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 O Bode Emissário

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MensagemAssunto: O Bode Emissário   8/1/2009, 6:23 am

O Bode Emissário. É bom considerarmos a cediça acusação de que ensinamos que a expiação dos pecados é feita também por Satanás, pelo fato de o bode emissário de Levítico 16:10 representá-lo e ser portador dos pecados dos remidos. Tal conclusão é simplista e tendenciosa. Seria o cúmulo do contra-senso admitir que Satanás seja um salvador em qualquer sentido. Seria uma perversão das Escrituras. Ensinamos, ao contrário, que ele é o autor e instigador do pecado. Ensinamos ainda que não há outro nome dado debaixo dos céus, pelo qual possamos ser salvos, senão Jesus Cristo. Mas Satanás - como primeiro responsável pelo pecado - terá que ser exemplarmente punido, não somente pelos seus próprios pecados, mas pela responsabilidade que ele tem nos pecados daqueles que foram perdoados. Mas cumpre notar que ele só entra em cena depois de realizada a expiação, depois de cumprido o plano da salvação. É o ajuste final. Como no tipo (leia Levítico 16:20), o bode vivo só entrava em cena depois de "acabado a expiação pelo santuário". Ao passo que o Salvador descrito na Bíblia veio em nosso socorro "quando ainda éramos pecadores." (Romanos 5:8). Ora, pecadores não necessitam de um salvador que só entra em contato com eles depois dos pecados terem sido expiados.

  • A relação de Satanás com os nossos pecados, pode ser explicada por meio da seguinte ilustração que, com a devida vênia, reproduzimos:


"Um grupo de homens é preso, interrogado e acusado de certos crimes. É-lhes imposta uma multa pesada. Não possuindo dinheiro algum, encontram-se eles em estado desesperador. O seu desespero, porém, muda-se em alegria: um rico filantropo oferece-se para pagar a multa. Eles aceitam a oferta e são liberados. O caso está aparentemente solucionado. Porém, a justiça, continuando suas investigações, descobre que certa pessoa de perversos intentos, dominou aqueles pobres homens, seduzindo-os à prática de maus atos. Esta pessoa é presa e julgada. Como resultado de ter a justiça achado que ela é ré de toda culpa, é-lhe imposta multa muito pesada - muito superior àquela mediante a qual os homens foram liberados graças ao generoso filantropo.

Todos consideram que a justiça tenha agido retamente. Ninguém pensaria que, pelo simples fato do grupo de homens haver sido libertado, o caso estaria liquidado... o culpado deve finalmente sofrer as conseqüências dos mesmos crimes, porque ele foi o responsável direto." 1

Aí esta exemplificada a relação de Satanás com os nossos pecados. Somos réus diante de Deus, sem recursos, mas Cristo - o grande filantropo - pagou o preço exigido para a nossa libertação - não com ouro ou com prata, mas com o Seu precioso sangue. Porém a justiça divina revela que Satanás, o arquiperverso, foi o causador e instigador de todo o pecado, e prossegue a ação contra o nosso adversário culposo, fazendo recair sobre a sua cabeça todos os males e culpas dos que foram perdoados. Isto é justo, lógico e bíblico. Não é invenção dos adventistas, como se pretende impingir.

O Dr. John Eadie, notável e erudito comentador evangélico, afirma: "Os pecados são lançados sobre Satanás, remoto autor e instigador dos mesmos. Embora a penalidade seja retirada dos crentes perdoados, contudo não é retirada àquele que os conduziu à apostasia e à ruína. Os tentados são restaurados, mas toda a punição é vista cair sobre o arquitentador." 2

Damos ênfase ao fato de ser Satanás o autor do pecado e não salvador em qualquer sentido. Só muita má vontade para conosco concluiria tal absurdo. E aqui a propósito, lembramos certo escritor evangélico que, tempos atrás, também nos acusava de ensinarmos que Satanás é o nosso salvador. Porém - sincero que era - teve a hombridade de retratar-se. A acusação fora escrita pelo Pastor Grant Stroh - um dos redatores do famoso jornal evangélico Moody Bible Institute Monthly (Mensário do Instituto Bíblico Moody), e apareceu na edição de novembro de 1930. Em resposta a uma carta enviada àquele órgão, o Sr. Stroh, num gesto elegante e cristão, publicou na edição de fevereiro de 1931, o seguinte:

  • "Disséramos: 'Os adventistas do sétimo dia negam o sacrifício expiatório de Cristo como único meio de salvação do homem, e declaram, em lugar disso, que Satanás é nosso salvador, portador dos pecados e substituto vicário.'


Afigurasse-nos isto uma afirmação pesada, porém, tendo lido atentamente alguns dos escritos dos adventistas do sétimo dia desde que fora feita, achamos que pode ser provado por eles que tal não é sua crença. Estou certo de que a maioria daquele povo está salva... e que a maioria deles provavelmente não sustenta tal idéia da expiação.

Foi somente por amor à verdade, contudo, que lemos não somente uma declaração popular sobre suas crenças - o folheto Crenças e Obras dos ASD mas também examinamos o caminho da salvação apresentado pela sua conhecida profetisa Sra. Ellen G. White, no The Great Controversy (O Grande Conflito, em português) sobre o qual se basearam as afirmações de "Heresias Expostas". Pedimos desculpas pela grosseria da afirmação em nossa edição de novembro e pedimos perdão àquele bom povo por qualquer afirmação inexata relativa às suas doutrinas."

Isto é confortador e põe à mostra o falso pressuposto de que ensinamos a monstruosidade de que Satanás seja um salvador.

Não há dúvida de que Satanás será aniquilado. As palavras traduzidas, no Novo Testamento, por "eterno" e "todo o sempre" não significam necessariamente período de que nunca terá fim. Vêm do grego aion, ou do adjetivo aionios - que é derivado daquele substantivo.

Diz Otoniel Mota que "esse adjetivo, flutuante em sua significação, espicha ou encolhe, conforme o ambiente em que está, conforme o substantivo a que se apega; é absoluto ou relativo, conforme as circunstâncias, de maneira que pode alargar e restringir a sua significação." 3 Ligado, por exemplo, a Deus, vida ou quaisquer atributos divinos, tem o sentido de "sem fim". Junto de substantivos de natureza transitória ou perecível, certamente tem o sentido duração limitada.

A carência de espaço não nos permiti citar muitos exemplos e comentários de abalizados autores e helenistas eméritos, em torno deste ponto. H. G. Moule, por exemplo, no erutido comentário The Cambridge Bible for Schools and Colleges, anota: "O adjetivo tende a marcar a duração enquanto a natureza da matéria o permite."

Sustentam isto doutos cultores do grego, como J. H. Moulton, George Milligan e estudiosos comentadores como Alfred Plummer, Trench, Alexandre Cruden e outros. Sobre o significado de aion consulte o conhecido léxico grego de Lidell and Scott. Em Judas 7, por exemplo, se diz que "Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas... sofrendo a pena do fogo eterno" (aionios). Estas cidades não estão ardendo até hoje, mas arderam por um limitado espaço de tempo, enquanto havia combustível. Indicamos ainda o conceituado comentário de J. P. Lange, a respeito deste assunto.

