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 O arrebatamento será depois da Grande Tribulação

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MensagemAssunto: O arrebatamento será depois da Grande Tribulação   3/12/2008, 9:52 pm

O arrebatamento será depois da Grande Tribulação

Por que acredito que o arrebatamento
acontecerá depois da Grande Tribulação?

Por Igor Miguel

Vértebra Escatológica

Acredito firmemente em uma teoria que denomino de “vértebra escatológica”. O que é isto? Assim como a vértebra humana é central na formação nervosa, óssea e todo o corpo é sustendo por ela, acredito que exista um texto na Bíblia que deve ser considerado o sustentáculo, o pilar central da Escatologia – o estudo acerca do Final dos Tempos.

Acredito firmemente que o único texto que se enquadra neste perfil de vértebra escatológica se encontra em Mateus capítulo 24, as palavras de Yeshua (Jesus) a respeito das últimas coisas. Considero suas versões em Lucas 21 e Marcos 13 textos complementares de Mateus 24.

Acredito que Mateus 24 se enquadra no perfil de vértebra no estudo da Escatologia, por vários motivos, porém listarei alguns que considero de suma importância:

1º Yeshua descreve o final dos tempos sob uma pergunta que os discípulos fizeram, na verdade eles formularam um questionamento típico dos escatólogos, ou seja a pergunta que qualquer estudioso das últimas coisas gostaria de fazer ao Mestre. “Dize-nos quando acontecerão estas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e dos fins dos tempos?” (v.3). Ora, deste questionamento Yeshua vem traçando, quase em ordem cronológica, os sinais do fim, bem como seu advento.

2º A ambiência em que Yeshua narra o final dos tempos é bem apropriada. Yeshua está geograficamente no centro do cumprimento profético, no coração das profecias, está em uma ambiência escatológica, Yeshua está no Monte do Templo em Jerusalém. (v.1).

3º A narrativa está quase em ordem cronológica, percebe-se isto na lógica do texto. O uso de expressões como: Então, quando, logo, etc. Indicam marcação de tempo, isto é importantíssimo para compreendermos a manifestação das últimas coisas.

Muitos ainda assim, afirmam que o texto faz referência a Israel. Porém, tenho minhas dúvidas se o texto também não se aplica à toda comunidade de salvos no mundo. O testemunho do advento não será restrito aos judeus como veremos no desenvolvimento deste pequeno artigo.

A Escatologia do Messias

Fiz esta introdução para que tenhamos em mente, que Mateus 24 é a Escatologia do Messias. Todos os outros textos que temos nas Escrituras desde os profetas até Apocalipse estão submetidos pela visão escatológica do Messias. Qualquer interpretação bíblica sobre o final dos tempos que, fuja a visão de Yeshua sobre este assunto, deve ser reavaliado.

E o quê Yeshua diz sobre as últimas coisas? Esta deve ser a humilde pergunta que o teólogo sincero deve fazer. Como Yeshua descreve e profetiza o Final dos Tempos?

Vejamos nos tópicos a seguir como é a Escatologia do Messias em Mateus 24:

“... quando sucederão estas cousas, e que sinal haverá da tua vinda e da consumação dos séculos?” (Mt 24.3).

1. “Princípio das Dores” Mateus 24.4-9

- Falsos Messias;
- Engano;
- Guerras e Rumores de Guerra;
- Nação contra nação, Reino contra Reino;
- Fomes, Terremotos em vários lugares.

2. “A Grande Tribulação” Mateus 24.9-28

Início da Grande Tribulação

- Ódio das nações;
- Escândalos;
- Traição;
- Ódio;
- Falsos Profetas;
- Transgressão da lei (anomia);
- Amor se esfriará;
- O Evangelho será anunciado por todo o mundo.

A Grande tribulação propriamente dita

- Abominável Desolação;
- Fuga para os montes;
- Grande Tribulação.

3. “A Vinda do Filho do Homem” Mateus 24.29-44

- Logo em seguida a tribulação daqueles dias v.29.
- O Sol escurecerá
- Yeshua vem ao som de Shofar;
- Lamentação dos povos;
- O Recolhimento do Escolhidos (ARREBATAMENTO) v.40.

Os Escolhidos Passam Pela Grande Tribulação

O texto de Mateus é claríssimo, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome”. (v.9). Para quem Yeshua estaria dando esta advertência? Para os que não querem nenhum compromisso com o nome Dele? Com os incrédulos que perderam o arrebatamento, como afirma o pré-tribulacionismo? Não! Estes que são os perseguidos, são testemunhas do Reino de D’us, é uma Igreja perseguida, porém vitoriosa, que testemunha o nome do Messias, mesmo sendo oprimida e martirizada pelo mundo. Uma igreja que mesmo em um mundo onde o amor se esfriou por causa da transgressão da Torá (iniqüidade é anomia em grego, quer dizer transgressão da lei) v.12. Anuncia o Evangelho do Reino à toda a terra, testemunhando a todas nações, para assistir o fim (v.14). Por isto Yeshua disse: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (v.13).

