, foi projetado para ensinar à humanidade sobre o plano de redenção. Mas por que um santuário celeste? Para que ele era necessário? Deus realmente precisa de algum edifício no céu a fim de salvar a humanidade? Ou existe outro propósito? Gn 22:11, 12; Jó 2:1; Dn 7:10. Ef 3:10; Ap 15:5, 6.
"Será que o santuário celeste ajuda o universo a compreender sobre a salvação, assim como o santuário terrestre nos ensina? Deus não precisa de um santuário no céu. Mas ele existe para que o restante do universo veja como Deus trata a rebelião com clareza e justiça." - LES, pág. 105.
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:18 am

12 - A bíblia fala sobre o próprio Deus sendo julgado: Rm 3:4. Sl 51:1-4.
Em outras palavras, Deus será "justificado" e "purificado" de acordo com Sua forma de lidar com os pecados do Seu povo.
13 - O Sl 51 não fala apenas de purificação, mas de apagar o pecado também. Quando o pecado é apagado?
"Cristo vestirá Seus fiéis com Sua própria justiça, para que os possa apresentar a Seu Pai como 'igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante.' Ef 5:27. Seus nomes permanecem registrados no livro da vida, e está escrito com relação a eles: 'Comigo andarão de branco; porquanto são dignos disso.' Ap 3:4.
Assim se realizará o cumprimento total da promessa do novo concerto: 'Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados.' 'Naqueles dias, e naquele tempo, diz o Senhor, buscar-se-á a maldade de Israel, não será achada; e os pecados de Judá, mas não se acharão.' Je 31:34; 50: 20.
A obra do juízo investigativo e extinção dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor. Visto que os mortos são julgados pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado. Mas o apóstolo S. Pedro declara expressamente que os pecados dos crentes serão apagados quando vierem 'os tempos do refrigério pela presença do Senhor', e Ele enviar a Jesus Cristo (At 3:19 e 20)" - GC, pág. 488 e 489.
No ritual típico do santuário, no dia da expiação, os pecados só eram considerados apagados quando o bode Azazel, ou seja, toda a iniquidade de Israel, era levado para o deserto. Portanto, os pecados só serão apagados no final do grande dia da expiação no santuário celestial, isto é, no final do juízo em todas as suas fazes (investigativo, judicativo ou comprobatório e executivo).
"No culto típico, o sumo sacerdote, havendo feito expiação por Israel, saía e abençoava a congregação. Assim Cristo, no final de Sua obre de mediador, aparecerá 'sem pecado,... para salvação' (Hb 9:28), a fim de abençoar com a vida eterna Seu povo que O espera. Como o sacerdote, ao remover do santuário os pecados, semelhantemente Cristo porá todos esses pecados sobre Satanás, o originador e instigador do pecado. O bode emissário, levando os pecados de Israel, era enviado 'à terra solitária' (Lv 16:22); de igual modo Satanás, levando a culpa de todos os pecados que induziu o povo de Deus a cometer, estará durante mil anos circunscrito à Terra, que então se achará desolada, sem moradores, e ele sofrerá finalmente a pena completa do pecado nos fogos que destruirão todos os ímpios. Assim o grande plano da redenção atingirá seu cumprimento na extirpação final do pecado e no livramento de todos os que estiverem dispostos a renunciar ao mal". - GC, pág. 489.
14 - Perante quem ele será "exaltado", ou "aprovado", ou "justificado"? Dn 7:22, 10.
15 - Qual é a mensagem do primeiro anjo? Ap 14:6 e 7.
Isso significa que Deus começa a julgar, ou será que é o próprio Deus sendo julgado? Obviamente, ele está sendo "julgado" com base em Sua maneira de julgar.
16 - No tempo das pragas, depois do fechamento da porta da graça e, portanto, do encerramento do juízo investigativo, seres celestiais exclamam: Ap 16:7. Como eles sabem disto? Porque testemunharam a cena do julgamento. É por isso que declaram: Ap 16:5.
17 - A bíblia ensina claramente que nem tudo o que o universo precisava saber sobre a "multiforme sabedoria de Deus" foi compreendida no calvário. Deus lhes daria mais evidências. E as duas coisas que Ele usará para responder a estas questões serão o desenvolvimento do caráter de Seu povo na terra e o juízo no céu. Estas duas coisas ocorrerão simultaneamente, quer estejamos ou não envolvidos, como povo e como indivíduos, nas mesmas.
18 - Não precisamos e nem devemos temer o juízo. Devemos sim, temer a possibilidade de não estarmos preparados para ele. Cristo promete poder para vencer cada pecado, e todos nós podemos reivindicar esse poder e ter a vitória através de Cristo - mesmo agora. Jo 15:5; Fp 1:6; 2:12up, 13; 4:13, 19.
"A expulsão do pecado é ato da própria alma. Na verdade, não possuímos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo, e obedecem aos ditames da vontade no cumprir o querer de Deus".- DTN, pág. 350 e 351.
"Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural, introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana. A alma que se rende a Cristo, torna-se Sua fortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo, e é Seu desígnio que nenhuma autoridade seja aí conhecida senão a Sua. Uma alma assim guardada pelos seres celestes é inexpugnável aos assaltos de Satanás".- DTN, pág. 239.
19 - Qual é a essência do juízo e sua importância em nossa vida hoje?
Enquanto Deus apaga nossos pecados que foram registrados no céu, precisamos amar a Jesus o suficiente para permitir que Ele apague nossos pecados na terra, para que Ele possa ser glorificado perante o universo que nos observa.
"Vivemos hoje no grande dia da expiação. No cerimonial típico, enquanto o sumo sacerdote fazia expiação por Israel, exigia-se de todos que afligissem a alma pelo arrependimento do pecado e pela humilhação, perante o Senhor, para que não acontecesse serem extirpados dentre o povo. De igual modo, todos quantos desejem seja seu nome conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro. Deve haver um exame de coração, profundo e fiel... Há uma luta intensa diante de todos os que desejam subjugar as más tendências que porfiam pelo predomínio. A obra de preparação é uma obra individual. Não somos salvos em grupos. A pureza e devoção de um, não suprirá a falta dessas qualidades em outro... Cada um deve ser provado, e achado sem mancha ou ruga, ou coisa semelhante".- GC, pág. 482-490.
Obs. Estudo baseado no 10º capítulo do livro "1844 uma explicação simples das principais profecias de Daniel" - Autor: Clifford Goldstein.
Referências:
PP - Patriarcas e Profetas
SDAB - Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia
PE - Primeiros Escritos
DTN - Desejado de Todas as Nações
GC - Grande Conflito
TS - Testemunhos Seletos
E - Evangelismo
LES - Lição da Escola Sabatina - 3º trimestre de 2001
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:19 am