De fato, pregamos o aniquilamento de Satanás, de seus anjos e dos ímpios. Mas esta operação incineratória não se realiza ex abrupto, num momento. A queima, o tormento no lago que arde com fogo e enxofre (que é a segunda morte - veja também em Guiados Para Vencer II: Os Mil Anos e as Duas Ressurreições) tem uma duração, mais ou menos longa, proporcional à responsabilidade dos punidos. A cada um "SEGUNDO AS SUAS OBRAS". Sem dúvida cremos numa terrível punição para os ímpios, avultando a de Satanás, da besta e do falso profeta.

Para nossos contestadores, o bode emissário também representa Cristo, na parte da remoção dos pecados. Isto é uma interpretação livre e contrária à evidência dos fatos que se verificam no ritual do santuário, que tinha lugar no décimo dia do sétimo mês. Notemos o seguinte:

1. A palavra que Almeida traduziu por "bode emissário", no original hebraico é um nome próprio: Azazel. Assim o conservou a Versão Brasileira. Grande parte das versões estrangeiras da Bíblia também o conservam. Se é um nome próprio, deve significar alguma coisa.

2. É patente o contraste de que as sortes eram lançadas uma "por Jeová" e outra "por Azazel". Se ambos representassem o mesmo personagem, não haveria tal distinção. E o papel destes caprinos no cerimonial da expiação anual indica, pelo contraste entre eles, que um tipificava Cristo e o outro logicamente o adversário de Cristo.

3. Os escritores hebreus e cristãos concordam que Azazel (ou bode emissário) seja o tipo de Satanás. Infelizmente não dispomos de espaço para citar os muitos comentários que consultamos, mas indicamos algumas fontes idôneas:

  • M'Clintock And Strong, Cyclopaedia of Biblical, Theological and Ecclesiastical Literature, vol. 9, págs. 397 e 389 art. "Scapegoat".
  • The Encyclopedic Dictionary, vol. 1, pág. 397.
  • J. Hastings, Bible Dictionary, pág. 77, art. "Azazel"
  • The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, vol. 1, pág. 389, art. "Azazel".


O comentário de Lange, talvez a maior e mais autorizada de suas obras, afirma que "a grande maioria dos modernos comentadores" entende que Azazel seja Satanás.

4. Claramente afirma Levítico 16:9 que o bode que teve a sorte "pelo Senhor", Arão "o oferecerá para expiação pelo pecado". O outro bode "por Azazel" não era sacrificado e, como foi dito, só entrava em cena depois de "acabado a expiação pelo santuário". Como admitir que seja Cristo também o segundo bode? "Um grupo de homens é preso, interrogado e acusado de certos crimes. É-lhes imposta uma multa pesada. Não possuindo dinheiro algum, encontram-se eles em estado desesperador. O seu desespero, porém, muda-se em alegria: um rico filantropo oferece-se para pagar a multa. Eles aceitam a oferta e são liberados. O caso está aparentemente solucionado. Porém, a justiça, continuando suas investigações, descobre que certa pessoa de perversos intentos, dominou aqueles pobres homens, seduzindo-os à prática de maus atos. Esta pessoa é presa e julgada. Como resultado de ter a justiça achado que ela é ré de toda culpa, é-lhe imposta multa muito pesada - muito superior àquela mediante a qual os homens foram liberados graças ao generoso filantropo.

Todos consideram que a justiça tenha agido retamente. Ninguém pensaria que, pelo simples fato do grupo de homens haver sido libertado, o caso estaria liquidado... o culpado deve finalmente sofrer as conseqüências dos mesmos crimes, porque ele foi o responsável direto." 1

Reafirmamos que Satanás é o originador e instigador (incitador, estimulador, inspirador) de todo o pecado. "Ele é primacialmente responsável pelos pecados de todos os homens, e a morte de Cristo não expia a parte de sua responsabilidade e culpa como instigador. Cristo expiou os pecados dos homens, mas não os de Satanás. Portanto, quando os nossos pecados estiverem expiados pelo precioso sangue de Cristo, Satã terá que responder pela sua parte naqueles mesmos pecados. Eis por que eles serão no devido tempo lançados sobre a cabeça do maligno e ele terá que sofrer por eles. Mas ele não tem parte alguma na expiação pela culpa do homem. Sofrera por sua própria culpa, por ter induzido os homens ao pecado." 4 Nada mais claro.

A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 54.

1. F. D. Nichol, Answers to Objections, pág. 410.

2. Eadie's Bible Cyclopaedia, pág. 577.

3. Otoniel Mota, Uma Passagem Interessante (opúsculo), pág. 6.

4. W. H. Branson, In Defense of The Faith, pág. 288.



http://www.iasdnatal.com.br/estudos/11.doc
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MensagemAssunto: Re: O Bode Emissário   8/1/2009, 6:28 am

O bode Azazel

Autor: Prof. Gilson Medeiros



Os Adventistas são freqüentemente criticados, através de publicações preconceituosas e destituídas de embasamento bíblico, de fazerem de satanás um “co-redentor”, juntamente com Cristo, devido à interpretação que damos à figura do bode utilizado no serviço do santuário de Israel, no Dia da Expiação. Entretanto, um estudo coerente e livre de preconceitos mostrará que a Igreja Adventista está corretíssima em sua interpretação acerca desse bode, chamado de AZAZEL. Vejamos...

O DIA DA EXPIAÇÃO

Lv 16:1-34 traz a descrição dos eventos que ocorriam no Dia da Expiação, que era o encerramento do calendário judaico, e a ocasião na qual se realizava uma “purificação” do Santuário (v. 19).

O v. 5 declara que os dois bodes seriam tomados para servirem de oferta pelo pecado, porém os vv. 7-9 mostram que era feito um “sorteio” (heb. GOWRAL) para saber qual seria o bode que realmente seria utilizado no serviço de expiação. O v. 5 diz que os dois eram, inicialmente, tomados como oferta pelo pecado (heb. CHATTAAH), porque ainda não havia sido realizado o sorteio; por isso, a princípio, os dois eram apresentados como podendo ser o animal da oferta pelo pecado.

Os vv. 9-10 descrevem claramente que havia uma visível diferença na participação dos dois bodes, pois apenas um era oferecido como oferta, enquanto que o outro (em hebraico, chamado de AZAZEL, ou “bode emissário”) deveria ser levado ao deserto, para morrer por lá, sem ter seu sangue derramado no serviço do Dia da Expiação, no Santuário. Ora, o próprio livro de Levítico esclarece que apenas pelo sangue se poderia fazer a expiação pelos pecados (17:10-12), por isso não se pode afirmar, com base bíblica, que o bode AZAZEL também seria um tipo de Cristo, pois o sangue deste bode não era derramado (cf. Hb 9:22).

Para deixar mais claro ainda, temos a límpida declaração do v. 20, que diz que apenas após ter “acabado” (heb. KALAH) o serviço da expiação pelos pecados, é que o bode vivo deveria ser trazido, ou seja, é evidente que ele não participava em nenhum momento da cerimônia de expiação.

