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 Entendendo as Profecias das Escrituras

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Ronaldo
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:09 pm

Olá, amigos

Vejam a importante descoberta que um pesquisador colocou em certo fórum:

Bem, eu estava pesquisando textos dos padres da igreja primitiva, e topei com esse texto de Hyppolito de Roma, que escreveu entre 180-230DC:

31. “Eis uma grande estátua”. Como, então, não assinalarí­amos as coisas profetizadas no passado em Babilônia por Daniel, e agora ainda no decurso de cumprimento no mundo? Pois a imagem mostrada naquele tempo a Nabucodonosor propiciou um tipo do mundo inteiro. Nestes tempos os babilônios eram soberanos sobre todos, e eles eram a cabeça de ouro da estátua. Depois, após eles, os persas mantiveram a supremacia por 245 anos, e foram representados pela prata. A seguir os grego tiveram a supremacia, começando com Alexandre de Macedônia, por 300 anos, de modo que eram o bronze. Após eles vieram os romanos que eram as pernas de ferro da estátua, porque eram fortes como o ferro. Daí­ (temos) os dedos de barro e ferro, para representar as democracias que subseqüentemente se ergueram, divididas segundo os dedos dos pés da estátua, em que o ferro se misturava com o barro.”

E:

“3. Como essas coisas, portanto, destinam-se a se passar, e os dedos dos pés da estátua se revelam como sendo as democracias, e os dez chifres da besta são distribuí­dos entre dez reis, consideremos o que está diante de nós mais detidamente, e o examinemos com olhos abertos. A “cabeça de ouro da estátua” é idêntica com o “leão”, pela qual os babilônios são representados. “Os peitos e braços de prata” equivalem ao “urso” pelo qual os persas e medos são representados. “O ventre e coxas de cobre” são o “leopardo”, pelo qual os gregos que governaram desde Alexandre em diante são simbolizados. As “pernas de ferro” são o “animal terrí­vel e espantoso”, cujo sentido aplica-se aos romanos que mantêm o Império. Os “dedos de barro e ferro” são os “dez chifres” que haverão de surgir. O “pequeno chifre que se ergue no meio dos chifres” é o “anticristo”. A pedra que “atinge a estátua e a despedaça em pedaços”, e que enche a terra toda, é Cristo, que vem do céu e traz justiça ao mundo inteiro”.

Minha resposta:

Sem dúvida é muito significativa a contribuição do amigo Nabuconozor [nick do referido participante], com esse subsí­dio sobre Hipólito de Roma. Muito interessante mesmo, e indica vários aspectos, sobretudo que pelo tempo em que viveu, ele claramente entende que o livro de Daniel é bem antigo, já que alguns teólogos liberais e crí­ticos da religião e da Bí­blia negam que o profeta pudesse ter previsto tão detalhadamente a história do mundo.
As profecias de Daniel 2 e 7 são uma magní­fica prova da validade da Bí­blia e suas profecias. O profeta Daniel, vivendo pelo 6o. século antes de Cristo, descreve com riqueza de detalhes a seqüência de impérios mundiais.
A propósito, o texto pode ser lido na integra aqui:

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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:09 pm

Armagedom: Conflito Militar ou Batalha Pela Mente?
Jon Paulien, Ph. D., Deão da Escola de Religião
Universidade de Loma Linda, Loma Linda, Cal., EUA.

A linguagem de Apocalipse 16 e 17 é de caráter militar, o que tem levado muitos a presumirem que a grande batalha do fim dos tempos será a III Guerra Mundial, um conflito entre nações do mundo numa escala nunca vista antes. Contudo, se a linguagem da Batalha do Armagedom é militar, o seu sentido é espiritual. Linguagem militar é empregada como uma metáfora do evangelho.
Muitas interpretações de diferentes estudiosos têm sido oferecidas para o “secamento do Rio Eufrates” e a Batalha do Armagedom. Mas que tal se o próprio João propiciar o sentido do Rio Eufrates em seu esboço da visão? Faria então sentido seguir qualquer outra interpretação, diversa da que foi dada pelo próprio João? Creio que a resposta a esta pergunta é óbvia. Assim, vejamos o que o próprio Apocalipse nos diz a respeito do Rio Eufrates, seu secamento, e da Batalha do Armagedom.


Estudar o Novo Testamento assemelha-se a viajar por um paí­s belamente pitoresco. Há muitas coisas bonitas para ver e, contudo, fica uma sensação de que o melhor ainda está por vir. De vez em quando se consegue um lampejo de algo bem no futuro. 2a. Tessalonicenses 2 é um desses lugares. Algumas pessoas o chamam “O Pequeno Apocalipse” porque traz tantas informações sobre o fim do mundo comprimido em espaço tão limitado.
Conquanto o Apocalipse nos conceda um retrato amplo, há tantos detalhes fascinantes que podemos ser levados a perder de vista a floresta por causa das árvores. Assim, antes de explorarmos a Batalha do Armagedom, obtenhamos um lampejo do quadro amplo lendo 2a. Tes. 2:7, 8: “Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iní­quo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda”.
Este texto nos diz que há dois tipos básicos de conhecimento entre o primeiro e segundo advento de Jesus. E esses dois tipos de conhecimento vêm um após o outro, em duas fases históricas. Primeiro de tudo, há o tempo presente, que é um tempo de mistério, um tempo de restrição, em outras palavras, um tempo de ambigüidade. As coisas não parecem tão claras como gostarí­amos que fossem. Nos dizeres de Paulo, “porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; . . . agora vemos como por espelho” (baseado em 1 Cor. 13:9-12).