Os Salvos na Grande Tribulação

A orientação do Messias é claríssima: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no shabat; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (v.20). Esta tribulação, foi prevista pelos profetas e também foi preservada sua expectativa em escritos judaicos antigos, como em Qunram: “Tribulação para todo o povo redimido por D’us. De todas as tribulações, nenhuma será como esta, desde sua aceleração até que se complete a redenção eterna” (1 QM [t 1Q33]) – Regra de Guerra Col I.v.12.

Ora, o que temos aqui, é que a expectativa judaica sempre foi, tanto nos profetas como nos escritos de Qunram, que os remidos passariam pelas dores de parto de uma Grande Tribulação. Os ‘remidos’ passariam por ela.

O que temos que ter em mente é que a expectativa de uma Grande Tribulação não é uma teoria cristã ocidental, ou mesmo helênica. A Grande Tribulação é conhecida como as dores de Jacó, isto fazendo referência aos vários textos dos profetas que descrevem uma grande aflição que virá no Final dos Tempos sobre Israel.

Sendo assim, devemos entender que na mente judaica, nunca houve um entendimento de que alguma forma os remidos escapariam desta tribulação por um arrebatamento.

Outra questão que deve ser levada em conta. O livro de Apocalipse possui quase todo sua narrativa descrevendo este período da Grande Tribulação, e o texto de Apocalipse é claríssimo quando diz: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3). Ora, se eu serei arrebatado, por que tenho que guardar as palavras das profecias de Apocalipse? Eles descrevem as pragas, cálices da ira, trombetas, selos, morte, sangue, fogo, saraiva, perseguição aos inscritos no Livro da Vida, etc. Se eu sou arrebatado, por que Apocalipse existe? Este é o grande problema do pré-tribulacionismo, ele exclui os crentes do cenário escatológico e exclui apocalipse como um livro para os salvos. Yeshua disse ainda: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de D’us e a fé em Yeshua” (Ap 14.12). Apocalipse é um livro para que os santos perseverem, para que tenham esperança, para não fraquejarem diante da tremenda tribulação que virá sobre as Nações no Final dos Tempos.

O Advento do Messias

Este é para mim o versículo mais claro sobre o arrebatamento depois da Grande Tribulação: “LOGO EM SEGUIDA A TRIBULAÇÃO daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados, Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de Shofar (Trombeta), os quais reunirão [arrebatamento] os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24:30-31 – Almeida Revista e Atualizada)

O texto é claríssimo! Algumas versões traduzem o termo ‘tribulação’ deste versículo por ‘aflição’, porém a palavra original tlipsis é precisa. Traduzida literalmente por tribulação, é a expressão TSAR (Tribulação) que encontramos no hebraico do Tanach (AT). A versão de Marcos é mais clara ainda quando diz: “Mas, naqueles dias, após a referida tribulação...” (Mc 13.24 – ARA).

Veja! O ADVENTO SÓ ACONTECE DEPOIS DA GRANDE TRIBULAÇÃO! Os salvos testemunharão este advento da terra, e não do céu, vindo das “bodas celestiais” depois de 7 anos de Grande Tribulação como ensina o dispensacionalismo inglês de J.N. Darby (1830). Não! Yeshua foi claro ‘logo após a tribulação daqueles dias virá no céu o Filho do Homem’. Não há espaço para o argumento moderno da cristandade em dizer que a Segunda Vinda do Messias é em duas fases. A Segunda vinda é única e absoluta, não existe espaço para ‘fases’ neste advento, Yeshua disse que será em um abrir e fechar de olhos!

Interessante, que estas palavras de Yeshua estão preservadas em uma versão similar no livro de oração judaica (Sidur) nas orações da Amidá, em específico na Benção Kibuts Galuiot (Reunião da Diáspora) que diz: “Faze soar o Shofar para a nossa liberdade e ergue o estandarte para juntar os nossos dispersos, e reúne-nos logo, a todos, dos quatro cantos do mundo para nossa terra”. O advento do Messias Yeshua (Jesus) restaurará o povo judeu da diáspora, os dispersos serão reunidos, os gentios que foram enxertados neste povo farão parte desta restauração e todos testemunharemos a vinda em Glória do Nosso Messias.

Está claro que o Advento acontece após a tribulação. E o arrebatamento e ressurreição dos mortos acontecem nesta ocasião? Sim! Vejamos o que o apóstolo disse sobre isto: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta (SHOFAR) de D’us, descerá dos céus, e os mortos no Messias ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Ts. 4:16 e 17). O Apóstolo dos Gentios, Paulo, está descrevendo o mesmo advento, inclusive faz referência ao Shofar.

A questão é que teremos um encontro com o Senhor nos ‘ares’. Não para ficarmos com ele nas bodas nestes ares. Mas, para estarmos com o Senhor no Reino Milenar que é sobre a terra e finalmente nos Novos Céus e Nova Terra (Ap 20 e 21).

Este testemunho do advento de Yeshua não será restrito aos judeus? Não! A teologia que afirma que os judeus são afligidos na Grande Tribulação, enquanto os gentios salvos desfrutam das Bodas nos ares é anti-semita.