Portanto, não é correto dizer que os Adventistas fazem de satanás um co-participante no plano de redenção, tomando-se como base para tão absurda declaração o nosso ensinamento sobre a figura de AZAZEL ser um símbolo de satanás, pois a Bíblia é bastante clara em afirmar que ele levará sobre seus ombros o peso de ter sido o mentor da destruição da raça humana, através do pecado (cf. Ap 20:1-10; 12:9-12; Lc 13:16; At 5:3; etc.).

Dos dois bodes, como vimos, apenas um tinha parte no plano da redenção esboçado no serviço do Santuário – e este era aquele que derramava seu sangue, prefigurando ao sacrifício de Jesus na Cruz do Calvário.


| Marcadores: Azazel, doutrinas adventistas, Santuário
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MensagemAssunto: Re: O Bode Emissário   8/1/2009, 6:44 am

Amigos

O irmão Théo Mário, que atualmente É pastor-associado de uma congregação luso-brasileira em Londres, Inglaterra, já conhecido de alguns debatedores pelos "shows" que deu por aÍ­ em exegese bíblica, como em estudos sobre o tema da imortalidade da alma, tem um excelente estudo a respeito e tenho o prazer de reproduzi-lo aqui.


Azazel e o Lançar Sortes


Théo Mário


Lev. 16:08:

-- Lançará sortes sobre os dois bodes: um para o Senhor, e outro, para Azazel.

Quem é Azazel? Como o texto hebraico suporta esta terminologia? Que parte tinha ele no Dia da Expiação (Yom Kippur)?
O Yom Kippur era um dia totalmente diferente dos outros. O sumo-sacerdote Arão deveria neste dia tomar dois bodes para fazer expiação. Um carneiro seria oferecido em holocausto para sua consagração [de Arão] (9:2). Este era apresentado ao Senhor na porta do tabernáculo para que Deus aceitasse a oferta (9:11), então era deixado junto ao altar do holocausto pronto para quando chegasse o momento certo, o momento de ser oferecido por Arão e sua família. Quanto esta oferta era aceitável a Deus e o sacrifício se dava, então Arão, como o sumo-sacerdote que tipificava a Cristo, estava limpo do pecado e agora podia simbolizar a Cristo ao mediar pelo povo perante Deus.

Ele tomava os dois bodes e também os colocava na porta do tabernáculo, para que fossem também apresentados ao Senhor, e ali ficavam até que a sorte fosse lançada sobre eles decidindo o seu destino. Este ato de lançar sortes se dava através do uso de dois objetos, geralmente pedaços de madeira, com inscrições em cada um deles - quando um destes era "sorteado" então era conhecido qual seria para o Senhor ou qual seria para Azazel. O Talmud estabelece que estes bodes deveriam ser o mais parecido possível (Talmud - Yoma 62a) e que, para evitar o erro de trocarem os bodes e entregarem para o Senhor o que tinha sido estabelecido como sendo para Azazel ou dar a Azazel o que no lançar de sortes pertencia ao Senhor, atavam um cordão escarlate no chifre do bode para Azazel e um no pescoço do bode para o Senhor. Qual a necessidade desta atitude se os bodes tinham a mesma finalidade? Por que lançar sortes se os dois tinham o mesmo simbolismo e representavam a mesma pessoa? Já que eram praticamente idênticos, se eles representavam a mesma pessoa, no caso Cristo, por que a preocupação de colocar em cada um deles sinais que os diferenciassem? Acaso não estaria esta atitude demonstrando que eram opostos, que tinham propostos totalmente diversos?

Etimologia

A etimologia da palavra Azazel ainda não é clara. Embora muitas traduções tragam este vocábulo como bode emissário o mais aceitável é que apenas o transliteremos e o aceitemos como um nome próprio visto que está em completa antítese com o termo YHWH, o famoso Tetragrama Hebraico do nome de Deus e que traduzimos pelo termo Adonai (Senhor), e que certamente é um nome próprio. Diversos hebraístas e teólogos não-adventistas corroboram com este proceder:

Smith and Peloubet – “uma frase de dificuldade não-usual”. (A Dictionary of the Bible, p. 65);

George B. Stevens – “a origem e significado do bode ‘para Azazel’ é obscuro”. (The Christian Doctrine of Salvation, p. 11);
T. W. Chambers – “esta sua etimologia não é clara”. (“Satan in the Old Testament”, Presbyterian and Reformed Review, vol. 3, p. 26);

A. R. S. Kennedy – “Etimologia, origem e significado são ainda matéria de conjectura. … a palavra Azazel é um nome próprio no original, e em particular o nome de um espírito poderoso ou demônio”. (Hastings Dictionary of the Bible, p. 77)

Dr. S. R. Driver – “Um espírito mau, … A palavra ocorre apenas aqui no Velho Testamento. … Acima de tudo, a marcada antítese entre para Azazel e para YHWH não deixa aberta nenhuma dúvida que é concebido como um ser pessoal”. (Book of Leviticus, p. 81)

Uma nota na Review and Herald de 07 de julho de 1868 cita Irineu (c. 185 A.D.) como caracterizando a Azazel como “aquele caído e poderoso anjo“ (Contra Heresias 1. 15).

Azazel como uma Pessoa

Dr. M. M. Kalisch – “Não pode haver dúvida se este Azazel é um pessoal, um super-humano, e um ser mau – em fato é um demônio, …” (A Historical and Critical Commentary on the Old Testament, vol. 2, p. 328) – este autor comenta que escritores cristãos primitivos identificavam Azazel como sendo o próprio Satanás;

– “Pelo uso da mesma preposição … em conecção com Jeová e Azazel, parece natural … pensar de algum ser pessoal”. (International Satandarf Bible Encyclopedia, “Azazel”, vol. 1, p. 343);

Smith e Pelouber – “Os melhores estudiosos modernos concordam que [Azazel] designa o ser pessoal para quem o bode foi enviado, provavelmente Satanás”. (A Dictionary of the Bible, p. 65).

Charles Beecher – “O que vem a confirmar isto, que a maioria das paráfrases e traduções antigas tratam Azazel como um nome próprio. As paráfrases dos Caldeus e os targuns de Onkelos e Jônatas certamente o teriam traduzido se não fosse um nome próprio, mas ele não traduzem. A Septuaginta, a mais velha versão Grega, o traduz por apopompaios, uma palavra aplicada pelos Gregos para uma divindade maligna, ...

Uma outra confirmação é encontrada no Livro de Enoque, onde o nome Azalzel, evidentemente uma corrupção de Azazel, é dado para um dos anjos caídos, mostrando plenamente qual era o entendimento que prevalecia entre os judeus naqueles dias.