Um Tempo de Ambigüidade

Durante este tempo de ambigüidade, não há distinção clara, por exemplo, entre o bem e o mal. Há pessoas boas que fazem coisas ruins, muitas vezes sem intenção. Há más pessoas que de vez em quando fazem coisas que são impressionantemente boas ou benéficas para muitos. E não há nação ideal. Embora algumas nações possam ter uma influência mais positiva do que outras, descobrimos muita ambigüidade quando nos distanciamos dos limites do que seria um cego patriotismo.
Nossa era presente é um tempo de mistério e ambigüidade. Durante este tempo de ambigüidade precisamos evitar a tentação de crer que temos tudo perfeitamente claro. Um certo montante de humildade se faz necessário. Mas isso pode ser difí­cil para muitos. às vezes pessoas me perguntam sobre o sentido dos selos e trombetas ou de Daniel 11 e se eu não lhes deixo as coisas claras, parecem determinadas a descobrirem por si mesmas. Fazem-me perguntas como, “segundo a Bí­blia, as coisas encobertas pertencem a Deus (Deu. 29:29). Quais são essas coisas secretas?” Quais serão? Eu não tenho idéia! Por isso a Bí­blia as chama de coisas encobertas! E eu suspeito que algumas dessas coisas encobertas sempre pertencerão a Deus, simplesmente porque Deus é Deus e nós somos limitados no montante do que podemos compreender.
Há, porém, alguma esperança para os curiosos. Segundo 2a. Tess. 2:7, 8 há um tempo de revelação por vir, um tempo quando o bem e o mal serão claramente distinguí­veis. É sobre isso que trata a Batalha de Armagedom. Apocalipse 16 e 17 desenvolvem o tempo de “revelação” em 2a. Tessalonicenses 2. Descrevem tão claramente quanto podemos compreender antes do tempo exatamente como se darão os eventos finais. O drama da Batalha do Armagedom desponta por sobre a ambigüidade e esclarece muitas das coisas encobertas. Até o grau em que os seres humanos possam entender o futuro, o quadro obtém o devido enfoque nos capí­tulos que estamos para explorar juntos.
Começando por Apocalipse 16:12, adentramos-nos no cerne da batalha do tempo do fim. Conseguiremos uma boa medida de clareza com respeito à consumação de todas as coisas. O propósito desses textos é revelar como os poderes que se opõem a Deus e a Seu povo no final dos tempos encontrarão o seu fim. Também nos ajudam a entender como permanecer fiéis a Deus nas provas finais que nos sobrevirão.
Para entender a batalha do Armagedom começamos com o sexto anjo num verso-chave, que é Apocalipse 16:12. Tal verso introduz um breve sumário do Armagedom (Apo. 16:12-21), expandido por uma elaboração mais detalhada nos capí­tulos que se seguem (Apocalipse 17-19). Embora muito do material que se segue seja de minha própria autoria e pesquisa, expresso o meu débito de gratidão ao Dr. Hans LaRondelle, em particular, que, como meu professor, transmitiu-me inspiração para que me aprofundasse nos estudos do Apocalipse.

Quatro Etapas Principais Para Interpretar as Visões Simbólicas do Apocalipse

Conquanto os capí­tulos sobre a Batalha do Armagedom tenham o propósito de conceder uma clareza básica aos mistérios do Fim, as verdades não jazem à superfí­cie. Esses são textos extremamente desafiadores que têm sido sujeitos a uma ampla variedade de interpretações no passado. Assim, antes de nos aprofundarmos no exame desses textos, seria de auxí­lio passar rapidamente em revista as etapas básicas de interpretação que são expostas na introdução do meu livro The Deep Things of God [As coisas profundas de Deus]. Tal obra propicia em considerável detalhe as ferramentas e processos que permitem que o ensino do Apocalipse venha à tona naturalmente a partir do texto. A meta é entender a intenção divina para o livro, em vez de querer introduzir nossas próprias idéias e preocupações nas enigmáticas imagens do texto. Sumariarei a estratégia interpretativa do livro aqui brevemente.
Há quatro principais etapas envolvidas no desenvolvimento das visões simbólicas do Apocalipse. A primeira é a estratégia empregada em qualquer outra passagem do Novo Testamento. Eu a chamo “exegese básica”. Significa examinar cuidadosamente as palavras, cláusulas, gramática e sintaxe de cada verso em que esteja interessado. Empregam-se dicionários, concordâncias e comentários para reunir tanta informação quanto se possa a respeito do texto em seu contexto original. Esse material é cuidadosamente comparado com o que pudermos aprender a respeito da história, cultura e ambientação da Ásia Menor do primeiro século, o lugar em que o livro foi escrito.
Mas no Apocalipse pode-se entender perfeitamente bem o que o texto está dizendo e ainda não ter idéia do que o texto significa. Por exemplo, é evidente que a primeira trombeta (Apo. 8:7) retrata um anjo no céu soprando uma trombeta com a conseqüente saraiva e fogo, misturados com sangue, e lançados à Terra, o que causa a queima da terceira parte da Terra, das árvores e de toda erva verde. Não há dúvida quanto ao que o texto descreve. O problema é, mas o que significa isso?
É nisso que um criterioso estudo do Apocalipse tem exposto três estratégias adicionais para o entendimento de textos como a primeira trombeta. Examina-se o texto à luz da estrutura global do livro, examinam-se as alusões e ecos ao Velho Testamento no texto, e descobre-se o impacto que o evangelho teve na transformação de imagens veterotestamentárias à luz do que Cristo realizou por nós. Todas as três dessas estratégias ampliadas se farão necessárias a fim de entender o que se passa em Apo. 16:12 (minha tradução): “O sexto anjo derramou a sua traça sobre o grande rio Eufrates, e suas águas se secaram a fim de que fosse preparado o caminho para os reis do sol nascente”.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:10 pm

O Rio Eufrates

Assim como se dá com a primeira trombeta, as imagens são bem óbvias à superfí­cie. Não é difí­cil entender o que o texto declara, mas é bem mais difí­cil saber o que o texto significa. Assim, precisamos aplicar o método mais extenso em quatro etapas acima sintetizadas.
A “taça” nesse texto é provavelmente uma imagem do santuário, extraí­da do Velho Testamento. Mas embora essa imagem seja extraí­da do santuário, no Apocalipse a taça provoca enorme destruição da Terra e seus moradores: chagas, água transformando-se em sangue, rios e fontes também virando sangue, e o sol castigando as pessoas com intenso calor. Em cotejo com as pragas anteriores, a sexta praga não parece nada. É meramente o secamento de um dos milhares de rios do planeta. Não só isso, mas o Rio Eufrates historicamente tem sido às vezes sazonal, secando de tempos em tempos. Mas as primeiras impressões no Apocalipse freqüentemente estão longe da marca. Há muito mais por sob a superfí­cie desse texto.
Uma das caracterí­sticas do Rio Eufrates nos tempos antigos era que passava pelo centro de Babilônia, a antiga cidade que era a capital de um antigo império. Babilônia era parecida com Kansas City. Há duas cidades em dois Estados diferentes, divididas somente pelo Rio Missouri. Conquanto divididas pelo rio e por barreiras polí­ticas, Kansas City é uma cidade unificada para todos os propósitos práticos. Assim, a menção ao Rio Eufrates neste texto provavelmente prepara o terreno para muitas menções de Babilônia nas passagens seguintes: Apocalipse 16:19; 17:5; 18:2, 10, 21. E seja o que represente o Rio Eufrates neste verso, o seu secamento prepara o caminho para os reis que vêm do oriente, sejam eles quem forem.

