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 Entendendo as Profecias das Escrituras

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MensagemAssunto: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 4:57 pm

Olá, amigos e irmãos

Oferecemos neste tópico, que estará trancado, uma série de estudos sobre as profecias bíblicas, bem ilustrados, começando de um estudo que é considerado verdadeiro bê-a-bá para entender as mensagens proféticas das Escrituras: o sonho da estátua de Nabucodonosor como interpretado pelo profeta Daniel (cap. 2 de seu livro).
Convidamos todos a acompanhar atentamente os vários estudos que aqui postaremos, buscando na Bíblia, como indicado nos respectivos textos, as devidas respostas e comparando com os comentários esclarecedores que constarão dos estudos. São adaptados da série “A Bíblia Fala”.

Deus Revela o Futuro

Certa noite um ministro viajava para a localidade distante, onde devia dar uma entrevista. A noite estava escura e chuvosa. Ao viajar pela estrada lamacenta e sinuosa, súbito se apagaram as luzes dos faróis de seu carro.
Bem podeis imaginar a preocupação e o temor que o possuíram, ao ver-se diante da tarefa, quase impossível, de guiar o carro a um lugar seguro, sem precipitar-se no abismo que ele sabia achar-se a sua direita, ou ir de encontro à lomba do outro lado.
Só quando se apagaram as luzes foi que ele reconheceu o seu valor, e quanto ele dependia delas, para ver os perigos à frente e fazer as curvas perigosas. Com o auxílio do Senhor, conseguiu parar o carro em lugar seguro. Nunca mais considerou aqueles faróis como coisa banal. Aprendera a dar-lhe o merecido valor.
Ao percorrer o homem a estrada da vida, nesta noite escura que o mundo atravessa, precisa ele de uma luz brilhante que o guie. De todos os lados se ouvem as vozes da humanidade confusa, a perguntar: “Como posso saber o que devera fazer e o que crer? Existirá algum modo de vir a saber o que o futuro me reserva, a mim e aos meus?”
Quão gratos nos devemos sentir por não nos haver Deus deixado a vaguear nas trevas! Possui Ele uma luz maravilhosa, para guiar-nos através da noite tenebrosa, até o Seu reino de luz e vida eternas. Vejamos agora a maneira em que Ele tem usado essa luz a fim de nos revelar onde estamos e para onde vamos.

A Bíblia Fala


1. Que deu Deus ao homem, para guiá-lo nesta época? Ver II Pedro 1:19.

2. Por meio de que agentes comunica Deus Seus segredos à humanidade? Ver Amós 3:7.

Obs.: Leia todo o capítulo de Daniel 2. Notará neste capítulo que Deus Se comunicou com o rei Nabucodonosor, que era o soberano do poderoso Império Babilônio. Por meio de um sonho, Deus esboçou o futuro a esse antigo rei. Daniel 2:29 . Note como Deus usou a Daniel.

3. Por que seria esse sonho de interesse especial aos que vivessem nestes últimos tempos? Ver Daniel 2:28.

4. Quem, disse Daniel ao rei, lhe revelara o sonho? Ver Daniel 2:27 e 28.

5. Que vira o rei em seu sonho? Ver Daniel 2:31-35.

Obs.: Deus, na interpretação deste sonho, esboça a história terrestre desde os dias de Nabucodonosor até o fim do mundo. Mediante os diferentes metais da estátua, revela Ele que haveria quatro impérios mundiais, sucessivamente. A História revela que eles foram: Babilônia (a cabeça de ouro), Média-Pérsia (peito e braços de prata), Grécia (coxas de bronze), e Roma (pernas de ferro). Por essa imagem mostra Ele que o quarto império mundial seria dividido, conforme foi representado pelos pés de ferro e barro.

6. Que representava a cabeça de ouro da imagem? Ver Daniel 2:37 e 38.

Obs.: Babilônia, com sua magnífica ostentação de riqueza, era uma das maravilhas do mundo antigo. Seus formosos edifícios eram entremeados de luxuriantes jardins. Era na verdade a capital do antigo reino de ouro.

7. Como seria o segundo reino, Média-Pérsia, em comparação com Babilônia? Ver Daniel 2:39.

Obs.: Deus disse a Belsazar que os sucessores dos babilônios seriam os medos e persas: Daniel 5:25-31.

8. Que metal representava o terceiro reino, ou seja a Grécia? Ver Daniel 2:39.

Obs.: “As batalhas de Grífico, em 334 antes de Cristo; Isso, no ano seguinte; e Arbela em 331 antes de Cristo, selaram a sorte do Império Persa, estabelecendo o vasto domínio dos gregos”. -- The Divine Program of the World's History, de H. Grattan Guinness, pág. 308.


9. O quarto império mundial, Roma, é representado pelas pernas de que metal? Ver Daniel 2:40.

Obs.: “. . . e as imagens de ouro, ou prata, ou bronze, que podiam servir para representar as nações e seus reis, foram sucessivamente quebradas pela férrea monarquia de Roma”. -- Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 38, par. 1, de Gibbon.

10. Visto como os pés, em parte de ferro e em parte de barro, representavam uma divisão, que devia acontecer ao férreo império romano? Ver Daniel 2:41.

Obs.: Entre os anos 351 e 476 depois de Cristo, uma serie de invasões de tribos bárbaras vindas do norte da Europa varreram o Império Romano e o levaram ao fim. Essas tribos compreendiam: Saxões (ingleses), francos (franceses), germanos (alemães), burgundos (suíços), lombardos (italianos), visigodos (espanhóis), suevos (portugueses), vândalos, ostrogodos e hérulos.

11. Que declaração mostra que os impérios do Velho Mundo nunca mais se haveriam de unir para formar um grande império? Ver Daniel 2:43.

12. Quem levantará um império universal nos dias dos reis representados pelos pés de ferro e barro? Ver Daniel 2:44 e 45.

13. Quando estabelecerá Cristo esse reino? Ver Mateus 25:31-34.

Em todas as épocas tem o homem esperado uma terra melhor, onde não mais existissem as misérias e pertubações deste mundo. Quer lhe tenha dado o nome de Utopia, Céu, Paraiso, ou outro qualquer, o homem tem anelado um lugar e tempo em que toda doença, tristeza e morte estivessem passado.


No plano de Deus para este mundo, existe justamente esse Céu, para os fiéis. Diz a Bíblia que Abraão, o pai dos fiéis, aguardava essa espécie de pátria. Em Hebreus 11:16 , falando dos santos de outrora, diz a Bíblia: “Mas agora aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade”.
Em outra lição estudaremos acerca dessa cidade. Basta dizer agora que ela satisfará aos anelos de todo coração e resolverá os problemas de todo cristão sincero.
Quando Cristo expirava na cruz do Calvário, um só ponto brilhante Lhe iluminou a hora da agonia: foi quando um ladrão moribundo se volveu a Ele, em busca de salvação. Das profundezas de seu coração contrito o ladrão exclamou: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu reino”. E recebeu a promessa de que estaria com Cristo em Seu reino. Não deseja fazer o mesmo pedido ao vosso Salvador?

Nota: Este estudo é extraído, com pequenas adaptações, do site CVVNET (www.cvvnet.org).
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 4:57 pm

Quatro Grandes Impérios Profetizados
(Estudo da Profecia de Daniel Capítulo 7)

* Quando teve Daniel a sua segunda visão?

Ver vs. 1.

Obs.: Todos os versos indicados separadamente referem-se ao capítulo 7 de Daniel, que estamos examinando neste estudo.

* Que efeito teve esse sonho sobre Daniel?

Ver vs. 15.

Obs.: Note-se que o efeito do sonho sobre Daniel foi semelhante ao efeito que o sonho de Nabucodonosor teve sobre o rei babilônico. Deixou-o perturbado (ver Dan. 2:1).

* Que pergunta dirigiu Daniel a um dos seres celestiais postado ao seu lado durante o seu sonho?

Ver vs. 16

* O que o profeta viu nessa visão?

Ver vs. 2.

* Qual foi o resultado da agitação dos ventos sobre o grande mar, vistos no sonho?

Ver vs. 3.

O SENTIDO DOS SÍMBOLOS DOS QUATRO ANIMAIS DO SONHO

* O que representavam esses quatro animais?

Ver vs. 17.

Obs.: A palavra reis aqui, como em Daniel 2:44, denota reinos, como explicado nos vs. 23 e 24 do capítulo 7. As duas palavras são usadas intercambiavelmente nesta profecia.

* Em linguagem simbólica qual é o sentido de “ventos”?

Lutas, guerras, comoção (ver Jeremias 25:31-33; 49:36, 37).

Obs.: Que ventos indicam luta e guerra é evidente da própria visão. Como resultado dessa agitação dos ventos, reinos se levantam e caem.

* O que, em profecia, é representado por águas?

Ver Apocalipse 17:15

Obs.: No segundo capítulo de Daniel, sob a figura de uma estátua de homem, é oferecido o simples esboço político do erguimento e queda de reinos terrestres, os quais precedem o estabelecimento do eterno reino de Deus. Neste sétimo capítulo governos humanos são retratados como vistos segundo a perspectiva dos céus--sob o símbolo de bestas selvagens e ferozes--o último, em particular, opressor e perseguidor dos santos do Altíssimo. Daí a mudança nos símbolos empregados para representar esses reinos.

* Como era a primeira besta?

Ver vs. 4.

Obs.: O leão, a primeira dessas quatro bestas, à semelhança da cabeça de ouro da estátua do sonho de Nabucodonosor [visto em nosso primeiro estudo] representa a monarquia babilônica; o leão, o rei dos animais, que se destaca à frente do reino animal tal como o ouro é o rei dos metais. As asas de águia denotam sem dúvida a rapidez com que Babilônia ergueu-se ao auge do seu poder sob Nabucodonosor, que reinou de 605 AC a 562 AC (605 foi o seu ano de ascensão, e o ano seguinte pode ser contado como o seu primeiro ano oficial).


* Qual foi o símbolo empregado para o segundo reino?

Ver Daniel 7:5

Obs.: “Este era o império medo-persa, representado aqui sob o símbolo do urso. . . . Os medos e persas são comparados com um urso em vista de sua crueldade e sede por sangue, já que o urso é um dos animais mais vorazes e cruéis”.--Adam Clarke, Commentary, sobre Daniel 7:5.

O primeiro ano deste reino dos medos e persas é reconhecido como 538 A.C.


* Por qual símbolo foi representado o terceiro império universal?

Ver vs. 6.

Obs.: “Se as asas de uma águia nas costas de um leão denotam rapidez de movimento no Império Babilônico (ver Habacuque 1:6-8), quatro asas num leopardo deve indicar movimento de excepcional velocidade no Império Grego. Um estudo das campanhas de Alexandre, comprova ser isso historicamente correto:

“Na primavera de 334 AC Alexandre avançou sobre a Ásia Menor à frente de um exército de trinta e cinco mil macedônios e gregos. . . . Quatro anos mais tarde ele havia derrubado o Império Persa, fundado por Ciro, o Grande, e se colocado como o soberano sobre o mesmo por direito de conquista. Mais quatro anos foram requeridos para subjugar as tribos rebeldes do planalto iraniano e os povos mais civilizados do vale do Indus. Nesse curto espaço de oito anos, Alexandre havia anexado uma área de pouco menos de dois milhões de milhas quadradas, contendo uma população de mais de vinte milhões de pessoas. A impressionante rapidez de suas conquistas, um feito ainda mais notável dado o pequeno contingente a sua disposição, deveu-se em grande medida à boa organização do exército macedônio, à excelência dos generais de Alexandre, treinados na escola de seu pai, Filipe, e a suas próprias qualidades superlativas como general e comandante de homens”. -- A. E. R. Boak, Albert Hyma e Preston Slosson, The Growth of European Civilization (1938), Vol. 1, pp. 59, 60.

“A besta tinha também quatro cabeças”. O Império Grego manteve sua unidade, mas por curto período após a morte de Alexandre, que ocorreu em 323 AC. Dentro de vinte anos após o encerramento de sua brilhante carreira, ou pelo ano 301 AC, o império estava dividido entre os seus principais generais.


* Como está representado o quarto reino?

Ver vs. 7.

* O que é declarado a respeito da quarta besta?

Ver vs. 23.

Obs.: “Este é admitido por todos como sendo o Império Romano. Foi terrível e espantoso, e muito forte: . . . e tornou-se, com efeito, o que os escritores romanos se deleitam em chamá-lo, o império do mundo inteiro”. -- Adam Clarke, Commentary, sobre Daniel 7:7.

Pode-se considerar que o poder mundial passou dos gregos para os romanos na batalha de Pidna, em 168 AC.

“Finalmente, em 168, os romanos . . . obtiveram uma completa vitória sobre Perseu [da Macedônia] na batalha de Pidna. O reino macedônio estava no fim. . . . Tendo dominado a Macedônia os gregos volveram atenção a outros estados gregos com a intenção de recompensar seus amigos e punir seus inimigos. . . . Daí em diante tornou-se claro que Roma era o real soberano no Mediterrâneo oriental e que seus aliados e amigos somente desfrutavam autonomia local, enquanto se esperava que fossem obedientes às ordens de Roma”.--A. E. R. Boak, A History of Rome to 565 AD (ed. de 1938), pág. 109.


* O que era representado pelos dez chifres?

Ver vs. 24.

Obs.: O Império Romano foi dividido em dez reinos no século precedente a 476 AD. Dadas as incertezas do período, os escritos religiosos têm diferido quanto à enumeração dos reinos exatos segundo a profecia, mas um autor sobre profecias bíblicas declara:

“Os dez chifres podem não ser estritamente permanentes, mas admitir mudança parcial. Alguns podem, talvez, cair ou fundir-se, e então ser substituído por outros. O caráter décuplo pode ser assim dominante sobre o total, e aparecer distitamente no princípio e encerramento de sua história, conquanto não estritamente mantido em todo momento”. -- T. R. Birks, The Four Prophetic Empires, and the Kingdom of Messias: Being an Exposition of the First Two Visions of Daniel (ed. 1845), pág. 143.


* Que Mudança Daniel Viu Ter Lugar Nesses Quatro Chifres?

Ver vs. 8.

Obs.: O “chifre pequeno” mencionado em Daniel 7:8 simboliza Roma papal. Os três chifres que foram arrancados simbolizam três nações bárbaras que foram derrotadas e eliminadas completamente. Essas três nações ou reinos estavam entre as principais barreiras para o erguimento de Roma papal ao poder político. Eram os hérulos, os vândalos e os ostrogodos; todos apoiadores do arianismo, que representava o mais formidável rival do catolicismo.

* Que indagação da parte de Daniel demonstra que a quarta besta, e especialmente a sua fase do chifre pequeno, constituem os aspectos principais dessa visão?

Ver vs. 19 e 20.

Obs.: As primeiras três bestas de Daniel 7 se comparam em alguns respeitos a outros animais conhecidos, mas não parecia haver paralelo no mundo da natureza que se pudesse usar para representar o aspecto terrível e espantoso dessa quarta besta. Não resta dúvida de que essa besta representa o mesmo poder retratado pelas pernas de ferro da grande imagem de Daniel 2. Daniel estava particularmente interessado nessa besta porque era tão diferente em sua forma e comportamento. Suas palavras “tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal” destacam o grande poder perseguidor da história por ele representado.

* Quando se deveria erguer o chifre pequeno?

Ver vs. 24.

Obs.: Os dez chifres, como já mostrado, levantaram-se quando Roma, o quarto reino, foi dividido em dez reinos. Essa divisão foi completada em 476 AD. O poder do pequeno chifre, que devia erguer-se após eles e perante o qual três dos outros reis--os hérulos, os vândalos e os ostrogodos--caíram, foi o papado.

“Das ruínas de Roma política--ergueu-se o grande Império moral na 'forma gigantesca' da Igreja Romana”.--A. C. Flick, The Rise of the Mediaeval Church, p. 150.

“Sob o Império Romano os papas não contavam com poder temporal. Mas quando o Império Romano desintegrou-se e em seu lugar surgiram um número de reinos rudes e bárbaros, a Igreja Católica Romana não só se tornou independente dos estado em questões religiosas, mas dominou também os aspectos seculares”. -- Carl Conrad Eckhardt, The Papacy and World-Affairs, pág. 1.

Com o lugar e tempo do reino do chifre pequeno identificados, seu caráter e obra serão considerados num futuro estudo.

[Estudo baseado no livro Bible Readings For the Home (Washington, D.C., Review and Herald), págs. 198 a 203].
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 4:58 pm




O Reino de Deus e o Reino do Anticristo


O que é dito sobre o pequeno chifre em comparação com os dez chifres do quarto animal de Daniel 7?

Ver Daniel 7:24.

Já vimos no último estudo como os dez chifres ergueram-se quando o quarto animal foi dividido em dez reinos. Essa divisão completou-se por 476 AD.

O império que se ergueu a partir das ruínas do poderoso Império Romano, representado por um pequeno chifre, era de natureza diferente de todas as formas anteriores de pode. Tratava-se de um poder de caráter político-religioso que se caracterizou por despotismo e reivindicações de poder universal, pretendendo ter jurisdição sobre tanto questões espirituais quanto temporais--o papado.

“Das ruínas de Roma política, ergueu-se o grande império moral na ‘forma gigante’ da Igreja Romana”.--A. C. Flick, The Rise of the Mediaeval Church (New York: G. P. Putnam & Sons, 1909), pág. 150.

“Sob o Império Romano os papas não contavam com poderes temporais. Mas quando o Império Romano se desintegrou e o seu lugar foi tomado por um número de reinos rudes e bárbaros, a Igreja Católica Romana não só se tornou dos Estados em questões religiosas, mas dominou também os assuntos seculares”.--Carl Conrad Eckhardt, The Papacy and World-Affairs (Chicago: University of Chicago Press, 1937), p. 1.

Que atitude desafiadora tomou o papado, representado pelo chifre pequeno, diante de Deus?

Ver Daniel 7:25.

Como Paulo profetizou a decadência espiritual da Igreja já nos seus dias?

Ver Atos 20:29, 30.

Como o apóstolo João confirma em Apocalipse, ao referir-se às sete igrejas da Ásia, que já essa decadência era sensível no seu tempo?

Ver Apo. 2: 4-6, 9, 14, 20ss; 3:1-3. . .

Como Paulo, falando do homem do pecado, descreve esse mesmo poder?

Ver 2a. Tess. 2:4.

Obs..: As citações seguintes expressam a visão oficial católica sobre o papel do papa:

“Cristo confiou Seu ofício ao pontífice chefe; . . . mas todo poder no céu e na Terra foi dado a Cristo; . . . portanto o pontífice chefe, que é o Seu Vigário, terá esse poder”. -- Corpus Juris Canonici (ed. 1555, 56), Vol. 3, Extravagantes Communes, Liv. 1, cap. 1, col. 29.

“Portanto, o papa é coroado com uma coroa tríplice, como rei dos céus e da Terra e das regiões inferiores (infernorum)” -- Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, Papa, art. 2 (ed. 1772-77, vol. 6, p. 26).

“Eles [os papas] assumiram infalibilidade, que pertence somente a Deus. Professam perdoar pecados, que pertence somente a Deus. Professam abrir e fechar os céus, o que pertence somente a Deus. Professam serem mais elevados do que todos os reis da Terra, o que pertence somente a Deus. E vão além de Deus ao pretenderem liberar nações inteiras de seu juramento de aliança para com seus reis, quando tais reis não lhes agradam. E de fato vão contra Deus, quando concedem indulgências pelo pecado. Esta é a pior de todas as blasfêmia”. Adam Clarke [comentarista bíblico protestante], Commentary (sobre Dan. 7:25)

Como o pequeno chifre trataria o povo de Deus?

Ver Dan. 7:25, 1a. parte.

O número de vítimas da Inquisição na Espanha é apresentado em History of the Inquisition in Spain, por Llorente, ex-secretário da Inquisição (ed. De 1827), pág. 583. Essa autoridade reconhece que mais de 300.000 sofreram perseguição na Espanha somente, dos quais 31.912 morrem nas chamas. Milhões mais foram mortos devido a sua fé por toda a Europa.

“Que a Igreja de Roma derramou mais sangue inocente do que qualquer outra instituição que já existiu entre os homens não será questionado por nenhum Protestante que tem um conhecimento competente da história. Os memoriais, de fato, de muitas dessas perseguições são tão escassos que é impossível compor uma noção completa da multidão de suas vítimas, e é bastante certo que nenhum poder da imaginação pode adequadamente apreender os seus sofrimento”.--W. E. H. Lecky, History of the Rise and Influence of the Spirit of Rationalism in Europe (ed. 1910), Vol. 2, p. 32.

O que diz a profecia que o pequeno chifre faria?

Ver Dan. 7:25, 2a. parte.

Obs..: Sobre a suposta autoridade do papa, um autor católico escreveu:

“O papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretara mesmo as leis divinas. . . . O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não procede do homem, mas de Deus, e ele age como vice-regente de Deus sobre a Terra”.--Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, “Papa”, art. 2.

Para saber como foi alterada a lei divina, no que ela trata de “tempo”, basta comparar os 10 Mandamentos como constam das Escrituras e do Catecismo da Igreja Católica. O 4o. mandamento se transformou em 3o., dada a eliminação do segundo que condena o uso de imagens de escultura no culto a Deus. E esse 3o. mandamento determina a observância de um dia estranho ao que a Bíblia ensina--”guardar domingos e festa”, contrariando o claro texto da lei proferida solenemente por Deus a Seu povo sobre o Sinai, após o que, “nada acrescentou” (Deu. 5:22).

Eis o que outras autoridades católicas declaram a respeito:

“Foi a Igreja Católica que, pela autoridade de Jesus Cristo, transferiu este repouso para o domingo em lembrança da ressurreição de nosso Senhor. Assim, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, malgrado seu, à autoridade da Igreja [Católica]”. -- Louis Gaston de Ségur, Plain Talk About the Protestantism of To-day [Conversa Franca Sobre o Protestantismo de Hoje] (Boston; Patrick Donahoe, 1868), p. 225.



P. Como provamos que a Igreja tem poder de ordenar as Festas e Dias Santos?
R. Pelo ato mesmo de mudar o sábado para o domingo, que é admitido pelos protestantes, e, portanto, contradizem-se por observarem tão estritamente o domingo, enquanto violam a maioria das outras festas ordenadas pela mesma igreja.
P. Como se prova isto?
R. Porque por observar o domingo eles reconhecem o poder da Igreja para ordenar festas e exigi-las sob pena de transgressão, e por não observar as demais, igualmente por ela ordenadas, negam de fato o mesmo poder. -- Manual of Christian Doctrine [Manual da Doutrina Cristã] , ou Catholic Belief and Practice [Crença e Prática Católicas] (Dublin: M. H. Gill & Son Ltd., 1916) pp. 67, 68.



Observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja Católica, em virtude de sua autoridade, transferiu a solenidade do sábado para o domingo”. -- Peter Geiermann, The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine, pág. 50. Geiermann recebeu a “bênção apostólica” do Papa Pio X por seus trabalhos em 25 de janeiro de 1910.







Chaves para Identificar os Simbolos da Bíblia



Um Dia: Um Ano. Ventos: Guerras e revoltas. Águas:Povo, Multidões. Asas: Rapidez.

Animais (Bestas): Impérios. Cabeças e Chifres: Divisões de Impérios.


Até que tempo os santos, tempos e leis do Altíssimo seriam entregues nas mãos do pequeno chifre?

Obs.: A posição clássica e histórica dos Reformadores corresponde a identificar o papado com o Anticristo. Um estudo de John Wesley, portanto mesmo após o tempo dos Reformadores (que disponibilizamos a qualquer interessado), confirma tal posição. Wesley não tem dúvida em identificar a “besta que sobe do mar” de Apocalipse 13 com o papa.

Ver Daniel 7:25.