Ainda outra evidência é encontrada no Árabe, onde Azazel é empregado como um nome de um espírito mau“ (Redeemer and Redeemed, p. 66)

Azazel como referência a Satanás

J. Russel Howden (Igreja da Inglaterra) – “O bode para Azazel, como é algumas vezes incorretamente traduzido, tipifica o desafio de Deus para com Satanás. Dos dois bodes, um era para Jeová, significando a aceitação de Deus da oferta pelo pecado; o outro era para Azazel. Isto é provavelmente para ser entendido como uma pessoa, sendo paralelo com Jeová na cláusula precedente. Assim Azazel é provavelmente um sinônimo para Satanás”. (Sunday School Times, 15 de janeiro de 1927);

Samuel M. Zwemer (Igreja Presbiteriana) – “O demônio tem um nome próprio – Azazil. Ele foi expulso do Éden”. (Islam, a Challenge to Faith, p. 89);

E. W. Hengstenberg (Igreja Luterana) – A maneira pela qual a frase ‘para Azazel’ é contrastada com ‘para Jeová’ necessariamente requere que Azazel deveria designar uma existência pessoal e se assim o é, somente Satanás pode ser intencionado. Se por Azazel não quer dizer Satanás não há razão para o lançar sortes. Nós não podemos ver nenhuma razão pela qual a decisão foi referida Deus, por que o sumo-sacerdote não simplesmente assignou um bode por uma oferta pelo pecado e o outro para enviar para o deserto”. (Egypt and the Books of Moses, pp. 170 e 171);

J. B. Rotherham (Discípulos de Cristo-?) – “… Assumindo que Satanás é representado pelo Azazel – e não há nada mais em que biblicamente nós possamos assumir – é mais importante observar que não há aqui nenhum sacrifício oferecido para o espírito mau”. (The Emphasized Bible, vol. 3, p. 918);

William Jenks (Igreja Congregacionalista) – “Spencer, depois das mais antigas opiniões dos Hebreus e Cristãos, pensa que Azazel é o nome do demônio, … O Siríaco tem Azzail, o ‘anjo que revoltou’”. (The Comprehensive Commentary of the Holy Bible, p. 410);

-- (Metodista) – “… O que a palavra queria dizer é desconhecido, mas deveria ser retida como o nome próprio de um demônio do deserto”. (Abingdon Bible Commentary, p. 289).

Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos – “Azazel: talvez um nome para Satanás, usado somente neste capítulo”.

(http://www.usccb.org/nab/bible/leviticus/leviticus16.htm).

Referências poderiam ser feitas a:

* Igreja Presbiteriana – William Milligan, James Hastings e William Smith;

* Igreja Luterana – Elmer Flack e H. C. Alleman;

* Igreja Congregacional – Charles Beecher e F. N. Peloubet;

* Sociedade dos Amigos – George A. Barton;

* Igreja Metodista – John M’Clintock e James Strong; e

* Igreja Reformada Episcopal – James M. Gray.

Como pode ser visto, a citação levítica em referência a Azazel como um tipo de Satanás já vinha sendo exposta por diversos teólogos e estudiosos. A Igreja Adventista apenas reconhece esta referência inspirada do livro de Levítico e divulga esta verdade em relação ao santuário.

Um estudo histórico da literatura adventista mostra que a primeira discussão sobre o bode emissário aparecendo em uma publicação ASD foi pertencente a O. R. L. Crosier no Day-Star 9:43 (07-fev-1846), reimpresso no famoso periódico adventista Review and Herald 1:62 e 63 (set-1850). Provavelmente a primeria discussão por um escritor adventista guardador do sábado foi um editorial feito por Tiago White também na Review and Herald (07-nov-1856) dando essencialmente a mesma explicação, identificando o bode emissário como Satanás.


Última edição por Ronaldo em 8/1/2009, 6:49 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Bode Emissário   8/1/2009, 6:45 am



Analisando a Antítese

No Texto Hebraico a mesma expressão é usada tanto como referência ao bode para o Senhor (laYehowah - ליהוה) quanto ao o bode para Azazel (la'aza'zel - לעזזל). A preposição inseparável ל (“para, por”) tem uma função direcional ou de pertenência. No Hebraico Moderno permanece ainda este tipo de estrutura em referência a algo que está sendo dirigido a alguém. Se você escreve um documento, ao enviá-lo você identifica o destinatário com a preposição ל. Por exemplo, se tenho dois objetos para enviar para a mesma pessoa não faria sentido eu dizer, “este é para João e este é para João”, mas se são dois destinatários diferentes eu diria que “este é para João e este é para José”.

No texto de I Reis 3:25 encontramos algo interessante! É bem conhecida a estória das duas mulheres que vieram ter com Salomão discutindo a respeito de quem era a verdadeira mãe de determinada criança, e cada uma delas atribuía para si a maternidade. Diante de tamanho problema, Salomão, com a sabedoria que Deus lhe havia dado, toma uma decisão: pede que tragam para ele uma espada (v. 24), o que prontamente fizeram. Então diz que para resolver o problema iria partir a criança em dois e a metade seria para uma e a outra metade para outra mulher (v. 25) e resolvida estaria a situação. Diante disto a verdadeira mão suplica a ele que não faça isto, que entregasse a criança à outra mulher, mas que a deixasse viva. Neste momento Salomão entendeu que esta sim era a verdadeira mãe da criança. Se procurarmos traduzir literalmente esta sentença conforme expressa na última parte do verso 25, teríamos: “… e dêem a metade para uma e a metade para uma”. É óbvio que mesmo usando a mesma palavra (“uma”) podemos ver que “metade para uma” e “metade para uma” estão em antítese, isto é, uma da primeira parte não é a mesma uma da segunda. Não faria sentido Salomão pedir para dividir a criança e entregar as duas metades para uma mesma mulher. Se as duas metades fossem para a mesma uma não faria sentido a sentença formulada como tal e nem mesmo faria sentido a divisão em si mesma. Por isso que ao traduzir a sentença podemos adaptar o texto para nossa Língua e declarar: “… e dêem a metade para uma e a metade para a outra”, que é a única tradução contextualmente aceitável.

Suponhamos que tivéssemos uma sentença na Bíblia que declarasse literalmente que seria “uma parte para elohim” e “uma parte para elohim” ainda mesmo assim saberíamos pela antítese que o elohim da primeira parte não é mesmo da segunda, são elohins diferentes. No caso, se o primeiro seria uma referência a Elohim (nome próprio referindo ao Deus Criador de todas as cousas) o segundo seria elohim (plural de “el”: deus): deuses. Literalmente, “um para Elohim [Deus]” e “outro para os deuses”.

Azazel e o Israel Moderno

Ainda em nossos dias, no Estado de Israel, o termo Azazel leva uma conotação muito pesada. Você pode usá-lo ao que quer ou a quem quer que seja quando deseja enviá-lo para um local nem um pouco recomendável.