Qual é o Sentido do Secamento do Eufrates?

Há três perguntas cruciais que vêm à mente ao se buscar o sentido mais profundo de Apo. 16:12. A primeira é, o que o Rio Eufrates significa neste texto? É literalmente o Rio Eufrates na antiga Mesopotâmia? Ou é um sí­mbolo de algo mais? Em segundo lugar, o que vem a ser o secamento, afinal? Isso seria literal ou simbólico?
Seremos capazes de responder a estas três perguntas aplicando as três estratégias ampliadas, acima indicadas.

(1) João explica o sentido do Rio Eufrates no capí­tulo 17, assim a chave para entender essa imagem será achada por examinar o contexto mais amplo.

(2) O segredo de seu secamento emerge, contudo, somente de um cuidadoso exame da tradição veterotestamentária da queda de Babilônia em Jeremias 50, 51 e Isaí­as 44-47. Entender as alusões de João ao Velho Testamento é amiúde crí­tico para a interpretação correta.

(3) Os reis do oriente podem ser entendidos por examinar o significado de “oriente” noutras partes do Novo Testamento. O Apocalipse é um livro neotestamentário e muitos aspectos do livro podem somente ser entendidos com referência aos demais 26 livros do NT.

Assim, consideremos primeiro como o quadro mais amplo do livro de Apocalipse explica com clareza o significado do Rio Eufrates no texto em lide. Um dos anjos com as sete taças de Apocalipse 16 retorna para explicar algo a João. “Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas” (Apo. 17:1).

O Significado de “Muitas Águas”

Claramente, esta visão e a que se segue têm o intuito de explicar uma das sete pragas das taças, do capí­tulo dezesseis. Mal qual? Note-se que o anjo convida João a observar a punição da “grande prostituta” que está assentada sobre muitas águas”. Assim, a praga sendo explicada deve ter algo a ver com água. Uma rápida pesquisa das sete últimas pragas em Apocalipse 16 revela que três das pragas relacionam-se com água. A segunda praga cai sobre o mar, a terceira sobre rios e fontes da Terra, e a sexta praga cai sobre o Rio Eufrates. A questão crucial é--qual dessas três pragas está em foco aqui? O capí­tulo 17 será uma elaboração dessa praga.
É de auxí­lio observar que o conceito de “muitas águas” não surge do nada. Acha-se em Jer. 51:12-13: “Arvorai um estandarte sobre os muros de Babilônia, reforçai a guarda, colocai sentinelas, preparai as emboscadas; porque o Senhor tanto intentou como efetuou o que tinha dito acerca dos moradores de Babilônia. 퀜 tu, que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros! é chegado o teu fim, a medida da tua ganância”. Quais seriam as “muitas águas” sobre que Babilônia morava? A água do Rio Eufrates! Isso é confirmado quando descobrimos a identidade da grande prostituta em Apo. 17:4, 5: “A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, . . . e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra”.
A grande prostituta não é outra senão Babilônia, a Grande, a cidade gêmea sobre ambas as margens do Rio Eufrates! As duas metades de Babilônia tinham cada qual uma milha quadrada. Se a grande prostituta é Babilônia, então as “muitas águas” do vs. 1 devem ser o Rio Eufrates. Assim, seria muito óbvio neste ponto concluir que o anjo que vem até João no princí­pio de Apocalipse dezessete é o sexto anjo que havia derramado sua taça sobre o grande Rio Eufrates. Este mesmo anjo retornou para detalhar a sexta praga.
Em muitas partes do Oriente Médio, a chuva é mí­nima, ou inexistente. Um lugar que tem abundância de água é verdadeiramente digno de nota. Um desses lugares é o Egito, onde o fluxo caudaloso é alimentado pelas montanhas cobertas de neve da África norte-central. A outra parte é a Mesopotâmia (que significa “entre rios”), onde as águas do Tigre e o Eufrates fluem desde montanhas cobertas de neve da Turquia e Irã. Lugares secos podem contar com muita água se os rios que passam por eles são alimentados de locais onde a chuva e a neve sejam abundantes.

O Que Representa o Rio Eufrates?