Em que outras profecias é mencionado esse mesmo período?

Ver Apocalipse 12:6, 14 e 13:5 (cf. 11:2).

Em profecia simbólica como é representada a extensão de tempo?

Resposta: Um ano de tempo literal é medido por um dia.

Obs..: Em profecias como de Daniel 2, 7 e 8 e na maior parte do livro de Apocalipse as pessoas, animais, objetos e ações descritas são simbólicos. Ou seja, são representações figurativas de pessoas, nações, coisas e eventos. Desse modo, é razoável supor que os períodos de tempo especificados nessas passagens proféticas são também simbólicos. Uma exemplo disso é o que ocorre em Números 14:33 e 34 e Ezequiel 4:6. No primeiro caso, cada dia de 40 representaria um ano, com 40 anos sendo tempo que levaria para Israel entrar em Canaã, e no segundo caso, o profeta devia realizar um ato simbólico por quarenta dias, cada dia representando um ano literal.

O fato adicional de que os períodos de tempo de Daniel 7 e 8--os 1.260 dias e os 2.300 dias--não correspondem significativamente a qualquer período histórico conhecido de extensões de tempo, especificados como “dia”, confirma a conclusão de que essas figuras dvem ser representantes de coisas simbólicas, e não de tempo literal. Também em Daniel 11:13 temos uma pista de que “tempo” são “ano”, pelo que podemos entender que “tempos, tempo e metade de um tempo” corresponderiam a três anos e meio, ou quarenta e dois meses. E como ambos esses períodos são ainda especificados na forma de dias--1.260 dias, considerando-se o calendário judaico de anos de 360 dias--conclui-se que temos aí um período profético a considerar de 1.260 anos que equivaleria ao tempo em que esse poder prevaleceria sobre os santos, os tempos e a lei de Deus.

Como localizar na história o tempo da máxima supremacia papal que cumpre os requisitos da profecia? Quando se considera que em 533 AD o Imperador Justiniano reconheceuu o papa como “cabeça de todas as santas igreja” (Código de Justiniano, liv. 1, tít. 1, sec. 4, em The Civil Law), mais a derrota dos ostrogodos no cerco de Roma, cinco anos mais tarde, em 538 AD., foi um golpe de morte sobre o poder dos arianos, poder que dominava a Itália e que desafiava o papado. A partir de então, o papa tornou-se o inconteste senhor do mundo ocidental. E a partir desse período de 533-538, estendem-se 1.260 anos até 1793-1798. Em 1793 “o mundo pela primeira vez ouvia de uma assembléia de homens . . . assumindo o direito de governar uma das mais finas nações européias, erguendo suas vozes unidas para negar a mais solene verdade que a alma do homem recebe, e renunciar unanimemente à crença e adoração de uma Divindade”. -- Sir Walter Scott, Life of Napoleon, Vol. 1, cap. 17. Em plena Revolução Francesa o poder papal sofreu severa oposição, tendo a sua autoridade desafiada ao ponto do general francês Berthier levar preso o papa em fevereiro de 1798 e morrendo no exílio em Valence, na França, no ano seguinte. Este ano assinalaria o fim do período de 1260 dias proféticos, ou anos, assinalado pela profecia.

Qual o destino final do pequeno chifre?

Ver Daniel 7:26.

A quem finalmente será concedido o domínio?

Ver Dan. 7:27.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 4:59 pm

A PONTA PEQUENA
Gabriel interpreta os Símbolos


Ler: Daniel 8:1-25
Dr. Roy Allan Anderson


Não há necessidade de imaginar a interpretação desta visão, pois o anjo Gabriel a tornou clara:

Versículos Sempre de Daniel 8:

20. “Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Macedônia e da Pérsia”.

Sob Ciro, o Grande, a Pérsia tornou-se o poder mais forte no reino duplo, o “chifre mais alto” surgindo depois. O carneiro era símbolo da Pérsia nesse tempo; assim como o leão hoje representa a Grã-Bretanha. De fato, os reis persas eram coroados com uma cabeça de carneiro dourada, cravejadas de pedras preciosas. Ademais, suas moedas traziam a figura de um carneiro. Nesta profecia o carneiro avançou para o oeste, tomando Babilônia, Mesopotâmia e Síria; para o norte, tomando a Armênia e a área do Mar Cáspio; e para o sul envolvendo o Egito, a Terra Santa, a Líbia e a Etiópia.

21. “mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei;
22. o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha”.


O avanço do Império medo-persa foi esmagador. Então o profeta declarou:

5. “Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos”.

Gabriel assim interpretou esse símbolo:

21. “mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei”.

Esse rei, logicamente, foi Alexandre, o Grande, que em pouco mais de uma década conquistou o mundo antigo. O rei bode na profecia.”o bode peludo é o rei da Grécia;” Conquistando a Ásia Menor, Síria, Fenícia, Chipre, Egito, Babilônia, Pérsia, e as montanhas ao norte da Índia, ele levou suas tropas até o Rio Indo. Mas os soldados, distantes de casa por mais de sete anos, forçaram Alexandre a retornar. Ele viajou no retorno até Babilônia, onde tencionava estabeleceu seu quartel-general. Mas ao lamentar a perda de um amigo querido, é dito que foi dominado por uma repentina enfermidade ( “febre do pântano”), talvez malária, que se complicou por bebedice. Conquanto tendo apenas 33 anos de idade, ele morreu em poucos dias. Seu gênio de conquistador deixou um registro militar raramente igualado, ou ultrapassado. Quão veraz é a profecia!
O símbolo da Grécia era o bode. A tradição relata que Caremus, primeiro rei da Macedônia, seguiu um rebanho de bodes selváticos até Edessa, onde estabeleceu a sua capital, chamando-a Aege “cidade do bode”, da qual o símbolo nacional se inspirou. A profecia indicava uma dramática mudança

8. “O bode se engrandeceu sobremaneira; e na sua força quebrou-se lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu.”.

Em seu lugar apareceram quatro chifres. É dito que quando Alexandre estava morrendo, Perdicas, seu amigo fiel, perguntou-lhe a quem deixaria o sei reino. Ele respondeu: “Ao mais forte”. Com sua morte, o império foi lançado num estado de lutas até ter-se despedaçado completamente. O exército foi desfeito e as cidades foram roubadas.
No final, quatro generais de Alexandre dividiram o império entre eles como feito notar antes. Lisímaco tomou o norte, incluindo a Capadócia, a Trácia, e no norte a Ásia Menor. Ptolomeu tomou o sul--Egito, Chipre e Palestina. Cassandro reivindicou a Macedônia, Tessália e Grécia. Selêuco tomou o este, inclusive Babilônia, Pérsia e a Síria.
Observem cuidadosamente a linguagem no restante da profecia, porque há talvez maior confusão sobre isso do que sobre qualquer outra parte do livro:.
Versos 9, 10.


9. “De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.
10. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou”.


Então, ele se tornou muito grande:

24. Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo.
25. Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.


Muitos comentaristas vêem estes versos como uma descrição de Antíoco Epifânio, oitavo rei da dinastia Selêucida. Conquanto esse homem certamente foi um tirano e perseguidor, tendo feito tudo que pôde contra os judeus, contudo ele certamente não era o chifre pequeno descrito no texto. De fato, ele profanou o templo de Jerusalém por sacrificar um porco no altar de holocaustos, depois espargindo seu caldo sobre as paredes do Templo. E enquanto fazia isso tudo, ele tentou impor a adoração de Olimpo que massacrou mais de 100.000 judeus que recusaram esse culto idolátrico. Por causa desse tremendo ato de sacrilégio, ele foi desprezado não só pelos judeus, mas também por seu próprio povo. Contudo, Antíoco foi apenas um de uma linha de reis e de modo algum foi o mais forte. Mesmo dizendo o pior a respeito dele, ainda assim ele fica aquém da descrição profética.

Qual foi o Poder?

24. “Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo.
25. Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas”.


Note esses pontos importantes--o carneiro representando a Pérsia devia tornar-se “grande”; o bode representando a Grécia devia tornar-se: “engrandeceu sobremaneira;” Mas esse novo poder simbolizado pelo chifre pequeno devia tornar-se bem grande. Certamente, nem Antíoco Epifânio, nem qualquer outro de sua linhagem foi maior do que Ciro ou Alexandre. De fato, Antíoco foi tudo menos grande. Ele foi forçado a pagar tributo a Roma constantemente; foi morto tentando levantar mais dinheiro para pagar tributo.
Seria difícil encontrar na história um governante mais excêntrico. Hoje poderíamos chamá-lo de paranóico. O seu próprio povo às vezes a ele se referia como Antíoco Epifânio, “o louco”. Ele não expandiu o seu território. Foi apenas um dentre muitos reis. Se fosse deixado aos historiadores somente escolher um homem para preencher o papel, certamente não seria Antíoco Epifânio. A escolha desse homem é parte de um desígnio para mudar o enfoque do poder claramente indicado. E fazemos bem em examinar cuidadosamente os fatos.
A profecia declara:

9. “De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.
10. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.
11. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício costumado e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo”.


O poder introduzido aqui devia fazer as coisas que Antíoco Epifânio nunca pôde FAZER. Como poderia Antioco levantar-se contra o Príncipe dos príncipes, quando o primeiro morreu em 165 AC, muito antes de nosso Senhor ter nascido? Alguns sugerem que Antíoco foi somente um tipo de um poder maior--o anticristo--que aparecerá no tempo do fim. O cumprimento real, dizem, está no futuro, após o segundo advento de Cristo. Mas que direito tem alguém de lançar esta profecia para o distante futuro (como fazem muitos intérpretes da profecia) quando a Escritura não apresenta tal espaço de tempo?
Observe cuidadosamente: Esse novo poder deveria sair “de um deles”, ou seja, de uma das quatro divisões do Império Grego. Será pequeno, a princípio, mas haveria de tornar-se GRANDE, De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.

10. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns dos exércitos e das estrelas lançou por terra e os pisou. na direção do sul (o reino egípcio) e para leste (o reino selêucida) e para a terra gloriosa (Palestina).

O reino sobre o qual Antíoco reinou já estava no leste. Não poderia, portanto, referir-se a ele. Deve ser algum outro poder. Devemos então procurar por um poder maior do que a Pérsia ou a Grécia. Somente um cumpre a profecia, e este é Roma, o quarto na sucessão de impérios. O Egito foi tornado uma província de Roma em 30 AC. Roma havia conquistado a Síria alguns anos antes, em 65 AC, e em 63 AC a Palestina foi incorporada ao Império Romano. Mais de um século depois a ira de Roma caiu sobre os judeus com grande violência. Em resposta a provocações incontáveis, os exércitos de Roma marcharam contra Jerusalém em 66 AD, e a guerra arrastou-se por quatro anos. Finalmente, em 70 AD, as legiões sob o comando de Tito atacou as muralhas. Eles destruíram completamente a cidade e o Templo e espalharam os judeus por todo o Império.
Roma foi descrita ilustrativamente como um “reino de ferro” no capítulo 2, e também como a besta indescritível com dez chifres, no capítulo 7. O capítulo 8 retrata esse poder também e fornece muito mais detalhes. O Império Romano perseguiu impiedosamente tanto a nação judaica quanto a igreja cristã, tendo anteriormente ordenado a crucifixão de um homem inocente, Jesus Cristo. Mas o Império de Ferro não devia durar para sempre. Dividiu-se em dez reinos, e outro poder adiantou-se para tomar o seu lugar. No capítulo precedente fizemos notar que o poder do chifre pequeno avançou para a frente, desarraigando três dentre os dez reinos. Não foi meramente o poder político, mas o poder religioso, a igreja apóstata, que é retratado em Daniel, capítulos 7 e 8.



Roma Eclesiástica Corrompe o Evangelho

11. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício costumado e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo”.

Para apreender o sentido pleno de Daniel 8:11 precisamos considerar que a palavra “sacrifício” não consta do texto original. Foi acrescentada pelos tradutores. A palavra traduzida por “diário” vem do hebraico tamid que ocorre 103 vezes no Velho Testamento. Significa “contínuo” ou “continuamente”, e é empregada geralmente em ligação com o antigo serviço do santuário, tal como “a oferta contínua de holocausto”, “pães contínuos”, “incenso contínuo”, etc. Esses serviços prefiguravam a mediação contínua de nosso Senhor em favor dos pecadores. Por centenas de anos um ministério sacerdotal foi levado a efeito no santuário mosaico. Mais tarde, prosseguiu no Templo.
O holocausto prefigurava a morte de nosso Senhor na cruz como o Cordeiro de Deus; os pães da proposição e o incenso eram tipos de Seu ministério como Sumo Sacerdote e Intercessor no santuário celestial. Hebreus 7:3; 4:15; 8:1, 2; 9: 11, 12. A profecia em Daniel revelava que essas verdades centrais do evangelho seriam lançadas por terra e espezinhadas. Até mesmo “deitado abaixo”. Isso ocorreu primeiro quando Roma destruiu Jerusalém e erigiu um templo a Júpiter sobre o local do antigo Templo.

O Imperador Integra-se à Igreja

Dois séculos e meio depois a igreja apóstata havia se tornado tão popular que o Imperador Constantino tornou-se um cristão nominal e, antes de sua morte, um membro batizado. Logo bispos tornaram-se oficiais governamentais, impondo as regras do estado. Oficiais do governo eram também designados para altas posições na Igreja, independentemente de suas qualificações morais ou espirituais. Isso não só corrompeu a igreja, mas preparou o caminho para a introdução de práticas pagãs nos serviços de culto. Pouco a pouco o evangelho de salvação pela graça somente foi sepultado sob uma multidão de cerimônias, rituais e penitências.
Em 800 AD Carlos Magno, rei dos francos, criou o “Santo Império Romano” no qual a igreja uniu-se ao estado em muitas áreas. Aqueles foram anos escuros para o verdadeiro cristianismo e também para os judeus, que viram-se forçados a viver em guetos sem direitos civis e pouquíssima justiça. A luz da verdade em muitos lugares foi quase obliterada.
A tradução de Moffat do verso 11 assim reza: “Ele até glorificou-se a si mesmo para igualar-se ao Príncipe das hostes estrelares, e privou-o do sacrifício diário”.
Na literatura rabínica o “diário” incluía os sacrifícios da manhã e da tarde que se tornaram “o centro e cerne do culto público”.--Dr. J. A. Herts, The Pentateuch and Hoftorah, p. 694.
Esses sacrifícios foram designados por tamid, traduzido como “diário” em português. Já fizemos notar que esta palavra significava a manifestação contínua de Cristo no trono da graça. Mas a profecia fala de como esse novo poder se “engrandeceria” e “prosperaria” corrompendo o evangelho e removendo a glória do “príncipe dos exércitos”.
Em lugar do puro evangelho centralizado no sacrifício concluído de Cristo sobre o Calvário, agora ministrando como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial, um falso evangelho se insinuava. Isso se centralizava num santuário terrestre com sede em Roma e desempenhado por um sacerdócio terrestre. Não importa quão sinceros esses sacerdotes possam ter sido, a igreja tem declarado que “Cristo é oferecido sobre nossos altares todo dia”. No Catechism for the Catholic Parochial Schools, p. 72, no. 359, lemos: “Pergunta: É o sacrifício de Cristo sobre a cruz ainda oferecido? Resposta: O sacrifício de Cristo sobre a cruz é ainda oferecido em toda missa”.
Sem pôr em dúvida a sinceridade de nossos amigos católicos romanos, assinalaríamos que o próprio coração da mensagem do Novo Testamento é que Jesus Cristo foi oferecido “uma vez por todas” sobre a cruz. E por virtude desse sacrifício acabado, Ele está agora no trono da graça ministrando por nós. O sistema de um sacerdócio terrestre e o sacrifício da missa são realmente alheio ao evangelho de Cristo. Mediante a missa, a confissão e a doutrina de salvação pelas obras, esse sistema religioso de fato, “lançou a verdade por terra”.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 4:59 pm

O Tema-Chave de Daniel: Santuário e Salvação
Dr. Roy Allen Anderson

Agora chegamos ao que pode ser considerado o capítulo mais importante no singular livro de Daniel. O capítulo 9 contém uma das maiores profecias da Bíblia. Ele oferece um roteiro para chegar-se ao Messias e Seu incomparável ministério, Sua morte vicária, e Seu ministério subseqüente como nosso Sumo Sacerdote junto ao trono da graça.


Essa maravilhosa revelação veio em resposta direta à insistente oração do profeta registrada em Daniel 9:4-19. Daniel nos conta que tinha estado estudando os livros de Jeremias e esteve grandemente preocupado com o cumprimento da profecia dos setenta anos de cativeiro. Ver Jeremias 25:9, 11. Ele também encontrou predições nos escritos de Isaías a respeito de eventos por ocasião dos setenta anos. Quanto mais o profeta ponderava sobre os escritos desses profetas, maior lhe parecia o pecado de Israel. Ao calcular o cativeiro de setenta anos profetizado por Jeremias, Daniel percebeu que o tempo já havia quase expirado.
Acaso ele deixou as coisas simplesmente seguirem o seu curso? Não. Ele colocou no coração a situação inteira e dedicou-se a ardorosa oração intercessória. Com profunda preocupação por seu povo, ele desnudou sua alma perante Deus.

A Tocante Oração de Daniel

Em humilhação e confissão, esse estadista-profeta, esse confidente de reis, expressou suas petições numa das mais belas orações já registradas. Aquela não era uma súplica ordinária era uma oração sacrificial. Ele conta como se cobriu de saco, aspergiu cinzas sobre a cabeça, assim dando mostras de lamentação. “Orei” disse ele, “e confessei”. O que esse homem de Deus tinha para confessar? Não fora o seu pecado que levara os judeus à servidão. Mas como um verdadeiro intercessor ele tornou a culpa da nação sua própria.
Dirigindo-se a Jeová como o Deus que guarda o concerto, diz ele:

Daniel 9:16 e 17:

16. “Ó Senhor, Tu és misericordioso; portanto, não continues irado e furioso com Jerusalém, que é a Tua cidade e o Teu santo monte. Por causa dos nossos pecados e dos pecados dos nossos antepassados, os povos de todos os países vizinhos zombam de Jerusalém e do Teu povo.
17. Ó nosso Deus, ouve a minha oração, atende a súplica deste Teu servo. Para que todos saibam que Tu, Senhor, és Deus, derrama as Tuas bênçãos sobre o Teu Templo, que agora está abandonado”.


Algumas de suas expressões ele extraiu dos Salmos de Davi:

Salmo 80: 3, 7, 19:

3. “Faze-nos prosperar de novo, ó Deus! Mostra-nos o Teu amor, e seremos salvos! . . .
7. Faze-nos prosperar de novo, ó Deus Todo-poderoso! Mostra-nos o Teu amor, e seremos salvos! . . .
19. Faze-nos prosperar de novo, ó Deus Todo-poderoso! Mostra-nos o Teu amor, e seremos salvos!”


Também a bênção sacerdotal de Arão contém esta expressão: Números 6:25.
Tendo em mente tais pensamentos, Daniel pleiteia com Jeová para fazer a Sua face resplandecer sobre o Seu santuário. O templo, logicamente, havia sido destruído muitos anos antes, mas o tempo havia chegado para que fosse reconstruído. Por causa do Senhor, Daniel, que por quase setenta anos tinha sido o embaixador do Céu numa terra estranha, apresenta a sua prece com intenso fervor. Tais palavras deviam agitar o coração de todo cristão, levando-o a indagar-se--Estamos tão preocupados em nossas petições como este esse homem de Deus? São nossas orações intercessões fervorosas, ou meras formalidades habituais? A maior preocupação do profeta era com a honra e reputação de Jeová.

Gabriel Aparece Enquanto Daniel Ora

Disse o profeta,

Daniel: 9, 20 e 21.

20. “Eu continuei a orar e a confessar os meus pecados e também os do meu povo e a fazer ao Eterno, o meu Deus, as minhas súplicas em favor do Seu santo monte.
21. Ainda estava orando quando Gabriel, o mesmo anjo que eu já tinha visto na visão, veio voando rapidamente e parou perto de mim. Eram três horas, a hora do sacrifício da tarde”.


Conquanto o templo não mais existisse, e o ritual Levítico há muito houvesse cessado, contudo o profeta, crendo na promessa de Deus concernente ao retorno de Seu povo a Jerusalém e a restauração do culto no Templo, fez sua oração por ocasião do sacrifício da tarde, pelas três horas.
Em resposta à petição de Daniel Gabriel apressou-se para estar ao lado do profeta. Ele veio para dar instrução especial com respeito a visão que havia visto uns anos antes. Nessa ocasião ninguém, nem mesmo Daniel, a entendeu. Assim, Gabriel começou por dizer,

Daniel 9: 23:

”Logo que você começou a orar, Deus atendeu o seu pedido. Deus o ama muito e por isso me mandou explicar a visão a você. Portanto, preste atenção e procure entender o que vou dizer”.

Daí, para tornar a questão clara, ele introduziu outra profecia concernente ao Messias. Disse ele n o verso seguinte:

Daniel 9:24:

”Daniel, o castigo do seu povo e da sua santa cidade vai durar setenta anos vezes sete, até que termine a revolta, e o pecado acabe. Então o seu povo vai conseguir o perdão dos seus pecados, e a justiça eterna de Deus será feita. A visão e a profecia serão cumpridas, e o santo Templo será inaugurado de novo”.

Versões mais novas são mais exatas em sua tradução, como a Revised Standard Version e a James Moffat, em inglês: “ungir o lugar santíssimo” “consagrar um lugar santíssimo”. A consagração desse lugar sagrado era sem dúvida o santuário celestial, onde o Messias oficiaria após dar a Sua vida como sacrifício por nós todos. E para confirmar a promessa, seis tremendos eventos deviam ocorrer, todos ligados ao Messias. Esses deviam ter cumprimento durante a última semana das setenta semanas.
No capítulo 7 notamos o período de tempo profético, tempos, tempos e metade de um tempo, ou 1.260 dias. Também descobrimos que quando tratamos com tempo profético, um dia representa um ano literal. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:7. Essas setenta semanas, então, seriam semanas de anos, num total de 490 anos.
Mas este será tema que estudaremos no próximo estudo.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:00 pm


No capí­tulo 7 notamos o perí­odo de tempo profético, tempos, tempos e metade de um tempo, ou 1.260 dias. Também descobrimos que quando tratamos com tempo profético, um dia representa um ano literal. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:7. Essas setenta semanas, então, seriam semanas de anos, num total de 490 anos.
Ademais, esse perí­odo seria separado em três partes: 7 semanas proféticas, 49 anos, separados para a reedificação da cidade 62 semanas, ou 434 anos, alcançam até o “Messias, o Prí­ncipe”, e uma semana final. Essas são medições vitais, mas precisamos estar certos de quando se iniciam essas 70 semanas. Nesse ponto, Gabriel foi enfático, indicando o evento que assinalaria o iní­cio. Ele declarou que seria

Daniel 9:25: “Preste atenção, Daniel, e compreenda. Depois de ser dada a ordem para reconstruir Jerusalém, sete anos vezes sete vão passar até que chegue o lí­der escolhido por Deus. As novas ruas e muralhas de Jerusalém durarão sessenta e dois anos vezes sete, mas será um tempo de muito sofrimento”.


Daniel não viveu para ver a emissão desse terceiro decreto, autorizando a reedificação da cidade. Mas ele viu o resultado do primeiro decreto, do rei Ciro em 536 AC, permitindo aos judeus retornarem a sua terra natal e reedificar o seu templo. Oposição da parte dos samaritanos, contudo, prejudicou os trabalhos de edificação do templo, tornando necessário outro decreto por Dario Histaspes, em 519 AC.