Mesmo em nossos dias a religião Judaica preserva e comemora as festas vetero-testamentárias, em especial a festa do Yom Kippur (Yom HaKippurim), mais conhecida como Dia da Expiação. Embora saibamos que a oferta já foi feita, o preço já foi pago, o Cordeiro já foi morto, mesmo assim você encontra neste dias rabinos que sacrificam frangos como um meio de obter o favor divino. Neste dia nem sequer um carro é permitido se movimentar nas regiões que por Israel são controladas. O trabalho pára. É o Dia do Perdão. Dia de acertar as contas com o próximo e com Deus. É difícil acreditar que este mesmo povo que recebeu um dia os oráculos do Senhor e as admoestações a respeito das comemorações cívicas e religiosas hoje se esqueceria do significado deste termo. O mesmo povo cujo zelo era tanto para com o nome do Senhor que, por não querer "tomar o nome do Senhor teu Deus em vão" (Êxo. 20:7), nem sequer Seu nome pronunciava (YHWH), cujas festas dadas anteriormente pelo Senhor fazem questão de que sejam celebradas, que até mesmo em nossos dias oferecem sacrifícios, esquecessem do Ritual do Santuário com todos os seus simbolismos e importância. Se realmente o povo de Israel entendeu o bode Azazel como na mesma igualdade que o bode para o Senhor, por que isto não é refletivo em nossos dias na maneira como eles lembram e celebram o Yom Kippur?





IASD e Salvação

A Igreja Adventista tem se firmado biblicamente no fato de que “não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12), “…o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Luc. 2: 11). Nós, os Adventistas dos Sétimo Dia, “…sabemos que Este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (Jo. 4:42), e “… também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fil. 3:20). A Sua Palavra declara que “Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (I Jo. 2:2). Reconhecemos que o Seu sangue, derramado anteriormente de maneira típica no Ritual do Santuário, foi “… derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mat. 26: 28), “para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).

Nossa declaração de fé oficial a respeito da Salvação segue abaixo, e qualquer tentativa de mostrar o contrário, com atitudes tendenciosas e imaturas, é totalmente inaceitável:

A Experiência da Salvação: Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo, que não conheceu pecado, Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo, sentimos nossa necessidade, reconheçamos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação advém do divino poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados, adotados como filhos e filhas de Deus e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder para levar uma vida santa. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza de salvação agora e no Juízo. (Sal. 27:1; Isa. 12:2; Jonas 2:9; S. João 3:16; II Cor. 5:17-21: Gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Rom. 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; I Cor. 2:5; 15:3 e 4; I S. João 1:9; 2:1 e 2; Efés. 2:5-10; 3:16-19; Gál. 3:26; S. João 3:3-8; S. Mat. 18:3; I S. Ped. 1:23, 2:21; Heb. 8:7-12).

Azazel e a Morte no Deserto

Comentando a respeito destes versos de Levítico 16 o Comentário Bíblico Adventista lembra que o contraste entre os dois bodes era imenso.

1) O bode para Jeová era degolado (v. 15); o de Azazel não era (v. 10).

2) O sangue do primeiro era levado para dentro do santuário e fazia parte do ritual de expiação (vv. 15 e 16); o de Azazel não era, visto que continuava vivo.

3) Após o serviço no santuário a gordura do animal sacrificado era queimada sobre o altar (v. 25); evidentemente o mesmo não se dava com o segundo.

4) O sangue do que pertencia ao Senhor era capaz de limpar (vv. 15 e 16); o que pertencia para Azazel contaminava (v. 26).

5) A expiação se dava somente com o primeiro; somente depois o segundo entrava em cena (v. 20).

6) Foi somente o primeiro “cujo sangue foi trazido para fazer expiação no santuário” (v. 27); o segundo, para Azazel, lá nem sequer entrava.

O bode cuja sorte lançada era atribuído a Azazel era deixado a morrer no deserto. Não há paralelos na História da Redenção em que Jesus, aquele que expiou nossos pecados, tenha sido ou há de ser deixado em um lugar desolado até morrer em algum momento da história deste mundo após o seu sacrifício na cruz. Isto já estava tipificado no primeiro bode que morreu imolado pelo sumo-sacerdote. Obviamente seria inadmissível atribuir uma segunda morte a Cristo Jesus!

Pecados sobre Azazel


É claro o entendimento de que o bode cujas sorte era tirada para Azazel não fazia parte na expiação, visto que “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Heb. 9:22). Porém não podemos esquecer que Satanás é “homicida desde o princípio, ..., e pai da mentira” (Jo. 8:44).

João revela que “foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Apoc. 12:9) e olhando além dos eventos, descrevendo o momento quando ele será destruído, declara que “o diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre,…” (Apoc. 20:10).

Mateus declara que este lago de fogo foi preparado para o diabo e estes seus anjos (Mat. 25:41) e certamente quem estará com ele neste momento será alguém que “… não foi achado inscrito no Livro da Vida, …” (Apoc. 20:15), pois “aquele que tem o Filho tem a vida, aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (I Jo. 5:12), indo contra o que os nossos colegas do CACP têm propagado – um ensino de que a imortalidade já é inerente ao ser humano, mesmo para aquele que rejeita a Cristo; portanto, a Vida Eterna (imortalidade) nesta perspectiva também é para os que não têm o Filho de Deus, pois mesmo que seja num contexto de um sofrimento interminável e literalmente eterno a vida eterna está presente acompanhada do sofrimento, o que não deixa de ser eterna.

Resumindo, para o CACP não é preciso aceitar a Cristo para termos a vida eterna, pois mesmo que este corpo morra a alma já goza da imortalidade. Mesmo não crendo na ressurreição, o Espiritismo é mais declarado, não procurando tanto quanto o CACP tirar provas bíblicas para tal conceito. Só faltam dizer que o ensino bíblico de que “a alma que pecar, esta morrerá“ (Ezeq. 18:4) também caducou na cruz, pois já não basta assassinar somente o código moral divino e atribuir a Ele tal feito.

Satanás, como o pai da mentira e “aquele que tinha o poder da morte“ (Heb. 1:14) será julgado não somente por seus próprios pecados, mas também pelos pecados do mundo que ele fez sofrer.


Última edição por Ronaldo em 8/1/2009, 6:51 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Bode Emissário   8/1/2009, 6:45 am

Suponhamos uma situação em que por influência de alguém eu cedi e resolvi exagerar e desrespeitar as leis de trânsito. Independente se eu estava muito desejoso ou não de fazê-lo eu sabia que era errado e o fiz. Como consequência desta minha atitude fomos envolvidos num tremendo acidente e resultou na morte de alguns pedestres em uma das ruas onde eu estava em alta velocidade. O dia do julgamento chegou e fui condenado à pena capital. A tristeza era grande no meu coração, eu não queria morrer, eu reconhecia o meu erro e pedia ao juiz que me absolvesse e ele me lembrava que eu havia dado ouvidos àquele que me influenciou e assim estava condenado. Mas eu estava realmente arrependido e pedi que ele me perdoasse, e este justo juiz que me julgou e me lembrou de minha justa condenação recordou que um dia ele sabia que eu iria passar por isto e que já havia feito todo o necessário para que eu fosse absolvido, ele já havia pago este preço por mim antes mesmo que eu houvesse nascido. Eu não podia acreditar! O mesmo juiz que me julga me ama tanto que antes mesmo do julgamento já havia dado provisões para a minha liberdade. Lembrei a ele que não merecia, pois eu havia pecado, havia rejeitado os seus planos para mim e merecia morrer, mas que realmente estava arrependido. Mas este juiz realmente conhecia meu coração mais do que ninguém e me deu a liberdade, não havia mais condenação para quem estava baixo Sua proteção, Seu amor! Quanto àquele que me influenciou a tomar tal atitude, ele também tinha “culpa no cartório”, foi por causa dele que eu fui metido em tal situação, e ele deveria “pagar” pelo próprio erro. É certo que ao pagar pelo próprio erro ele não estava recebendo a liberdade, porque a pena era capital e o próprio cumprimento da pena por parte do transgressor implica em estar preso a ela. Quer dizer que, se não fosse pela ressurreição daquele que por mim morreu de nada adiantava por mim ter feito tamanho sacrifício. A minha pena o juiz pagou (e depois ressuscitou!), mas a dele não há retorno, pois não aceitou o amor do juiz e não pode receber o galardão da ressurreição (que é desnecessária aos imortalistas!).