Mas isso deixa em aberto a pergunta--o que o Rio Eufrates significa neste texto? É literalmente o Rio Eufrates na antiga Mesopotâmia? Ou é um sí­mbolo de algo mais? Os intérpretes têm oferecido uma variedade de respostas a estas perguntas. Alguns têm sugerido que o Rio Eufrates representa . . . o Rio Eufrates! Uau! Conquanto esta seja certamente uma possibilidade em qualquer texto bí­blico, não creio que é a interpretação correta aqui, como veremos.
Outros intérpretes têm sugerido que o Rio Eufrates representa a terra ou o território pelo qual o rio flui. Um problema com esse ponto de vista é que o território pelo qual corre o Eufrates parece ter mudado de mãos um bocado de vezes no curso da história. No século XIX a inteira extensão do Eufrates fluí­a pela Turquia. Hoje a maior parte do Rio Eufrates flui através do Iraque. Por um tempo, alguns intérpretes pensavam que o Rio Eufrates representava Saddam Hussein, mas essa interpretação parece bastante desatualizada atualmente. Outros ainda levantaram hipóteses mais criativas ainda alegando que representaria o petróleo do Oriente Médio. O secamento do rio representaria uma escassez no suprimento de petróleo.
Todas essas interpretações têm sido convincentes para algumas pessoas numa ou noutra ocasião. Mas permita-me dirigir-lhe uma pergunta: se o próprio João propiciar o sentido do Rio Eufrates em seu esboço da visão, faz sentido seguir qualquer outra interpretação diversa da que foi dada pelo próprio João? Creio que a resposta a esta pergunta é óbvia. Assim, vejamos o que o próprio Apocalipse nos diz a respeito do Rio Eufrates.
A chave para a instrução do anjo a João se acha no vs. 15: “Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e lí­nguas”. Onde vimos esta linguagem antes? Esta é uma referência ao vs. 1! Ali o anjo disse a João que lhe seria mostrado uma grande prostituta que se assenta sobre muitas águas. Assim agora no vs. 15 o anjo está para explicar o sentido do Rio Eufrates! As águas que João viu no vs. 1 são “povos, multidões, nações e lí­nguas”.
Agora se fez claro que o Rio Eufrates não representa a si próprio. Nem representa uma nação única ou o lí­der de uma nação, como Saddam Hussein. Também não representa uma substância, como o óleo do Oriente Médio. No livro de Apocalipse o Rio Eufrates é representativo de poderes civis e seculares do mundo inteiro. Todas as nações, toda as raças e grupos étnicos, todos os grupos lingüí­sticos estão representados. O Rio Eufrates é sí­mbolo dos poderes polí­ticos e militares do mundo que darão o seu apoio à Babilônia do tempo do fim.
Babilônia, por contraste, é algo mais do que os poderes polí­ticos deste mundo. A prostituta Babilônia é descrita em vestes semelhantes à trajada pelo Sumo Sacerdote no Israel do Velho Testamento (Apo. 17:4-5; cf. Êxo. 28 e 39). Ela também sofre a sorte da filha de um sacerdote por sua prostituição (Apo. 17:16; cf. Lev. 21:9). Assim, a prostituta Babilônia claramente representa um poder religioso ao tempo do Fim que é hostil ao Cordeiro e àqueles que estão com ele (17:14).
Estão começando a ver que a sexta praga deve ser muito mais significativa do que parecia à primeira vista? Afinal de contas, se estamos tratando com o secamento de um rio que muitas vezes é seco no alto verão, a praga termina não significando muita coisa. Mas o Rio Eufrates simboliza os poderes civis, seculares e polí­ticos deste mundo, o secamento desse Eufrates se torna um evento muito relevante na história do planeta. A metodologia interpretativa que estamos seguindo mostra que o livro de Apocalipse muitas vezes interpreta os seus próprios sí­mbolos, se formos suficientemente pacientes para pesquisar com cuidado.
Quando modernas nações atuam juntas, ainda que com certa independência, chamamos a isso uma aliança (como a OTAN, por exemplo). Quando uma nação em particular é suficientemente poderosa e determinada a dominar outras pela força, chamamos a isso de um império. No final dos tempos, o Rio Eufrates representa o poder de muitas nações apoiando o império de Babilônia. O que representaria o secamento do Rio Eufrates, então? Provavelmente a retirada de apoio das nações para a Babilônia do tempo do fim. Quando a Babilônia do tempo do fim perder o seu sistema de apoio de nações, ela cairá. Como Babilônia cai ao fim dos tempos é esclarecido quando examinamos o pano de fundo do Velho Testamento do secamento do Rio Eufrates.

[Continua no próximo quadro]
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:10 pm

[Continuação do quadro anterior]
O Secamento do Rio Eufrates

Permita-me recordar aos que leram o livro The Deep Things of Gode o livro de Apocalipse faz paralelo ao Velho Testamento de dois modos distintos: alusões e ecos. O propósito de uma alusão é conduzir o leitor a uma passagem especí­fica do Velho Testamento e aplicar o seu significado para o Apocalipse. Numa alusão João pretende que o leitor reconheça a conexão entre textos e se cientifique do contexto mais amplo no Velho Testamento. O contexto veterotestamentário ajuda a explicar o sentido do Apocalipse. Uma palavra, uma frase, um sí­mbolo pode tornar-se uma ilustração que substitui mil palavras. Reconhecer uma alusão abre janelas para o sentido que o autor quer dar. Perder de vista a alusão deixa o significado do autor em dúvida.
Um eco, por outro lado, não se baseia em intenção consciente. João pode usar a linguagem do Velho Testamento sem conscientemente perceber de onde essa linguagem derivou no Velho Testamento. Um eco é um emprego que está “no ar”, as pessoas apenas a apanham do ambiente em que vivem. Seria particularmente fácil ecoar o Velho Testamento se você tivesse sido criado numa sinagoga judaica onde ouviria constantemente o Velho Testamento citado e referido em muitas maneiras. Seria natural que empregasse do Velho Testamento, mas não estaria sempre ciente de que o Velho Testamento foi a fonte das expressões que está empregando.