A Linguagem Legal dos Decretos

A primeira proclamação, que Ciro pí´s em forma escrita, dizia:

Esdras 1: 2, 3:

“Eu, Ciro, rei da Pérsia, declaro o seguinte: O Eterno, o Deus do céu, me fez governador do mundo inteiro e me encarregou de construir para Ele um templo em Jerusalém, na região de Judá. Que Deus esteja com todos vocês que São o seu povo. Vão a Jerusalém para construir de novo o Templo do Eterno, o Deus de Israel, o Deus que é adorado em Jerusalém”.


Dezessete anos depois Dario fez uma segunda proclamação, que se tratou de fato de uma confirmação daquele emitido pelo rei Ciro. O decreto de Ciro reza:

Esdras 6:8:

“Por meio desta carta, ordeno que vocês os ajudem na construção. As despesas serão pagas imediatamente rara que a obra não pare. O dinheiro para isso sara tirado do tesouro real, isto é, dos impostos recebidos na proví­ncia do Eufrates-Oeste”.


Realçamos novamente que, maravilhosos como tenham sido esses decretos, eles diziam respeito somente à reconstrução do Templo. Outro decreto foi emitido por Artaxerxer Longí­mano em 457 AC, sessenta e dois anos após o de Dario. Esse terceiro decreto autorizava a reedificação adicional e restauração do Templo, tanto sido concluí­do cinqüenta e três anos antes, em 515 AC. Ver:

Esdras 6:15:

“Acabaram a construção do Templo no dia três do mês de adar, no sexto ano do reinado de Dario”.


Artaxerxes em seu decreto na verdade deu a Esdras como que um cheque em branco. Observe novamente a linguagem:

Esdras 7: 12, 13, 21:

“Esta carta de Artaxerxes, o rei dos reis, é para o sacerdote Esdras, o mestre da lei do Deus do céu. Saudações. Ordeno que, de todo o meu reino, podem ir com você para Jerusalém todos os israelitas que quiserem, isto é, gente do povo, sacerdotes e levitas. . . . Eu, o rei Artaxerxes, ordeno a todos os tesoureiros da proví­ncia do Eufrates-Oeste. Que entreguem imediatamente ao sacerdote Esdras, o mestre da Lei do Deus do céu, tudo o que ele pedir”.


Plena Autonomia Concedida aos Judeus

Este terceiro decreto incluí­a mais do que a restauração da cidade, como os versos 24-26 indicam. Dava aos judeus como nação autonomia na questão de julgamentos legais, até pena de morte, se necessário. Versos 25, 26. A restauração de Jerusalém significava não meramente a disposição de pedras e tijolos, mas o estabelecimento de uma nação com sede na reedificada cidade de Jerusalém.
Foi o decreto de Artaxerxes que deu aos judeus sua existência polí­tica. Muitos judeus já haviam retornado como peregrinos e viajantes, mas este último decreto alterou a situação, dando-os o terminus a quo. O começo da profecia das setenta semanas foi 457 AC, data esta agora admitia por muitos eruditos (ver The Chronology of Ezra 7, por S. H. Horn e L. H. Wood).
Treze anos depois, em 444 AC, Neemias, o copeiro do rei, recebeu permissão especial para ir até Jerusalém unir-se aos esforços de construção e animar os edificadores. Neemias empreendeu um maravilhoso trabalho em tempo bem curto. Mas ele estava numa licença concedida pelo rei aquele não era um decreto, e a permissão foi concedida treze anos após o decreto real para a reedificação ter sido emitido. As Escrituras mostram que o Templo havia sido completado cerca de setenta anos antes da visita de Neemias.

Esdras 6:14, 15:

“Os lideres israelitas progrediram na construção do Templo, animados pelas mensagens do profeta Ageu e do profeta Zacarias, filho de Ido. Eles terminaram o Templo, conforme as ordens do Deus de Israel e de Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia. Acabaram a construção do Templo no dia três do mês de adar, no sexto ano do reinado de Dario”.


Esse foi o ano 515 AC. O decreto de Artaxerxes fazia provisões para os serviços do templo, mas não para a sua edificação.

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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:01 pm

O Decreto de Artaxerxes foi Emitido Para Esdras, Não Neemias


Repetimos que o decreto ou ordem de Artaxerxes foi dado, não em 445 ou 444, mas em 457 AC. Essa foi a data para o iní­cio da profecia das setenta semanas, ou 490 anos. É lamentável que tantos encenadores da Bí­blia tomem 445 ou 444 AC como a data do decreto, quando nenhum decreto foi então emitido, nem necessário, pois já havia sido emitido e posto em execução treze anos antes.
Agora observem a mensagem de Gabriel a Daniel:

Daniel 9:24:

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqí¼idade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos”.


A palavra “determinadas”, chatak, em hebraico tem sido variadamente traduzida como “decretado”, “dividido”, “abreviado”, “fixado”, “cortado”, “separado” e “designado”.
Essas variantes são significativas. Setenta semanas proféticas foram determinadas para os judeus, durante as quais certas coisas definidas deviam ocorrer. O perí­odo de tempo foi “cortado” ou “abreviado” do perí­odo mais longo de 2.300 dias proféticos (anos literais) do capí­tulo 8, que o profeta declarou que ninguém entendera. Agora Gabriel diz a Daniel que veio para dar-lhe instrução especial concernente à “visão” anterior:

Verso 25: “Sabe, e entende: desde a saí­da da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Prí­ncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.
O Templo é Terminado


O perí­odo de sete semanas (quarenta e nove anos), que alcança 408 AC, foi especificado pelo anjo Gabriel, mas evidência arqueológica atual não tem revelado seu pleno significado.
O perí­odo de sessenta e nove semanas proféticas, 483 anos literais, nos leva ao ano 27 AD. Agora, o que esperarí­amos nesse tempo? A profecia diz: “até o Ungido, o Prí­ncipe”. Acaso Ele apareceu nessa ocasião? Sim. A palavra Messias significa “ungido”, e a Escritura declara:

Atos 10:38:

“. . . como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espí­rito Santo e poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele”.


Mas quando foi Jesus ungido? Não em Seu nascimento. Ele foi nascido do Espí­rito, mas não batizado pelo Espí­rito até que foi até João, que O batizou no Rio Jordão.

Cristo Batizado e Ungido pelo Espí­rito


Lucas 3: 21, 22:

“E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e estando Ele a orar, o céu se abriu, e o Espí­rito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em Ti Me comprazo”.


Seguindo-se ao Seu batismo Ele subiu até o monte da tentação no deserto onde encontrou-se com o diabo face a face. Depois disso Ele:

Marcos 1:14, 15:

“Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está a cumprido e o reino de Deus está próximo: arrependei-vos e crede no evangelho”.


A que tempo estava Ele Se referindo? Certamente ao tempo profético do qual Daniel escreveu--a profecia das sessenta e duas semanas proféticas, ou 483 anos, que deviam alcançar o “Ungido, o Prí­ncipe”. Ele havia de fato vindo, e com Seus próprio lábios anunciou que o tempo havia terminado que o perí­odo predito pelo profeta, que devia assinalar Sua manifestação como o Messias, havia chegado.
Daniel predisse não só o aparecimento e ministério do Messias, mas também Sua morte. O Messias

Daniel 9:26:

“Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um prí­ncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.


Moffat traduz: “não deixando sucessor”. A Amplified Bible, falando do ungido, declara que Ele seria “cortado ou morto, e nada terá os pertences de ninguém [e nenhuma propriedade] para Sua [defesa]”.
Quão verdadeiro era isso do Messias, o Cristo!

Isaí­as 53:8:

“Por juí­zo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do Meu povo foi Ele ferido”.


Então, Gabriel conta como:

Daniel 9:26:

“Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um prí­ncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.


Esse certamente não era o Messias, o Prí­ncipe, pois ele não destruiu nada. Ele deu Sua vida para salvar a Seu povo da destruição. Mas outro prí­ncipe veio trinta e nove anos depois da morte de nosso Senhor que, de fato, “destruiu a cidade e o santuário”. Esse foi o Prí­ncipe Tito, filho do Imperador Romano Vespasiano. Seguindo-se ao ataque sobre Jerusalém por Céstio, que mais tarde recuou, Tito foi até Jerusalém perto do tempo da guerra judaica de 66 a 70 AD. Durante o terrí­vel cerco cada detalhe da profecia de Jeremias teve cumprimento, mesmo quanto a pais comendo seus próprios filhos e filhas (Jer. 19:9).

Jesus Chora Sobre Jerusalém


Sabendo o que aguardava Jerusalém e os judeus, nosso Senhor com o coração pesaroso

Lucas 19:41-44:

“Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou, e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma ainda hoje o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação”.


Lucas 21:22-24:

“Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra, e ira contra este povo. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles”.


Josefo alega que mais de um milhão de judeus pereceram durante esse terrí­vel cerco. Os que não foram mortos foram vendidos como escravos. Um momento desse brutal cerco e êxito da campanha pode ainda ser visto no Arco de Tito em Roma sobre o qual estão gravadas representações dos espólios do Templo, como o candelabro de ouro e a mesa dos pães da proposição. Uma medalha foi cunhada exaltando os feitos de Roma em dominar a nação judaica, com a legenda, “Judaea Capta”. O senado romano ofereceu elevado louvor aos vitoriosos, honrando “o divino Tito, filho do divino Vespasiano, o Imperador”.

O Prí­ncipe Que Destruiu a Cidade


Gabriel fez referência a isso quando contou a Daniel que o prí­ncipe que viria, mediante uma guerra devastadora que resultaria em: desolações

Daniel 9:26:

“Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um prí­ncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.


Nosso Senhor foi até mais especí­fico:

Mateus 24: 15-20:

“Quando, pois, verdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o telhado não desça a tirar de casa alguma cousa; E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no Sábado”.


A “abominação da desolação” a que Jesus Se referia eram os sí­mbolos pagãos do exército romano, e eles foram postados no território sagrado da área do Templo.
Alguns intérpretes fazem com que esta parte da profecia de Gabriel se aplique a algum anticristo futuro. Contudo, a declaração de nosso Senhor, mais tarde confirmada pela história, identifica a “abominação” como os sím­bolos pagãos do antigo exército romano. É lamentável que alguns, aparentemente não familiarizados com os fatos da história, tomam esta porção da profecia e a lançam para bem distante, no futuro.
Eles esperam que este verso se cumpra por alguém a quem chamam de grande anticristo, a quem declaram que aparecerá após o segundo advento de nosso Senhor e do “arrebatamento secreto” da igreja. [Ver tópico “Arrebatamento Secreto: Fato ou Ficção” no Seguinte endereço: http://foroadventista.com/index.php/topic,235.0.html]
Tais intérpretes de fato cometem um erro semelhante ao que os judeus cometeram dois mil anos atrás, quando falharam em reconhecer que as profecias concernentes ao Messias estavam se cumprindo perante seus próprios olhos. Os judeus estão ainda à espera de seu futuro Messias, quando na realidade do Messias do qual as Escrituras falam já apareceu na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele cumpriu cada aspecto desta profecia concernente a Seu ministério. Foi finalmente “cortado” quando morreu a morte cruel da cruz em nosso lugar. Por que esperar por algum prí­ncipe futuro para vir e destruir a cidade de Jerusalém quando tudo a que a profecia aponta ocorreu entre 31 e 70 AD? Os detalhes que nosso Senhor deu encouraram o seu cumprimento exatamente como Ele disse.

A Abominação da Desolação no “Lugar Santo”


Agora, observe um ou dois detalhes importantes. Jesus declarou que a “abominação da desolação” estaria “no lugar santo”.

Mateus 24: 15, 16:

“Quando, pois, verdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes”.


Isto é exatamente o que os cristãos fiéis fizeram. Eles fugiram e salvaram a vida enquanto os judeus descrentes permaneciam na cidade e a maioria pereceu no horrendo cerco.
Por que alguns intérpretes passam por alto os fatos da história e esperam identificar uma futura “abominação da desolação”, ou anticristo, após o retorno de Nosso Senhor para a Sua igreja? Por quê? Buscaremos a resposta no nosso próximo capí­tulo.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:01 pm

Olá, irmãos e amigos foristas

Queremos expressar nossos melhores agradecimentos ao irmão Marcello (aqui entre nós Okpraotra) que se dispôs a acertar as medidas adequadas para certas ilustrações nos estudos de Daniel 8, deixando-as bem na medida.
E dando continuidade a esses importantes estudos das profecias bí­blicas, eis uma iluminadora matéria do evangelista Mark Finley a respeito de Daniel 9:

Daniel 9 - Sempre Pontual

Mark Finley

Poucos minutos são necessários para preparar uma refeição no microondas. As mensagens são enviadas por fax e e-mails em poucos segundos. E a velocidade das estradas aumenta. Temos cada vez mais pressa. Diante da vida atribulada que levamos, a Palavra de Deus nos lembra de Alguém que é sempre pontual e cumpre tudo o que promete.
Viajo muito por causa do meu trabalho e odeio perder tempo em aeroportos. Quanto preciso viajar para algum lugar, peço à minha esposa: “Não me leve para lá uma hora ou meia hora antes. Quinze minutos de antecedência são suficientes”.
Uma vez, aconteceu de chegar atrasado e o avião já estar saindo. Roguei ao responsável que fizesse o avião voltar. Dessa vez a aeronave voltou e eu não apostei mais na sorte depois. Quando você se acostuma a viver como eu vivo, correndo para pegar aviões, prefere não chegar muito cedo.
Certa ocasião quis chegar muito cedo. Foi no dia 1o. de agosto de 1990. Minha esposa e eu morávamos na Inglaterra há cerca de cinco anos e estávamos para voltar para os Estados Unidos. O vôo da TWA estava marcado para as 18h45 e eu cheguei ao aeroporto às 15h30. Eu queria ser pontual ao voltar para casa.
No saguão do aeroporto percebi que não havia ninguém fazendo fila para a fila de embarque. Eu estava entusiasmado por estar ali naquele horário, mesmo sabendo que o avião não sairia antes das 18h45. Fui sorrindo até o balcão e dei minha passagem para a comissária. Ela me olhou de modo muito estranho e então me disse: “Sr. Finley, sinto muito, mas o vôo está com um atraso de três horas”. Eu havia chegado três horas antes e isso significava seis horas de espera no aeroporto! O avião não sairia antes das 21h45.
Nossos anfitriões haviam-nos deixado no aeroporto e não tí­nhamos nada mais para fazer. Então nos sentamos e lemos, comemos e caminhamos. Depois lemos novamente, comemos, caminhamos, até que ouvimos um anúncio: “Lamentamos informar mas o vôo da TWA rumo aos Estados Unidos terá mais três horas de atraso”.
Estávamos completamente exaustos e tivemos de esperar no aeroporto por mais de oito horas. Era já meia-noite. Todos os vôos tinham desaparecido do quadro de anúncios, exceto o nosso. O aeroporto estava vazio, a não ser pelos passageiros do nosso vôo. Comecei a olhar ao redor... As pessoas dormiam. Moças dormindo aqui, casais dormindo ali, até que veio o anúncio: “Atenção! O avião está pronto. Por favor dirijam-se ao portão de embarque imediatamente”. Minha esposa e eu nos assustamos e começamos a correr para o portão de embarque, Querí­amos mais que nunca chegar em casa. Já era quase meia-noite.
Enquanto nos dirigí­amos para o embarque, notamos uma jovem de, talvez uns 21 anos, que dormia na sala de espera. Voltei-me para minha esposa e disse: “Sinto muito por ela, iremos para Nova Iorque e ela continuará a dormir”. Minha esposa, que é muito graciosa e gentil, preocupou-se: “Não podemos deixa-la aqui”. Então correu, despertou a moça e perguntou: “Você está indo para Nova Iorque? Ela respondeu: “Sim, estou”. E agradeceu: “Obrigada, por me acordar. Se continuasse a dormir teria perdido o vôo”.
Há mais de 2.000 anos, quando Jesus esteve na Terra, Ele prometeu que voltaria. E a impressão é que a volta de Cristo está hoje atrasada, mas essa delonga é só para nós e não para Deus, porque Deus faz as coisas sempre pontualmente.

Deus é Fiel à Sua Agenda

Vamos agora abrir a Bí­blia no capí­tulo 9 de Daniel. Esse capí­tulo revela, talvez, mais claramente do que qualquer outra parte da Bí­blia, que Deus é sempre pontual. Os planos de Deus não sofrem atraso ou adiantamento. Podemos pensar que a volta de Cristo à Terra está atrasada, mas Deus tem um esquema divino para cada evento. Sabemos que a Bí­blia não nos diz o dia nem a hora da volta de Jesus, mas indica que as profecias acontecem exatamente como Ele predisse.
Estudaremos a partir de agora, o exato momento ou o perí­odo de tempo em que o final do tempo começou. A Bí­blia nada nos diz sobre a data exata do fim, mas nos mostra eventos que ocorreriam no panorama histórico e revela quanto o tempo do fim teria iní­cio.
Daniel capí­tulo 9, verso 1: “No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituí­do rei sobre o reino dos caldeus”. Espere um momento, que ano seria esse, o primeiro ano de Dario? Você está lembrado d que os medos-persas derrotaram os babilônicos em 539 A.C. Daniel foi levado prisioneiro pelos babilônicos em 605 A.C., com 17 anos. Então, ao tempo da narrativa do capí­tulo 9, ele deveria ter 83 ou 84 anos, quase no fim da vida. Verso 2: “No primeiro ano do seu reinado, eu Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de transcorrer sobre as desolações de Jerusalém, era de 70 anos”.
Daniel estudava a Bí­blia e enquanto prisioneiro em Babilônia, estudava as profecias de outro profeta. Que profeta? Jeremias. Esse profeta havia escrito que quando Babilônia derrotasse Jerusalém, o cativeiro duraria cerca de 70 anos, e Daniel sabia disso. Ele sabia que essa promessa estava no fim, que Deus sempre mantém Suas promessas e que os planos divinos não se adiantam nem se atrasam.
Daniel estava preocupado porque não via como se daria o cumprimento da profecia, e por isso começou a orar. Sua oração está registrada o capí­tulo 9 dos versos 3 ao 20: “Deus, livra meu povo do cativeiro dos babilônios. “Deus, ajuda a Dario aprovar um decreto que dê liberdade ao meu povo”. “Dirigi o meu rosto ao Senhor Deus para buscar com o coração e rogos, com jejum, pano de saco e cinza. Orei ao Senhor meu Deus, confessei e disse, e disse: Ó Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que Te amam e guardam os Teus mandamentos”.
Os 70 anos de cativeiro estavam acabando e Deus tinha um plano. Daniel agradece ao Senhor por guardar a Sua aliança. Os seres humanos não conhecem , nem têm a menor condição de conhecer o futuro, mas Deus sabe e conhece. Eles não possuem poderes, autoridade e sabedoria para alterar o futuro. Pouco podemos fazer para modificar o grande panorama dos acontecimentos, através dos séculos e milênios. Mas o Grande Deus do Céu é muito sábio e sabe perfeitamente o que fazer, sendo suficientemente poderoso para levar avante Seus desí­gnios.
Daniel ora, dizendo: “pecamos e cometemos iniqüidade”. Em seguida ele nos dá um relato dos pecados de Israel. Daí­ em diante ele passa a tratar com o que eu chamo de “lei de causa e efeito”.

A Lei da Causa e Efeito

Você pode encontrar essa lei em Daniel 9, verso 13 e 14: “Como está escrito na Lei de Moisés, todo esse mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para alcançarmos discernimento da Tua verdade. Por isso, o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós”.
A Lei da Causa e Efeito diz simplesmente isto: Quando qualquer pessoa, qualquer famí­lia, qualquer nação, consciente e voluntariamente deixa o Senhor, perdem as bênçãos e a proteção divina. Em conseqüência, sua vida se enche de preocupações, tristezas e destruição, as quais não existiriam caso não tivessem escolhido o estado de rebeldia. Deus é tão amoroso que não pode gerar nos humanos preocupações, tristezas, divórcios, e acidentes automobilí­sticos ou de qualquer tipo. Nossa rebeldia é que repele Suas bênçãos, dando ao diabo permissão para causar problemas que, em outra situação, ele não poderia. Daniel 9:13 diz: “... Para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para alcançarmos discernimento da Tua verdade”.
Algumas vezes Deus nos ensina através do sofrimento o que não aprenderí­amos em momentos de alegria. A historia de Israel é a narrativa de uma nação a quem Deus ensinou através de grande sofrimento por causa da sua rebeldia.
Não sei o que você pensa, mas eu quero que minha famí­lia seja obediente a Deus, para não precisar passar por problemas e dificuldades que se tornariam necessários com o propósito para levar nossas mentes e corações a Deus. Alguém disse que só olhamos para cima quando estamos é embaixo. Espero que sejamos sábios. A Bí­blia diz: “Aquele que tem ouvidos, ouça e aprenda”.
Tudo o que aconteceu com Israel, seu cativeiro, sofrimentos e desapontamentos, foi escrito como exemplo para nós, sobre quem o fim do mundo virá, para que tenhamos esperança. Prefiro aprender quando Deus me dá um gentil toque nos ombros e responder ao Seu amor, do que continuar rejeitando Sua voz e evitando Seu toque. Desejo aprender com alegria o que não quero conhecer pelo sofrimento, e você?
Daniel continua a tratar da profecia no verso 21. ele revela profunda preocupação sobre quando seu poço sairá de Babilônia e voltará para Jerusalém a fim de reconstruir o santuário de Deus.
Daniel estava preocupado com seu povo: “Estamos presos, cativos e precisamos sair de Babilônia”. Ele orou para que os 70 anos de cativeiro e todos pudessem voltar para Jerusalém e adorar a Deus. Enquanto estava orando, o anjo Gabriel veio até ele e disse: “Daniel, eu responderei a sua oração de forma muito mais ampla. Mostrarei quando o povo de Deus deixará Babilônia e quando a verdade sobre a adoração no verdadeiro santuário será revelada. A verdade sobre Jesus, o Cordeiro de Deus, o verdadeiro Sumo Sacerdote, a verdade sobre a lei de Jesus e a obediência. Quero mostrar-lhe alguma coisa, Daniel, não sobre o santuário e a restauração da adoração para os judeus, mas sobre o fim do tempo, quando a verdadeira adoração será restaurada no mundo, antes da volta de Jesus”. Deus respondeu à oração de Daniel de uma maneira mais abrangente e significativa do que o profeta poderia ter imaginado.
Vamos ler Daniel 9:21: “Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princí­pio. Ele veio para perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei assombrado, e caí­ com o rosto em terra. Mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão se realizara no fim do tempo”. Gabriel veio até o velho servo de Deus e disse: “Daniel, agora irei explicar a visão para que você entenda o sentido”. O profeta não tinha entendido a visão do final do capí­tulo 8. Gabriel, então, disse: “Entende, filho do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo”.
A visão dos 2.300 dias, da purificação do santuário, segundo o anjo Gabriel, referia-se ao final dos tempos. Certas pessoas, mesmo alguns estudantes da Bí­blia, dizem que os 2.300 anos têm a ver com os dias depois de Daniel, e que o pequeno chifre está relacionado a alguns eventos históricos que ocorreram antes de Jesus. Mas o que diz a Bí­blia? “Entende, filho do homem, esta visão se realizará no fim do tempo”, explica Gabriel. Prefiro acreditar na palavra de Gabriel do que no que alguns teólogos dizem. E você?
A visão referia-se a que tempo? Tempo do fim. Gabriel começou a explicar a visão dos 2.300 dias e esclareceu que ela nos leva ao fim dos tempos. Enquanto ele explicava os sí­mbolos da visão--cordeiro = Medo-Pérsia, bode = Grécia, pequeno chifre = Roma Pagã, falou sobre o poder que estabeleceria seu sacerdote terrestre, que mudaria a lei de Deus e se estabeleceria em Roma.
O anjo, então, estava prestes a explicar sobre o tempo da purificação do Santuário, quando aconteceu algo com o profeta (Dan. 8:27): “Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse: “Eu desmaiei, eu estava espantado com a visão, mas eu não a entendi”. Quem estava explicando a visão para Daniel? Apesar de toda a sua privilegiada inteligência Daniel não entendeu.
No capitulo 9, Daniel está orando e pensando sobre o cativeiro de Israel. Pede ele a Deus que o ajude a entender o mistério sobre os judeus, seu cativeiro e a purificação do santuário. Ele não entende os 2.300 dias. Dizem os versos 21 e 22: “Sim, enquanto eu estava ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princí­pio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora da oblação (sacrifí­cio) da tarde. Ele me instruiu e falou comigo, dizendo: Daniel, vim agora para fazer-te sábio e entendido”.
Gabriel retornara das cortes celestiais para esclarecer o angustiado e venerado profeta. Verso 23: “No princí­pio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para declará-la a ti, porque és muito amado”. Daniel você não é uma folha flutuando na brisa do outono, Não é uma pinha seca presa à sua árvore, uma pedra na beira da estrada. Você é muito amado. Quando nos ajoelhamos para orar, Deus sussurra em nossos ouvidos como o fez a Daniel: “Você é muito amado. Você pertence ao Meu coração”.