Dois bodes foram envolvidos no dia da Expiação, mostrando a responsabilidade para com o pecado. Primeiro, a minha responsabilidade como agente, como pecador; e, segundo, a responsabilidade de Satanás como o instigador e tentador, aquele que alimentou o pecado em seu coração e venceu tentando nossos primeiros pais, fazendo cair sobre eles castigos (Gên. 3:16-19) que implicariam não somente na decadência da própria natureza humana, como traria conseqüências sobre o próprio mundo animado e inanimado criado por Deus – e tal conceito de restauração final de Deus não somente para com os seres humanos por Ele criados como também a própria natureza é expressa nas palavras de Paulo ao informar que “... sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora“ (Rom. 8:22). Portanto, o Plano da Redenção visa também restaurar tudo que com o pecado foi destruído. Paulo, que firmemente cria que “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus“ (Rom. 8:1) também lembrava que estava “... aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo“ (Rom. 8:23) e diz que “..., na esperança fomos salvos. ... “ (Rom. 8:24) e que “..., com paciência o aguardamos“ (Rom. 8:25), aguardamos o dia em que receberemos a imortalidade (I Cor. 15), o dia da Sua vinda (I Tess. 4:13-18). É dizer, a obra de Cristo não começa e não termina na cruz, mas dela depende toda a sua realização!!!!



A Bíblia declara que “em pecado me concebeu minha mãe“ (Sal. 51:5). Quanto à minha parte, a minha responsabilidade, Cristo fez tudo por mim, ele morreu pelos meus pecados (Rom. 5:8), foi traspassado por minhas transgressões e moído por minhas iniqüidades, o castigo que me traz a paz estava sobre Ele e pelas suas pisaduras eu fui sarado”(Isa. 53:5 – adaptado). O “… sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (I Jo. 1:7). “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo. 1:9), eu confessei e Ele me purificou. A cada dia expiações eram feitas no santuário israelita e assim eles, olhando pela fé ao cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1:29), eram perdoados. Cristo me perdoou de todos os meus pecados! Que significado tem o Dia da Expiação hoje? Cristo hoje ratifica o Seu sacrifício por mim. Ratifica que “... é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Heb. 9:4), que “... não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção“ (Heb. 8:12), mas no sangue do Cordeiro de Deus (Jo. 1:29) a Quem todos os cordeiros nos sacrifícios diários tipificavam.



Quanto à responsabilidade do instigador, do tentador Satanás, nenhuma salvação é provida para ele. Há de ser lançado no deserto (Apoc. 20:3) tão logo o Sumo-Sacerdote deixe de interceder e venha dar Sua recompensa a cada um (Apoc. 22:11 e 12) e terá tempo de refletir sobre todo o mal que há trazido a este mundo. Após isto vai morrer, e a Bíblia declara que será “no lago de fogo e enxofre” (Apoc. 20:10), à semelhança de Sodoma e Gomorra, onde “o Senhor, da Sua parte, fez chover do céu enxofre e fogo... “ (Gên. 19:24) e que sofreu “... a pena do fogo eterno“ (Jud. 1:7). Portanto, Satanás vai sofrer muito mais do que qualquer um, mas será enfim aniquilado. Toda a responsabilidade pelos pecados, até mesmo dos santos, será lançada sobre ele para que pague ele mesmo por tudo o que fez – o que não implica em perdão de pecados, pois estes já foram perdoados!

Lembramos que todos os pecados do mundo estavam sobre Jesus quando ele pendia na cruz do Calvário, mas não no sentido de que Ele era o responsável pelos pecados, que Ele era o tentador e a causa destes pecados. Portanto, Ele levou minha culpa. Já Satanás, levará a dele próprio. O primeiro, Jesus, foi condenado por mim, sofreu “o castigo que nos traz a paz“ (Isa. 53:5); já o segundo, Satanás, será condenado por Ele mesmo.



O que garante a vitória sobre a morte? O fato de que Jesus por mim morreu e ressuscitou (At. 2:24; 3:15; 4:10; 5:30; 10:40; 13:30, 34 e 37; Rom. 4:24; 8:11; 10:9; I Cor. 6:14; 15:15; II Cor. 4:14; 5:15; Gál. 1:1; Efés. 2:6; Col 2. 12; I Tes. 1:10; I Ped. 1:21; Apoc. 1:18). Caso a ressurreição de Jesus não ocorresse, de nenhum valor teria sido a Sua morte na cruz do Calvário (I Cor. 15:12-18)? Com Satanás é o oposto, ele pagará o próprio preço, tanto dos seus próprios pecados quanto dos que me instigou. E no caso dele não há ressurreição, pois “quem não tem o Filho não tem a vida…” (I Jo. 5:12). Isto é, há morte eterna!!!!!



Como bem expressou Rochedieu: “O outro bode era considerado como portador de Azazel ao deserto, é dizer, sem dúvida Satanás mesmo, o autor do mal; e com ele, dos pecados por meio dos quais ele havia conseguido fazer a Israel culpável”. (Charles Rochedieu, Guide du lecteur de la Bible, 2ª ed., fasc. 7, p. 27, 1905).



Vaucher divide o serviço do Dia da Expiação desta maneira:



* um bezerro oferecido em sacrifício pelo pecado (vv. 3, 6, e 11-14);

* um carneiro oferecido em holocausto pelo sumo-sacerdote (v. 3);

* um carneiro oferecido em holocausto pelo povo (v. 5);

* um bode oferecido em sacrifício pelo pecado (vv. 5, 7-9 e 15-19);

* um bode enviado ao deserto (vv. 10 e 20-26).



E lembra que ”uma vez que Jesus Cristo tem oferecido o sacrifício propiciatório, que reconcilia com Deus ao pecador arrrependido, Deus faz cair os pecados da humanidade sobre Satanás, que é o instigador e o autor responsável. (Alfred F. Vaucher, La Historia de la Salvación – Teologia Sistematica, Editora Safeliz, 1ª ed., 1988, pp. 192 e 193).



Acaso, quando Cristo me perdoa, tira Ele a responsabilidade de Satanás por minha antiga vida de perversão? Ao me perdoar, perdoa Ele a Satanás pela sua influência diante dos pecados que anteriormente cometi? Acaso perdoa Cristo por procuração?