Alusões Veterotestamentárias à Queda de Babilônia

A questão básica aqui é que quando o autor de Apocalipse alude ao Velho Testamento, o propósito é que o leitor incorpore o contexto todo dessa passagem à narrativa em mão. O “secamento do Rio Eufrates” trata muito mais do que uma mera descrição de um rio durante uma estação seca. Essa frase nos liga com toda uma narrativa veterotestamentária do Velho Testamento. A fim de entender a visão de João tem-se que entender o mundo em que ele viveu. Perder isso de vista é deixar de entender e interpretar errado o texto.
Em Apocalipse16-18 há múltiplas alusões à descrição veterotestamentária da queda de Babilônia. O relato do Velho Testamento pode ser encontrado em três locais: Jeremias 50-51; Isaí­as 44-47; e Daniel 5. Desejo chamar sua atenção particularmente para Jeremias 50 e 51. começaremos com Jer. 50:33-34: “Assim diz o Senhor dos exércitos: Os filhos de Israel e os filhos de Judá são juntamente oprimidos; e todos os que os levaram cativos os retêm, recusam soltá-los. Mas o seu Redentor é forte; o Senhor dos exércitos é o seu nome. Certamente defenderá em juí­zo a causa deles, para dar descanso à terra, e inquietar os moradores de Babilônia”.
Este texto torna claro que a queda de Babilônia não foi um acidente. Era parte do propósito direto de Deus. Babilônia havia se tornado um opressor de Israel e Deus desejava demonstrar o Seu poder de defender e livrar o Seu povo. Numa ocasião Deus havia usado Babilônia para disciplinar e corrigir o Seu povo. Mas os babilônios passaram dos limites nesse papel e se tornaram abusadores. Deus pode exercer disciplina mas Ele não aprova o abuso e a opressão.
Quando o tempo para a disciplina de Israel findou (os 70 anos de cativeiro), Deus intencionou livrá-los mesmo se os babilônios não quisessem isso. Deus continua Sua condenação aos babilônios: “A espada virá sobre os caldeus, diz o senhor, e sobre os moradores de Babilônia, e sobre os seus prí­ncipes, e sobre os seus sábios. A espada virá sobre os paroleiros [falsos profetas-NIV], e eles ficarão insensatos; a espada virá sobre os seus valentes, e eles desfalecerão” (Jer 50:35-36).
Neste texto o Senhor declara um ataque contra os babilônios. Mas Ele não o faz numa linguagem genérica, antes dá enfoque aos oficiais e sábios, guerreiros e falsos profetas de Babilônia. Com o que estamos lidando aqui? É uma lista das pessoas que tornavam Babilônia forte; seus administradores, seus pensadores, seus lí­deres religiosos e seu pessoal militar. Uma nação não é mais forte do que a qualidade daqueles que a dirigem e que por ela combatem. A profecia prossegue: “A espada virá sobre os seus cavalos, e sobre os seus carros, e sobre todo o povo misto, que se acha no meio dela, e eles se tornarão como mulheres; a espada virá sobre os seus tesouros, e estes serão saqueados”. (Jer 50:37, NIV).

O Fim Previsto de Babilônia

Os versos anteriores falam sobre oficiais, sábios e guerreiros. Agora este verso fala sobre cavalos e carros, tropas mercenárias e tesouros. Sobre o que trata isso tudo? Novamente, esta é uma lista dos recursos que tornaram Babilônia poderosa! Cavalos e carros eram como tanques do mundo antigo. Os recursos financeiros de Babilônia eram também significativos em sua defesa. Com muitos tesouros ela podia contratar exércitos de outras nações para combater por ela. Babilônia é somente tão forte quanto os recursos de pessoas e tesouros que a defendem. Mas há um recurso mais que não foi ainda alistado: “Cairá a seca sobre as suas águas, e elas secarão; pois é uma terra de imagens esculpidas, e eles pelos seus í­dolos fazem-se loucos” (Jer 50:38).
O que são as águas agora sendo secas? As águas de Babilônia, o Rio Eufrates! Note-se bem que o Rio Eufrates era parte das defesas da antiga Babilônia. Propiciava-lhe um fosso em torno da cidade que tornava um ataque contra os seus muros quase impossí­vel. Mas o Rio Eufrates era até mais do que isso em Jer. 50:38. Tinha se tornado um sí­mbolo de todos os recursos que apoiavam a antiga Babilônia. O Rio Eufrates não apenas representava o fosso fí­sico em torno da cidade, mas todos os guerreiros e oficiais e tesouros que tornavam Babilônia poderosa. Secar o Rio Eufrates significava a perda de todos os recursos de que Babilônia precisava para sobreviver.
O juí­zo de Deus sobre Babilônia é repetido em Jer. 51:36-37: “Pelo que assim diz o Senhor: Eis que defenderei a tua causa, e te vingarei; e secarei o seu mar, e farei que se esgote a sua fonte: E Babilônia se tornará em montões, morada de chacais, objeto de espanto e assobio, sem habitante”.
Uma vez mais vemos que o secamento do Rio Eufrates é o evento que detona a destruição da antiga Babilônia. Quando nos lembramos do secamento do Rio Eufrates em Apocalipse 16:12, percebemos que há toda uma história por detrás dessa simples declaração. Quando Apocalipse 17:15 interpreta o Rio Eufrates como sí­mbolo dos poderes civis e seculares deste mundo em apoio à Babilônia do tempo do fim, está usando o Rio Eufrates como uma forma coerente de seu uso no Velho Testamento. Os leitores familiarizados com o Velho Testamento acharão a interpretação do Eufrates no Apocalipse bem coerente com o seu significado no passado.
O Significado Profético do Secamento do Rio Eufrates

Mas há mais algumas poucas coisas a aprender sobre o secamento do Rio Eufrates e a queda de Babilônia no Velho Testamento. Para analisar isso, vamos a Isaí­as 44, outro grande texto sobre queda de Babilônia. “Assim diz o Senhor, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas . . . que confirmo a palavra do meu servo, e cumpro o conselho dos meus mensageiros; que digo de Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de Judá: Elas serão edificadas, e eu levantarei as suas ruí­nas; que digo ao abismo: Seca-te, eu secarei os teus rios; que digo de Ciro: Ele é meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz; de modo que ele também diga de Jerusalém: Ela será edificada, e o fundamento do templo será lançado” (Isa. 44:24-28).
As palavras “abismo” e “eu secarei os teus rios” são referências adicionais ao secamento do Rio Eufrates. Assim, Isaí­as introduz outra passagem de queda de Babilônia. Mas há ainda dois elementos adicionais aqui que não encontramos em Jeremias 50, 51. Ocorre a menção a Ciro, o rei da Pérsia, que de fato concretizou a conquista de Babilônia. Há também menção à reedificação de Jerusalém, o propósito derradeiro de Deus para a queda de Babilônia. A profecia predizia tanto a queda de Babilônia quanto a restauração de Jerusalém. Essas coisas aconteceram na história porque Deus disse que assim se daria.
Esta menção de Jerusalém mostra que a profecia tinha um propósito espiritual. A Bí­blia não descreve a Deus como particularmente interessado na ascensão e queda de nações como tais. O fluxo e refluxo da polí­tica somente passam a desempenhar o seu papel escriturí­stico quando o povo de Deus e a causa de Deus de algum modo são afetados. A sorte de Babilônia torna-se importante quando ela prejudica a obra que Deus está tentando realizar sobre esta Terra.