[Continua no próximo quadro]
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:02 pm

Calculada a Vinda do Messias
A seguir, Gabriel completou: “Considera, pois, palavra e entender a visão”. A visão que ele estava explicando no capí­tulo 8, quando Daniel não entendeu e desmaiou, a qual versava sobre a purificação do santuário. Daniel não compreendera a mensagem dos 2.300 dias. O anjo continua (verso 24): “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saí­da da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Ungido, o Prí­ncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas”.
Quem era o povo de Daniel? Os judeus. Gabriel disse que setenta semanas estavam determinadas sobre o povo de Daniel. Nas profecias bí­blicas, um dia profético é igual a um ano literal. Por favor não interprete mal. Quando a Bí­blia fala de um dia comum, quer dizer um perí­odo literal de 24 horas, e não dez, cem ou mil anos. Está escrito em Gênesis sobre tarde e manhã como compondo um dia completo de 24 horas. Jonas passou 3 dias e 3 noites no ventre do grande peixe, assim Jesus estaria no “ventre da terra” durante o mesmo perí­odo. Jesus morreu na sexta-feira e no terceiro dia ressuscitou. Na Bí­blia um dia é um dia, mas quando falamos de profecias, uma profecia simbólica, é óbvio que os sí­mbolos são proféticos.
Você já caminhou pela cidade e deparou um leopardo com quatro cabeças e que também tivesse asas? Ou um leão com asas de águia? Você deve observar se a profecia for simbólica, então os perí­odos de tempo também serão simbólicos. Em Daniel e Apocalipse, onde temos perí­odos e imagens simbólicos, um dia é igual a um ano, mas essa regra não é aplicável a todas as vezes que se encontra a palavra dia na Bí­blia. Nas profecias de Daniel o Apocalipse um dia profético é igual a um ano literal.
Gabriel falou em setenta semanas. Quantos dias tem uma semana? Sete. Então temos setenta semanas proféticas de sete dias por semana.
Setenta vezes sete são 490 dias. Portando, 490 dias perfazem setenta semanas, e sendo um dia igual a um ano em profecia simbólica, temos 490 anos.
Gabriel aparece e diz: “Setenta semanas desse perí­odo, ou 490 dias, ou 490 anos, estão determinados sobre teu povo”. Os 490 dias se aplicam aos judeus. Qual o significado da palavra determinados? O livro de Daniel foi escrito em aramaico e hebraico, e existe uma palavra hebraica interessante chamada yatok, que significa cortada ou separado de. Assim podemos entender a explicação do anjo: “Daniel os 490 anos foram cortados, isolados ou separados dos 2.300 anos. A primeira parte dos 2.300 anos ou 490 anos, se referem ao teu povo”. Ele então revela a Daniel o que vai acontecer nesses 490 dias proféticos.
Esse perí­odo de quase 5 séculos é a mais emocionante e excitante profecia de todo o Velho Testamento, por ser tão precisa e mostrar que Deus é muito pontual. Gabriel diz ao velho profeta: “Serão 2.300 anos contados de hoje até o final dos tempos. Mas os primeiros 490 anos estão determinados ao teu povo, os judeus. Durante esse tempo muitas coisas haverão de acontecer”. E Gabriel completou: “Deixe-me mostrar-lhe onde esse perí­odo começa”. Preste atenção, Daniel: “Sabe e entende: desde a saí­da da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Ungido, o Prí­ncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas. As praças e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos”. (Daniel 9:25).
Os judeus estavam cativos há 70 anos e Daniel estava preocupado em saber quando o povo seria libertado, obteria permissão para voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade e seus muros, e adorar a Deus em paz. Então o anjo Gabriel começou com um evento que era muito importante para Daniel. O tempo deveria ser contado a partir da saí­da da ordem para restaurar e edificar Jerusalém, até o Ungido, o Prí­ncipe. Quem é o Ungido, o Prí­ncipe? Jesus, sem sombra de dúvida.
A colocação de Gabriel é clara. A partir de algum evento polí­tico, um decreto, ordenado que os judeus voltassem para sua terra e reedificassem Jerusalém e reinstaurassem a adoração a Deus, transcorreriam sete e mais sessenta e duas semanas (de anos) até o Cristo, o Messias. Ainda restaria mais uma semana profética para completar as setenta anunciadas. Quantos dias são 69 semanas proféticas? Se um dia profético é igual a um ano literal conforme Ezequiel 4:6 “Um dia te dei para cada ano” -- sessenta e nove semanas somam 483 dias-anos.
Desde o decreto para restaurar Jerusalém até o Messias, Jesus Cristo, haveria exatamente 483 anos. Quando foi emitido o decreto para restaurar Jerusalém? Esdras capí­tulo 7, tem a resposta. Na realidade, foram baixados três decretos; o terceiro deles foi expedido por Artaxerxes Longí­mano, e era muito significativo porque permitia aos judeus não só partir, como também reestabelecer a adoração a Deus com seu próprio sacerdote, permitindo ainda que formassem uma comunidade religiosa independente.
Esdras 7, verso 13: “Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seu sacerdotes e levitas..”. Por isso era tão importante, porque permitia os sacerdotes e levitas voltar e organizar a adoração. “... Que quiser ir contigo a Jerusalém, vá”. Agora no verso 27: “Bendito seja o Senhor Deus de nossos pais, que pôs no coração do rei o desejo de honrar a casa do Senhor, a qual está em Jerusalém”. Esse era um decreto especial. Eles podiam ir embora e construir o templo. Eles podiam ir embora e organizar a adoração.
A lei de retorno à pátria de Israel foi decretada em 457 A.C. A partir dele seriam contadas as 69 semanas em mais uma, até completar os 490 anos proféticos.
Imaginemos uma linha do tempo e suponhamos que eu esteja andando sobre ela. Cada passo representa um ano e eu ando 457 passos, a partir de um ponto inicial chamado decreto de Artaxerxes, emitido em 457 A.C. Quando encerrar os passos a que me propus, chegarei a zero. Qual a referência histórica para o ano zero? Nenhuma. Você chegará ao ano 1 D.C. Mas precisamos andar nesta linha do tempo por 483 anos. Bem, se andarmos esses 483 anos, chegaremos ao ano 27 D.C., Porque não existe ano zero. Segundo a Bí­blia em 27 D.C., o Messias surgiria. a propósito, você sabe o significado da palavra Messias? Ela procede no termo hebraico machiach e quer dizer “o ungido”.
E o que aconteceu exatamente em 27 D.C? Precisamente nesse ano Jesus Cristo, o Messias, foi batizado. A Bí­blia não adivinha, ela sabe. Daniel profetizou, centenas de anos antes, a data exata do batismo de Cristo. Jesus Cristo foi batizado no rio Jordão em 27 D.C. Quando Jesus saiu das águas, o Espí­rito Santo desceu sobre Ele e ungiu-O.
Vamos ver Lucas, capí­tulo 3, verso 1: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César”. O décimo quinto ano do reinado de Tibério César deu-se em 27 D.C. Vejamos o que aconteceu naquele ano. Lucas 3 verso 21: “Quando todo o povo se batiza, Jesus também foi batizado. E, enquanto Ele orava, o céu se abriu e o Espí­rito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba. E ouviu-se uma voz do céu: Tu és meu filho amado, em Ti Me comprazo”.
Até o seu batismo, Jesus trabalhou na carpintaria de José, em Nazaré. Mas aos 30 anos, foi batizado e a partir daí­ exerceu Seu ministério salvador durante três anos e meio como o Messias. Ele foi ungido pelo Espí­rito Santo.
Os eventos do esquema divino sucedem de acordo com a previsão bí­blica. Daniel 9:25: “Sabe e entende desde a saí­da da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Prí­ncipe [batismo e unção de Cristo] serão sessenta e nova semanas [483 anos]”. Verso 26: “Depois das sessenta e duas semanas será tirado o Ungido [Cristo]”. O que significa “tirado?” Crucificado, sacrificado por nós, os pecadores!
“E depois das sessenta e duas semanas será separado o Messias, e não será mais, e o povo do prí­ncipe que há de vir, destruirá a cidade”. Trinta e nove anos e meio após a morte de Jesus Cristo, a cidade de Jerusalém foi destruí­da por Tito Vespasiano (70 d.C.). A Bí­blia previra que o santuário terreno seria destruí­do por Tito. “... E o santuário, e o seu fim será como uma inundação”. Milhares de judeus foram mortos pelos soldados de Tito no cerco de Jerusalém “e até o fim haverá guerra: então determinadas assolações”.
O santuário terrestre seria destruí­do por causa da crucificação de Cristo, por causa da rejeição do Messias. O verso 27 diz: “Ele [o Messias] firmará um concerto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifí­cio e a oferta de manjares”. Ele iria formar um pacto com muitos por uma semana.
Sessenta e nova das setenta semanas determinadas para os judeus haviam-se acabado. Havia, porém, uma semana de sobra. Uma semana profética, ou sete anos, que teria iní­cio em 27 D.C. Se somarmos 27 com 7 obtemos 34 D.C. No meio desse perí­odo de tempo, a Bí­blia diz: “e na metade da semana”, o Messias seria crucificado.
Preste muita atenção. O decreto saiu no outono de 457 A.C. 483 anos depois chegarí­amos ao outono de 27 D.C., exatamente quando Cristo foi batizado. 3 anos e meio, desde o outono de 27, onde nos levarão? Se somarmos 3 anos ao outono de 27, chegaremos ao outono de 30, porém, mais seis meses ou meio ano, porque são 3 anos e meio depois do outono de 27, chegaremos à primavera de 31 D.C. O que aconteceu na primavera de 31 D.C.? Cristo iria firmar o eterno concerto através de Seu sangue derramado na cruz. Ele seria crucificado e faria cessar o sistema sacrifical judaico.
Os versos da profecia nos dizem que o Messias seria crucificado e faria cessar os sacrifí­cios no décimo quarto dia do primeiro mês judeu, no ano de 31 D.C. Essas profecias se cumpriram com exatidão.
Daniel profetizou que no dia da páscoa, quando o sumo sacerdote estivesse oferecendo o cordeiro pascal diante de Deus, Cristo estaria sendo sacrificado na cruz do Calvário. O apóstolo Paulo afirmou que Cristo, nosso cordeiro pascal, foi sacrificado por nós.

[Conclui no próximo quadro]
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:02 pm

[Continuação da página anterior e conclusão do artigo de Mark Finley]

É impressionante! Ficou claro que Jesus é mais do que apenas um bom homem, um sábio filósofo e professor de religião. Ele é o Divino Filho de Deus, o Cordeiro de Deus morto pontualmente por nós, por nossos pecados, como a profecia bí­blica havia previsto. Podemos confiar nesse Cristo; podemos ter fé em Seu livro. Ele é o Messias, o Salvador da humanidade. A Bí­blia diz que, de acordo com as profecias de Daniel, o concerto com os judeus iria terminar em 34 D.C. Setenta semanas proféticas, ou 490 anos, estavam determinadas sobre o povo judeu.
No final desses 490 anos, em 34 D.C., os judeus selariam seu destino como povo de Deus. Logicamente que como indiví­duos poderiam fazer parte do povo de Deus que viria depois. Qualquer pessoa, muçulmano, indiano, judeu, cristão, só é salvo através do sangue de Cristo. Mas os judeus não seriam mais a nação escolhida após 34 D.C.
Em 34 D.C., Estêvão, o primeiro mártir cristão, foi apedrejado. Os lí­deres de judeus rejeitaram o evangelho e esse passou a ser disseminado entre os gentios. Podemos ler essa maravilhosa história no livro de Atos, quando o sumo sacerdote fez um discurso no apedrejamento de Estêvão, renunciando sua fé cristã, rejeitando a Jesus como o Messias. Em 34 D.C., o evangelho passou a se pregado aos gentios e a primeira parte dessa profecia se cumpriu.
Recapitulemos as previsões sobre o Messias. O decreto foi promulgado em 457 A.C.; 483 anos no futuro, o Messias, o Ungido, viria e seria batizado. Cristo foi batizado e exatamente na data estabelecida. No meio daquela semana profética, o Messias, Jesus Cristo, seria tirado ou crucificado.
Ele foi crucificado na primavera de 31 D.C. Três anos e meio após esse acontecimento, chegamos ao outono de 34 D.C. Nessa ocasião, o evangelho passaria para os gentios. E assim aconteceu, como a profecia bí­blica havia previsto. O decreto foi sancionado no tempo profetizado, Cristo foi batizado e crucificado no tempo previsto; o evangelho passou aos gentios no tempo certo. Mas lembre-se de que essa é a primeira parte da profecia -- os 490 anos que se refere aos judeus.
O que o anjo Gabriel explicou para Daniel sobre a profecia? Os primeiros 490 dos 2300 anos findaram em 34 D.C. Essa fração do grande perí­odo de 2.300 anos referia-se ao povo de Daniel, e à primeira vinda de Cristo. A última parte diz respeito ao moderno povo de Deus e à segunda vinda de Cristo, Deus usou um acontecimento que pudemos constatar -- a primeira vinda de Cristo -- para que compreendêssemos aquilo que não podemos ver -- a segunda vinda de Cristo. Ora, se os acontecimentos da primeira parte da profecia se cumpriram pontualmente, obviamente os eventos da segunda parte também hão de se cumprir.

O Juí­zo Final

“E ele me disse: até 2.300 tardes e manhãs, e o santuário será purificado”. Daniel 8:14. o anjo revelou que a purificação do santuário aconteceria no final dos tempos. Já que um dia profético é igual a um ano literal, os 2.300 anos nos levam até o tempo do fim. Mas como podemos descobrir isso? 2.300 menos 490 resultam em 1.810 anos. Os primeiros 490 anos terminaram em 34 D.C. Os restantes 1.810 anos referem-se ao povo de Deus no fim dos tempos. Se adicionar 34 D.C. a 1.810 anos chegaremos a 1.844 anos. Em outras palavras, se iniciarmos em 457 A.C. e continuarmos por 2.300 anos, chegaremos ao ano de 1844 D.C. Esses 1.810 anos referem-se ao perí­odo chamado na Bí­blia de final dos tempos, onde ocorre o juí­zo final antes da vinda de Cristo.
Ao cabo de 2.300 anos, a verdade sobre Jesus, o Cordeiro morto, nosso Sumo sacerdote e a Lei de Deus será restaurada. Até 2.300 dias e Deus estabeleceria Seu juí­zo sobre as nações. Fracos e fortes serão julgados e achados culpados. O povo de Deus será purificado e exaltado diante do Universo.
Começando em 1844 de nossa era, assim como se fazia no antigo santuário hebreu, o povo de Deus se reuniu e orou durante o dia do Julgamento. Abriram seus corações para ser purificados pelo sangue do Cordeiro, ter seus pecados perdoados e receber misericórdia de Deus. Eles examinaram seus corações para ver se não havia nenhuma rebeldia oculta, não confessada. Diziam: “Senhor, perdoa-nos!” Na última hora da história terrestre Deus convida homens e mulheres a virem a Ele. Estamos vivendo no tempo do Juí­zo Final!
Desde 1844, Deus tem restaurado a verdade sobre as Escrituras para o mundo. Verdade que foi perdida durante séculos, que foi obscurecida por tradições e doutrinas humanas. A verdade de que somos salvos somente por Cristo e que nossas boas obras não podem nos salvar. A verdade de quem em qualquer preocupação ou dificuldade por que passarmos, precisamos não de um sacerdote terreno, mas de Jesus, nosso Sumo Sacerdote celestial. A verdade de que se nós O amarmos, permitiremos que Ele mude nossos corações e escreva Sua lei em nosso interior.
Alguém me disse: “Mas, Mark, espere um momento, nós estamos vivendo no tempo do fim desde 1844? Mas isso é mais do que 150 anos!”
Deus disse para Noé: “Noé, este mundo será destruí­do por uma enchente”. E Noé pregou a destruição pelo dilúvio durante 120 anos. A Terra está sendo julgada por 150 anos, porque o dilúvio final está chegando. Nos últimos 150 anos, a mensagem de Deus tem sido anunciada ao mundo enquanto o tempo se escoa. Estamos nos aproximando do momento culminante, do fim do mundo, da volta de Cristo, dos últimos momentos que precedem a eternidade.
Jesus, nosso Salvador, está apelando a você e a mim, no final dos tempos. Estamos vivendo nos derradeiros instantes da história terrena.
Jesus veio como era previsto, da primeira vez; Ele foi batizado em 27 e crucificado em 31 D.C. O evangelho passou a ser pregado aos gentios em 34 D.C. Não houve nem mesmo por um pequeno erro nas profecias, e desde 1844 o tempo está acabando.
Não é por acaso que nos últimos anos, a Rússia se abriu para o evangelho. A cortina de ferro caiu tão rapidamente como num efeito dominó. A Iugoslávia se abriu para o evangelho como por milagre. Deus, agora está começando a abrir a China.

”Dá-me a Bí­blia”

Há pouco tempo tive o grande privilégio de visitar a China. Lá estando, conheci Roberto Wuong. Ele estava na prisão cumprindo pena de 15 anos por atividades contra-revolucionárias. Enquanto me assentei e conservei com ele, vi sua grande fé e radiante coragem. Robert Wuong contou-me que nos primeiros 5 anos, ele ficou preso na solitária e não pode conversar com ninguém. Antes de ser preso, Wuong estava para se casar e sua noiva lhe disse: “Não se preocupe, vou esperar você, não interessando quanto tempo fique preso”. Após 5 anos, foi-lhe permitido receber uma visita por durante 5 minutos, uma vez ao mês. Ele podia escrever uma carta por mês com 100 caracteres chineses e isso era tudo.
Naqueles tempos, na China, os comunistas gostavam de fazer lavagem cerebral. Isso significava acabar com toda a sua herança e identidade cristãs. Robert Wuong recebeu um número; todos recebiam um número, e um dia ele estava no jardim da prisão e ouviu alguém chamar: “Prisioneiro número 115”. Aquele não era seu número, mas de repente se lembrou de que esse era o número do hino “Dá-me a Bí­blia” de seu velho hinário chinês. Na próxima vez que ele pode escrever os 100 caracteres, assinou no final, “prisioneiro 115”.
Aquela carta foi enviada para a sua mãe e ao lê-la ela disse: “Prisioneiro 115? Mas, esse não é o seu número! Ele deve estar querendo nos mandar uma mensagem! 115, o que significa isso?” E alguém disse: “115 é um hino de nosso hinário, o “Dá-me a Bí­blia”. Os prisioneiros não tinham rolos de papel higiênico fornecidos pelo Estado, e esse provimento ficava a cargo da famí­lia providenciar. Freqüentemente eles faziam uma grande barra de sabão que durava de 2 a 3 meses. Sua mãe fez um sabão e no meio dele colocou um pequeno Novo Testamento chinês e escreveu: “Aqui está, número 115”. Quando ele corou o sabão, achou o Novo Testamento e esse o nutriu durante o cativeiro.
Nos últimos dias de nossa história, o povo de Deus não dirá: “Dêem-me as novelas” ou “Dêem-me os últimos acontecimentos esportivos”. “Dêem-me diversões pervertidas, álcool, fumo ou drogas”. Nos últimos dias da nossa história, o chamado do juí­zo final é uma convocação para a Bí­blia, para a fidelidade às Escrituras, para o Cristo da Bí­blia, nosso único Salvador, Senhor e Sumo Sacerdote. É o chamado do retorno à obediência, conforme ordenada por Deus em Sua palavra.
O tempo está se esgotando rapidamente. Existe alguma coisa em sua vida que não esteja em harmonia com a vontade de Deus? Alguma coisa que o separa dEle? Você gasta tempo com Sua palavra? Deseja conhece-lo através da Bí­blia Sagrada? Está você faminto pelas verdades de Sua Palavra? Está disposto a abandonar qualquer tradição eclesiástica e humana para obedecer a Cristo?

Oremos:

Ó meu Pai, vivemos exatamente no fim; o tempo está acabando e Cristo logo voltará. Queremos ser fiéis à Tua palavra, fiéis à Tua verdade, fiéis ao Teu Cristo. Nós Te agradecemos em nome de Jesus, Amém.

Da série: “Profecias de Daniel”, por Mark Finley.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:02 pm

A VERACIDADE DO PRINCÍPIO DIA-ANO
Théo Rios

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, cumprindo o papel que lhe é devido nestes últimos dias, possuindo doutrinas distintas, como, o sábado do sétimo dia, a imortalidade condicional da alma, o dom de profecia (exemplificado no ministério de Ellen G. White), a perpetuidade da lei de Deus e a doutrina do santuário celestial, tem sido alvo de grandes acusações por parte de seus oponentes; porém, de todas as acusações de que temos sido alvo, e que já têm sido lançadas por terra, chama-me a atenção as que dizem respeito à doutrina do santuário, uma de nossas doutrinas peculiares. Assim, constantemente tenho me deparado com livros e mais livros que, com intenso zelo apologético, futilmente têm procurado desacreditar os fiéis seguidores de Cristo desta importante doutrina.
Surgindo como um movimento profético para os últimos dias, a Igreja Adventista surgiu como fruto de um grande reavivamento espiritual da primeira metade do século XIX liderado por Guilherme Miller, um grande pregador e estudante da Bí­blia que baseou suas considerações no texto que se encontra em Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Como resultado deste profundo estudo, no ano de 1831, após ter evidências suficientes da aprovação divina, começou a pregar o breve retorno literal e visível de Cristo nas nuvens do céu para o ano de 1843. Futuramente veio a fixar esta data para a Volta de Jesus para a conhecida data de 22 de outubro de 1844.
Guilherme Miller começou a sua contagem profética tomando como ponto de partida o ano 457 a.C., quando o rei Artaxerxes autorizou a reconstrução de Jerusalém (Dan. 9:25; Esdras 7:7).
Não queremos aqui discutir o que realmente aconteceu nesta data, o que vem a ser assunto de outro estudo. Mas, tendo como base o fato de Guilherme Miller haver tomado as 2300 tardes e manhãs de maneira simbólica, tendo assim, um dia para cada ano, totalizando 2300 anos--perí­odo que vai de 457 a.C. a 1844 A.D.--muitos de nossos crí­ticos têm sugerido que esta maneira de interpretar a profecia é antibí­blica, não se achando respaldo em qualquer página das Sagradas Escrituras. Seria, portanto, fruto da própria interpretação adventista para fazer com que as profecias bí­blicas se harmonizem com seus ensinos.

ABORDAGEM BÍBLICA

Existem realmente evidências nas Sagradas Escrituras que nos possibilita a aplicação do “princí­pio dia-ano” na profecia bí­blica? Quando este assunto é abordado, logo vêm dois textos bí­blicos à nossa mente:

- Números 14:34: “Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado”.