O Seu Nome no Juízo. Quando?
01 - Que certeza temos de que haverá um julgamento? At 17: 30, 31.
02 - Quantas pessoas deverão enfrentar o juízo? II Co 5:10.
03 - Qual é o padrão do juízo? Rm 2: 13-16; Ec 12: 13, 14; Tg 2: 12, 13.
04 - É possível alguém perder a salvação uma vez estando salvo? Ez 18: 24-27; I Co 10: 6, 7; Ap 3:1.
05 - De que forma ocorre o juízo? Dn 7:10.
O propósito de um julgamento é chegar a um veredicto. Para que isto aconteça é necessário uma investigação dos laudos do processo. Isto ocorre semelhantemente no Santuário celestial.

06 - Quais são os livros usados no juízo?
O livro da vida (nomes): Ap 20:15; 21.

<BLOCKQUOTE>
"O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram para o serviço de Deus". - GC, pág. 484.
"... Nomes são registrados nos livros da Igreja, mas não no livro da vida, porque não sabem o que seja a religião experimental" - MJ, pág. 384. </BLOCKQUOTE>
O livro memorial (atos): Ml 3:16; Ne 13:14; Sl 56: 8.
<BLOCKQUOTE>
"No livro memorial de Deus toda ação de justiça se acha imortalizada. Ali, toda tentação resistida, todo mal vencido, toda palavra de terna compaixão que se proferir, acham-se fielmente historiados. E todo sacrifício, todo sofrimento e tristeza, suportado por amor de Cristo, encontra-se registrado". - GC, pág. 485.</BLOCKQUOTE>
O relatório dos pecados dos homens: Is 65: 6, 7; Ec 12: 14; Mt 12: 36, 37; ICo 4: 5.
<BLOCKQUOTE>
"Os propósitos e intuitos secretos aparecem no infalível registro...". - GC, pág. 485.
"A obra de cada homem passa em revista perante Deus, e é registrada pela sua fidelidade ou infidelidade. Ao lado de cada nome, nos livros do Céu, estão escritos, com terrível exatidão, toda má palavra, todo ato egoísta, todo dever não cumprido, e todo pecado secreto, juntamente com toda artificiosa hipocrisia. Advertências ou admoestações enviadas pelo céu, e que foram negligenciadas, momentos desperdiçados, oportunidades não aproveitadas, influência exercida para o bem ou para o mal, juntamente com seus resultados de vasto alcance, tudo é historiado pelo anjo relator". - GC, pág. 481.</BLOCKQUOTE>
07 - Pelo que serão todos julgados? Ap 20:12; Ec 12:14; Mt 12: 36, 37; IICo 5:10; Mt 16:27; Ap 22: 12; Ez 18:30.
<BLOCKQUOTE>
"Todos serão justificados pela sua fé e julgados pelas suas obras". - MM, Maranata, 1977, pág. 248.
</BLOCKQUOTE>
08 - Que mais a Bíblia nos diz sobre o juízo? Hb 9:27.
<BLOCKQUOTE>
"Todos devem ser julgados de acordo com as coisas que estão escritas nos livros, e recompensados conforme foram suas obras. Este julgamento não ocorre por ocasião da morte". - MM, Maranata, 1977, pág. 249.
"A vida de todos os Seus professos seguidores é passada em revista perante Deus; todos são examinados de conformidade com os relatórios nos livros do Céu, e o destino de cada um é fixado para sempre de acordo com os seus atos". - PJ, pág. 310.
"A obra do juízo investigativo e extinção dos pecados deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor. Visto que os mortos são julgados pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado. Mas o apóstolo S. Pedro declara expressamente que os pecados dos crentes serão apagados quando vierem 'os tempos do refrigério pela presença do Senhor', e Ele enviar a Jesus Cristo (At 3: 19, 20). Quando se encerrar o juízo de investigação, Cristo virá e Seu galardão estará com Ele para dar a cada um segundo for sua obra". - GC, pág. 488, 489.</BLOCKQUOTE>