O Chamado Divino a Ciro Para Realizar o Seu Propósito

As profecias são dadas, não para satisfazer a nossa curiosidade sobre eventos polí­ticos, mas para descreverem um Deus justo e amorável que livra o Seu povo opresso e reedifica os lugares que a eles importa. E Ele convoca a Ciro para ser Seu agente sobre a Terra. “Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis; para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão” (Isa. 45:1).
Há algumas poucas coisas que desejo que observem sobre este verso. Primeiro, ele nos fala que o próprio Senhor providenciará para que as portas de Babilônia sejam aberta quando os exércitos de Ciro chegarem. Embora Ciro possa ter usado habilidades de engenharia para desviar o fluxo do rio de modo que os seus soldados pudessem marchar sobre o seu leito seco, isso ainda não lhe concederia a entrada na cidade, a menos que os seus portões ao longo das margens estivessem abertos. Assim, cem anos antes que ocorresse, Deus assegurou a Ciro que Ele está em controle da parte da situação que Ciro não podia controlar.
Outra coisa que quero que observem é que Deus chama a Ciro de Seu “ungido”. A palavra hebraica para “ungido” é meshiach, da qual deriva a palavra “Messias”. Há somente duas ocasiões no Velho Testamento em que a palavra “Messias” é empregada para um futuro libertador. Uma dessas é geralmente entendida como uma profecia de Jesus (Dan. 9:25). A outra se acha aqui, uma referência a Ciro. Deus chama a Ciro, um rei pagão, de Messias! Isso é verdadeiramente impressionante quando lemos até o vs. 4 no mesmo capí­tulo: “Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido, eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome, ainda que não me conheças”. O Messias Ciro não é um crente, contudo Deus o honra concedendo-lhe tal tí­tulo.
O que é esse tí­tulo de honra que Deus concede a Ciro? É claramente o termo “Messias”, no vs. 1. Deus convoca Ciro por nome cem anos em antecipação e o chama de Messias, ainda que Ciro não O reconheça. Ele é um rei pagão. Ele é um descrente. Contudo Deus chama a Ciro de Messias. Deus tem mais mente aberta do que nós! Se você e eu fôssemos consultados a respeito desta decisão, irí­amos objetar. Deus não tem nada que usar uma designação dessas para um descrente! Mas foi o que Ele fez! Por quê? Porque Ciro seria aquele a quem Ele empregaria para livrar o Seu povo: “Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido”.
O tí­tulo era apropriado porque Ciro funcionaria como um tipo de Messias que um dia libertaria o povo de Deus da escravidão e dessa triste existência. E permita-me fazer notar, em antecipação, Ciro foi para Babilônia a partir do Oriente! Ele veio da Pérsia, o Irã de nossos dias, que se localiza a leste do Iraque, local da antiga Babilônia.
Conquanto as predições fossem escritas 50 a 150 anos antes de Ciro entrar em cena, o cumprimento histórico foi preciso e é confirmado por antigos historiadores, tais como Heródoto e Tucí­dides. Os exércitos de Ciro vieram do oriente, acamparam ao norte de Babilônia. Seus engenheiros escavaram uma depressão nas redondezas e desviaram a corrente do Rio Eufrates para a depressão, permitindo que os soldados de Ciro marchassem sob os portões da cidade acima do rio.
Sincronizando o desvio para tirar vantagem de um dia festivo dentro da cidade, os soldados de Ciro descobriram que os guardas, embriagados, haviam deixado os portões abertos ao longo da margem. Eles invadiram a cidade, conquistando-a e matando o seu governante, Belsazar (descrito em Daniel 5). Nos meses e anos que se seguiram, Ciro iniciou um processo pelo qual o espalhado remanescente de Israel foi encorajado a retornar para casa e reedificar o templo e a cidade de Jerusalém.

A Conexão Entre a Batalha do Armagedom e a Queda de Babilônia

Seja observada a seqüência total uma vez mais: Nos tempos do Velho Testamento, Ciro, o rei da Pérsia, secou o Rio Eufrates literalmente a fim de conquistar Babilônia, para permitir Israel seguir em liberdade e reedificar Jerusalém. Essa narrativa claramente estabelece o fundamento para a última porção do livro de Apocalipse. Em Apocalipse um Ciro do fim dos tempos (os “reis do oriente”) seca o Rio Eufrates do tempo do fim, conquista a Babilônia do tempo do fim para libertar o Israel do tempo do fim e edificar uma Nova Jerusalém! A subestrutura fundamental da narrativa da Batalha do Armagedom está firmada no relato veterotestamentário de Ciro e a queda de Babilônia. A conquista de Ciro é, por assim dizer, um subtexto para tudo quanto ocorre em Apocalipse 16-22. Notar esta conexão é entender o que está se passando na Batalha do Armagedom. Perder essa conexão é perder o ponto central desses eventos dos tempos finais.
Intérpretes e evangelistas têm feito muitas observações importantes com respeito ao entendimento do Apocalipse e dos eventos finais da história da Terra. Mas temos tido a tendência de avançar muito rapidamente de texto para história de modo a perder a história fundamental na própria visão. Isso pode nos impedir de entender o quadro completo que Deus deseja que assimilemos. Quando interpretamos o Apocalipse com base num entendimento pleno de seu pano de fundo veterotestamentário muitas coisas que eram misteriosas antes são esclarecidas.