- Ezequiel 4:4-6a: “Deita-te também sobre o teu lado esquerdo e põe a iniqüidade da casa de Israel sobre ele; conforme o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás sobre ti a iniqüidade dela. Porque eu te dei os anos da sua iniqüidade, segundo o número dos dias, trezentos e noventa dias; e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Israel. Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Judá. Quarenta dias te dei, cada dia por um ano”.

A indicação bí­blica para a validade do princí­pio dia-ano, porém, não se limita apenas a estes dois textos. Temos outros versos bí­blicos que lançam luz à aplicação deste princí­pio. Podemos encontrar o conceito “dia-ano” de forma implí­cita nos seguinte textos: I Sam. 2:19; 20:6; 27:7; Apo. 13:10.
Analisando os textos acima, tendo como referencial o texto da Septuaginta (LXX), a mais célebre, a mais antiga e completa versão das Escrituras do Antigo Testamento para a lí­ngua grega (cerca de 250-150 a.C.), verifica-se que nestes versos é citada a expressão “hemera” (heméra), que significa: “dias”; em nossas versões é traduzida por “anos”. Os setenta judeus que traduziram o texto hebraico do Antigo Testamento para o texto grego, sabendo da correspondência entre os dois termos não tiveram dificuldade em assim fazê-lo, visto que o sentido do que hoje chamamos de “princí­pio dia-ano” era para eles totalmente conhecido.

INVENÇÃO ADVENTISTA?

Crí­ticos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, muito mal informados, geralmente têm tido a coragem de colocar os pioneiros de nossa Igreja como os verdadeiros fundadores do princí­pio dia-ano para interpretar profecias cronológicas apocalí­pticas. Logo abaixo podemos verificar se algum destes exegetas bí­blicos fez parte do movimento adventista logo nos seus primórdios.

Principais Expositores

* No século IX, BENJAMIN NAHAWENDI da Pérsia, colocou os 2300 dias como “anos”, ditados a partir da destruição de Siló em 942 a.C.
* JAFÉ IBN ALI, no século X, da Palestina, encarou os 2300 dias como “anos”, porém tomou as 2300 tardes e manhãs como 1150 dias-anos inteiros.
* SAADIA, também no século X, de Babilônia, também interpretou os 2300 dias como 1150 “anos”.
* RASHI da França, juntamente com outros célebres eruditos judeus, tomaram os 2300 dias proféticos como anos completos. Rashi chegou a traduzir Daniel 8:14 da seguinte maneira: “Até 2300 anos e o santuário será purificado.”
* NAHMANIDES, médico espanhol do século XIII, datou os 2300 anos a partir do reinado de Davi.
* RASHBAZ, outro médico, porém do século XV, datou os 2300 anos começando na destruição do reino de Israel (+/- 450 a.C. - 1850 A.D.)
* ISAQUE ABRAVANEL, um expositor espanhol, colocou os 2300 anos como a duração do exí­lio sob Roma, terminando no “tempo do fim”.
* A um monge de Bamberg foi atribuí­do um tratado chamado De Semine Scripturarum, também no século XIII, onde ocorreu a primeira interpretação cristã dos 2300 dias como 23 séculos (Daniel - séc. XVI).
* ARNALDO DE VILANOVA, um médico espanhol, no ano 1292, fez um comentário sobre o De Semine e datou os 2300 dias de acordo com o princí­pio dia-ano.
* NICOLAU KREBS DE CUSA (1400-1464), cardeal católico, escolástico, filósofo, situou os 2300 anos desde o tempo da visão do capí­tulo 8 de Daniel até o 2o. advento de Cristo.
* SAMUEL HUTCHINSON (1618-1728), teólogo, também expunha os 2300 anos.
* Na época da Reforma, Vários expositores encararam os 2300 dias como anos, entre eles: o teólogo inglês GEORGE DOWNHAM (1634) e o advogado EDWARD KING (escreveu por volta de 1798).
* THOMAS PARKER, de Massachussetts, pastor calvinista em 1645, colocou os 2300 dias como abrangendo 1150 dias.
* TILLINGHAST (1655), iniciou os 2300 anos com o 1o. ano de Ciro, no iní­cio da Pérsia, indo até o 2o. advento.
* WILLIAM SHERWIN, colocou os 2300 anos terminando por volta de 1700.
* T. BEVERLEY, próximo ao fim do século XVII, colocou os 2300 anos desde a Pérsia até a “purificação do santuário” e a “destruição do Anticristo”.
* WILLIAM LOWTH (1660-1732) terminou os 2300 anos em 1716.
* TEODORO CRINSOZ DE BIONENS, um teólogo protestante suí­ço, finalizou os 2300 anos em 1745.
* THOMAS NEWTON, bispo de Bristol, Inglaterra, colocou o término dos 2300 anos como “ainda no futuro”.
* DE LA FLUCHRE, associado de Wesley, colocou o fim dos 2300 anos para a sua geração ou para a geração seguinte.
* JOHN PURVES, pastor escocês, finalizou o perí­odo em 1766.
* HEIRINCH HORCH (1652-1729), um teólogo reformado, também expunha os 2300 anos.
* GEORG HERMANN GIBLEHR, pastor pietista alemão, colocou os 2300 anos até o estabelecimento do reino de Cristo.
* JOHANN P. PETRI (1718-1792), pastor da igreja alemã reformada, foi o primeiro a iniciar as 70 semanas de anos e os 2300 anos simultaneamente.
* Próximo do fim do século XVIII, HANS WOOD, da Irlanda, também iniciou os dois perí­odos simultaneamente, terminando em 1880.
* JAMES BICHENO, escolástico dissidente, colocou o perí­odo entre 481 a.C. E 1819 A.D.
* EDUARDO KING, advogado, também endossou os 2300 anos.
* WILLIAM BURNET, governador de Massachussetts, cria ser o papado o poder que profanou o santuário, computou os 2300 anos de 555 a.C. até 1745 A.D., e cria estar próximo o reino de Deus.
* RICHARD CLARKE, reitor episcopal da Carolina do Sul, no fim do século XVIII, considerou os 2300 anos entre 538 a.C. e 1762 A.D., quando a Babilônia cairia.
* SAMUEL GATCHEL, diácono congregacional de Massachussetts, pregou os 2300 anos.
* SAMUEL HOPKINS (1721-1804), um estudioso teólogo, também congregacional, cria que o reino milenial começaria como término dos 2300 anos, por volta do ano 2000 A.D.
* SAMUEL OSGOOD (1748-1813), pregou com ênfase os 2300 anos.
* Em 1795, JAMES WINTHROP (1752-1821), bibliotecário, de Harvard, defendeu o ensino dos 2300 anos.
* No fim de 1810, “J.A.B.”, na Inglaterra, pregou o fim dos 2300 anos para 1843.
* Em janeiro de 1811, WILLIAM C. DAVIS (1760-1831), da América do Norte, pregou o fim dos 2300 anos para 1847.
* WILLIAM HALES (1747-1831), seguindo HANS WOOD, colocou os 2300 anos entre 420 a.C. e 1880 A.D.
* GEORGE STANTEY FABER (1733-1854), terminou os 2300 anos em 1866.
* O famoso teólogo ADAM CLARK colocou este perí­odo entre 334 a.C. e 1966 A.D.
* Porém, um leigo presbiteriano chamado WILLIAM CUNINGHAME (1776-1849), e ARQUIBALD MASON (1753-1831), ministro da Igreja Presbiteriana Reformada, semelhantemente aos “adventistas”, iniciaram as 70 semanas e os 2300 anos similarmente em 457 a.C., porém diferiram em apenas um ano, colocando o término deste último perí­odo em 1843, embora inicialmente fosse esta a data pregada por Guilherme Miller.[1]
* RABI AKIBA, em 130 A.D., interpretou os 2300 dias como anos literais.
* JULIUS AFRICANUS, no ano 240 A.D., foi outro que aplicou o princí­pio dia-ano para as 2300 tardes e manhãs.
* MARTINHO LUTERO, o grande teólogo reformador do século XVI, também interpretou as 2300 tardes e manhãs como anos literais, aceitando como válido o princí­pio dia-ano.[2]
* W. E. DAVIS, colocou o cumprimento da profecia para o ano 1810, interpretando a profecia como anos literais.
* JOÃO WOLFF (1795-1862), colocou para 1822 o cumprimento das 2300 tardes e manhãs.
* LEONARD H. KELBER, para o ano 1824.
* ALEXANDER CAMPBELL , também interpretando a profecia para anos futuros, no tempo do fim, datou o cumprimento da profecia para o ano 1829.
* JOAQUIM DE FLORES, no século XIII, também interpretou as 2300 tardes e manhãs como simbólicas.
* PEREIRA, no século XVI, outro teólogo dos 2300 anos literais.
* SANCHES, no século XVII, pregou os 2300 dias como simbólicos, significando anos inteiros.
* ISAAC NEWTON, no século XVIII, um grande estudioso da Bí­blia e também intérprete da profecia bí­blica dos 2300 dias como 2300 anos literais.[3]

Quantos destes teólogos e comentaristas pertenciam à Igreja Adventista do Sétimo Dia? Pelo que temos conhecimento, nenhum deles. Nem mesmo eram os que marcaram o fim do perí­odo profético das 2300 tardes e manhãs para 22 de outubro de 1844, visto que, os adventistas do sétimo dia como denominação vieram a se organizar somente em 1863.
Ellen Gould White (1827-1915), também aceitou a interpretação dos 2300 anos, incluído neste perí­odo as 70 semanas de Daniel 9, baseado no princí­pio de que “um dia em profecia, profeticamente, representa um ano”[4]. Afirma que “as setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, representam quatrocentos e noventa anos”[5]. E o santuário de Daniel 8:11-14 “aponta inquestionavelmente para o santuário do Céu”[6]. Ela coloca o começo dos 2300 anos “no outono de 457 antes de Cristo”[7], quando o decreto de Artaxerxes Longí­mano para restaurar e reconstruir Jerusalém foi colocado em efeito. E ela é igualmente explí­cita que o perí­odo dos 2300 dias “se estenderá até 1844”[8], identificando-o como o “tempo apontado para o julgamento”[9], quando a obra de investigação teve iní­cio.

[Continua no próximo quadro]
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:03 pm

[Conclusão do quadro anterior]

Literatura não-bí­blica

A aplicação do princí­pio dia-ano também pode ser achada de modo explí­cito na literatura judaica helení­stica (Livro dos Jubileus, Testamentos de Levi, I Enoque 89-93), na literatura de Qumran (11 Q Melquisedeque, 4 Q 384-390 Pseudo-Ezequiel, 4 Q 180-181 A Época da Criação) e em Intérpretes Pós-Qumran (Josephus, Intérpretes Rabí­nicos Antigos e Assunção de Moisés).

PROVAS PRÁTICAS

Guilherme Miller, o grande pioneiro adventista, cria que a profecia relatada em Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” correspondia a 2300 anos literais, não podendo esta aplicar-se ao santuário terrestre.
Muitas crí­ticas têm sido levantadas afirmando consideravelmente que o princí­pio dia-ano não é válido para a profecia bí­blica, afirmando que “Se tal meio violento e inconsistente for a única maneira de “harmonizar a profecia”, como afirmam alguns, então devemos desistir de todas as tentativas de interpretá-la. Procedimento desta natureza é que faz os céticos sorrirem e traz repúdio a todo o estudo de profecia”.[10]
Contudo, a profecia bí­blica, quando interpretada levando-se em consideração o princí­pio dia-ano, testifica ou não a favor da veracidade da aplicação deste princí­pio? Faz realmente sentido a aplicação do princí­pio dia-ano para as 2300 tardes e manhãs, tendo assim 2300 anos literais? Deve a interpretação ser tomada simbólica ou literalmente? Para serem respondidas estas questões deve-se fazer uma aplicação da profecia de ambas as formas, literal e simbólica, para então verificar-se qual das duas interpretações faz sentido. Abaixo teremos alguns exemplos:
Conforme Daniel 8:1, esta visão foi dada “no ano terceiro do reinado do rei Belsazar”, isto é, no ano 538 a.C., tempo em que os filhos de Israel estavam no cativeiro babilônico, Jerusalém estava devastada e o templo totalmente destruí­do. Se tomarmos os 2300 dias como literais (6 anos, 2 meses e 20 dias), e o ano 538 a.C. como partida, iremos ao ano 532 a.C., ano em que Jerusalém ainda estava devastada e que não havia nenhum santuário terrestre para ser purificado. De acordo com Esdras 6:15, a reconstrução do templo só foi concluí­da no “sexto ano do reinado do rei Dario”, ou seja, em 516 a.C.
No versí­culo anterior à profecia das 2300 tardes e manhãs encontramos a pergunta em questão: “Até quando durará a visão do sacrifí­cio diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” E vem a resposta: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs”.
O reino da Medo-Pérsia, Grécia, e Roma pagã e papal entram neste perí­odo de 2300 dias. Como podem todos os eventos relacionados a estes reinos se cumprirem dentro de um perí­odo de 6 anos, 2 meses e 20 dias? A Medo-Pérsia sozinha corresponde um perí­odo de 208 anos (539-331a.C.). Como agrupar todos estes grupos em 2300 dias literais? É impossí­vel! A profecia só passa a ter sentido quando interpretada de acordo com o princí­pio dia-ano. “Desde que 2300 dias literais cairão muito perto, é evidente que as 2300 tardes e manhãs foram intencionadas para ser entendidas de uma maneira simbólica e que o princí­pio dia-ano está funcionando aqui”.[11]
Em Daniel 8:17, encontramos a declaração de que esta profecia se cumpriria no “tempo do fim”. Se tomarmos uma interpretação literal da profecia, esta ocorreria entre 457 a.C. e 451 a.C.; por outro lado, interpretando simbolicamente a profecia, sairí­amos do ano 457 a.C. indo até o ano 1844 A.D. Qual destes dois perí­odos corresponde ao “tempo do fim”: 451 a.C. ou 1844 d.C? Vemos aqui como a interpretação literal permanece sem sentido.
Se tomarmos as 69 semanas da 70 semanas proféticas como literais, veremos que desde a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém (457 a.C.) até o Messias (1o. séc. A.D.) haveria apenas um ano, quatro meses e três dias. Tomando de forma simbólica, terí­amos um correspondente a 483 anos, que nos levaria ao ano 27 A.D., justamente o ano em que Jesus iniciou Seu ministério, por ocasião do Seu batismo. Qual das duas interpretações realmente faz sentido? O princí­pio dia-ano continua sendo incontestável em sua aplicação!
A profecia, em Dan.9:24 e 25, nos diz: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe, e entende: desde a saí­da da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, o Prí­ncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”. Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Ele fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifí­cio e a oferta de manjares; sobre as asas das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”.
Esta profecia trata mais especificamente da última semana das setenta semanas que estavam determinadas sobre o Seu povo. Na metade desta última semana, correspondente a sete anos literais, o sacrifí­cio e as ofertas cessariam. Sendo a semana correspondente a sete anos literais, a metade da semana corresponde a exatamente três anos e meio, terminando estes três anos e meio no ano 31 d.C., ano em que Jesus foi crucificado.
“Neste momento perdeu seu significado, o sistema de sacrifí­cios. Ainda que os judeus continuaram oferecendo sacrifí­cios por quarenta anos mais, os sacrifí­cios não significaram nada para Deus. Quando os lí­deres mataram a Estêvão em 34 d.C., isto conclui a confirmação de ‘pacto com muitos’. De fato, essa morte selou o regalo da parte de Israel para com Jesus, terminando assim a relação de pacto com Deus que a nação em sua totalidade havia tido durante séculos. Esse fim ocorreu em 34 d.C., o último ano da profecia das setenta semanas’“.[12]
“De todas figuras proféticas descritas neste capí­tulo [8], a ponta pequena permanece como a mais diretamente em oposição a Deus. Sendo este o caso, a questão deve ser levantada: Realmente esta profecia quer dizer que o atrito entre a ponta pequena e o Altís­simo seria resolvida em apenas 3 1/2 semanas literais? Dado o esboço compreensivo da história da salvação que esta profecia esconde, como uma figura parece um perí­odo de tempo demasiadamente curto no qual se concluem os eventos desta importância”.[13]
Parece até mesmo coincidência que ao se aplicar o princí­pio dia-ano se obtém um perí­odo definido de tempo em que se cumprem todos os eventos descritos no texto bí­blico. Quando usa o princí­pio dia-ano, a profecia bí­blica tem sentido; quando não usado este princí­pio, a profecia passa a não ter mais sentido algum. Este já passa a ser um poderoso argumento para a aplicação do princí­pio dia-ano na profecia bí­blica.
Deve-se considerar que a profecia apocalí­ptica é composta de inúmeras figuras simbólicas. Ventos representam dissensões, povos. Animais representam reinos. Pontas representam poderes. É de se esperar que os números sigam a mesma natureza simbólica das figuras. Indicando, assim como as figuras, uma interpretação simbólica do tempo profético--o que pode ser comprovado através do princí­pio dia-ano. Assim, “devemos considerar que estamos estudando uma profecia simbólica, e por isso a medida de tempo não pode ser literal, mas simbólica”.[14]
Clifford Goldstein, em seu livro 1844 Hecho Simple, assim se expressa: “Em Daniel 7 temos sí­mbolos ao longo de todo o capí­tulo. . . . Daniel 8 também é uma visão com imagens simbólicas. não se trata de uma profecia acerca de animais, como tampouco o era Daniel 7. É totalmente profética. Não havia de se esperar também que uma sequência temporal nestes capí­tulos também fosse simbólica, em vez de literal? Ademais, ‘tarde e manhã’ não é uma forma comum de descrever dias. As palavras tí­picas para dias na Bí­blia são yamin (no plural) e yom, que ocorrem mais de mil vezes na Bí­blia. Não seria mais sensato em haver dito: ‘Até seis anos, três meses e vinte dias; então o santuário será purificado’, em vez de 2300 dias? . . . Inclusive as 70 semanas de Daniel não são uma forma comum de expressar o tempo. Por que não foram dadas como um ano e quatro meses e meio? A razão de tudo isto poderia ser que o Senhor não se referia a tempo literal, e utilizou estes números e unidades ‘simbólicas’ para mostrar ao leitor que se tratava de tempo profético, e não de tempo literal”.[15]
O livro Select Studies on Prophetic Interpretation, de William H. Shea, após fazer uma análise detalhada na aplicação da palavra “dias” em Daniel, declara: “A maneira mais geral e figurativa que a palavra ‘dias’ tem sido usada em Daniel para representar longos perí­odos do tempo histórico atual tem sido revisado aqui. Este tipo de uso já está presente nas narrativas históricas do livro. E continua dentro de uma variedade de apontamentos acerca do tempo nas profecias do livro”.[16]
As profecias bí­blicas referentes a tempo, principalmente estas que apresentam em todo o seu contexto figuras simbólicas, testificam da aplicação do princí­pio dia-ano. “Pelo que o resultado mais concludente que todos os demais é o fato de que as profecias têm-se cumprido de acordo com esse princí­pio”.[17]

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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:03 pm

CONCLUSÃO

O estudo do princí­pio dia-ano é de grande importância no estudo de profecias bí­blicas apocalí­pticas. Sem a presença deste princí­pio estas profecias bí­blicas certamente estariam não fariam qualquer sentido. O Senhor Deus atua de maneira marcante na história terrestre, e isto faz com que tenhamos mais confiança nos relatos bí­blicos.
A profecia expressa em Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”, assim como as setenta semanas de Daniel 9:24 e 26: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe, e entende: desde a saí­da da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Prí­ncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos” entretêm um paralelismo marcante. As características e a seqüência profética contidas nestes dois capí­tulos nos mostram que a segunda profecia (70 semanas) é paralela à primeira (2300 tardes e manhãs), isto é, está contida na profecia de Daniel 8, portanto, começam simultaneamente.
A profecia das 2300 tardes e manhãs corresponde ao maior tempo profético que encontramos nas páginas das Escrituras, sendo, portanto, uma profecia que se cumpriria num perí­odo muito grande de tempo na história terrestre (2300 anos). O seu cumprimento vem dar maior veracidade ao relato bí­blico, mostrando que Deus conhece toda a história terrestre e atua de maneira poderosa para que tudo se cumpra.
Esta profecia, dada a Daniel séculos antes da vinda de Cristo, mostra de maneira inequí­voca quando viria o Messias, quando Este seria ungido pelo Deus altí­ssimo (27 d.C.--final da 69a. semana), quando seria oferecido em sacrifí­cio pela raça humana (31 d.C.--na metade da última semana), quando acabaria o tempo dos judeus como nação escolhida de Deus (33 d.C.--final das setenta semanas). O que ocorreu por ocasião do apedrejamento de Estêvão, mostra ainda quando Cristo entraria no Santuário Celestial para interceder pelo Seu povo diante do Pai (1844*--final das 2300 tardes e manhãs).
A Igreja Adventista do Sétimo Dia, deve significativamente a sua existência à correta interpretação da profecia bí­blica, mais precisamente à profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs, cujo significado doutrinário, confirmado pelo princí­pio dia-ano, ainda é sustentado inabalavelmente até os dias de hoje. Douty sabiamente afirmou: “Todavia, os adventistas do sétimo dia, que se dizem divinamente chamados para esta obra de finalização, têm esta teoria como firme fundamento, de modo que descartá-la seria destruí­rem-se a si mesmos”.[18]
Realmente, descartar o princí­pio dia-ano seria destruir totalmente a base da Igreja Adventista como um movimento profético divinamente comissionado para estes últimos dias. Porém, o princí­pio dia-ano tem o apoio de grandes teólogos e pesquisadores bí­blicos, e, acima de tudo, o apoio das Sagradas Escrituras para a interpretação de suas profecias apocalí­pticas.
O princí­pio dia-ano permanece inabalável através dos tempos, e a sua aplicação para a interpretação das 2300 tardes e manhãs faz com que a profecia tenha real sentido. Portanto, se este princí­pio não fosse considerado na interpretação bí­blica tomarí­amos o tempo para o seu cumprimento como literal, o que não faria sentido algum. Assim, “devemos ter em mente que é o significado final que é o verdadeiro significado, acima de tudo, quando a profecia é cumprida numa escala mais completa, e com a mais completa e detalhada precisão.[19]

REFERÊNCIAS

* “É evidente que os 2300 dias, são 2300 anos, e conseqüentemente o fim destes 2300 anos selará o reino da profecia”. (Davis, William C. The Millennium, or a Short Sketch of the Rise and Fall of Antichrist, p. 5. Citado por: Froom, Leroy Edwin. The Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 3, p. 393)

* “Eu ainda estou muito convicto, que meu cálculo de Daniel está correto; e entretanto espero que o milênio comece por cerca do ano 1847 ou 1848”. (Davis, William C. A Treatise on the Millennium, pp. 84 e 85. Citado por: Froom, Leroy Edwin, The Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 3, p. 392)

* “Os dois mil e trezentos anos começaram quatrocentos e noventa anos antes da morte do nosso Senhor Jesus Cristo, e quatrocentos e cinquenta e sete anos antes de Seu nascimento, desde que a Era Cristã começou. Se subtrairmos 457 de 2300, o restante dará o ano na Era Cristã, quando os 2300 anos findarão. Por esta simples operação, descobrimos que este número terminará em 1843. Naquele ano, o santuário do Senhor será purificado, a Igreja e as nações serão entregues às abominações da Mãe das Meretrizes, e propriamente será eliminado da Terra”. (Mason, Archibald. Two Essays of Daniel’s Prophetic Number of Two Thousand Three Hundred Days, p. 21. Citado por: Froom, Leroy Edwin. The Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 3, p. 402 e 403).