Somente quando Satanás for destruído, então, somente então Deus poderá afirmar que o pecado não mais existe. Antecipando este momento João, o Revelador, declara que “aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Apoc. 21:5).



Repetindo: o Plano da Redenção não começa e finda no Calvário! A Redenção começou antes mesmo que o homem pecasse, pois Jesus é o “... Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo“ (Apoc. 13:8), portanto “nós amamos porque Ele nos amou primeiro“ (I Jo. 4:19). Quando Adão e Eva pecaram coseram para si folhas de figueira (Gên. 3:7) e, depois de ser pronunciada a condenção que cairia sobre todos eles, inclusive sobre animais e natureza como decorrência desta atitude (Gên. 3:14-19), “fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu“ (Gên. 3:21). Com esta atitude creio firmemente que Deus já estava ensinando a nossos primeiros pais que a única forma de termos nossos pecados “cobertos, perdoados, é através do Cordeiro, que é um ato de Deus (representado pelo entregar a eles a pele) e não do homem, ao contrário de buscar cobrir seus pecados, escondendo de Deus através das próprias obras e realizações (representado pelo coser para si folhas de figueira).

A Sua promessa de que “... faz novas todas as coisas...“ (Apoc. 21:5) faz parte ainda do Seu plano de Redenção, pois este não termina enquanto o ser humano não for restaurado à condição que era no Éden ao sair das mãos do seu Criador, sem pecado. A cruz é sim o centro do Seu Plano de Redenção, foi onde a redenção se tornou literalmente uma realidade, mas não se limita a isto, pois as conseqüências não se limitam a um momento.



A fonte da salvação está unicamente em Cristo Jesus para aquele que crê (Jo. 3:16) e Seu sacrifício expiatório se deu naquela tarde de sexta-feira no Monte do Calvário, mas o pecado ainda existe. ”Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Heb. 9:22) e o bode para Azazel não derramou nenhum sangue, mas mesmo assim participava do Ritual do Santuário no dia da Expiação. O SDABC comenta que somente colocando os fatores nesta ordem podemos entender que o ”bode para Azazel” teve uma parte na expiação (Lev. 16:10), que quando os justos hajam sido salvos, os malvados cortados e Satanás já não mais exista, então, e só então, se poderá dizer que todo o universo está em perfeita harmonia e unidade, como esteve originalmente antes que entrasse pecado. Certamente neste momento se pode dizer que o Plano da Redenção foi concluído.





Analisando citações



O Sr. Rinaldi, em seu e-mail abaixo, destaca e coloca algumas citações que deveriam ser aqui citadas em sua correta contextualização.



01)“No dia da expiação o sumo sacerdote, havendo tomado uma oferta da congregação entrava no lugar santíssimo com o sangue desta oferta e o aspergia sobre o propiciatório, diretamente sobre a lei, para satisfazer às suas reivindicações. Então, em caráter de mediador, tomava sobre si os pecados e os retirava do santuário. Colocando as mãos sobre a cabeça do bode emissário, confessava todos esses pecados, transferindo-os assim, figuradamente, de si para o bode. Este os levava então, e eram considerados como para sempre separados do povo.” (O Grande Conflito, p. 420, 24ª edição-1980)



Lembro ao Sr. Rinaldi que confessar, biblicamente, não se refere somente ao ato de pedir perdão. Quando a Bíblia disserta sobre o galardão daqueles que confessarem diante dos homens a Cristo Jesus (Mat. 10:32; Luc. 12:8) acaso está ensinando que o confessar aos homens implica em ter neles a sua fonte de perdão e salvação? A Bíblia fala que Deus também confessa (Jó 40:14) e Jesus também (Apoc. 3:5); acaso seria algum pedido de perdão? Confessar é um ato de declarar (cf. Heb. 10:13), porém quando usado no sentido relacional entre o homem e Deus implica em contrição e entrega (Rom. 10:9; I Jo. 1:9; 4:15)!



Outra pergunta: por que era necessário purificar o santuário no Dia da Expiação? Limpar de quê? Os pecados já não haviam sido perdoados durante os sacrifícios diários que eram oficiados durante o ano? Deus havia perdoado ou não? Minha resposta, e certamente a sua, é que sim! Porém, a pergunta é: limpar/purificar de quê?



02) “Quando, portanto, os dois bodes eram postos perante o Senhor no Dia da Expiação, representavam Cristo e Satanás.”(Ritual do Santuário, p. 168)



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MensagemAssunto: Re: O Bode Emissário   8/1/2009, 6:45 am

Você poderia trazer um estudo mais substancial que mostre alguma fundamentação etimológica, e principalmente bíblica, para o que ensina? Talvez mostrando que esta citada antítese na estrutura gramatical hebraica que compõe o texto bíblico acima representado na verdade não existe, que só foi invenção da minha parte. Seria pedir demais? Não queremos só agüinha com açúcar! Entende?



03) “Satanás não somente arrostou o peso e castigo de seus próprios pecados, mas também dos pecados da hoste dos remidos, os quais foram colocados sobre ele...” (idem, p. 315)



Está o Sr. Rinaldi dizendo que, caso todos os seres humanos não pecassem mesmo sendo tentados por Satanás, então Satanás estaria são e salvo de suas tentações? Suponhamos que alguém vive uma vida desgraçada e vazia buscando o que o mundo pode dar de pior e um dia entrega o seu coração a Cristo e O tem como seu Salvador pessoal, acaso não seria ainda sim o inimigo culpado pela vida de desgraça que acarretou anteriormente a este salvo em Cristo Jesus? Neste caso estaria Jesus perdoando ao pecador por suas transgressões (quando o aceitou!) e também por procuração perdoando a Satanás pelas desgraças que acarretou a esta vida?



04) “Verificou-se também que, ao passo que a oferta pelo pecado apontava para Cristo como um sacrifício, e o sumo sacerdote representava a Cristo como mediador, o bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados.Quando o sumo sacerdote, por virtude do sangue da oferta pela transgressão, removia do santuário os pecados, colocava-os sobre o bode emissário. Quando Cristo, pelo mérito de Seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de Seu povo, ao encerrar-se o Seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá arrostar a pena final. O bode emissário era enviado para uma terra não habitada, para nunca mais voltar à congregação de Israel. Assim será Satanás para sempre banido da presença de Deus e de Seu povo, e eliminado da existência na destruição final do pecado e dos pecadores.”(idem, p. 421)



Acaso, Sr. Rinaldi, já executou o Senhor Deus o Seu completo juízo sobre Satanás?



05) A primeira é ensinar que Satanás leva sobre si os pecados dos crentes em Jesus Cristo, sendo assim algo como co-salvador com Jesus e a segunda é que Satanás será um dia aniquilado.

O Sr. Rinaldi define estas anteriores afirmações como duas heresias pregadas pelos ASD. Quanto à primeira, que Satanás leva sobre si os pecados dos crentes em Jesus Cristo, sendo assim algo como co-salvador com Jesus – é fruto da desinformação. À segunda, que Satanás será um dia aniquilado – a não ser que alguém duvide que Deus tenha poder de acaba com o pecado e que seja Fiel em cumprir quando isto prometeu (II Tim. 2:13). Particularmente, creio em Suas palavras! Mas também respeito aqueles que preferem duvidar, porém já sabem o que lhes espera (Apoc. 1:5; 19:11; 22:18-20).