[Conclui no próximo quadro]
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:10 pm

[Conclusão do quadro anterior e do artigo]

Reis Que Vêm do Oriente

Voltando a Apo. 16:12, aprendemos pelo contexto que o Rio Eufrates representa os poderes civis e seculares deste mundo (Apo. 17:15). Do Velho Testamento aprendemos como o Rio Eufrates funcionava como um sí­mbolo dos recursos polí­ticos, econômicos e militares de Babilônia (particularmente Jer. 50:33-38). Em Apo. 16:12 a água do Rio Eufrates foi secada para preparar o caminho para os reis do oriente. Para entender os “reis do oriente” é de auxí­lio considerar como o termo “oriente” é empregado por todo o Novo Testamento.
Quando nos volvemos ao Novo Testamento, aprendemos que o termo “oriente” é empregado em duas maneiras diferentes: 1) como uma referência direcional, e 2) como um sí­mbolo de Jesus Cristo e a obra que Ele está realizando. O termo é empregado, primeiro que tudo, nas narrativas da natividade em Mateus. Os homens sábios trouxeram presentes ao bebê Jesus vindos do “oriente” (Mat. 2:1, 2, 9). Assim, o termo “oriente” pode simplesmente significar “leste”. “Em que direção você seguiu?” “Oh, eu fui no rumo do oriente”.
Tais empregos provavelmente não sejam teologicamente significativos. Mas o segundo tipo de uso, o mais simbólico, é muito mais interessante. Em torno do tempo em que João Batista nasceu, o seu pai Zacarias cantou um cântico de celebração, indicando que João prepararia o caminho para alguém maior do que ele: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altí­ssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados, graças à entranhável misericórdia do nosso Deus, pela qual nos há de visitar a aurora lá do alto . . .” (Lucas 1:76-78).
Esta passagem contém uma clara referência à primeira vinda de Jesus. O termo “aurora” em si mesmo parece ser um tí­tulo ou nome do futuro Messias. Também é aplicado a Jesus em Mateus 24:27, como a direção da qual Jesus virá a segunda vez. O termo é também empregado em Apocalipse 2, onde um anjo--seja Cristo ou um anjo--sobe do sol nascente. Assim, por todo o Novo Testamento “nascente” é empregado como um termo direcional, ou como uma referência a Cristo, e nunca o seu emprego é negativo. Assim, enquanto os reis do “oriente” em Apo. 16:12 possa meramente indicar a direção da qual os reis procedem, à luz do quadro global parece que isso tem relação com Cristo em alguma maneira.

Os Reis do Oriente São Uma Confederação dos Santos

Mas se esse for o caso, por que consta “reis”, no plural? No subtexto original, Ciro é “o rei” e empregar o singular em Apo. 16:12 pareceria fazer mais sentido. Mas a resposta é provavelmente encontrada em Apo. 17:14, onde as nações do mundo “combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e eleitos, e fiéis”.
Na batalha final, o Cordeiro não está sozinho. Ele é o “Rei dos reis”, havendo muitos reis com Ele. Quem são esses demais reis? Os Seus crentes chamados, escolhidos e fiéis. Estes são exatamente os “reis e sacerdotes” anteriormente referidos no livro (Apo.1:5; 5:9-10). Assim, os “reis do oriente” não são outros senão Jesus Cristo e os Seus seguidores na batalha final da história da Terra. O secamento do Rio Eufrates prepara o caminho para a vitória final de Cristo e Seu povo no fim dos tempos. Na batalha do tempo do fim, o lado de Deus é chamado de “reis do oriente”.
Assim, os reis do sol nascente são realmente a confederação dos santos do tempo do fim (Apo. 14:12) de toda nação, tribo, lí­nguas e povo (Apo. 14:6). Eles recebem variados nomes no Apocalipse. São o remanescente (Apo. 12:17), são os 144.000 (Apo. 7:4-9 e 14:1-5), são a grande multidão (Apo. 7:9-12), são aqueles que vigiam e guardam as suas vestes (Apo. 16:12). A chave para a sua vitória na batalha final é o secamento do Rio Eufrates.

Batalha Pelas Mentes

Nos últimos dias da história terrena, portanto, haverá uma confederação mundial dos santos. Por todo o mundo, haverá um povo que será fiel a Jesus e estará do Seu lado na crise final. Eles O adorarão e a Ele somente. Provavelmente não estarão bem organizados num sentido institucional. Mas são claramente definidos em termos de seu novo comportamento.
Mas que tipo de batalha é a Batalha do Armagedom? Que tipo de papel os santos terão nesse confronto? Meu estudo do Novo Testamento me diz que a Batalha do Armagedom não é tanto sobre tanques e aviões e artilharia, senão uma batalha pelas mentes de todo ser humano sobre a face da Terra (Apo. 14:7; 16:15). É uma batalha entre duas trindades, cada uma empregando um trio de anjos para persuadirem os seres humanos a estarem do seu lado no conflito (Apo. 14:6-12; 16:13,14).
O Armagedon será a conclusão de uma guerra que tem se desenrolado ao longo da história cristã. A mais clara descrição dessa guerra é encontrada na segunda carta de Paulo aos corí­ntios: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milí­cia não são carnais” (2 Cor. 10:3-4).

Uma Batalha Espiritual

Quais são as armas carnais? São armas que lhe despedaçam num sentido fí­sico. Os rifles de assalto AK-47 são armas carnais. Um avião antitanque A-10 é uma arma carnal. Jatos militares F-15 são armas carnais. Tanques M1A1 são armas carnais. Paulo está nos dizendo que o tipo de combate em que estão envolvidos os seguidores de Cristo não tem o recurso de armas carnais. As armas de nossa luta espiritual são diferentes: “pois as armas da nossa milí­cia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocí­nios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (2 Cor. 10:4-5).
Você teve que lutar com os seus pensamentos hoje? Isso tem tudo a ver com a batalha do Armagedom! É uma batalha pela mente. Uma batalha contra falsas idéias, uma batalha contra o poder do inimigo, uma batalha pelo domí­nio próprio. E nessa batalha Deus terá a Seu lado o Seu povo de toda nação, lí­ngua, tribo, e formação religiosa, uma confederação mundial dos santos.