[1] Ver: Nichol, Francis D. Comentários Sobre Daniel, pp. 32-48
[2] Froom, Leroy Edwin. Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 1, p. 280, vol. 2, pp. 194, 195 e 279
[3] Daniel Hammerly Dupuy, O Mundo do Futuro, p. 330
[4] White, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações, p. 233
[5] White, Ellen G. Profetas e Reis, p. 698
[6] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 417
[7] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 410. Primeiros Escritos, p. 243. O Desejado de Todas as Nações, p. 233
[8] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 410. Vida e Ensinos, p. 50
[9] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 486
[10] Alva J. McClain, A Profecia das Setenta Semanas de Daniel, p. 14
[11] Frank B. Holbrook, Symposium on Daniel, vol. 2, p. 426
[12] Clifford Goldstein, 1844 Hecho Simple, p. 50
[13] William H. Shea, Selected Studies on Prophetic Interpretation, vol. 1, p. 60
[14] Urias Smith, Las Profecí­as de Daniel y del Apocalipsis, p. 115
[15] Clifford Goldstein, 1844 Hecho Simple, pp. 78 e 79
[16] William H. Shea, Selected Studies on Prophetic Interpretation, vol. 1, p. 63 Maiores detalhes: pp. 56-63
[17] Urias Smith, Las Profecí­as de Daniel y del Apocalipsis, p. 167

* Mais precisamente no dia 22 de outubro de 1844, que corresponde ao 10o. dia do 7o. mês (“Tishri”), o dia em que era feita a expiação anual no ritual do santuário (“Yom Kippurimm”), ocasião em que o sumo-sacerdote entrava no lugar santí­ssimo para interceder pelo povo, sendo assim, um “antí­tipo” de Cristo, que um dia entraria no lugar santí­ssimo do santuário celestial para interceder também pelo Seu povo, pelos remidos através do Seu sangue derramado na cruz do Calvário.
[18] Douty, N. F. Another Look at Seventh-Day Adventists, p. 95
[19] Price, MacCready, The Greatest of the Prophets, p. 31. Citado por: Ramos, José Carlos, Ministério, (set/out 95), “Sistemas de Interpretação Profética”, p. 17
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:04 pm

O Mito de Antí­oco Epifânio Como Sendo a Ponta Pequena de Daniel 7 e 8
Marco Aurélio Brasil

As profecias de Daniel 7 e 8 descrevem Roma, primeiro pagã, então papal, sob cores muito desfavoráveis. Não admira, portanto, que haja tentativas de dizer que aqueles chifres perseguidores se referem a outra coisa qualquer, aproveitando o fato de que o nome Roma não aparece com todas as letras na Bí­blia.
A tentativa mais bem sucedida até o momento tem sido a de identificar o chifre pequeno com a pessoa de Antí­oco Epifânio. “Antí­oco Epifânio perseguiu judeus conservadores e suspendeu os serviços do templo entre os anos 168 e 165 a.C. Ao analisar as suas atividades, I e II Macabeus -- dois livros apócrifos -- citam frases de Daniel 8 e 9 (C. Mervyn Maxwell, Uma nova era segundo as profecias de Daniel, Casa, p. 158). Argumentos em favor de Antí­oco? Ora, ele interrompeu o serviço do santuário no templo de Jerusalém, reerguido por Esdas e Neemias, erigiu um í­dolo dentro do templo e, horror dos horrores: sacrificou um porco no altar! Essas coisas são apontadas como o cumprimento da profecia de Daniel 8.
Mas a lição desta semana [refere-se à lição de Escola Sabatina referente ao estudo de Daniel 7 a 9] terminou com a seguinte frase: “outros fatores mostram a impossibilidade desta interpretação favorável a Antí­oco”. De fato, após um estudo mais aprofundado vemos que Antí­oco Epifânio é, na melhor das hipóteses, uma idéia exótica de nome para bebês. Lembre que a profecia declara que o chifre pequeno se engrandeceria para o sul, para o oriente e para a terra formosa, e que se engrandeceria e prosperaria. Vou transcrever aqui outros excertos do livro de C. Mervyn Maxwell para ajudá-lo a riscar Antí­oco do mapa:

“. . . [não] se pode dizer que ele ‘prosperou’ (verso 12), ou que se ‘tornou muito forte’ (verso 9). Seu pai, Antí­oco III, foi chamado ‘o Grande’, e com justa razão, pois que restaurou os domí­nios originais dos selêucidas. Antí­oco Epifânio, por outro lado, era mencionado com sarcasmo -- pelo menos por alguns de seus contemporâneos -- como sendo ‘Epimânio’ -- o homem louco. Antí­oco Epifânio, depois de um fugaz triunfo no ‘sul’ (Egito), foi totalmente derrotado nesse paí­s quando o embaixador romano, C. Popí­lio Laenas, meramente lhe informou que o Senado Romano queria que ele se retirasse. O inflexí­vel romano traçou com sua bengala um cí­rculo em torno de Antí­oco e exigiu deste uma decisão antes que ele saí­sse de dentro do cí­rculo!
“No ‘leste’ (Mesopotâmia) Antí­oco Epifânio morreu sob circunstâncias obscuras e tristes. Até mesmo a ‘terra gloriosa’ (Palestina) onde a princí­pio ele parecia destinar-se ao sucesso, todas as suas ambições ruí­ram por terra enquanto ele ainda vivia.
Adicionalmente, todas as tentativas de enquadrar sua profanação do templo judaico dentro de ‘2.300 tardes e manhãs’, fracassaram uniformemente. O registro que mais se aproxima de ser contemporâneo, encontrado em I Macabeus 1:54 a 59; 4:52 a 54, é incrivelmente preciso ao dizer que ele interrompeu os serviços do templo durante três anos e dez dias (do 15º dia do mês de Chislev do ano 168 até o 25º do mês de Chislev do ano 165)” (Op. cit., p. 158 e 159)


Sem dúvida, três anos e dez dias não somam 2.300 dias. Alguns estudiosos tentaram um estranho malabarismo, traduzindo Daniel 8:14 como se referindo não a 2.300 dias, mas a 1.150 dias. O argumento é de que havia dois sacrifí­cios contí­nuos por dia, um pela manhã e outro à tarde, logo, a profecia estaria falando de 2.300 sacrifí­cios, o que daria 1.250 dias. Se você tem na sua casa uma Bí­blia na Linguagem de Hoje, pode conferir. Se for das edições mais antigas, talvez ela traga o número 1.150 em lugar de 2.300. As edições mais recentes já corrigiram essa manobra estapafúrdia, porque o argumento não se sustenta, o texto fala claramente de 2.300 dias, e não 2.300 sacrifí­cios. Ademais, 3 anos e 10 dias somam 1.090 dias, e não 1.150. Cortar 2.300 pela metade só faz com que a profecia fique um pouco mais perto de dar certo, mas não casa com exatidão.
Outro argumento importante: embora Macabeus -- que, repita-se, não é um livro canônico -- identifique Antí­oco Epifânio com as predições de Daniel, um interpreto muito mais confiável e que viveu depois de Antí­oco Epifânio afirma que a abominação desoladora de que fala Daniel ainda estava no futuro. Voltemos a Maxwell: “No discurso do Olivete, Jesus disse que a ‘abominação desoladora’ do profeta Daniel ainda se encontrava no futuro, no momento em que Ele próprio falava. S. Mateus 24:15... Assim, se realmente quisermos compreender o significado da ponta pequena de Daniel 8, teremos que concluir - como fez Jesus -- que ela não pode ter sido Antí­oco Epifânio, que morreu em 164 a.C., quase dois séculos antes do Discurso do Olivete. (Op. cit., p. 159).
“Antí­oco Epifânio foi o oitavo rei da dinastia selêucida, dirigente do reino helení­stico que veio a ser conhecido como Sí­ria. Ele é mencionado pelo historiador romano Lí­vio, pelo historiador grego Polí­bio e pelo historiador judeu anônimo que escreveu I e II Macabeus. O rei não aparece nas páginas desses escritores como um notável anticristo. Na verdade, emerge como um perdedor nato, um homem tragicamente pequeno” (idem, p. 193).
O chifre pequeno, tanto em Daniel 7 como em Daniel 8, aparece na seqüência de reinos hegemônicos, em determinado momento assume caracterí­sticas distintas dos reinos predecessores, persegue os santos, muda os tempos e a lei, blasfema, se engrandece, prospera, atua até o final dos tempos, atua depois de Jesus, predomina por 1.260 anos. Não restam dúvidas de que a profecia está se referindo a Roma, e não a um obscuro rei cuja atuação desastrada e passional não teve qualquer conseqüência mais contundente no Grande Conflito entre Jesus e Satanás.
Para além da atuação desse poder perseguidor e como um limitador do mesmo, a profecia fala a respeito de um julgamento. O julgamento que vemos em Daniel 7 encontra paralelo em Daniel 8 com a cena de purificação do santuário. No centro da profecia, portanto, estão o santuário e seus sí­mbolos, “sombras do corpo, que é Cristo”, como diz Paulo. Durante a próxima semana voltaremos os olhos para o santuário, portanto.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:04 pm

Encerrando os Estudos de Daniel
Cremos que os vários estudos desta seção a respeito das profecias de Daniel deram um quadro excepcional de como a história do mundo é antecipada com impressionante precisão pelo profeta. Vimos a seqüência de quatro impérios mundiais--Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma--chegando ao auge do poder e influência e entrando em colapso, um após o outro. Percebemos a divisão final do último dos grandes impérios, as tentativas mal-sucedidas de reavivar um império mundial, e outros aspectos de poderes posteriores. Dentre estes, um se destaca por caracterí­sticas não só polí­ticas, como religiosas, como discutido em detalhes no livro de Apocalipse, que faz parceria com o de Daniel em simbologia de acontecimentos mundiais afetando o povo de Deus, bem como o final glorioso que aguarda os que “guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus” (Apo. 14:12). Assim, valeria a pena agora explorarmos os sí­mbolos proféticos do último livro bí­blico.
Antes, porém, de entrarmos em estudos sobre o Apocalipse, valeria a pena analisar um capí­tulo de Daniel utilizado erroneamente por alguns como profecia que também se estende até o fim dos tempos. Trata-se da profecia de Daniel 4, que mais uma vez no livro do profeta hebreu trata de sonhos. Novamente do rei Nabucodonosor tem um sonho que gostaria de saber o que significaria, e tal sonho é igualmente interpretado com êxito por Daniel. Mas diferentemente dos outros retratados no livro, este apenas diz respeito à experiência do próprio rei Nabucodonosor. O orgulhoso rei babilônico seria forçado a deixar o trono de Babilônia por certo tempo, o que se deu dada uma doença mental que por “sete tempos”, ou anos, sofreu, mas isso nada tinha a ver com a história futura do mundo.
Os que mais utilizam tal profecia, que fala desses “sete tempos”, interpretados como sete anos proféticos (que equivaleriam a 2.520 anos--360 x 7), são as “testemunhas de Jeová”. Este perí­odo se estenderia de 607 A.C., quando Jerusalém teria sido desolada, até 1914, o que representaria “o fim dos tempos dos gentios” de Lucas 21:24. Tal entendimento, contudo, está eivado de problemas exegéticos e históricos.
Eis um apanhado de tal interpretação como discutido no livro de nossa autoria, O Desafio da Torre de Vigia, publicado pela Casa Publicadora Brasileira (com pequenas adaptações), onde mostramos não fazer o mí­nimo sentido:

ANALISANDO UMA ERRÔNEA INTERPRETAÇÃO DE DANIEL, CAPÍTULO 4

1º erro: As profecias relativas a tempo passam a ter cumprimento a partir de quando são proferidas, ou no futuro. Não ocorre nenhum exemplo bí­blico de profecia envolvendo período cujo ponto de partida deva ser fixado em época anterior a sua formulação. Os 7 tempos de Daniel 4 iniciam-se com o começo da doença mental do rei, que o levou a perder o trono, e de modo algum se pode recuar a 607 A.C. para encontrar o seu iní­cio.

2º erro: A interpretação do sonho de Nabucodonosor em Dan. 4 não tem caráter profético aplicável a longos perí­odos posteriores ao tempo do rei, como fica claro pelos vs. 24 a 28 e 33. O sonho destinava-se a combater o orgulho do rei e revelar-lhe quem era o Soberano, infinitamente superior a ele: vs. 29-31 e 36, 37. Nada há na passagem indicando tratar-se de uma profecia que se estenderia até além do tempo do rei.

Obs.: Também não há provas bí­blicas para estabelecer a “árvore” de Dan. 4 como representação simbólica do “reinado de Deus”, como ensinam as “testemunhas de Jeová”: ver vs. 20 a 22, “a árvore . . . és tu, ó rei”. O vs. 37 oferece uma sí­ntese do objetivo da visão: Deus “pode humilhar aos que andam na soberba”. Isso apenas, nada mais.

3º erro: Os “tempos dos gentios” [ou “tempos designados das nações”, como consta da versão bí­blica das TTJ], em Luc. 21:24, não tem ligação nenhuma com Daniel 4. Esta ligação entre as passagens é inteiramente arbitrária pois tratam de acontecimentos inteiramente distintos, sem qualquer relação de tempo ou espaço.

4º erro: Fica insinuado, pela interpretação das “testemunhas”, que assim como o rei esperou sete tempos para voltar ao trono, também Cristo assumiu Seu trono após sete tempos, em 1914. Mas isso chega a ser blasfemo porque os reis í­mpios na Bí­blia são tipos de Satanás, e nunca de Cristo (cf. Eze. 28--o rei de Tiro; Isa. 14--o rei de Babilônia).

5º erro: A conclusão do suposto perí­odo de 2.520 anos em 1914 apóia-se em falsas premissas. Tanto a data 607 A.C. para a destruição de Jerusalém pelos babilônios é falsa, como a contagem dos 70 anos de cativeiro, terminando em 537, não condiz com a realidade dos fatos. Os próprios historiadores citados pela Torre de Vigia em suas publicações [como James Pritchard, Jack Finegan, Werner Keller, além da Encyclopedia Britannica, etc.] atestam que a data correta para a desolação de Jerusalém, correspondente ao 19º ano do reinado de Nabucodonosor, foi 586 A.C.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:04 pm

A Adoração Genuí­na Versus Falsa nos Últimos Dias e as Bestas do Apocalipse

Em Apocalipse capí­tulos 13 e 14 encontramos duas extraordinárias profecias bí­blicas sobre dois poderes que desempenharão um papel decisivo nos momentos finais da história deste mundo e cuja atuação tem que ver com a genuí­na e a falsa adoração a Deus nos tempos finais.
Vamos começar esta série de estudos sobre o Apocalipse pelo capí­tulo 14, voltando depois à análise do capí­tulo 13, que trata da “besta que subiu do mar” e da outra besta que “sobe da Terra”.

Abraços
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:05 pm



TRÊS ANJOS PROCLAMAM SOLENES MENSAGENS

Tarefa de casa: A primeira “tarefa de casa” para o estudo de importantes profecias do Apocalipse relativas aos tempos finalíssimos da história deste mundo é a leitura do capítulo 14. Isto feito, se perceberá como nesse capítulo encontramos três anjos simbólicos empenhados numa obra de proclamação mundial e decisiva que deve preparar os habitantes da Terra para a segunda vinda do Senhor.
Como “anjo” (do grego ággelos) é um termo que significa “mensageiro”, e quem tem o encargo de pregar o “evangelho eterno” a toda criatura vivente é a Igreja de Cristo (Mat. 28:19, 20), os anjos referidos na verdade simbolizam os cristãos dedicados a restaurar verdades importantes negligenciadas pelos que deveriam tê-lo feito. É a mensagem final de advertência a ser proclamada pouco antes da colheita e da “vindima”, descritas no vs. 14-20 como símbolos da própria vinda de Cristo em glória e majestade para levar os Seus para estarem para sempre com Ele e dar o merecido castigo aos adoradores “da besta e da sua imagem”, como discutidas no capítulo 13, que estudaremos em seguida.

A Hora do Seu Juízo

O anúncio do primeiro anjo simbólico: “Temei a Deus e dai-lhe glória porque vinda é a hora do Seu juízo (vs. 7)” aponta à obra finalizadora do ministério de Cristo para a salvação dos homens. Anuncia uma verdade que deve ser proclamada até que cesse a intercessão do Salvador e Ele volte à Terra para receber o Seu povo, como prometeu em João 14:1-3.
A obra do juízo que começou em 1844, como vimos nos estudos acima sobre Daniel 8 e 9, deve continuar até que os casos de todos estejam decididos, tanto dos vivos como dos mortos; disso se conclui que ela se estenderá até ao final do tempo de graça para a humanidade.
A fim de que os homens possam preparar-se para estar em pé no juízo, a mensagem lhes ordena temer a Deus e dar-Lhe glória, “e adorar Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. O resultado da aceitação destas mensagens é dado nestas palavras: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus” (vs. 12).
No mundo religioso cristão fala-se muito em aceitar a Cristo como Salvador. Claro, sem esse Salvador que esperança teríamos para o porvir? Contudo, esse aceitar a Cristo como Salvador implica em tê-Lo também como Senhor de nossa vida. Ele próprio declarou: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15).
A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem os mandamentos de Cristo que são expressos na lei de Deus. Esta lei será a norma de caráter no juízo (Tiago 2:12). Declara o apóstolo Paulo: “Todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. . . . No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo”. E ele diz que “os que praticam a lei hão de ser justificados”. Rom. 2:12-16.
A fé é essencial a fim de guardar-se a lei de Deus; pois “sem fé é impossível agradar-Lhe”. “E tudo que não é de fé, é pecado”. Heb. 11:6; Rom. 14:23.


”Chegada é a hora do Seu juízo”

Genuína Adoração a Deus--O Que Envolve?

Honrando ao Criador: Pelo primeiro anjo os homens são chamados também a temer a Deus e dar-Lhe glória, e adorá-Lo como o Criador do céu e da Terra. A fim de fazer isto devem obedecer à Sua lei. Diz Salomão: “Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem”. Ecl. 12:13. Sem a obediência a Seus mandamentos nenhum culto pode ser agradável a Deus. “Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos”. “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. I João 5:3; Prov. 28:9.
O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. “Todos os deuses dos povos são coisas vãs; mas o Senhor fez os céus”. Sal. 96:5. “Assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra, e a fez; . . . Eu sou o Senhor, e não há outro”. Isa. 40:25 e 26; 45:18.
Diz o salmista: “Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu”. “Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou”. Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas”. Apoc. 4:11.

O “Memorial da Criação”: Há um mandamento da lei divina que aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. Trata-se do quarto preceito que declara: “O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus . . . porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”. Êxo. 20:10 e 11.
É importante comparar a linguagem de Êxo. 20:11 com a de Apocalipse 14:7. Tal comparação revelará a clara ligação entre esse mandamento e a proclamação da adoração genuína a Deus, em contraste com a deúncia da falsa adoração, que vem em seguida.
A Bíblia acentua que o sábado é “um sinal, . . . para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus”. Eze. 20:20. E a razão apresentada é: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e ao sétimo dia descansou e restaurou-Se”. Êxo. 31:17.
Talvez seja interessante acentuar que a própria “Declaração Doutrinária” da Convenção Batista Nacional apresenta o texto de Êxo. 31:14-18 como confirmatório de sua exposição sobre o “dia do Senhor” (Tópico XV), com isso reconhecendo que o princípio do sábado é um “sinal” entre Deus e os Seus filhos. Ainda que os batistas reinterpretem o mandamento para aplicá-lo ao domingo, o reconhecimento pelos batistas de que o sábado é sinal entre Deus e Seu povo não deixa de ser um dado muito significativo.
No Salmo 111:4 lemos que Deus “fez memoráveis as suas maravilhas”. Foi para conservar a verdade que de há um Deus criador de todas as coisas e para que esse fato sempre esteja perante o espírito dos homens que Deus instituiu o sábado no Éden. É o “memorial da criação”. Enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento.

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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:06 pm

Denúncia e Advertência do Segundo Anjo

Mensagem contrastante: Em contraste com o destaque à genuína adoração a Deus pelos que se caracterizam como “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus”, surge um segundo anjo profético falando da queda de “Babilônia”, que simboliza a falsa religião, e um terceiro anjo vem logo a seguir, reforçando a advertência do anjo que o antecede e proferindo solene e terrível denuncia à falsa adoração: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus”. Apoc. 14:9 e 10.
Para a compreensão desta mensagem é necessária uma interpretação correta dos símbolos empregados. Que se representa pela besta, pela imagem e pelo sinal?
A cadeia de profecias na qual se encontram estes símbolos começa no capítulo 12 de Apocalipse, com o dragão que procurava destruir a Cristo em Seu nascimento. Declara-se que o dragão é Satanás (Apo. 12:9); foi ele que atuou sobre Herodes a fim de matar o Salvador. Mas o principal agente de Satanás, ao fazer guerra contra Cristo e Seu povo, durante os primeiros séculos da era cristã, foi o Império Romano, que tinha o paganismo por religião dominante.
Embora o dragão represente primeiramente Satanás, é, em sentido secundário, símbolo de Roma pagã. Prova disso é que o quarto império das profecias de Daniel 7 era o animal “terrível e espantoso” que tinha sete cabeças e dez chifres. Pois o dragão que ataca a mulher e o filho que ia dar à luz também tinha sete cabeças e dez chifres (Apo. 12:3), o que mostra a clara identificação dos símbolos, unindo o quarto animal de Daniel 7 (Roma) com o poder que tentou eliminar o menino Jesus, inspirado pelo mesmo ser que foi expulso do céu, o dragão vermelho. Logo, temos aí o poder de Roma apresentado como uma agência satânica.

Selo de Deus versus sinal da besta

Nenhuma mudança de selos: Já vimos que o “sinal” entre Deus e o Seu povo é o sábado, como indicado em Êxo. 31:17, Eze. 20:12, 20. Nada indica que Deus haja mudado esse Seu sinal com a passagem do Velho para o Novo Concerto, pois o que lemos é que em tal episódio Deus escreve o que é chamado de “Minhas leis” nos corações e mentes dos que aceitam o Seu plano de salvação (ver Heb. 8:6-10 e 10:16). Esta é uma das “superiores promessas” do Novo Concerto [Novo Testamento].
Agora, o que vem a ser, em contraste com o “selo de Deus”, o “sinal da besta”? Em Romanos 4:11 vemos como “sinal” e “selo” são sinônimos indiscutíveis, e sendo o sábado esse “sinal” entre Deus e Seus filhos (reconhecido pela “Declaração Doutrinária” batista, como vimos) resta ver como se caracterizava um selo no passado. Os governantes costumavam selar seus documentos com um selo especial--que hoje corresponderia a um “carimbo oficial” e assinatura--em que constavam três coisas básicas: o nome do governante, o seu cargo ou função, e o território sobre o qual tinha jurisdição.
No mandamento do sábado encontramos essas três coisas: 1) o nome de Deus; 2) Sua função de Criador; 3) o território de Seu governo:

“Porque em seis dias (1) o Senhor (2) fez (3) o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou”.

Identificando o sinal da besta: Sendo o sábado o selo de Deus, então não será difícil imaginar que o “selo” ou “sinal” da besta seja algo que esteja em direta oposição a tal selo divino, uma instituição que o rivalize e tenha sido criado pelo homem, em confronto com o que o Criador instituiu. Isto se refere ao falso sábado, ou o domingo, dia originário do dies solis (dia do sol) do paganismo do Império Romano, transformado em dia de culto cristão pelas autoridades religiosas cristãs já espiritualmente fragilizadas na capital do Império. Isto se deu em cumprimento da profecia de Paulo em Atos 20:29, 30 e 2a Pedro 2: 1-3. Em tais versos os apóstolos falam da apostasia que se introduziria na Igreja por meio de falsos mestres que se introduziriam sorrateiramente nas fileiras cristãs.
O processo de mudança do sábado para o domingo começou a partir de quando o Imperador Adriano empreendeu uma grande perseguição contra os judeus, que se rebelaram em 135 AD. A fim de não serem confundidos com os judeus (já que os cristãos eram tidos inicialmente como uma mera seita judaica) os líderes cristãos, para serem “politicamente corretos”, começaram a adotar certas práticas pagãs e a denunciar os judeus como até preguiçosos por não trabalharem aos sábados. Valiam-se, inclusive, de argumentos tais como o de que “sendo Jesus o Sol da justiça, faz todo o sentido adotar o “dia do sol” para cultuá-Lo” para justificarem o claro sincretismo que buscavam na sua incorporação de práticas do paganismo na liturgia cristã.