Os salvos testemunharão o advento sim! Paulo inclusive faz referência a isto aos gentios de Tessalônica quando fala deste advento no texto já citado.



Textos Usados pelo Pré-tribulacionismo

“Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3:10).

Este texto é largamente usado pelos que acreditam no arrebatamento antes da Grande Tribulação, afirmando que a ‘provação’ seria a Grande Tribulação.

Esta é uma interpretação muito limitada e desrespeita o contexto histórico das Escrituras. Este texto foi dirigido a Igreja de Filadélfia que foi uma comunidade de crentes histórica, que existia na Região de Filadélfia no Leste da Ásia Menor (Turquia Européia atualmente). A profecia é uma profecia histórica e não escatológica, pois o texto tem aplicação primária sobre a Igreja de Filadélfia que simplesmente não existe mais. Claro que isto não impede a aplicação do texto para a Igreja da Modernidade. Porém, aplicação não tem autoridade hermenêutica, pois a hermenêutica respeita acima de tudo a historicidade do texto. Aflição contra crentes no mundo antigo sempre existiu. O texto provavelmente estava fazendo referência as terríveis perseguições romanas contra os primeiros crentes na Ásia. Aplicar este texto a Igreja moderna, sem levar em conta os fundamentos históricos do texto é ignorar os fatos. O texto não se aplica a Igreja escapando da Grande Tribulação e tenho certeza que João não tinha isto em mente quando escreveu Apocalipse.

“... e para guardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Yeshua, que nos livra da ira vindoura” (I Ts 1:10).

Este texto diz o que diz, os salvos serão salvos da Ira Vindoura! Sem dúvida, porém isto não significa que seremos arrebatados dela. O livramento ocorre na Grande Tribulação. Temos que ter em mente que existem dois tipos de aflições na tribulação. Juízo de D’us sobre as nações pagãs não salvas: pragas, terremotos, doenças, saraiva, etc. E perseguição aos crentes por parte do Anticristo ou Antimessias: perseguição, morte, opressão, etc.. Os crentes não receberão nenhum tipo de juízo de D’us, seremos livres da Ira Vindoura! Porém, seremos perseguidos pelo mundo, Yeshua disse isto em Mateus 24 e vemos isto também em todo o livro de apocalipse. “Foi lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação...” (Ap 13.70). Porém, constantemente vemos em Apocalipse, as pragas vindo sobre ‘os que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do cordeiro’. Tudo muito lógico. Este entendimento aplica-se também aos textos de Romanos 5:9 e I Ts 5:9.

O estranho é que a escatologia pré-tribulacionista afirma que não haverá mais a Noiva do Messias a Igreja na Grande Tribulação pois estará arrebatada durante ela. Porém, isto é estranho, porque João tem uma visão de salvos que vieram da Grande Tribulação e tiveram suas vestes lavadas pelo sangue do cordeiro. Ora, não são os remidos parte integrante do Corpo de Cristo? Então se há salvação na Grande Tribulação, há Igreja.

Conclusão: A teoria pré-tribulacionista é um ensinamento muito novo, foi cunhado em 1830 por Darby e teve como seus principais divulgadores homens como: Schofield, Charles Rariye, D. Pentecost, Stanley Horton, etc. Ora, antes deste ano nunca houve a expectativa na Igreja de ‘escapar da tribulação’. Citarei um texto de um renomado teólogo Batista: “A distinção cronológica entre o arrebatamento e a segunda vinda de Cristo é uma doutrina recente, que veio à cena apenas a cem anos passados. Portanto, pode tratar-se de uma criação moderna, que dá à Igreja de fé fácil um meio de escape para não entrar na prometida Grande Tribulação... Limitar a tribulação somente à preparação da nação de Israel para a restauração, e não encarar a tribulação como medida que purificará a própria Igreja, como se fosse uma espécie de medida preparatória da Noiva para a vinda do Noivo, é fazer como que os capítulos quinto e décimo nono, do livro de Apocalipse, não tenham qualquer aplicação direta à Igreja Cristã, ao passo que esse livro tem como seu propósito específico advertir e sustentar a Igreja em meio a tribulação; e isso tanto no período da Igreja primitiva, que sofria tribulações e perseguições, como prefiguração do que acontecerá futuramente, como também profeticamente, para ajudar a Igreja Cristã que existir quando ocorrer a Grande Tribulação”. (J.M. Bentes e Russel Champlim Phd. – Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Verbete Parousia).

É incrível a precisão das palavras deste pastor, aplica-se perfeitamente a tese apresentada.

Encerro este artigo com a visão de João em Apocalipse: “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas.... Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: SÃO ESTES OS QUE VÊM DA GRANDE TRIBULAÇÃO, LAVARAM SUAS VESTIDURAS E AS ALVEJARAM NO SANGUE DO CORDEIRO....” (Apocalipse 7:9,13 e 14).

http://www.ensinandodesiao.org.br/home/detail.asp?iNews=255&iType=20
http://www.lideranca.org/cgi-bin/index.cgi?action=forum&board=teologia&op=display&num=423
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