Linguagem Militar Como Metáfora do Evangelho

A linguagem de Apocalipse 16 e 17 é de caráter militar. Isso tem levado muitas pessoas a presumirem que a grande batalha do fim dos tempos será a III Guerra Mundial, um conflito entre nações do mundo numa escala nunca vista antes. Mas as primeiras impressões nem sempre são as mais exatas. A linguagem da Batalha do Armagedom é militar, os nomes e conceitos são extraí­dos de batalhas do Velho Testamento, mas o sentido é espiritual. Linguagem militar é empregada como uma metáfora do evangelho.
Israel no Novo Testamento é uma metáfora para a Igreja, todos aqueles que adotam o evangelho e fielmente seguem o caminho de Jesus. Ciro se torna um sí­mbolo de Cristo e Seu povo Babilônia e o Rio Eufrates tornaram-se metáforas dos inimigos globais de Deus ao final da história da Terra. No Apocalipse, as coisas nem sempre são como parecem.
Isso significa que a grande batalha no Final terá implicações extremamente pessoais. Cada pessoa sobre a Terra será levada a uma decisão em favor ou contra a trindade verdadeira ou sua contrafação. O aspecto mais solene do ensino do Apocalipse é a asserção de que a decisão não pode ser postergada para sempre. Virá um tempo em que os anjos não mais segurarão os ventos, será tarde demais para o selamento (Apo. 7:1-3). Será tarde demais para ouvir a proclamação dos mistérios do evangelho (Apo. 10:7). Não mais haverá intercessor no templo celestial (Apo. 15:5-8). Os sujos e injustos permanecerão sendo sujos e injustos (Apo. 22:11). E esse encerramento do tempo de graça humano é coerentemente retratado como ocorrendo antes do Fim.
Segundo a perspectiva do Apocalipse, o destino de cada pessoa sobre a Terra será fixado, contudo a vida prosseguirá por um tempo. A maioria não saberá quando essa hora terrí­vel terá lugar.
O quadro bí­blico da Batalha do Armagedom, portanto, nos apela à responsabilidade. Nossas decisões e nossas ações importam muito no esquema derradeiro das coisas. Nas pequenas batalhas do dia-a-dia que temos com nossos pensamentos estamos praticando para a maior das batalhas pela frente. A maior batalha para o cristão é uma batalha pela mente--dar enfoque às reais prioridades da vida. A Batalha do Armagedom tem que ver com aliança intelectual, emocional, e espiritual. A grande tarefa que os cristãos defrontam agora é disciplinar a mente e controlar os pensamentos a fim de preparar-se para estar do lado de Deus na batalha final da história deste planeta.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:11 pm

A ESCATOLOGIA DO AQUECIMENTO GLOBAL E O EMPENHO DE “SALVAR O PLANETA”
Tem-se sempre percebido que os homens tendem a se unir sob o temor muito mais facilmente do que sob uma promoção de boa vontade (do tipo “acordos ecumênicos”).
E o maior temor que afeta o mundo atualmente é o “aquecimento global”. Daí­, as medidas que estão sendo propostas para isso é que causam preocupação, principalmente quando idéias e mais idéias são levantadas a partir de um poder que no passado já foi dominante sobre a sociedade humana, derrubando e impondo governantes sobre povos e nações.
A nova mantra do “salvemos o planeta” é uma jogada muito conveniente para o Vaticano apresentar-se como lí­der no mundo sob cuja guia todos devem dispor-se no objetivo comum de nos livrar de ameaças tremendas que se antecipam dada a crise climática global. Al Gore, o premiadí­ssimo militante da defesa do planeta disse que se em 10 anos não se encontrar uma solução para a crise do planeta, chegaremos a uma condição IRREVERSIVEL--ou seja, não haverá mais salvação para nosso mundo--espécies se extinguirão em massa, os oceanos invadirão ilhas e cidades praianas, secas terríveis afetarão regiões outrora férteis e bem regadas por chuvas e rios, enchentes noéticas dominarão terras outrora livres de tais fenômenos. . .
Recente edição da revista Time (31-12-07) traz uma entrevista com Al Gore, que ficou em segundo lugar na escolha da POY (“Person of the Year”), tradicional promoção de décadas da revista para escolher quem dentro do ano findo foi a pessoa que mais exerceu influência no mundo (para o bem ou para o mal). O escolhido este ano foi o chefão russo Vladimir Putin.
Eis um trecho significativo de sua entrevista:

Falando do “fracasso” evidente de todos os esforços para conter a maré montante de problemas ambientais, a despeito de toda a sua pregação e premiação (de seu filme-documentário “A Verdade Inconveniente” e do Prêmio Nobel), diz Al Gore:

Meu enfoque está em continuar galvanizando uma reação global. É a maior honra que eu já pude obter [receber o Prêmio Nobel], mas é difí­cil celebrar o reconhecimento de um esforço que até aqui tem fracassado. Eu não me dou por vencido, mas até agora, eu fracassei. Nós todos fracassamos.


E diante da pergunta do entrevistador Bryan Walsh, “Por que emprega a palavra fracassar?” o ex-vice-presidente americano responde:

Hoje estamos lançando 70 milhões de toneladas de poluentes que provocam aquecimento global no meio-ambiente e amanhã vamos lançar mais ainda, e não há qualquer reação eficaz da comunidade mundial. Até que comecemos a reduzir drasticamente a poluição que causa esse aquecimento global, sinto que falhei. Não há precedente para a mobilização requerida. Os exemplos mais próximos são quando as nações se mobilizam para a guerra.


Mais adiante ele prossegue pessimisticamente:

A calota polar do norte, segundo os melhores cientistas do mundo, como que desabou de um penhasco este ano. Os sinais de que o mundo está ficando fora de uma operação normal são cada vez mais difí­ceis de se deixar de interpretar como tal. A questão é como convencer suficiente número de pessoas para reunir uma massa crí­tica de opinião urgente, nos Estados Unidos e pelo resto do mundo”.

Tudo indica que a crise final terá que ver com essas questões que tanto preocupam lí­deres conscientes no mundo dos maus efeitos da desastrada mordomia do planeta exercida pelo homem. Estamos todos colhendo os maus frutos da má semeadura. E a sega de todo esse joio só começou. . . .
E por cima disso tudo assistimos ainda o retorno da proliferação atômica como outro ângulo de problemas insolúveis que afetam os seres humanos. E onde está a ONU nesse contexto todo que não revela sua força decisiva para conter esses maus efeitos da atividade humana sobre o mundo fí­sico, polí­tico e social?
Noutro fórum há quem, pretendendo-se “iluminado por Deus” com interpretações mirabolantes de profecias, veja a ONU como o grande fator de cumprimento profético, o que não bate de jeito nenhum com os fatos. . .
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