Fator Central no Conflito Final

O conflito final, como já acentuado, terá como fator central a genuína adoração (o que envolve o culto devido ao Criador, lembrado adequadamente no “memorial da Criação”, como é o sábado do sétimo dia) em contraste com um falso sábado da tradição católica-romana, que o mundo protestante falhou em restaurar. Isso pode parecer difícil de entender diante da falta de real dedicação à observância do domingo ou mesmo a qualquer outro dia.
Isso é abordado pelo Dr. Samuele Bacchiocchi, o único não-católico a seguir um curso de estudos na Pontifícia Universidade Gregoriana, a mais famosa instituição educacional católica, fundada há 450 anos por Inácio de Loyola, e autor do premiado livro Do Sábado Para o Domingo:

“A questão hoje não é mais: Que dia os cristãos observam? O que se tem de indagar hoje é, Acaso os cristãos observam algum dia? Por seu estilo de vida, os cristãos na sua maioria demonstram que não estão interessados num DIA SANTO, seja sábado ou domingo, mas num FERIADO [O autor neste ponto faz um jogo de palavras no original em inglês de seu artigo, respectivamente HOLY DAY e HOLIDAY]. Isso pode nos ajudar a entender por que o sábado será uma questão tão controversa, um teste da verdade, no conflito final, simplesmente por que convoca as pessoas a darem prioridade a Deus pela consagração de seu tempo a Ele no sétimo dia. E as pessoas são muito ciosas de seu tempo. Desejam ocupar o tempo com a busca do prazer e ganho, não com a presença e paz de Deus na vida.
“O confronto final não será a respeito de nomes ou úmeros em si, ou seja, domingo versus sábado, primeiro dia versus sétimo dia, mas sobre o que esses dois dias representam: adoração centralizada no eu versus adoração centralizada em Deus. É nesse contexto que O SINAL E NÚMERO DA BESTA devem ser entendidos.
“[Há um] agudo contraste entre o selo de Deus e o sinal da Besta. Sua função básica é simbolizar um compromisso religioso: um com Cristo e o outro com o anticristo. Tanto o selo quanto o sinal incorporam os motivos inerentes de posse e proteção (Eze. 9:4; Apo. 7:2-3; 9:4; 13: 16, 17). Ambos são sinais religiosos de lealdade. Isso é representado por seu posicionamento--na testa, um lugar de assentimento mental, e sobre a mão--o lugar de conformidade externa.
“Dentro do contexto da grande controvérsia dramaticamente retratada em Apocalipse 12-14, um confronto final ocorrerá entre os que são fiéis aos “mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus” (Apo.12:17; 14;12), e aqueles que escolhem “adorar a besta” (Apo. 13:8’) por obedecerem uma contrafação da lei moral.
“Enquanto os verdadeiros seguidores de Cristo estão dispostos a depor a vida para serem leais a Seus ensinos, os seguidores do Anticristo impõem um boicote sócio-econômico sobre os crentes que recusam aceitar o sinal e o úmero da besta, isto é, o falso culto promovido por seu caráter de auto-exaltação. É somente quando renovamos nosso compromisso diário com nosso Senhor que seremos capazes de resistir ao engano e intolerância finais do anticristo, caracterizado por seu sinal e número”.


Muito bem, já tendo analisado no capítulo 14 o confronto entre a genuína e a falsa adoração, o que implica na observância do “memorial da criação”, que é o sábado, em contraste com o falso sábado de origem pagã, como é o domingo, originário da prática pagã de culto ao sol, vejamos o capítulo 13 e o papel das duas bestas--a que sobe da Terra, a que sobe do mar--e como a questão do selo de Deus e do “sinal da besta” novamente se destaca.
Logo, a segunda “tarefa de casa” ao prosseguirmos no estudo desses importantes capítulos do último livro bíblico é a leitura integral de Apocalipse 13.

Abraços
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:06 pm

Apocalipse 13
As Bestas: Uma Sobe do Mar, Outra Sobe da Terra


Tarefa de casa: A nova “tarefa de casa” para o estudo dessas importantes profecias do Apocalipse seria a leitura completa do capí­tulo 13, que vem logo antes do capí­tulo que estudamos acima. Feito isso, prossigamos:
Nos vs. 1 a 10 do capí­tulo 13 descreve-se a besta “semelhante ao leopardo”, à qual o dragão deu “o seu poder, o seu trono, e grande poderio”. Este sí­mbolo, como os protestantes têm crido historicamente na sua maioria, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano.
Declara-se quanto à besta semelhante ao leopardo: “Foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias. . . . E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do Seu nome, e do Seu tabernáculo, e dos que habitam no Céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e lí­ngua, e nação”.
Esta profecia é quase idêntica à descrição do “chifre pequeno” de Daniel 7, referindo-se inquestionavelmente ao papado. Aliás, valeria até a pena apresentarmos uma tabelinha mostrando essas comparações:

a) O “chifre pequeno” tinha “olhos de homem” -- Dan. 7:8
A “besta” tem o número de homem -- Apo. 13:18

b) O “chifre pequeno” “consumirá os santos do Altí­ssimo” -- Dan. 7:25
A “besta” faz guerra contra os santos -- Apo. 13: 7

c) O “chifre pequeno” profere “palavras contra o Altí­ssimo” -- Dan. 7:25
A “besta” abre sua boca em blasfêmias contra Deus - Apo. 13:6

d) O “chifre pequeno” surge entre os dez chifres (10 divisões de Roma) -- Dan. 7:8
A “besta” recebe o seu “poder, trono e grande autoridade” de Roma (após as divisões terem sido formadas. Apo. 13:2 (comparação com os mesmos animais de Dan. 7: leão, urso, leopardo).

e) O “chifre pequeno” prevalece sobre os santos por “tempo, tempos e metade de um tempo”, o que equivale a 1.260 dias-anos (Dan. 7:25)
A “besta” tem poder por “quarenta e dois meses” que são exatamente 1.260 dias, pelo calendário judaico de 360 dias para um ano (Apo. 13:5)

Quarenta e Dois Meses

Poderio por tempo limitado: Sobre este profetizado perí­odo de tempo: “Deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses”: este chega a um fim. Diz o profeta, “vi uma de suas cabeças como ferida de morte”. E, mais, “se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto”.
Os quarenta e dois meses, como vimos, são o mesmo que “tempo, tempos, e metade de um tempo”, três anos e meio, ou 1.260 dias, de Daniel 7, tempo durante o qual o poder papal deveria oprimir o povo de Deus. Este perí­odo, como visto nos estudos precedentes, referem-se ao princí­pio dia-ano, sendo um dia em profecia equivalente a um ano (cf. Núm. 14:34. Eze. 4:6-8). Logo, os 1.260 dias são, na verdade, 1.260 anos.
Tal perí­odo começou com a supremacia do papado (o “chifre pequeno” da profecia de Daniel 7), no perí­odo de 533-538 de nossa era (a partir de quando Justiniano declarou ser o bispo de Roma o cabeça de todas as Igrejas e os últimos adversários do papado, os ostrogodos, sofrerem derrota e serem expulsos de Roma), e terminou entre 1793-1798. Na primeira data, durante a Revolução Francesa a religião foi oficialmente declarada como uma inimiga da razão, daí­ dever ser eliminada, e em 1798 o papa foi aprisionado pelo exército francês, e o poder papal recebeu a chaga mortal, cumprindo-se a predição: “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá”.


A Mulher Pura, Perseguida--A Igreja de Cristo

A Besta Semelhante ao Cordeiro

Outro sí­mbolo introduzido: Diz o profeta: “Vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro”. Apo. 13:11. Tanto a aparência desta besta como a maneira por que surgiu, indicam que a nação por ela representada é diferente das que são mostradas sob os sí­mbolos precedentes.
Os grandes reinos que têm governado o mundo foram apresentados ao profeta Daniel como feras rapinantes, que surgiam quando “os quatro ventos do céu combatiam no mar grande”. Dan. 7:2. Em Apocalipse 17, um anjo explicou que águas representam “povos, e multidões, e nações, e lí­nguas” (verso 15). Ventos são sí­mbolos de contendas. Os quatro ventos do céu a combaterem no mar grande, representam as terrí­veis cenas de conquista e revolução, pelas quais os reinos têm atingido o poder.

A Outra Besta Apocalí­ptica



Sobe da terra: Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro foi vista a “subir da terra”. Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo--esse mar turbulento de “povos, e multidões, e nações, e lí­nguas”. Deve ser procurada no Ocidente.
Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indí­cios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do sí­mbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte. Reiteradas vezes, ao descreverem a origem e o crescimento desta nação, oradores e escritores têm emitido inconscientemente o mesmo pensamento e quase que empregado as mesmas palavras do escritor sagrado.
A besta foi vista a “subir da terra”; e, segundo os tradutores, a palavra aqui traduzida “subir” significa literalmente “crescer ou brotar como uma planta”. E, como vimos, a nação deveria surgir em território previamente desocupado. Escritor preeminente, descrevendo a origem dos Estados Unidos, fala do “mistério de sua procedência do nada” (G. A. Towsend, O Novo Mundo Comparado com o Velho), e diz: “Semelhante a semente silenciosa, desenvolvemo-nos em império”. Um jornal europeu, em 1850, referiu-se aos Estados Unidos como um império maravilhoso, que estava “emergindo” e “no silêncio da terra aumentando diariamente seu poder e orgulho”.: The Dublin Nation.
Eduardo Everett, em discurso sobre os peregrinos, fundadores desta nação, disse: “Procuraram um local afastado, inofensivo por sua obscuridade, e seguro pela distância, onde a pequenina igreja de Leyden pudesse gozar de liberdade de consciência? Eis as imensas regiões sobre as quais, em conquista pací­fica, ... implantaram os estandartes da cruz!”

Semelhante a um Cordeiro

Aparência benigna: “E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro”. Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a “subir” em 1798.
Entre os exilados cristãos que primeiro fugiram para a América do Norte em busca de asilo contra a opressão real e a intolerância dos sacerdotes, muitos decidiram estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa. Suas idéias tiveram guarida na Declaração da Independência, que estabeleceu a grande verdade de que “todos os homens são criados iguais”, e dotados de inalienável direito à “vida, liberdade, e procura de felicidade”. A Constituição garante ao povo o direito de governar-se a si próprio, estipulando que representantes eleitos pelo voto popular façam e administrem as leis.
Foi também concedida liberdade de fé religiosa, sendo permitido a todo homem adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. Republicanismo e protestantismo tornaram-se os princí­pios fundamentais da nação. Estes princí­pios são o segredo de seu poder e prosperidade. Os oprimidos e desprezados de toda a cristandade têm-se volvido para esta terra com interesse e esperança. Milhões têm aportado às suas praias, e os Estados Unidos alcançaram lugar entre as mais poderosas nações da Terra.

Falava Como um Dragão

O rugir do dragão disfarçado: Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro e voz de dragão do sí­mbolo aponta a uma chocante contradição entre as profissões e práticas da nação assim representada. A “fala” da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princí­pios liberais e pací­ficos que estabeleceu como fundamento de sua polí­tica. A predição de falar “como o dragão”, e exercer “todo o poder da primeira besta, claramente anuncia o desenvolvimento do espí­rito de intolerância e perseguição que manifestaram as nações representadas pelo dragão e pela besta semelhante ao leopardo. E a declaração de que a besta de dois chifres faz com “que a Terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”, indica que a autoridade desta nação deve ser exercida impondo ela alguma observância que constituirá ato de homenagem ao papado.
Semelhante atitude seria abertamente contrária aos princí­pios deste governo, ao espí­rito de suas instituições livres, às afirmações insofismáveis e solenes da Declaração da Independência, e à Constituição. Os fundadores da nação procuraram sabiamente prevenir o emprego do poder secular por parte da Igreja, com seu inevitável resultado: intolerância e perseguição.
A Magna Carta estipula que “o Congresso não fará lei quanto a oficializar alguma religião, ou proibir o seu livre exercí­cio”, e que “nenhuma prova de natureza religiosa será jamais exigida como requisito para qualquer cargo de confiança pública nos Estados Unidos”. Somente em flagrante violação destas garantias à liberdade da nação, poderá qualquer observância religiosa ser imposta pela autoridade civil. Mas a incoerência de tal procedimento não é maior do que o que se encontra representado no sí­mbolo. É a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro: professando-se pura, suave e inofensiva que fala como o dragão.

Fazer Uma Imagem

Formando a imagem à besta: “Dizendo aos que habitam na Terra que fizessem uma imagem à besta”. Aqui se representa claramente a forma de governo em que o poder legislativo emana do povo; uma prova das mais convincentes de que os Estados Unidos são a nação indicada na profecia.
Mas o que é a “imagem à besta?” e como será ela formada? A imagem é feita pela besta de dois chifres, e é uma imagem à primeira besta. É também chamada imagem da besta. Portanto, para sabermos o que é a imagem, e como será formada, devemos estudar os caracterí­sticos da própria besta: o papado.
Quando se corrompeu a primitiva Igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espí­rito e o poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular. Disso resultou o papado, uma Igreja que dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer aos seus próprios fins, especialmente na punição da “heresia”.


Congresso dos EUA, Baluarte das Liberdades Individuais. Até Quando?

E.U.A., quem diria! . . .: A fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela Igreja para realizar os seus próprios fins.
Quando quer que a Igreja tenha buscado recorrer ao poder secular, empregou-o para punir a discordância às suas doutrinas. A apostasia na Igreja será a preparação do caminho para a formação da profetizada imagem à besta.
Quando as principais Igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apóie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável.
Com os progressos no campo do ecumenismo, em que já luteranos e metodistas declararam oficialmente sua concordância com a posição católica sobre justificação pela fé, vemos sinais de tais iniciativas unificadoras, em que as diferenças são mais e mais reduzidas e os “pontos comuns” valorizados. E pode haver instituição mais ecumênica do que o costume dos cultos aos domingos?

[Conclui no próximo quadro]
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:06 pm

[Conclusão do quadro anterior]

Revendo a Advertência do Terceiro Anjo

Boicote econômico Global: A besta de dois chifres “faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou nas suas testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”. Apo. 13:16 e 17.
A advertência do terceiro anjo de Apocalipse 14, já estudado, é: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus”. “A besta” mencionada nesta mensagem, cuja adoração é imposta pela besta de dois chifres, é a primeira, ou a besta semelhante ao leopardo, do capí­tulo 13 do Apocalipse--o papado.

O que é a “imagem da besta”: A “imagem da besta” representa a forma de protestantismo apóstata que se desenvolverá quando as Igrejas protestantes buscarem o auxí­lio do poder civil para imposição de seus dogmas. Resta definir ainda o “sinal da besta”.
Depois da advertência contra o culto à besta e sua imagem, declara a profecia: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus” (Apo. 14:12). Visto os que guardam os mandamentos de Deus serem assim colocados em contraste com os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal, é claro que a guarda da lei de Deus, por um lado, e sua violação, por outro, deverão assinalar a distinção entre os adoradores de Deus e os da besta.

Pensa em Mudar a Lei Divina

Mudança de tempos e lei: O caracterí­stico especial da besta, e, portanto, de sua imagem, é a violação dos mandamentos de Deus. Diz Daniel, na profecia já analisada do capí­tulo 7, a respeito da ponta pequena, o papado: “Cuidará em mudar os tempos e a lei”. Dan. 7:25. E Paulo intitulou o mesmo poder “o homem do pecado”, que deveria exaltar-se acima de Deus. Uma profecia é o complemento da outra. Unicamente mudando a lei de Deus poderia o papado exaltar-se acima de Deus; quem quer que conscientemente guarde a lei assim modificada, estará a prestar suprema honra ao poder pelo qual se efetuou a mudança. Tal ato de obediência às leis papais seria um sinal de vassalagem ao papa em lugar de Deus.


A Figura do Dragão e a Mulher Corrupta Que Sobre Ele Se Assenta, Representando Uma Igreja Corrupta

O papado tentou mudar a lei de Deus. O segundo mandamento, que proí­be o culto às imagens, foi omitido da lei, e o quarto foi mudado de molde a autorizar a observância do primeiro dia em vez do sétimo, como sábado. Mas os romanistas aduzem como razão para omitir o segundo mandamento ser ele desnecessário, achando-se incluí­do no primeiro, e que estão a dar a lei exatamente como era o desí­gnio de Deus fosse ela compreendida. Essa não pode ser a mudança predita pelo profeta. É apresentada uma mudança intencional, com deliberação. “Cuidará em mudar os tempos e a lei”. A mudança no quarto mandamento cumpre exatamente a profecia. Para isto a única autoridade alegada é a da Igreja. Aqui o poder papal se coloca abertamente acima de Deus.

A Bí­blia ou o Papado

Contraste entre adoradores: Enquanto os adoradores de Deus se distinguirão especialmente pelo respeito ao quarto mandamento-- dado o fato de ser este o sinal de Seu poder criador, e testemunha de Seu direito à reverência e homenagem do homem--os adoradores da besta salientar-se-ão por seus esforços para derribar o monumento do Criador e exaltar a instituição de Roma. Foi por sua atitude a favor do domingo que o papado começou a ostentar arrogantes pretensões; seu primeiro recurso ao poder do Estado foi para impor a observância do domingo como “o dia do Senhor”. A Escritura Sagrada, porém, indica o sétimo dia e não o primeiro, como o dia do Senhor. Disse Cristo : “O Filho do homem é Senhor até do sábado”. O quarto mandamento declara: “O sétimo dia é o sábado do Senhor”. E pelo profeta Isaí­as o Senhor lhe chama: “Meu santo dia”. Mar. 2:28; Isa. 58:13.
A alegação tantas vezes feita, de que Cristo mudou o sábado, é refutada por Suas próprias palavras. É fato geralmente admitido por protestantes que as Escrituras não autorizam em nenhuma parte a mudança do sábado. Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela sua Igreja, e declaram que os protestantes, observando o domingo, estão reconhecendo o poder desta.

A Marca da Autoridade Papal



Sinal da autoridade da ICAR: Como sinal da autoridade da Igreja Católica, os escritores romanistas citam “o próprio ato da mudança do sábado para o domingo, que os protestantes admitem; . . . porque, guardando o domingo, reconhecem o poder da Igreja para ordenar dias santos e impor sua observância sob pena de incorrer em pecado”.--Resumo da Doutrina Cristã, H. Tuberville. Que é, pois, a mudança do sábado senão o sinal da autoridade da Igreja de Roma ou “o sinal da besta”?
A Igreja de Roma não renunciou a suas pretensões à supremacia; e, se o mundo e as Igrejas protestantes aceitam um dia de repouso de sua criação, ao mesmo tempo em que rejeitam o sábado bí­blico, acatam virtualmente estas pretensões. Podem alegar a autoridade da tradição e dos Pais da Igreja para a mudança, mas, assim fazendo, ignoram o próprio princí­pio que os separa de Roma, de que--”A Bí­blia, e a Bí­blia só, é a religião dos protestantes”. Os romanistas podem ver que estão enganando a si mesmos, fechando voluntariamente os olhos para os fatos em relação ao caso. À medida que ganha terreno o movimento em favor do repouso dominical obrigatório, eles se regozijam, na certeza de que, por fim, todo o mundo protestante será reunido sob a bandeira de Roma.

Adorando a Besta

Protestantes prestam sua homenagem ao poder papal: Os romanistas declaram que “a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, malgrado seu, à autoridade da Igreja [Católica]”.--Plain Talks About Protestantism. A imposição da guarda do domingo por parte das Igrejas protestantes é uma obrigatoriedade do culto ao papado--à besta. Os que, compreendendo as exigências do quarto mandamento, preferem observar o sábado espúrio em lugar do verdadeiro, estão desta maneira a prestar homenagem ao poder pelo qual somente é ele ordenado. Mas, no próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as Igrejas mesmas uma imagem à besta; daí­ a obrigatoriedade da guarda do domingo nos Estados Unidos equivaler a impor a adoração à besta e à sua imagem. Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bí­blico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as Igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que crêem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituí­do. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade. Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem.
Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade, e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com Roma--”o sinal da besta”. E somente depois que esta situação esteja assim plenamente exposta perante o povo, e este seja levado a optar entre os mandamentos de Deus e os dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber “o sinal da besta”.

A Advertência Contra a Marca

Solene advertência: A mais terrí­vel ameaça que já foi dirigida aos mortais, acha-se contida na mensagem do terceiro anjo. Deverá ser um terrí­vel pecado que acarretará a ira de Deus, sem mistura de misericórdia. Os homens não devem ser deixados em trevas quanto a este importante assunto; a advertência contra tal pecado deve ser dada ao mundo antes da visitação dos juí­zos de Deus, a fim de que todos possam saber por que esses juí­zos são infligidos, e tenham oportunidade de escapar. A profecia declara que o primeiro anjo faria o anúncio a “toda a nação, e tribo, e lí­ngua, e povo”.
A advertência do terceiro anjo, que faz parte da mesma trí­plice mensagem, deve ser não menos difundida. É representada na profecia como sendo proclamada com grande voz, por um anjo voando pelo meio do céu; e se imporá à atenção do mundo.
No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes--os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a Igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar “a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos”, a receberem “o sinal da besta” (Apo. 13:16), o povo de Deus, no entanto, não o receberá.
O profeta de Patmos contempla “os que saí­ram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, . . . e o cântico do Cordeiro”. Apo. 15:2 e 3.