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MensagemAssunto: Re: O Juízo Investigativo na Bíblia   8/1/2009, 7:19 am

09 - Em que ordem os santos são julgados? I Pe 4:17.
<BLOCKQUOTE>
"Ao abrirem-se os livros de registro no juízo, é passada em revista perante Deus a vida de todos os que creram em Jesus. Começando pelos que primeiro viveram na terra, nosso advogado apresenta os casos de cada geração sucessiva finalizando com os vivos". - GC, pág. 486.</BLOCKQUOTE>
10 - Podemos saber até quando poderá haver morte de santos? Ap 13: 11-15; 14: 13; 15: 1, 8.
Sim. Até o fechamento da porta da graça.

<BLOCKQUOTE>
"Muitos irão para o descanso antes que venham as terríveis provas do tempo de angústia sobre o mundo. Esta é outra razão por que devemos dizer ao terminar nossa fervente súplica: 'Todavia não se faça a minha vontade, mas a Tua' (Lc 22: 41)". - CS, pág 375.
"O Senhor muitas vezes me instruiu de que muitos pequeninos hão de ser removidos do tempo de angústia". - ME, vol. II, pág. 259.
"Em breve seremos conduzidos a situações difíceis e probantes, e as numerosas crianças trazidas ao mundo serão misericordiosamente tiradas antes que venha o tempo de angústia." - ME, vol. III, pág. 419.
"Quando Cristo cessar a Sua obra como mediador em prol do homem, então começará este tempo de angústia". - EF, pág. 218.</BLOCKQUOTE>
11 - O que acontecerá com os santos após o fechamento da porta da graça? Dn 12: 1
<BLOCKQUOTE>
"Terríveis testes e provas aguardam o povo de Deus... Mas em meio do tempo de angústia que está para vir - um tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação - o escolhido povo de Deus permanecerá firme. Satanás e seus anjos não os podem destruir, pois anjos excelentes em poder os protegerão". - ME, vol. II, pág. 55.
"Depois que Jesus Se levantar do trono mediatório, todo caso estará decidido, e a opressão e a morte que sobreviessem ao povo de Deus não seriam então um testemunho a favor da verdade..." - ME, vol. III, pág. 399.</BLOCKQUOTE>
12 - Qual a relação entre a onisciência divina e o juízo? Deus é onisciente, pois conhece todas as coisas (Jó 37: 16; Sl 139: 1-18; 147: 5; IJo 3:20); na qualidade de Alfa e Omega (Ap 1:8), Ele conhece o fim desde o princípio (Is 46: 9-11).
"Deus pode ver antecipadamente todas as decisões individuais que serão tomadas, mas em Sua presciência Ele não determina quais devem ser estas escolhas". - SDAE, pág. 1144 - Jó 34:23.
Portanto, Deus não necessita de uma investigação minuciosa para determinar o juízo, visto que Ele sabe, mesmo antes de nascermos, quem se salvará ou se perderá (Sl 139: 1-4, 16, 17).
Porém, Suas criaturas não são oniscientes; e, como o juízo final ocorrerá após o milênio, mas os salvos já receberão sua recompensa (o céu) após a segunda vinda de Cristo, é necessário que haja um juízo pré-advento, para determinar a justiça da recompensa dos salvos e dirimir qualquer dúvida que possa pairar sobre os seres celestiais.
13 - Recapitulando:
Já vimos anteriormente que:

  • Deus é plenamente onisciente, portanto, não necessita do juízo investigativo;
  • Nós estamos na terra e o juízo investigativo acontece no Santuário celestial. Portanto, não podemos acompanhá-lo;
  • Os seres celestiais acompanham com interesse o juízo investigativo, portanto, não pode haver dúvidas, pois eles não são oniscientes;
  • O juízo investigativo é realizado com base nos livros celestiais e não na onisciência de Deus;

14 - Nossos atos, decisões e escolhas vão sendo anotados nos livros celestiais à medida que os praticamos ou as tomamos, mesmo porque, o anjo relator, na qualidade de criatura, não é onisciente, portanto, não pode anotá-los antecipadamente.
<BLOCKQUOTE>
"Que a livre vontade humana é o fator determinante em seu destino pessoal, torna-se evidente pelo fato de que Deus continuamente apresenta os resultados da obediência e da desobediência, e insiste em que o pecador escolha a obediência e a vida (Dt 30: 19; Js 24: 15; Is 1: 16-20; Ap 22: 17)". - SDAE, pág. 1144.
"A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano... Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito". - E, pág. 178.
"O destino dos ímpios se fixa por sua própria escolha. Sua exclusão do Céu é espontânea da sua parte, e justa e misericordiosa da parte de Deus". - GC, pág. 531.</BLOCKQUOTE>
15 - Só há três fatos que selam o destino do homem: a morte, o pecado imperdoável ou o fim da graça da salvação. A bíblia se refere a estes fatos em Ap 2: 10, 26.

  • A morte (Ap 2:10).
  • O pecado imperdoável (Mt 12: 31).
    "O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram ao serviço de Deus. Se quaisquer destes se afastam dEle, e por uma obstinada persistência no pecado se tornam finalmente endurecidos à influência do Espírito Santo, seus nomes serão no juízo apagados do livro da vida, e eles serão votados à destruição". - PP, pág. 326.

  • O fim da graça da salvação (Ap 2: 26; 22: 11).

<BLOCKQUOTE>
"Quando Jesus deixar de interceder pelo homem, os casos de todos estarão decididos para sempre...Termina o tempo da graça; as intercessões de Cristo cessam no Céu. Este tempo virá repentinamente sobre todos, e os que não purificarem a alma pela obediência à verdade, serão encontrados dormindo.
"Quando terminar o tempo da graça, isso se dará repentina e inesperadamente - numa ocasião em que menos o esperamos. Mas podemos ter hoje um registro limpo no Céu, e saber que Deus nos aceita". - EF, pág. 229.</BLOCKQUOTE>
16 - O nome só passa no juízo investigativo em um destes momentos:

  • Após a morte;
  • No momento, ou depois, do selamento descrito em Ap 7: 2-4.
    Isto significa que, somente a última geração de santos vivos na face da terra, aquela que contemplará a Cristo em Sua volta, será julgada viva, pois esta não passará pela morte.


<BLOCKQUOTE>
"Agora, enquanto nosso grande Sumo sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação... Satanás nada pôde achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia nEle pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia." - GC, pág. 628.
"Vivemos hoje no grande dia da expiação... Todos quanto desejem seja seu nome conservado no livro da vida, devem agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro. Deve haver um exame de coração profundo e fiel. O espírito leviano e frívolo, alimentado por tantos cristãos professos, deve ser deixado... A obra de preparação é uma obra individual... A pureza e devoção de um, não suprirá a falta dessas qualidades em outro... Cada um deve ser provado e achado sem mancha ou ruga, ou coisa semelhante... 'Vigiai, pois... para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo". - GC, pág. 493, 494.</BLOCKQUOTE>
Referências:
GC Grande Conflito
MJ Mensagens aos Jovens
MM Meditação Matinal
PJ Parábolas de Jesus
CS Conselho sobre Saúde
ME Mensagens Escolhidas
EF Eventos Finais
SDAE Enciclopédia Adventista do Sétimo Dia
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