Sua crença no ”... não morrerás” (Gên. 3:3) soa como um eco mentiroso e vil que vem do Éden, uma citação ipsis literis do próprio Satanás.



06) Os que crêem na doutrina do Juizo Investigativo admitem que os crentes – hoje - têm seus pecados perdoados para, só no futuro, terem seus pecados cancelados e isto quando Satanás tomar sobre si os pecados dos crentes e for aniquilado. Isso dá margem a uma pergunta: Quem é o Salvador dos que assim crêem? Só existe uma resposta: SATANÁS?

Já dizia um de meus professores universitários: ”A ignorância é atrevida!” Penso quão difícil é falar daquilo que não se conhece... O melhor neste caso é trazer jargões prontos...

Pergunta, Sr. Rinaldi: Como você entende a declaração de Isa. 43:25 quando diz: ”Eu, eu mesmo, sou o que apago a tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” ? Acaso sofre Deus de amnésia? Ele lembra ou não lembra? Caso lembre, o que é lembrar neste contexto? Sugiro continuar lendo até o verso 28. Esqueceu ou não esqueceu? O que é esquecer?

Outra: se Deus não lembra, literalmente, por que então Ele muitas vezes ao repreender os israelitas pela apostasia dizia: ”...vossos pais me tentaram...” (Heb. 3:7-19)? Por que, mesmo sendo perdoados, Jesus lembrou a eles: ”...quantas vezes quiz Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste!” (Mat. 23:37)? Por que a Bíblia reiteradas vez através de seus escritores lembra de como entrou o pecado no mundo e dos pecados dos heróis da fé? Acaso não foram inspirados ao relatar os pecados cometidos por aqueles que haviam sido perdoados e nem mais viviam no tempo em que cada um deles escreveu?

Mais uma, e repetindo: No Dia da Expiação o santuário estava sendo purificado de quê? Caso você reconheça que eram dos pecados que foram confessados durante o ano, responda-me: Por que o povo estava tão ansioso quanto aos resultados desta purificação se os seus pecados já haviam sido perdoados durante o ano? Os que haviam oferecido sacrifícios no dia anterior ao Yom Kippur tinham necessidade deste dia?

O livre-arbítrio provém de Deus, e exigir de alguém uma aceitação cega de uma verdade quando tal aceitação não vem de um coração contrito e sincero não faz parte de Seu desejo para com Seus filhos. Você tem todo o direito de discordar de tudo o que foi aqui comentado, mas é injusto e perverso de sua parte de agora em diante atribuir a nós, ASD, a crença em Satanás como co-salvador com Cristo Jesus, pois pelo menos agora você sabe muito bem que este tipo de ensino não condiz com a realidade dos fatos. Da mesma forma, atribuir o segundo bode como tipificando a Cristo é pregar uma expiação sem sangue, o que não corrobora com a Verdade Bíblica. Também de minha parte não tenho que propagar que você e seus colegas do CACP crêem na remissão dos pecados desta maneira, pois embora seja assim que tal crença deixa transparecer, não é assim que vocês advogam. E não tenho porque usar este tipo de argumentação simplesmente para "sair por cima" – atitude da qual lamentavelmente vocês têm tomado proveito.



07) Pode-se aceitar ensino tão estranho? (Hb 13.9) Isso é heresia de perdição (2 Pe 2.1-2).

Realmente, não posso aceitar este seu ensino tão estranho, Sr. Rinaldi (Heb. 13:9). Isto é heresia de perdição (2 Ped. 2:1 e 2).

Veja que você usa o parágrafo acima como uma afirmação tendenciosa e unilateral, pois para um líder e formador de opiniões esta declaração é perigosa. Diante de pessoas que em você confia, e que são ignorantes quanto à verdadeira implicação daquilo que você ensina, esta sua afirmação soaria como uma verdade absoluta. Você atribui de satânico àquilo que você não foi capaz de provar. Simplesmente se deu ao luxo de colocar citações sem tomar conhecimento de todo o contexto em que estavam inseridas. Até compreendo, pois pesquisar e reconhecer um erro no seu caso seria no mínimo assinar o próprio atestado de incompetência e pedir que rasguem pelo menos meia dúzia de páginas do seu Desmascarando as Seitas, e aí sim o prejuízo da sua parte seria grande, não é mesmo?



08) (2PE 2:1) "E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição."
(2PE 2:2) "E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade."


Considere minhas as palavras anteriores...

09) Quanto à sua pergunta sobre um texto que mostre que o bode emissário era oferta pelo pecado, indico duas passagens:

(LV 16:5) "E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro para holocausto."

(LV 16:10) "Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o SENHOR, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário."

Desculpe-me, Sr. Rinaldi, mas há algo tendencioso aqui!

→→ para ser bode emissário X La’Aza’zel == penso, sinceramente, ser tendenciosa esta tradução, visto que traduz a expressão "La’Aza’zel" como "para ser bode emissário". Esta expressão foi a mesma usada no verso 8 quando foram lançadas sortes para decidir qual seria para o Senhor e qual seria "para Azazel". Caso eu aceite esta sua versão do verso 10 eu teria que refazer a tradução do verso 8, visto que têm a mesma estrutura, sendo uma tradução final como se segue: "... um para ser o Senhor [YHWH] e outro para ser Azazel". Estaria o Sr. Rinaldi com isto querendo dizer que um bode seria Deus e o outro seria Azazel? Isto sim é que chamamos de ensinar heresia!!! A Bíblia fala de Deus se tornando homem (Jo. 1:1), mas não de Deus se tornando bode,...

(Não é você quem gosta de sarcasmo? --- Então, meu amigo, paremos com isto, ok?! Veja que em nenhum ponto lhe desmereci ou ridicularizei o que você crê! Você nos adjetiva de "seguidores de uma doente mental", mas certamente não gostaria que comentássemos sobre o seu "balaio de gatos", não é mesmo? Portanto, respeito é bom e eu gosto! Seria demais pedir isto? Ou temos que respeitar apenas os mais velhos?)

→→ apresentar-se-á vivo X Salvação em Cristo == Uma heresia atribuir o bode para Azazel como sendo o próprio Cristo!!!! A Bíblia declara que "Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rom. 5:8) e semelhante à argumentação daquele a quem o segundo bode prefigurava, quando estava com Cristo no Deserto da Tentação, oferece a Cristo a autoridade e a glória dos reinos deste mundo se tão somente Ele se prostrasse naquele momento (Luc. 4:6 e 7), isto é, não precisava morrer, seguir um atalho seria melhor... E agora o Sr. Rinaldi me vem dizendo a mesma coisa, que há perdão sem a morte do Cordeiro. Ou então, caso os dois bodes representassem a Jesus, que Jesus praticou diferentes expiações: uma foi necessária a Sua morte, a outra, não. Agora não entendo mais nada, Sr. Rinaldi.



Conclusão

Vamos dar nome aos bodes!!!
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