A Nova Jerusalém, Herança Eterna dos Que Foram Fiéis a Deus Até o Fim
__________

Obs.: Reforçando o esclarecimento acima de que ninguém ainda tem o “sinal da besta”--um acontecimento ainda futuro, não existe lugar nenhum do mundo onde ninguém possa comprar ou vender se não tiver dito sinal, o que é outra prova de que não se pode atribuir a pessoa alguma a posse de tal sinal.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:07 pm

BRASIL--O PAÍS DO FUTURO, E SEMPRE. . . DO FUTURO?
Reflexões Sobre Perspectivas Econômicas e Políticas à Luz da Escatologia Bíblica

A edição da revista Time, datada de 13-02-06, traz como matéria principal, destacada na capa, uma discussão de como os EUA estariam perdendo terreno no campo da ciência e tecnologia para outras “potências emergentes”, com algumas reflexões sobre como reconquistar o espaço e tempo perdidos a fim de seguir como no. 1 absoluto nesses vários campos, continuando a ditar as cartas na economia mundial.
Ao final, numa crônica de página inteira, Charles Krauthammer tenta mostrar o seu ponto de vista de que nem tudo está perdido, e que, a despeito dos “derrotistas”, “a América é uma maravilha de criatividade”, lembra ele. Entenda-se “América” como referindo-se aos Estados Unidos da América, segundo a linguagem típica entre estadunidenses, para irritação de outros nativos do continente descoberto por Colombo que se consideram tão legítima e igualmente americanos, como é o caso de canadenses, mexicanos e. . . brasileiros.
Por falar em brasileiros, o referido articulista em certo ponto, enquanto reforça o seu otimismo, refere-se ao nosso país de modo nada lisonjeiro. E, ao que parece, seu comentário não reflete só o que ele pensa! Comenta Krauthammer no segundo parágrafo do artigo, que tem por título “Don’t Believe the Hype. We’re Still No. 1” [Não vá na conversa. Somos ainda no. 1]:
“Agora, 20 anos mais tarde, nova corrente de pessimismo, por quê? Nosso índice de crescimento econômico é o segundo no Ocidente, perdendo somente para a diminuta Finlândia. Provavelmente seja sintoma da gasolina a 3 dólares [o galão]. . . . Desta vez não é a Rússia ou o Japão [N.T.: que ameaçariam a hegemonia estadunidense], mas outros estrangeiros inescrutáveis, indianos e chineses”.
Daí entra o seu comentário desairoso sobre o Brasil: “O que outrora se dizia um tanto maldosamente sobre o Brasil: ‘o país do futuro que sempre assim será’: eu digo deles. Não estou preocupado”.
Bem, entre os próprios filhos deste “país tropical, abençoado por Deus” sempre houve os que acentuam os dizeres do hino nacional sobre o “deitado eternamente em berço esplêndido” e até tentativas para alterar esse linguajar: que parece uma profecia que se auto cumpre: já se teve algumas vezes. E entra governo, sai governo, com ou sem ditadura, experimentando-se distintos regimes e coalizões políticas, parece que “continua tudo como dantes, no quartel dos Abrantes. . .”
Um fato indiscutível, porém, é que há um século e meio estudantes cuidadosos das profecias bíblicas já previam que os EUA exerceriam um papel de importância decisiva nos acontecimentos derradeiros da história humana, identificados como o poder que tem aparência de cordeiro, mas fala como o dragão!
Quem naquele tempo iria imaginar que a jovem nação do hemisfério norte iria alcançar a posição de superpotência indiscutível em tantos diferentes campos: político, econômico, militar, educacional, científico, tecnológico, cultural e religioso: como se deram com os EUA?
Portanto, o otimismo de Krauthammer faz sentido, e não se espere que alguma outra nação suba ao topo do pódio de potência indisputável sobre este planeta, sobretudo após a queda do muro de Berlim com o fim da bipolaridade imposta pelos donos do poder atrás da “cortina de ferro”. Por um tempo tal condição até poderia deixar nossos estudantes de profecias perplexos, mas se os russos foram os primeiros a mandar o seu “sputnik” para o espaço, Tio Sam foi quem mandou, e mais de uma vez, os seus astronautas à Lua. Inventou-se até uma piada a respeito, que ilustra bem a realidade de fatos históricos indesmentíveis: os russos chegaram primeiro à Lua, e em homenagem à cor da bandeira nacional, pintaram-na toda de vermelho. Os americanos chegaram depois, e, aproveitando a iniciativa russa, escreveram por cima em letras enormes: “Coca-Cola”. Com isso transformaram o nosso satélite natural num enorme anúncio desse produto típico do famigerado “capitalismo norte-americano”.
O fato é que a cortina de ferro enferrujou-se, a outra, “de bambu”, abriu-se de vez para o capitalismo, as bravatas do barbudo do Caribe deram em nada, e a derrota no Vietnã em nada alterou as relações de poder no mundo, com os Estados Unidos qualificando-se a cumprir o papel que a profecia de Apocalipse 13 lhe aponta: a besta que sobe da Terra e que lidera o mundo para adorar a que sobe do mar.
Se pensarmos bem, o único poder político-econômico-militar-religioso hoje em dia que poderia criar meios para levar o mundo inteiro a adorar a besta vinda do mar são os Estados Unidos. E o fato de que o mundo protestante abandonou o entendimento dos Reformadores quanto à figura do Anticristo (por ação de um erudito jesuíta chamado Francisco Ribera) é muito significativo também.
Há um século e meio os adventistas ensinam isso e as coisas estão se confirmando mais e mais nesse rumo. Vejamos cinco cenários escatológicos em contraste e como o que se refere às interpretações adventistas é o único que parece fazer sentido e ter clara confirmação:

1o. -- Cenário humanístico. Prevê um futuro róseo e próspero para todos, graças sobretudo aos desenvolvimentos humanos no campo da ciência e tecnologia. Os menos jovens lembram-se ainda das promessas mirabolantes pelos anos 60 e 70 para o ano 2.000, quando se previa que todos trabalhariam menos, muitos até ficariam em casa operando seus computadores, indo à suas firmas só de vez em quando para socialização, as pessoas se aposentariam bem mais cedo, robôs caseiros fariam a maioria das tarefas para donas de casa, os mais aventureiros poderiam passar férias na Lua, ou, quiçá, realizar excursões a Marte. . .
Todavia, hoje em dia os próprios cientistas andam meio desanimados quanto ao futuro da humanidade, pois se as conquistas científicas trouxeram tantos benefícios ao mundo, também criaram situações terríveis em que o próprio futuro do planeta está ameaçado. Note-se o que se deu com Nova Orleans, vítima das mudanças climáticas causadas pela atuação maléfica do homem em confronto com a natureza. Há pouco, uma reportagem pela rede de TV CBS, dos EUA, tratava sobre vilarejos inteiros do Alasca que têm que mudar para terreno mais alto, ao custo de bilhões de dólares, pois com o degelo inesperado dos pólos (dado o “efeito estufa” e o aquecimento das águas oceânicas) o mar está invadindo as áreas onde tinham suas casas.
O egoísmo humano é o mesmo de sempre e não muda diante do desenvolvimento tecnológico-científico, daí que o próprio homem põe em risco a sobrevivência da raça humana. E isso sem mencionar a antiga ameaça de uma guerra nuclear globalmente destrutiva, tida hoje por superada com o fim da guerra fria. Mas as ameaças de outrora estão sendo revividas por outras potências nucleares emergentes. . .
Em certo painel científico de 95 cientistas de todo o mundo estes fizeram um levantamento das condições de nosso planeta, a pedido da ONU, e concluíram que se medidas urgentes e abrangentes não forem tomadas, estaremos marchando para uma catástrofe global. O desequilíbrio ecológico é cada vez mais acentuado por toda parte. Bactérias diversas que antes não atuavam em certos territórios por fatores climáticos, agora estão avançando sobre vastas áreas, o que afeta homens, animais e plantas. A edição de julho último da revista National Geographic traz matéria falando da contaminação generalizada do litoral dos EUA enquanto a última edição da revista Time apresenta um quadro preocupante da poluição com mercúrio nos EUA afetando animais silvestres e peixes em proporções alarmantes não só na América do Norte como por outros continentes.

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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:07 pm

2o. -- Cenário espírita. Os espíritas conservam muitas semelhanças com os humanistas no cenário róseo do futuro da humanidade. Há, porém, uma significativa diferença em que pregam o desenvolvimento e progresso constante do homem graças à infindável “lei” da reencarnação. Como não se observa esse propalado desenvolvimento moral e espiritual, e o progresso científico-tecnológico é uma espada de dois gumes, como acentuado acima, a rósea visão futura do espiritismo não se confirma de modo algum.
Sem falar em como biblicamente as noções de reencarnação não se sustentam nos fatos, e é mesmo um terrível engano desses últimos dias, preparatório para outros enganos maiores quando haverá os que fazem até descer fogo do céu à vista dos homens. Ademais, o cenário bíblico, como apresentado por Jesus, Paulo e outros apóstolos, é de que os homens iriam “de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tim. 3:13).
Cristo indicou que nos últimos dias a imoralidade e o desvio do bem assemelharia a sociedade do tempo final aos dias de Sodoma e Gomorra, além de acentuar que “por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mat. 24:12). Tais palavras estão longe de representar um cenário positivo e otimista para os homens no futuro (ou seria no presente?!).

3o. - Cenário das “testemunhas de Jeová”. Estes religiosos pregavam que o Armagedom se daria com as forças do mundo comunista versus capitalista em choque. O livro da Sociedade Torre de Vigia, organização das TTJ, Seja Feita a Tua Vontade na Terra (de 1958), trazia um cenário do fim dos tempos destacando a luta entre “o rei do norte” e “o rei do sul”, segundo o livro de Daniel, cap. 11. O moderno ‘rei do sul’ era tido como uma combinação de Grã Bretanha/Estados Unidos na pág. 263 (edição em inglês), e o ‘rei do norte’ era, diz a referida obra, “a União Soviética, o poder comunista que desde que arrebatou o poder na Rússia em 1917 tem mantido como sua meta o domínio mundial até o presente” (pág. 278).
O livro continua predizendo: “Até o ‘tempo do fim’ durante o Armagedom haverá coexistência competitiva entre os ‘dois reis’” (pág. 297). E declara mais, na pág. 300: “o anjo de Jeová predisse agressões adicionais pelo rei comunista do norte ANTES DE SEU FIM NO ARMAGEDOM” (destaque em maiúsculas acrescentado).
No conhecido periódico das “testemunhas”, Watchtower (A Sentinela) de 1º de abril de 1984, pág. 20, há menção à referida obra, destacando que a União Soviética é uma nação atéia, materialista. Contudo, se isso a levaria ao Armagedom parece que tal rumo foi definitivamente perdido. O fato é que hoje a ‘guerra fria’ não só findou, como aquele antigo regime comunista e ateu não mais existe.
Por outro lado, sabe-se que a religião está em plena ascensão nas terras da antiga URSS e demais repúblicas ex-comunistas associadas. Tais “antecipações proféticas” se revelaram um fracasso para a Torre de Vigia. A tremenda força do comunismo, liderado pela URSS, dissolveu-se quase que da noite para o dia, sem o disparo de um só tiro! A derrubada do muro de Berlim simbolizou essa histórica e surpreendente reviravolta, e sabe-se que tudo se deu graças à íntima colaboração entre CIA e Vaticano. Sem dúvida, foi um “ensaio” de outras colaborações futuras entre a besta que sobe da terra e a que sobe do mar. . .

4o. -- Cenário dispensacionalista. Estes religiosos, surgidos pelo fim do século XIX, pregam um futuro em que um Anticristo judaico perseguiria os judeus, a Rússia invadiria Israel, e essa nação até expandiria os seus territórios até alcançar as proporções da área sobre que Salomão governou. Só que nada disso se tem confirmado. Embora realmente houvesse o retorno de grandes contingentes de judeus para a Palestina, com a formação do Estado de Israel, outras previsões fracassaram totalmente. Israel não está ampliando os seus territórios e sim, ao contrário, devolvendo terras aos palestinos, como já se deu com a faixa de Gaza.
Não há o mínimo sentido de a Rússia invadir Israel, e o fracasso dessa escatologia israelocêntrica demonstrou-se de modo contundente com as previsões de que 40 anos após o estabelecimento do Estado de Israel, ou seja, em 1988, dar-se-ia o arrebatamento da Igreja. Tanto que livros foram publicados e vendidos aos milhões pelo mundo com tais previsões, como A Agonia do Grande Planeta Terra, do dispensacionalista Hal Lindsey. E deu tudo em nada. . .
O grande problema das interpretações desses estudiosos das profecias bíblicas é não perceberem o caráter condicional das promessas e ameaças divinas, tanto para Israel como para quaisquer outros povos (ver Deu. cap. 28 e Jer. 18:7-10). A própria promessa a Abraão (Gên. 12:1-3) não é “incondicional”, como se interpreta, pois ele teria que efetivamente deixar a sua terra e a sua parentela para que o plano divino se cumprisse a partir de sua ação (ele tinha toda liberdade de não obedecer a ordem divina).

5o. -- Cenário adventista. Tal cenário parece estar se confirmando mais e mais: os EUA (a “besta” que sobe da Terra, Apo. 13:11ss, como interpretado pelos adventistas há um século e meio) cada vez têm colaboração mais íntima com o Vaticano. Hoje a Igreja Católica Romana é a maior denominação religiosa no país, com 67 milhões de adeptos, e sabe-se que nos bastidores da política estadunidense há muita influência do catolicismo, para impor a agenda vaticana sobre a nação.
Outra reportagem de capa de Time falava de como a Opus Dei, organização católica semi-secreta, tem crescente êxito em colocar gente de suas fileiras em posições-chave do governo americano (também de outras nações). Seria por acaso que o atual chefe da Suprema Corte dos EUA, o juiz John Roberts, é fiel católico romano? Outro juiz recentemente nomeado, Samuel Alito, se não for católico joga no time dos conservadores que se dispõem a cumprir a agenda católica. Entre as causas católicas que obtêm crescentes adesões de legisladores protestantes americanos podem-se citar o combate ao aborto e a condenação aos casamentos “gay”.
E o incentivo a maior respeito aos “10 Mandamentos” da parte da liderança evangélica, ultimamente, diante de tendências preocupantes de corrupção política e crescente imoralidade e criminalidade na nação, tendo inclusive sido instituído o “domingo dos 10 Mandamentos”, é uma significativa iniciativa. O problema é que a interpretação deles quanto ao 4o. mandamento vêm ao encontro dos apelos recentes dos papas João Paulo II e Bento XVI por maior valorização do “dia do Senhor” da tradição católica (e protestante): o domingo.
Uma cronista da revista Time publicou artigo de página inteira, na edição de 2 de agosto de 2004, no qual cita o documento papal Domini Dies e sugere um retorno a “leis dominicais”, de rigoroso fechamento de comércio e outras atividades aos domingos, como prevaleciam em muitas comunidades americanas até meados do século XIX, provocando intolerância contra os desrespeitadores de tais leis.
E o que dizer do recente acordo entre metodistas e católicos quanto à doutrina da justificação pela fé, seguindo o exemplo dos luteranos em 1999? Teólogos luteranos na época expressaram revolta com tal iniciativa de uma parte de seus líderes porque tal acordo fere princípios básicos do que a Reforma Protestante ensinava sobre o tema. Até agora não se ouviu falar de nenhum protesto dos meios metodistas.
Por outro lado, com o colapso do mundo comunista, é crescente o prestígio, poder e influência dos EUA no mundo em diferentes campos de atividade. A própria outrora ameaçadora China submeteu-se de vez aos caprichos do mercado americano, com fabricação maciça de tudo quanto é bugiganga para atender ao público norte-americano. Para isso lutou por conquistar o cobiçado status de “nação mais favorecida” junto aos americanos (se o Brasil conseguisse o mesmo, muito facilitaria suas exportações para a terra do Tio Sam). Destarte, não pairam dúvidas quanto ao poderio e força dos EUA como superpotência única no mundo moderno.
Ainda Time recentemente trouxe entrevista com o líder Vladimir Putin, dirigente máximo da Rússia, em que dizia que os investimentos de seu país no campo militar não chegam a 10% do que investem os EUA! E essa era a outra grande potência mundial, e rival. . .

P.S.: 1 - Ver os estudos sobre Apocalipse 13 e 14 acima para melhor entendimento da questão.
2 - O referido painel de 95 cientistas já está superado por outro documento mais recente de 600 cientistas fazendo advertências na mesma linha.

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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:07 pm

Controle Mundial
VOCÊ SABIA QUE...

Antes de impor a marca da besta, o poder opressor desenvolverá meios de controlar os hábitos de vida da população?

“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.” Apocalipse 13:16 e 17

Ninguém constrói uma casa de uma só vez. O projeto escolhido sempre é executado em etapas. Primeiro o alicerce, depois as paredes, o telhado... Assim, também, a Babilônia do Apocalipse -- aquele poder opressor que vai restringir as liberdades civis e impor a marca da besta -- executará seu diabólico plano em etapas pré-definidas, calma e eficientemente, até atingir o acabamento final.

OS FATOS:

1. O primeiro passo para conseguir o controle total dos hábitos de vida das pessoas seria desenvolver uma tecnologia para armazenamento e identificação eletrônica de dados, e, com ela, o possí­vel rastreamento de objetos, de animais e até mesmo de pessoas.

2. Em seguida, após comprovar os “benefí­cios” dessa nova tecnologia, deve-se estimular o seu uso para múltiplas finalidades:

a) Ajudar na localização de animais domésticos perdidos.

b) Melhorar a qualidade e a segurança dos produtos de origem animal: até o fim de 2007, todo o gado do Brasil estará usando um microchip, de acordo com o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (SISBOV).

c) Substituir o uso de dinheiro em estabelecimentos comerciais.

d) Facilitar o atendimento médico para determinados pacientes.

e) Controlar o acesso de pessoas a áreas de segurança.

f) Facilitar a arrecadação do dí­zimo e das ofertas em igrejas.

g) Monitorar a entrada e saí­da de imigrantes nos Estados Unidos.

h) Monitorar os condenados em regime de liberdade condicional.

i) Para combater o roubo de carros e a inadimplência do IPVA, o governo brasileiro adotará o uso de microchips em toda a frota nacional de veí­culos.

j) Criar certas ”facilidades” no dia-a-dia das pessoas.

3. E, finalmente, usar o “medo” como arma para persuadir aqueles mais resistentes ao uso do microchip implantável. Na Inglaterra, em 2002, houve uma onda “misteriosa” de crianças seqüestradas , e os pais apavorados disseram estar dispostos até mesmo a colocar um microchip em seus filhos para prevenir seqüestros. Depois dos incidentes com as crianças seqüestradas, um especialista em cibernética veio a público apresentar a solução ideal para os pais aflitos. Imagine qual foi...

Embora o microchip implantado não seja a “marca da besta” em si, pode-se afirmar que a popularização do seu uso está contribuindo em grande medida para criar as condiçíµes necessárias para o controle dos hábitos e costumes da população mundial.

“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princí­pio cremos.” Romanos 13:11.


http://minutoprofetico.blogspot.com/2006/08/controle-mundial.html
__________

Obs.: Acrescente-se à discussão acima o detalhe de que em virtude da propalada “segurança nacional”, após os ataques terroristas do famigerado “September 11” (a data dos ataques às torres gêmeas de Nova York em 11 de setembro de 2001), novas leis nos EUA permitem que autoridades realizem escuta telefônica, rastreiem e-mails e outros meios de comunicação entre as pessoas, o que tem sido objeto de grandes debates nesse paí­s. Alguns dizem abertamente que se dispíµem a sacrificar algumas de suas liberdades individuais se é para benefí­cio do fator “segurança”.

Aqueles que vivenciaram os anos da ditadura militar no Brasil, especialmente nas décadas de 60 e 70, lembram-se das inúmeras medidas repressivas que foram impostas sobre a população (como a censura à imprensa) com base no critério de “segurança nacional”.
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:08 pm

Olá, amigos e irmãos foristas

Em associação com os estudos acima vejam as discussões sobre “O Sinal e o Número da Besta” em matérias iluminadoras do Dr. Samuele Bacchiocchi a que se chega pelo seguinte link:


Na seqüência das referidas matérias de Bacchiocchi também encontrarão um estudo bastante profundo do Prof. J. Paulien, da Universidade Andrews, sobre Apocalipse 17.

Abraços
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MensagemAssunto: Re: Entendendo as Profecias das Escrituras   6/1/2009, 5:08 pm

O Vaticano Tem a Faca e o Queijo
O que você pensaria caso soubesse que o futuro do mundo e o iminente cumprimento das profecias dependem apenas (humanamente falando) de nove pessoas? E se também soubesse que cinco delas são católicas, três das quais ligadas à Opus Dei; como você se sentiria?
Por detrás da aparente ingenuidade dessa pergunta se esconde a mais dura realidade. A profecia alerta que o poder representado pela “besta que subiu da terra” (os EUA) passaria por uma metamorfose: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuí­a dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.” Apocalipse 13:11. A “fala” de uma nação acontece por meio de suas leis. Isso significa que, em determinado momento, os EUA (por meio de suas leis) passariam a “falar” como um dragão (lembrando que “dragão” no Apocalipse é sí­mbolo do “diabo” e do “paganismo” -- Apocalipse 12:9 e 13). Uma lei impondo a guarda do domingo (dia em que os pagãos adoravam o Sol, e que, por influência da Igreja Romana, passou a ser o “dia do Senhor” para muitos cristãos) encaixa-se perfeitamente nessa profecia.
Mas seria possí­vel isso? Poderia um paí­s protestante cuja supremacia mundial foi alcançada graças a sua capacidade de assegurar a liberdade tanto civil quanto religiosa aos seus habitantes, ser capaz de alterar a sua constituição e acabar com a liberdade religiosa impondo um dia de guarda a todos?
Só uma instituição do governo americano teria poder para realizar tal mudança: a Suprema Corte de Justiça dos EUA. A Suprema Corte é o órgão máximo do Poder Judiciário nos EUA, sendo composta por nove juí­zes (um chefe mais oito assistentes), cujo mandato é vitalí­cio (só perde o mandato quando morre ou quando pede demissão por razões de idade ou saúde). O presidente americano é quem escolhe esses juí­zes, os quais são depois aprovados ou não pelo Senado.
Na teoria, os juí­zes não deveriam ser influenciados pelo Executivo, mas como na prática é o presidente quem indica os nomes, a influência do Executivo ocorre na seleção dos nomes, ou seja, os nomes escolhidos pelo presidente geralmente são de juí­zes que têm o mesmo perfil polí­tico do seu partido (conservador ou liberal).
Uma palavra sobre a polí­tica americana: os dois maiores partidos que dominam a polí­tica são o Republicano (conservador) e o Democrata (liberal). Na prática, atualmente, os conservadores são contra o aborto, contra o casamento gay, mas a favor da união entre igreja e Estado (ou seja, querem mudar a Constituição americana). Já os liberais têm posição oposta: a favor do aborto e do casamento gay, mas contra a união da igreja e o Estado (não desejam a mudança da Constituição).
Nessa luta de interesses, o presidente que indicar o maior número de juí­zes para a Suprema Corte acaba desequilibrando a balança do poder, seja conservador ou liberal. Atualmente, há quatro juí­zes conservadores, quatro juí­zes liberais e um que não tem lado definido (um pouco mais liberal que conservador). Mas o maior problema é outro: é que cinco deles são católicos, sendo três destes ligados à Opus Dei (o que você acha que aconteceria numa votação sobre Lei Dominical?), é o que diz a matéria do jornal O Estado de S. Paulo, de 5 de fevereiro de 2006.
A Opus Dei é uma organização católica de âmbito mundial (80 mil afiliados) que opera nos moldes de uma sociedade secreta, cujo principal objetivo é restabelecer o poder polí­tico mundial do Vaticano, perdido no fim da Idade média (1798). Há membros da Opus Dei ocupando posições de influência espalhados em vários paí­ses. Inclusive João Paulo II foi muito assessorado por membros da Opus Dei durante seu governo no Vaticano. Ainda de acordo com a matéria do Estadão, ficamos sabendo quem é quem na Suprema Corte Americana:

* John G. Roberts Jr. -- 52 anos, indicado por George Bush (filho), católico, conservador.

* Antonin Scalia -- 70 anos, indicado por Ronald Reagan, católico, ligado à Opus Dei, conservador.

* Clarence Thomas -- 58 anos, indicado por George Bush (pai), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

* Samuel A. Alito Jr. -- 56 anos, indicado por George Bush (filho), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

* John Paul Stevens -- 86 anos, indicado por Ford, protestante, liberal.

* David H. Souter -- 67 anos, indicado por George Bush (pai), protestante, liberal.

* Ruth Bader Ginsburg -- 73 anos, indicada por Bill Clinton, liberal.

* Stephen G. Breyer -- 68 anos, indicado por Bill Clinton, liberal.

* Anthony M. Kennedy -- 70 anos, indicado por Ronald Reagan, mais liberal que conservador.

Apesar de o Vaticano estar com a faca e o queijo na mão, a profecia só vai cumprir-se quando Deus assim o permitir. “Pois do Senhor é o reino, é Ele quem governa as nações.” Salmo 22:28


_______

P.S.: Notem que os “conservadores” em geral são os mais jovens, o que significa que têm mais anos de atividade enquanto os demais forem morrendo (em geral ‘liberais’), com o que novas nomeações poderiam confirmar mais ainda a inclinação conservadora dessa estratégica divisão do poder dos EUA--a Suprema Corte.
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Entendendo as Profecias das Escrituras
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